relogio digital

A Eterna Márcia, O Romance e a Aventura...

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

Em Busca do Paraíso

  Em Busca do Paraíso...



Sua História é a Minha Vida  -  Sua Vida é a Minha História...

A Eterna Márcia...
A Misteriosa Senhorinha.



Minha florzinha de laranjeira - Teca - Tetel - Márcia - Senhorinha.
A Teka Braga.
A luta e o Prazer. Zero. Edição Heziel.



Muitas são Marias, outras Joanas, tantas Aparecidas, algumas Márcias, até mesmo Teca's e outras tantas mulheres, mas nenhuma Senhorinha, uma só é ela, a unica que estava planejada por Deus ao meu destino, ela que eu procurava...


A luta e o prazer...

             1975...1996...2011...
Grandes amizades, romances, paixão, amor, os sofrimentos e fé...
Eu queria viver um grande amor...

Nova Friburgo RJ 02 de maio de 1975.

Eu não fui um filho planejado por meus pais, fui planejado por Deus, pois quando minha mãe descobriu que estava gravida de mim, já estava de sete meses de gestação. Então ela ainda amamentava meu irmão Eliel, este sim foi planejado por eles, eu não, eu fui planejado por Deus, cheguei de surpresa e tive que até usar as roupas de meu irmão pois meus pais não estavam me esperando. Meu nascimento foi complicado, eu fui extraído, fórceps, um parto de risco, mas estou aqui pela vontade do Criador, por alguma razão, com alguma missão. Num lar pobre, eu já tinha como irmão Eliel, minha mãe Maria Lucia Rabello Braga, meu pai João Evangelista Braga, um homem sem juízo, que também não teve pai, talvez esse fosse motivo por ele ter nos abandonado também...
1977
1977


1982
Esse foi o disco do cantor Jô Braga 1982 para fazer esse disco meu pai sacrificou a própria família.


Quantas humilhações passamos por causa disso, as pessoas debochavam de nós dizendo: “- Mulher de cantor, filho de cantor.
Com sua carreira de cantor meu pai começou a participar de programas  de rádio, e um dia ele estava dando entrevista na rádio Nacional  do Rio de Janeiro, lá em casa todos nós ligados escutando, não só nós, mas nossos parentes estavam lá em casa também foi quando o locutor lhe perguntou se ele era casado, nessa hora nossos corações lá em casa palpitaram de emoção, pois tínhamos a certeza que ele falaria de nós três, mas não falou, ele disse ao locutor que ele era solteiro, livre e desimpedido, nesse momento nosso semblante mudava, ainda mais com nossos parentes nos olhando. Minha mãe tadinha, não entendia o porquê. Quando meu pai chegou em casa a explicação dele foi a seguinte; Ele disse que no mundo artístico ser solteiro tem a maior chance de se dar bem, como ele estava no princípio da carreira ele teve que falar que era solteiro, mentiu, coisa que para ele era fácil, pois nossa vida era uma mentira, era o que mais ele sabia fazer, mentir. E minha mãe inocente, engoliu, pois, meu pai sempre falava que tudo que ele fazia era para o nosso bem.  


 1982


ESTRADAS… BOIS… E CERQUINHAS…
ELIEL E HEZIEL, A ALMA DA BRINCADEIRA.
1982.

Éramos pobres, nossos tios que nos ajudavam quando precisávamos. Eu tinha sete anos e meu irmão oito anos de idade, tínhamos nossos primos, Jairo que tinha mais ou menos a minha idade, seu irmão Josias que era da idade de meu irmão, a irmã deles Jane que era mais nova um pouco que eu, esses eram os filhos do tio José irmão de meu pai com a tia Jovem. Tinha também Wilson, que era mais velho que todos nós, sua irmã Elaine que era novinha na época e seu irmão caçula Gílson que na época era neném, esses eram os filhos do tio Rubens com tia Tereza irmã de meu pai. Também tinha Júnior e Eide que eram bem novinhos, neném filhos do tio Henrique irmão de meu pai, com tia Mena. Então éramos crianças, dessa turma toda os mais pobres eram eu e meu irmão, tínhamos poucos brinquedos, quase nada, ao contrário de nossos primos que tinham vários tipos de brinquedos, desde vaquinhas de plástico, passando por metralhadoras que fazem barulho e acendiam a luz, até grandes caminhões. Mas eles não tinham uma coisa o qual eu e meu irmão tínhamos de sobra, a mente fértil para inventar brincadeiras; Não tínhamos brinquedos, mas eles nos chamavam para brincarmos, pois eu e meu irmão construíamos várias coisas, cidades, ruas, rios com ponte e tudo, estradas, fazendinhas com cerquinhas onde nossos primos colocavam seus bois de plástico, os cabritos, ruas para eles brincarem com seus carrinhos e seus bonecos. Enfim eu e meu irmão que construía a alma da brincadeira, era por isso que nossos primos nos chamavam para brincar, pois eles tinham muitos brinquedos industrializados, caros, mas eu e meu irmão tínhamos a inteligência de fazer de um brinquedo sem graça ou sem vida, transformá-lo em um brinquedo legal, o que adiantaria ter um carrinho, sem estradas, vaquinhas, cabritos, bois sem fazendinhas e cerquinhas. Eu e meu irmão éramos a alma da brincadeira, e muitas das vezes depois de eu e meu irmão construirmos isso tudo, no final, nossos primos davam uma desculpa que não queriam brincar mais, só para eu e meu irmão irem embora, pois fazíamos no quintal da casa deles, Jairo e Josias, eu e meu irmão indo embora eles continuavam a brincar, mas sem a gente, só precisavam da nossa inteligência, de nossas invenções. Eu e meu irmão já na rua olhávamos pelo buraco do portão e viam eles se divertindo com aquilo que fizemos para também podermos brincar. Mas teve um dia que eu e meu irmão se aporrinhamos, eles dizendo que não ia brincar mais ou ia almoçar, destruímos tudo que fizemos, ninguém brincou naquele dia. 



1982
Nova Iguaçu RJ - 1984/85  -  Alcântara/Marambaia RJ - 1985
 1984 - Mesquita Nova Iguaçu  Rua Manoel Duarte.

Dias negros na vida de eu, meu irmão e minha mãe, posso dizer que chegamos ao extremo da pobreza, ao ponto de até sairmos nas ruas pedindo  esmolas, e catar resto de feira para comer e não ter dignidade e nem expectativa de vida, ao ponto de apenas esperar a morte chegar, talvez seria bem melhor. Mas tudo mudaria no dia 05 de maio de 1985. Dia 02 de maio eu completei dez anos, numa época em que o Brasil estava passando por mudanças, e nós também, e foi no dia 05 de maio de 1985 em que fomos embora de volta  nós três só com a roupa do corpo para Nova Friburgo, em busca de ajuda, pois estávamos perecendo de fome, tínhamos nos transformado em mendigos em Marambaia. E em Nova Friburgo um tio nos acolheu, ai começava uma nova fase em nossa vida.
Muitas humilhações e privações...
Chegávamos a Nova Friburgo 05 de maio de 1985.

1987...


Depois de passar por momentos difíceis na vida e sobreviver a fome, cheguei ao ano de mil e novecentos e oitenta e sete, por que esse ano? Pois foi esse ano que começou em minha mente histórias de aventuras e romance e uma menina a qual eu não via o rosto, apenas aparecia em minhas histórias, juntos nos aventurávamos pelo mundo, eu contava para mim mesmo, ou até colocava em rascunhos histórias de aventuras de romance, e lá estava ela, junto a mim, foi ai que coloquei um nome a essa menina, Márcia. E comecei a acreditar que ela existia, pois em meus sonhos e em minha mente ela era bem real. Mas onde ela estaria?

Toda criança tem seus heróis preferidos, Super-Homem, Homem-Aranha etc. eu é claro gostava de Indiana Jones, Rambo etc., mas não eram os meus preferidos, pois eu mesmo inventei os meus heróis e suas histórias. Em minha mente eu imaginava e contava para mim mesmo, histórias de aventuras, eram eles: SUPER LEIZEH (eu)  NINJA O justiceiro NOTURNO (eu) HEZIEL  o   GUERREIRO (eu)  DEFENSORES DA TERRA (eu, Fábio e Rafael Chimith) , HARITANA  (eu)  e Herois -  Heziel & Márcia ( Eu e Teka Braga) Durante um bom tempo de minha vida esses personagens me acompanharam em minha mente, até cheguei contar histórias deles para alguém, para passar o tempo.
Heziel 
&
Márcia
O Mistério

David Bowie - Heroes - Trilha sonora da História Heziel & Márcia



Fui vivendo, sobrevivendo uma vida de obstáculos, dificuldades e pobreza, trabalhava para ajudar a minha mãe pagar o aluguel do barraco, pois onde morávamos não era bem uma casa.


Jaqueline e seus irmãos...


Eu tinha uma amizade forte com uma menina chamada Jaqueline, e seus irmãos, desde 1986, fomos criados juntos, brincávamos juntos, eu, meu irmão, Jaqueline e seus irmãos, Fábio e Rafael. Mas crescemos, e Jaqueline estava se tornando uma menina linda...

1987 quando tio Henrique veio nos visitar.


1990 Jaqueline Carvel Chimith




Meu crachá quando fui office-boy da Iwega em 1991.


Para falar a verdade foi o segundo melhor emprego que já trabalhei, pelo menos até essa data de hoje que estou escrevendo isso, 09.10.2017. Eu era Office-boy, fazia serviço de rua para empresa, indo a bancos e escritórios da cidade, eu me sentia bem fazendo aquilo e ainda escrevia meu livro, pois ainda não tinha minha própria máquina de escrever.
1991...
Aline - A primeira namorada...

Algumas paquerinhas, e até cartinhas eu recebia, mas sentir mesmo o calor humano de uma fêmea e beijar mesmo na boca foi com Aline...

Foi num casamento de um primo meu, no ano de 1991, lá estava eu e meu irmão na casa da noiva na festa, quando duas meninas lindas olhavam para nós, Aline e Alessandra, eram primas uma da outra, e não tiravam os olhos de eu e meu irmão, então resolvemos nos conhecer, meu irmão ficou com Alessandra a loira, e eu com a morena Aline, fiquei encantado com ela, e começamos a namorar. Naquele ano eu era office-boy na Industria Iwega Ltda. e naquela semana depois do sábado em que conheci Aline, eu só pensava nela, em chegar o final de semana para ficarmos juntos.
Mas o romance não durou muito tempo, eu não sei o que aconteceu, pois eu estava muito afim dela, mas sem explicação nenhuma ela me rejeitou, um dia lá ela fingiu que nem me conhecia, eu nunca soube o por que de ela te agido daquela forma, Tinha festa em Conselheiro Paulino, o meu bairro, e lá estava eu e meu amigo Fábio, andando pela festa, quando eu a avistei e disse para Fábio que ela era minha namorada, Fábio não acreditou, eu fui até ela, para ficarmos juntos na festa, parecia que ela nunca tinha me visto, quando toquei em seu ombro, ela olhou para traz e me descartou, como se não me conhecesse, e continuou andando e nem me deu explicação o por que de estar agindo daquela forma. Claro né, Fabio de longe caia na gargalhada, e eu fiquei a ver navios sem entender nada, mas também não corri atras e nem perguntei o por que daquilo. Fabio ficou me zoando depois. Eu nunca soube o porque de ela ter agido daquela forma, pois eu tinha boas intenções com ela, e foi tão rápido que nem deu tempo de ela me conhecer direito. Aline era a primeira de muitas que viria, um romance passageiro, pois não era a mulher de minha vida.

Jaqueline, uma linda mulher...


Mas ou menos essa época, eu estava junto com um colega na praça de Conselheiro, quando vi Jaqueline do outro lado da rua, e meu colega me mostrou ela a achando linda, foi ai que eu comecei a observar como Jaqueline tinha mudado e estava se tornando uma linda mulher, naquele momento ali, o meu sentimento por ela mudava, uma paixão tomava conta do meu coração e eu passei a ver Jaqueline com outros olhos, e me apaixonei por ela, e ela foi minha maior paixão da minha adolescência.

na coincidência, estudávamos na mesma sala, só que em turnos diferente, ela de manhã e eu a noite, foi aí que aproveitei no final da aula, eu deixava uma dedicatória no quadro negro e nas mesas da sala, para quando Jaqueline chegasse de manhã para estudar, visse, só que não coloquei nome, pois pela amizade que tínhamos, eu não tinha coragem de dizer o meu sentimento para ela. Era uma paixão que doía, pois eu não tinha coragem de falar para ela, por causa de nossa amizade, eu vivia indo a casa dela, conversar com seus irmãos e com ela, mas não me abria com ela, as vezes eu pensava em falar, mas voltava atrás. Sempre que eu ia para o colégio a noite eu dava uma passadinha na casa dela, e teve um dia lá que ela escreveu algo em meu caderno:

                      " Não deixe naufragar no oceano da vida

          o barco que conduz a nossa amizade, 
          pois nossa amizade está escrita nas 
          estrelas e espero que cada dia mais 
          uma estrela se acenda"


         " Seja pouco, mas seja você mesmo

           e se esse pouco não bastar para alguém,
           esse alguém não bastará para você"

           Jaqueline Carvel Chimith 31.03.1991



Essas palavras ficaram marcadas em meu coração e em minha mente, principalmente essa ultima aí, que eu sempre levei comigo e levo. Jaqueline era mais que uma amiga, ela era especial. Ficávamos conversando um bom tempo, e eu a reparava, como ela era linda, mas eu ainda não tinha coragem de me declarar para ela, e o tempo ia passando.


Márcia Maria D... O primeiro grande engano...


Eu fui vivendo, logo Aline sumia de meus pensamentos, e em meu coração só existia Jaqueline e a misteriosa Márcia, a qual eu vivia sonhando, e nem sabia direito se existia. Era final do ano de 91, morávamos numa casa na Rua João Marques, numa casinha de aluguel, eu trabalhava na Politubos, a vida era um pouco dura, eu ganhava só meio salário, pois eu ainda era de menor. Os donos da casa se chamavam Seu Valci que era cego das duas vistas, e Dona Lurdes, que por coincidência já a conhecia da Iwega, pois ela tinha trabalhado lá, eles tinham uma casal de filhos legítimos e uma menina de criação, nossa casinha ficava no mesmo quintal que a casa deles,  pessoas boas. Teve um dia que lá estava eu em minha casa, foi numa época em que eu trabalhava, fazia curso de datilografia e aos sábados, fazia curso de informatica, e nesse dia era sábado e eu tinha chegado de pouco, quando eu estava na cozinha a qual dava para ver a escada que vinha da rua para o quintal, quando três meninas lindas desceram, sobrinhas de Dona Lurdes, e estavam ali para visita-la, Silvana e as irmãs Andreia e Márcia. Essa ultima aí, a mais linda, uma princesa, com um vestidinho amarelo que a deixava mais linda ainda, elas olharam para mim, eu logo me interessei na qual achei mais bonita, e nem se quer sabia o nome, e quando fiquei sabendo que a mais bonita se chamava Márcia e melhor ainda fazia aniversário no mesmo dia que eu, só que três anos mais nova, dois de maio de mil e novecentos e setenta e oito, aí eu fiquei super interessado, e senti que rolava um clima entre eu e ela, eu teria que conversar com ela. Seria ela a Márcia de meus sonhos?

Ai Andreia sua irmã junto com Silvana sua prima nos ajudou, conversamos, eu fiquei encantado com ela, teria que conversar com o pai dela, pedir para namora-la, coisa que isso nem existe mais, mas eu aceitei, e um dia lá, fui eu conversar com a onça. Me lembro que era um clima gostoso, e eu tinha muitas boas intenções com Márcia Maria, queria faze-la feliz, conhece-la, seus sonhos etc. Na época Márcia morava lá no Alto do Floresta, mais conhecido pelo nome cientifico por "Baixadão do Dedé" e eu fui lá em cima conversar com o pai dela. Quando cheguei no portão, fui muito bem recebido por sua cunhada e parecia que Márcia ficou muito feliz de me ver e me convidou para entrar e aguardar na sala que ia chamar o seus pais. Já na sala com a televisão ligada, eu estava sozinho e prestando atenção a algo que passava na TV, e me desliguei desse mundo foi quando Márcia me deu uma cutucada, ai eu voltei a real e reparei que a família toda estava ali na sala, até o gato e o cachorro estava ali, irmãs, cunhados, primos, sobrinhos, mãe e a onça do pai dela etc. Eu até levei um susto quando vi tanta gente, parecia até torcida ou culto no lar, eu pensei comigo mesmo, pra que aquela gente toda, só para me conhecer e ver eu enfrentando a onça do pai dela. Eu conversava com ele, o qual não fez muito caso de mim, até disse que não levava a serio o nosso namoro, perguntou onde eu trabalhava e até se eu fumava maconha, parecia que ele não foi muito com minha cara, talvez por eu ser pobre e ele queria que a filha namorasse um cara rico. Eu não liguei, não queria saber se o pai dela gostava de mim ou não, eu estava interessado em Márcia não no velho, e olha que por ela se chamar Márcia e fazer aniversário no mesmo dia que eu e ela ser linda e legal, eu fiquei muito afim dela, que naqueles momentos esquecia até da minha grande paixão por Jaqueline, pois se Márcia Maria fosse a menina de meus sonhos eu viveria um grande amor que transpassaria tudo até a paixão por Jaqueline. Pois o que eu queria era viver um grande amor, o qual nem a morte poderia destruir  Esse grande amor poderia ser com Jaqueline, mas algo não deixava eu me abrir com ela, e eu sonhava com uma menina a qual chamava de Márcia, então aparecendo Márcia Maria, era muita coincidência, ou o primeiro de muitos enganos que eu teria no decorrer de minha vida até encontrar a verdadeira Márcia. O pai de Márcia Maria entre aspas nos deixou namorar, claro ele não me engoliu, me humilhou um pouco com palavras, mas não liguei, eu estava ali  por Márcia Maria, não queria saber mais de ninguém. Nosso namoro foi rápido, lembro-me de um dia eu descendo a rua de bicicleta e a avistei dentro do ônibus, ela me viu e pelo olhar dela naquela época parecia que ela gostava de mim, ela dentro do ônibus e eu na rua em minha bicicleta parecíamos estar começando a viver um grande amor, um romance bonito, não sei se eu me enganei, mas parecia que ela gostava de mim. Teve um dia lá que  fique de pegar ela no colégio, ela estudava no então Colégio Municipal Rui Barbosa e estava tendo festa de encerramento de ano, eu fazia curso de informatica no Centro e peguei uma chuva danada, me molhei todo, e não deu para eu me encontrar com ela, pois eu só tinha uma calça e fui para casa para coloca-la secar. Em casa eu colocava a calça para secar e ia ver um bom filme na TV. Depois eu eu dei uma desculpa para ela, pois eu tinha vergonha de falar que só tinha uma calça. Não me lembro direito qual desculpa eu dei. Como era final de ano era natal e não passamos juntos, claro que eu queria passar com ela, mas como era uma festa mais intima, ela ia passar com a família então não a vi no dia do natal, lembro me que no dia estive com meu grande amigo Luciano que estava na beira do corrimão no Floresta tomando vinho, eu estava muito triste, pois gostaria mesmo era de estar com Márcia Maria naquele natal. Eu triste lamentava com Luciano e conversávamos sobre a vida, isso era natal de 1991. Na virada do ano, meu irmão junto com minha mãe e uns colegas resolveram fazer uma festa de réveillon, eu resolvi passar a virada com Márcia Maria, nessa época Enezildo (Chiquitinho) namorava Silvana prima de Márcia e juntos fomos para o Alto do Floresta, não participaríamos da festa em minha casa, fato que até hoje me arrependo de aquele réveillon não ter passado em minha casa, na festa. E lá fomos eu e Chiquitinho, lá ia ter uma comemoração de virada do ano e a família estava toda lá. Lembro me que foi na época que Zezé de Camargo e Luciano estava aparecendo na mídia, e estava se tornando o auge do momento. E lá estava eu com Márcia Maria, e naquela noite eu estava decidido em contar a minha vida inteira para ela, sobre a menina de meus sonhos, eu acreditava que eu falando para ela, poderia despertar nela a menina misteriosa de meus sonhos. Ela também dizia que tinha algo para falar comigo, eu até pensei que poderia ser a mesma coisa e ali aquela noite eu resolver a minha vida e encontrar nela a menina de meus sonhos. Mas eu estava enganado, o que ela tinha para falar comigo era totalmente ao contrário. E na hora da virada eu reparei o semblante de Márcia triste, eu não entendia o por que, e num momento lá que estávamos nós quatro, eu, ela, Chiquitinho e Silvana, eu sentia nos olhares deles que eles já sabiam o que Márcia queria me falar, então eu olhei para Silvana e deduzi que ela queria era acabar o namoro, eu olhei para Márcia e ela confirmou, mas não com sua voz, apenas com gesto com a cabeça e sua prima Silvana falando que sim, pois o pai dela não queria nosso namoro, Creio eu que ela também não gostava de mim, pois se ela gostasse profundamente de mim, lutaria por mim, como eu lutaria por ela. Então alí naquela virada do ano de 91 para 92 Márcia Maria terminava o namoro comigo, um namoro rápido. Eu fiquei muito triste, mas por um lado aliviado por não ter contado tudo para ela, pois eu vi que ela não era a menina de meus sonhos, pois a tal vai me amar de corpo e alma e me aceitar do jeito que eu era. E Márcia Maria nunca ficou sabendo o que eu ia contar para ela, ela não procurou me conhecer de verdade, as minhas intenções com ela, os sonhos etc. Mas foi melhor assim, e eu continuaria a procura da Márcia misteriosa. Naquela noite a mãe de Silvana não deixou eu descer para casa pois já passavam das meia noite e era perigoso eu descer, então dormir na casa dela. No outro dia eu e Chiquitinho descemos cedo e quando cheguei em casa vi as marcas da festa, sinal que a festa foi muito boa e eu não participei e ainda fui rejeitado. Eu estava começando o ano de 1992 bem... Bem mal.
O estranho que dias depois, Chiquitinho terminava com Silvana e ficava com Márcia, foi ai que Silvana me contara que já estava rolando um clima com eles dois, e ainda mais, naquela época eu trabalhava o dia todo, não tinha tempo para ficar a-toa, só finais de semana, e nessa época meu irmão não trabalhava e nem Chiquitinho, meu irmão as vezes fazia entrega de compras de carro  do Armazém do Rogério, e levava Chiquitinho com ele, e ambos iam a casa da Márcia, pois o pai dela tinha feito compras e meu irmão ia lá levar e lá os dois ficavam falando mal de mim, me zoando, meu irmão o qual era para me ajudar, jogava areia no negocio, nisso rolava um clima entre Márcia e Chiquitinho. Uma tremenda falsidade de meu irmão e Chiquitinho, isso foi Silvana que me contou depois, mas também o relacionamento de Márcia e Chiquitinho não foi a frente, foi rápido, talvez até mais rápido do que o meu com ela. Mas meu sentimento por ela durou por um bom tempo, coisa que com o tempo foi desaparecendo como fumaça. Eu não entendia o porque daquilo tudo, pois Márcia não deu oportunidade de me conhecer melhor, e ver o cara legal que tem dentro de mim e saber de minhas grandes intenções para com ela, principalmente pelo fato de fazermos aniversário no mesmo dia dois de maio, poderíamos comemorar juntinhos. Mas tempos depois eu vi que foi a mão de Deus que como sempre intervia, pois eu não podia viver um grande romance com Márcia Maria, pois eu já estava determinado para a verdadeira Márcia a qual encontraria em breve, cujo nome era indefinido. E em minha vida não poderia ter nenhum sentimento profundo por outra mulher a não ser por ela a verdadeira Márcia Durleval Pereira. Senhorinha.

Além Paraíba - MG do Outro lado do rio...

1992... Começo...

 E como eu estava muito triste resolvi ir pela primeira vez a Além Paraíba MG, pois eu acreditava que a menina de meus sonhos estava do outro lado do rio Paraíba do Sul no Estado de Minas Gerais. Eu estava muito triste, o que me confortava era conversar com Jaqueline, mas algo aconteceria com ela que me deixaria arrasado. Eu triste fui para Além Paraíba, MG, sozinho e dentro do ônibus uma canção tocava, " Rédeas do possante, de Zezé de Camargo e Luciano"  fazia eu pensar em Márcia Maria, o por que de não ter dado certo o nosso relacionamento, seria o pai dela o culpado, seria eu, ou ela mesmo que não gostava de mim, ou Deus que estava no controle e sabia que aquela ali não era a menina da minha vida, e estava me livrando do pior. Ela nem me deu tempo para me conhecer. Pelo caminho eu também pensava em Jaqueline, um jeito de falar com ela sem colocar nossa amizade em risco. Eu chegava em Além Paraíba e com a esperança de encontrar a verdadeira Márcia ali.

O ônibus passava pela ponte atravessando o imenso rio Paraíba do Sul, e já entrando no Estado de Minas Gerais. O rio seguia seu curso rumo ao oceano e eu seguia meu destino, chegando na cidade de Além Paraíba pela primeira vez, com a esperança de encontrar a menina de meus sonhos alí. Mas não seria aquele dia, eu rodei a cidade, olhando tudo a volta, acreditava que poderia acontecer algo ali que mudaria a minha vida, mas nada aconteceu, e no mesmo dia voltei para Nova Friburgo, apenas tive umas paqueras, mas nada do que eu queria.

Jaqueline...momentos e fatos...


Com o coração cicatrizando da decepção com Márcia Maria, eu ia vivendo, o que me deixava feliz era quando eu saía com o irmão de Jaqueline e conversávamos, e quando eu estava em sua casa e ficava conversando com sua irmã. Jaqueline era diferente das outras meninas da época, ela era humilde, legal, amiga, companheira, linda e sensual, trabalhadeira, ralava num comércio lá, carregando peso e não tinha namorado, pois o pai não deixava ela namorar, teve até um dia lá que veio um cara de outra cidade para conversar com ela, para namora-la, o qual seu pai fez gosto, eu é claro fiquei muito enciumado, mas fiquei mais feliz ainda que não deu certo, Jaqueline não quis. Eu imaginava a namorando e tinha planos para com ela, teve até uma vez que ganhei na fabrica onde trabalhava um passeio com acompanhante para praia, a primeira pessoa que pensei em levar fo Jaqueline. mas o pai dela nem sonhando deixou, nem ela nem seu irmão, acabou que nem eu fui.

Teve uma época antes disso ai, que Jaqueline morava numa casa no morro e eu acho que ela gostava de um rapaz lá, para tristeza do meu coração, e um dia eu vinha descendo de bicicleta e me deparei com ela na rua a qual me parou e veio me oferecendo um doce de amendoim, eu olhei lá para cima da laje da casa do vizinho, vi o rapaz que ela gostava e senti que ela estava me usando para fazer ciume a ele, eu fiquei brabo e não aceitei o doce e fui embora rápido. Teve até um dia que esse rapaz estava conversando com Jaqueline no portão e o pai dela chegou e o colocou para correr.
Eu não conseguia falar para Jaqueline de meu sentimento, tinha medo de colocar nossa amizade a perder, e o pior foi quando chegou março de 1992, seu pai resolveu mudar da cidade, e mudariam para longe, bem longe; Eu sabendo disso foi como um choque em meu coração, não era apenas a paixão que eu tinha por ela, a amizade pelos seus irmãos e sua mãe que era como uma segunda mãe para mim. E na véspera de eles partirem eu estava na casa dela e pela segunda vez ela escreveu em meu caderno:

                                        " De que vale a beleza dos olhos

                se quando dois lábios se encontram
                esses mesmos olhos se fecham"

                " São muitas palavras que gostaria

                de dizer, mas nenhuma delas teria
                tanto significado quanto dizer 
                que você é uma pessoa muito
                maravilhosa! Que durante sua vida
                você receba em dobro tudo o que 
                você está transmitindo para mim

                Espero um dia te encontrar..."


               Jaqueline Carvel Chimith 16.03.1992



Foto que Jaqueline me deu na véspera de ir embora e também escreveu em meu caderno...
Aquilo ficava gravado no meu caderno, em minha memória e em meu coração, ela estava indo embora, eu teria que falar para ela, mas não falei, ainda bem pois talvez seria pior eu sofreria mais. Eu fiquei derrotado com a mudança daquela família maravilhosa. Faltou pouco para na véspera da mudança que eu estive com ela, eu lhe beijar e me declarar para ela, mas algo me segurou, talvez Deus, pois ele via o futuro, não era para ser. Nossa amizade essa é para sempre, nem a distancia nem o tempo pode destruí-la.
A noite na véspera da mudança deles nem dormir direito, minha mãe me contou no outro dia que até falando sozinho dizendo para não irem eu falei. Foi uma grande perda em minha vida a ausência de Jaqueline, seus irmãos e sua mãe. Mas quem sabe num futuro próximo nos encontraríamos. Ela dias depois mandou uma carta para mim, eu peguei o endereço e retornei a carta  e nesta eu falava mais ou menos do meu sentimento por ela, mas parou nisso e cada um seguiu um rumo na vida. Pouco tempo depois de sua mudança ela casaria. No dia da mudança dela eu não fui trabalhar, eu e meu irmão fomos para Nova Iguaçu na casa dos nossos tios atrás do meu pai, mas também não deu em nada, na viagem para Nova Iguaçu eu ia pensando em Jaqueline, imaginando a carreta com os moveis seguindo estrada e ela e seus irmãos seguindo para um destino diferente. Novos amigos, novo lugar, tudo seria diferente, enquanto isso aqui em Nova Friburgo eu ia vivendo.
Eu e Dersão em 1992 na Pedra do Prado.

Deborah, Luciano, Dersão e Dedé, Wilson...

Vivendo perigosamente...
Fui vivendo minha vida, e por não encontrar a menina de meus sonhos e triste pela mudança de Jaqueline e sua família, eu junto com quatro de meus  melhores amigos da época, Luciano, Dersão, Dedé e Wilson nos aventurávamos  escalávamos as montanhas de Nova Friburgo, e no começo nem tínhamos equipamentos apropriado para isso, e íamos na raça, com equipamentos improvisados, subíamos montanhas e quando alcançávamos o cume, era um grito de vitória, e lá em cima acampávamos e ficávamos envolta da fogueira a noite conversando sobre nossas vidas e o futuro, imaginávamos como estaríamos no ano de 2010, se nossa amizade continuaria, como seria as nossas esposas nossos filhos, como seria? e hoje o dia em que escrevo isso é 20 de novembro de 2011, vivo a época que imaginávamos, como estamos? Com o decorrer da história falarei. Mas nos aventurávamos, cidades da circunvizinhança, que íamos, cavernas, matas, rios lugares que poucos iam, vivíamos num paiol de emoção e perigosamente, com mochilas nas costa panelas, barraca e etc caminhávamos horas e horas pelas estradas desertas do sertão, conhecendo pessoas e lugares. Era muito bom.  Foi nessa época mais ou menos que Wilson começou a namorar Silvana, aquela que já tinha sido namorada de Chiquitinho, e ele me chamou para irmos lá em cima na casa dela, e eu fui, pois ainda eu pensava em Márcia Maria, e elas além de ser primas eram vizinhas, mas Márcia Maria já estava em outra, e naquele dia que fui lá com Wilson, Silvana me apresentou Deborah (Debrinha) colega sua, e ficamos juntos, não só naquele dia, durante um bom tempo em minha vida eu e Debrinha ficávamos juntos, era um romance sem compromisso, Debrinha era uma menina linda e sensual, mas era muito doida também, não tinha como leva-la a serio, ela ficava com outros caras, era mais para passar o tempo, como diz o ditado, "enquanto que não encontro a mulher certa, me divirto com as erradas. Não tinha amor, talvez nem paixão, era mais atração física, e gostávamos de conversar um com o outro, trocar caricias, numa noite de solidão, sabíamos que nosso relacionamento não tinha futuro, mas aproveitávamos o momento. Muitas vezes as vezes eu estava andando por Conselheiro, ou lá no Alto do Floresta, me deparava com ela e ficávamos juntos, isso durou por um bom tempo em minha vida, as vezes eu estava até namorando outra menina, mas quando me encontrava com Debrinha, rolava a química aí ficávamos juntos. Ela era uma menina legal. Ela sabia que eu procurava uma menina em especial, a qual não encontrava.

Trens, vagões, linha férrea e sem destino...

Judith, nem amor, nem paixão... Atração física...

Chegava o mês de setembro de 1992, mesmo as vezes eu estando com Debrinha, eu era um cara solitário e triste, eu trabalhava na Politubos, eu sentia muita saudade de Jaqueline e sua família, eu sonhava muito com Márcia a menina misteriosa, foi ai que decidi ir embora de Nova Friburgo, ir para o Estado de Minas Gerais, pois lá eu acreditava que iria encontrar a menina de meus sonhos, que lá encontraria a felicidade. Então pedi demissão da fábrica onde eu trabalhava e parti para Além Paraíba, lá seria o meu ponto de partida para encontrar aquela que tanto procurava. Meus amigos foram despedir de mim no ponto de ônibus, eu estava com um bom dinheiro, o qual recebi na rescisão da fábrica. Logo eu já estava dentro do ônibus e novamente a caminho de Além Paraíba. Eu não tinha destino certo, pelo caminho o ônibus pegava uma morena, linda que embarcava no ônibus e passava pelo corredor me olhando e sentava na poltrona ao lado da minha e ficava me olhando. Logo o ônibus chegava a Além Paraíba, eu desembarquei e fui fazer um lanche, aquela morena, ficou de longe me olhando, como se quisesse me dizer algo. Mas eu não podia confiar em ninguém, pois eu estava com um bom dinheiro alí, poderia ser assaltado, teria que tomar cuidado. Eu olhava para ela também a qual comprava um gibi numa loja da rodoviária, logo eu a vi indo embora, e logo eu terminava de fazer o lanche e teria que arrumar um lugar para eu dormir pois já estava escurecendo. Eu não vi mais aquela menina, resolvi ir onde os trens ficavam parados e lá tinham muitos vagões estacionados, e depois de andar um bom tempo pela linha do trem e de ver os trens eu arrumei um vagão lá para eu passar a noite, pois no outro dia eu viria o que ia fazer, então achei um vagão velho, parado o qual dava para fechar a porta, eu levava uma pequena coberta comigo na mochila e lá a fiz como travesseiro, pois Além Paraíba estava calor aquela noite, não precisei me tapar, puxei a porta a escorei com uma barra de ferro, para ninguém abri, agradecia a Deus pelo teto e logo caia no sono, é claro, não dormiria tranquilo pois eu tinha um bom dinheiro alí comigo escondido em meus sapatos. Com a porta fechada do vagão, ficava uma escuridão tremenda lá dentro, eu usava minha lanterna para ver a hora e lê minha pequena bíblia que eu carregava, logo eu pegava no sono. Lá pelas tantas da madruga eu escutava pessoas discutinho, ´parecia alí perto, e escutava uma mulher gritando, parecia estar sendo atacada, aquilo me incomodou, eu não conseguia voltar ao sono, como se alguém me impulsionasse a ir lá e ver o que estava acontecendo, foi quando eu peguei a barra de ferro que escorava a porta, e saí do vagão e fui em direção de onde vinha a discussão, quando me deparei com um brutamonte batendo numa menina, o lugar estava meio escuro, não dava para reconhecer quem era. eu segurei firme a barra de ferro e mandei com pressão nas costas do camarada o qual caiu  sentindo dor, logo a menina saiu correndo me gritando para acompanha-la, dizendo pra mim correr que o cara estava armado, foi o que fiz agarrei na mão dela e a segui correndo. Depois de alguns minutos correndo, chegamos um lugar o qual estávamos seguro paramos, e respiramos um pouco, aí eu fui reconhecer a menina, na coincidência era a morena do ônibus, e ela me agradecia por ter salva. Nos apresentávamos, eu falava meu nome e ela dizia o seu Judith.Ela me explicava que o cara, era seu ex-namorado, que ela tinha terminado com ele mas ele não queria aceitar. Que ela estava na casa dele, conversou com a família dele, e tentando faze-lo entender que não dava mais para ficarem juntos, lá dentro da casa perto dos familiares ele disse que tinha entendido, mas quando ela saiu da casa, ele foi atrás e começou a falar um monte de besteria com ela e a ameaçando e começou a bater nela, foi quando eu cheguei e o acertei. Ela me chamou para irmos a delegacia prestar queixa dele, pois ele a ameaçou, e estava armado e fomos. Já eram quase quatro horas da manhã quando o carro da policia nos deixou em frente a casa dela, pois o policial nos levou para garantir a segurança e foram atrás dele, para pegar a arma dele, Judith explicou para os policiais aonde ficava a casa dele.  Lá estávamos eu e ela um olhando para cara do outro, depois ela caiu na risada me agradecendo por te derrubado aquele gorila, eu brincando disse que não fui eu foi o ferro. Aí eu disse para ela que estava dormindo no vagão, então ela me convidou para terminar o resto da noite em sua casa, que no outro dia conversaríamos no que fazer. Pois estávamos cansados. Ela era filha unica e morava com o pai que era viúvo e era caminhoneiro e vivia pelas estradas e ela bem dizer morava alí sozinha. naquela primeira noite eu disse a ela que dormiria no sofá, mas ela mandou eu dormir no quarto do pai dela, pois ele não estava e não chegaria nem tão cedo. Isso deveria ser umas 05:00 horas da manhã, ela me disse que eu poderia ficar a vontade, tomar banho, que a casa era minha. nem nos conhecíamos direito, ela era muito gata, bem dizer morava sozinha, era independente, por isso que o cara endoidou o cabeção e não queria perder aquele filé mignon, mas não poderia chegar aos extremos. Quando um não quer, dois não briga. Eu tomava uma chuveirada, e ela me perguntava se eu queria comer algo, pois eu disse a ela que estava sem destino. Já era tarde e fomos deitar, eu fui para o quarto de seu pai e ela para o dela, eu só cochilei, logo já era umas sete horas, sábado, eu ficava sentado na cama imaginando o que seria de mim alí naquela cidade, naquela casa e com aquela linda morena chamada Judith. Eu escutava ela acordando e preparando o café, eu fui até a cozinha e me deparei com ela com uma roupa sensual fazendo café, eu dei meia volta e fui voltando quando ela disse, que não se importava, que eu poderia relaxar que desde quando ela me viu dentro do ônibus que ela não parou de pensar em mim, que tinha sido o destino que nos uniu de novo e que eu poderia ficar a vontade alí, eu disse a ela:

- Judith, você é linda, não quero incomodar, eu sair de casa com um propósito de encontrar alguém, alguém que nem sei se existe ou onde vive, está rolando um clima entre nós, você é uma menina linda, independente, seu namorado é um cara encrenqueiro, a gente não sabe nada um do outro...
Ela me interrompia falando:
- Primeiro ele não é mais meu namorado, segundo quero te conhecer, se foi o destino que fez a gente se encontrar de novo, é por algum motivo, e meu pai está viajando e só vem lá para semana que vem, hoje é sábado eu não trabalho e pelo que vejo nem você, temos todo tempo do mundo e essa casa para curtimos um ao outro e nos conhecermos, e meu ex namorado, ele não é mais problema, não lembra que o policial falou que ia dar uma prensa nele...
Isso ela ia falando e me beijando e tirando a minha roupa e caminhando para o chuveiro...
Alí eu tive momentos bons, nem se quer vi mais o namorado dela, sumiu, passamos o sábado e o domingo todo juntos, conhecendo a cidade de Além Paraíba, Judith era linda, mas era possessiva, não deixava eu respirar, toda hora me agarrando parecia estar com medo de eu fugir, ela era professora e na segunda feira ela tinha que ir para o Carmo dar aula, ela começou a me fazer proposta para eu ficar alí, arrumar um emprego para mim, e quando o pai dela chegasse conversaria com ele, pois o pai dela era um cara moderno, e não se metia nos relacionamento dela. Nem mas na cama dele eu estava dormindo, sábado e domingo dormimos juntos em sua cama, mas eu sentia lá no fundo do coração o sinal de Márcia, era como ela aonde ela estivesse estava me alertando que aquela vida alí não era para mim, que no tempo certo nos encontraríamos. E Com Judith foi um romance passageiro, também não tinha amor nem paixão da minha parte por ela, era mais atração física. Judith se dizia apaixonadona por mim, mas ela não era a mulher que eu queria envelhecer junto, de se casar de ser companheira, amiga. Ela tinha 22 anos e eu meus 17 anos. Ela por ser independente, e eu ali vivendo de favor ela queria comandar meu destino, fazia planos para mim, mas eu tinha outros. Depois de termos passado um domingo maravilhoso juntos, chegávamos as nove horas da noite em casa, ela sem me consultar disse que na segunda  feira ela ia ver se arrumava um emprego para mim Alí em Além Paraíba, e que ia fazer cópia da chave da casa para mim, que ela não ia pro colégio na segunda que ia resolver a minha vida, parecia até minha mãe. Não era aquilo que eu queria, ela nem me perguntou se eu queria ficar em Além Paraíba. Eu deixei minha mochila arrumadinha, naquela noite nos amávamos, eu não queria me aproveitar dela, pois meus planos eram outros, mas ela me atacava como uma pantera, e eu não resistia, depois de algumas horas de amor ela pegava no sono. Eu levantava, olhava a hora passavam das meia noite. eu escrevia um bilhete de despedida e deixava no criado mudo em sua cama, vestia minha roupa rapidamente sem fazer barulho e saía, trancava a casa e jogava a chave por baixo da porta.
Passavam da meia noite quando eu ia embora, deixava um bilhete que dizia:
- "Judith, você é muito especial, você me fez por algum momento de minha vida esquecer dos problemas, mas somos de mundos diferentes, você merece alguém legal, eu estou a procura de alguém, que não é você, me desculpe, eu não queria te magoar, seja feliz, tenho certeza que vai encontrar alguém legal em sua vida. Valeu muito ter te conhecido..."
Eu saía rápido, e seguia para linha de trem e lá na linha eu olhava adiante e resolvi seguir aquela linha até que me deparei com um trem andando vagarosamente, então pulei para dentro de um vagão e fui dormir, para onde aquele trem estava indo eu não sabia naquele exato momento. Dentro daquele vagão com o trem já em movimento e agora numa velocidade mais rápido eu dormia tranquilamente, a lua cheia no alto iluminava o meu rosto, e eu ali indo para o desconhecido.
No embalo duma canção da época Nikka Costa - Meia Noite.
Naquele momento Judith despertava do sono e me procurava, mas não me via só o bilhete, ela ia até a porta e encontrava a chave no chão, lágrimas saia de seus olhos e eu já estava longe. Não era para ser. Talvez ela achava só por que ela era uma linda mulher, independente poderia me segurar, meu coração já tinha dona e estava vivendo ali em Minas Gerais, não exatamente em Além Paraíba, mas em alguma parte daquele imenso Estado. e eu um dia a encontraria. 
A lua clareava o céu, e eu ali dentro daquele vagão dormindo, é claro, eu não estava tão tranquilo, sentia um pouco de medo, pois eu estava longe de casa, com um bom dinheiro, que poderia ser assaltado, e ainda depois de ter passado momentos maravilhosos com Judith em Além Paraíba, a deixei e não sabia como ela ia reagir quando acordasse e não me visse.
Ela olhava para a lua e imaginando onde eu poderia estar, linda mulher, mas não para ser a mulher que eu viveria para sempre. Ela foi até a rua e olhou envolta para ver se me via mas não. voltou para dentro e sentada na sala ficava imaginando onde eu poderia estar, até ela decidir ir a rodoviária, mas eu não estaria lá. Na rodoviária ela olhava tudo a sua volta, mas não me via e logo decidiu voltar para casa e pelo caminho quem ela encontra, Tonho, seu ex namorado, mas dessa vez mansinho, e lhe oferece carona de volta para casa, ela aceita e vai sem dizer nada e chegando em casa ela o agradece e entra sem dizer nada e vai deitar.
Lá no trem, eu acordava e olhava envolta, e via só mata, e ficava imaginando para onde aquele trem estaria indo, foi quando o trem começou a diminuir a velocidade, passando por um arraial, eu notei algumas casas, o trem quase que parava, foi ai que resolvi sair dele e pulei para fora, isso já passavam das 4:00 horas da manhã. o lugar era um pequeno vilarejo, com poucas casas, tinha umas pessoas conversando, parecia ser trabalhadores da roça indo trabalhar, foi quando, sem eu notar...

1989... Cabeceira do Ajudante, Piranga - Minas Gerais...


17 de setembro de 1989...


Numa estrada deserta de chão, e empoeirada, um cavalo correndo com uma menina montada em cima, ela parecia estar com pressa, pois alguém a esperava em sua casa, alguém que ela não sabia quem era. Essa menina cavalgava e pensava em sua vida, era dia 17 de setembro de 1989, ela tinha acabado de completar 13 anos no dia 15, seu nome, como posso dizer, era indefinido, Senhorinha, por se chamar assim, indefinivelmente, sua mãe com carinho a chamava de Teca, seu pai a chamava de Tetel. Mas seu nome era Senhorinha Custódia Rosa, era uma das filhas de Terezinha Lisboa Custódio com Joaquim Bernardo Ferreira, esse casal tiveram nove filhos, o primeiro morreu e ficaram nove, o mais velho que nasceu depois do que morreu foi  homem, depois desse nasceram sete mulheres e por ultimo um menino. Seus irmãos por ordem de nascimento, José, Cida, Fátima, Rosa, Neide, Senhorinha, Ivani, Sônia e Divino. Senhorinha levava uma vida sofrida na roça, um lugar remoto, longe de tudo, e sem energia elétrica, o que ela conhecia do mundo era algumas noticias que escutava no velho rádio a pilha, isso quando tinha pilha que na maioria das vezes não tinha dinheiro para comprar, e aquele lugar alí, simples, pobre e cheio de dificuldades, pois ela e seus irmãos desde cedo trabalhavam na roça, algumas de suas irmãs não aguentando a vida alí, foram trabalhar na cidade, mas Senhorinha esperava a vez dela. Seu irmão mais velho e suas duas irmãs mais velha logo casariam e sairiam de casa. Ela foi vivendo alí até no dia 15 de setembro de 1989, quando ela fez 13 anos, as únicas pessoas que lembraram foram sua mãe e sua irmã e amiga Neide, que era acima dela um ano. Senhorinha vivia triste, e no dia 17 de setembro uma mulher chamada Conceição chegou alí na modesta casa de Joaquim Bernardo procurando uma menina que pudesse trabalhar de domestica na cidade de Mariana, como sua irmã Neide já tinha arrumado um serviço lá e já estava também de partida, Tereza sabendo que Senhorinha sonhava em sai dali, escolheu ela para ir e mandou chama-la a qual ela estava pelas redondezas alí pertinho, e logo ela veio galopando com o cavalo do pai, pelo caminho ela vinha imaginando o que seria, quem seria aquela mulher, pois seu pai só disse para ela ir para casa que uma mulher a aguardava, ela vinha pensando na vida, e o cavalo corria até ela parar no meio do caminho e olhar para o céu e dizer gritando para Deus...

- Deus! Muda minha história, faça que apareça alguém que verdadeiramente possa me amar...
Quando ela falava isso gritando, um homem estranho aparecia do nada e dizia para ela:
- Sua vida está prestes a mudar, a alguém em alguma parte desse imenso planeta que está a sua procura, eu veio um jovem com mochila nas costas andando rapidamente numa estrada de chão, ele é o homem da sua vida e no tempo certo vocês  vão se encontrar, mas enquanto isso viva, aprenda, sobreviva a tudo, e espere por ele.
Ela já ia perguntando quem ele era, quando ele entrou para dentro da mata e sumiu, nisso ela continuou a sua ida para casa.




















Logo Senhorinha chegava em casa, e ela já ia entrando quando a mulher lhe saudou brincando:
- E aí vamos embora para Mariana, trabalhar?
Senhorinha ficou muito feliz que ia sair dali e conhecer uma cidade, quem não gostou da história foi seu namorado Beto. não era um namoro serio, era mais amizade que namoro, e o coração dela estava tão empolgada de ir para Mariana que nem lembrou dele. Marcaram de ela e sua irmã Neide ir com Conceição no outro dia de manhã no primeiro e único ônibus que tinha alí, para Mariana. O sofrimento na roça alí era tanto que ela queria ir aquele dia mesmo, e nem lembrou de seu namorado Beto naquele momento, só mais tarde que este apareceu em sua casa que ela falou para ele, o qual ficou um pouco triste, mas também logo ele iria também.

Mariana - Minas Gerais 18 de setembro de 1989...


Já na cidade de Mariana, ela ficava encantada com a cidade, lugares antigos, igrejas antigas, logo ela começou a trabalhar, e trabalhou um ano alí naquela cidade, conheceu pessoas, fez amizades...


1990...


 Mas logo ela estava de volta para roça, foi dispensada do serviço, triste ela voltava para roça, para o sofrimento, quem gostou disso foi Beto seu namorado o qual ainda vivia lá, mas Senhorinha nem se quer esquentou o lugar. Ela cavalgava triste um dia lá, o vento que batia em seus longos cabelos o fazia balançar, ela estava se tornando uma linda mulher, e corria com o cavalo do pai, até ela parar em certo ponto, olhar para o céu, e com lágrimas nos olhos dizer para Deus:

- Deus! Manda aquele rapaz com mochila nas costas me encontrar logo!
E lágrimas saiam de seus olhos, ela ia para casa, soltava o cavalo no pasto e ia ajudar a mãe, quando escutaram um barulho de carro vindo. Era uma mulher chamada Maria que veio buscar Senhorinha para ir embora para São Paulo, pra trabalhar de domestica, ela nem acreditou, São Paulo!
Na próxima semana a mulher voltaria para definitivamente leva-la. Enquanto isso ela conversou com Beto.
Senhorinha já tinha 14 anos de idade quando foi para São Paulo. Antes de ir Beto teve em sua casa e ela decidiu terminar com ele, pois ela estava indo para muito longe, e o namoro deles não era tão serio assim, ela disse para ele que ela estava aguardando alguém especial, e estava se guardando para esse alguém. Beto, não ligou muito, eram jovens ainda. Logo na outra semana a mulher veio busca-la para leva-la, e lá se foi ela para São Paulo, bem longe dali, de Cabeceira do Ajudante, sua mãe a despedia com lágrimas no olhar, e ela também chorava, mas foi, era o destino, e era a escola do mundo que ela cursava, e sabia escolher entre o bem e o mal, sempre lembrando dos conselhos de sua mãe e esperando o dia de encontrar o menino misterioso que anda pelo mundo a procura dela.
...Voltando a minha vida...
...Lá estava eu, tinha pulado do vagão e andava pela pequena vila e nem tinha notado que os caras que lá estavam tinham visto eu pular do vagão e chamaram uma patrulha da policia que ali fazia sua ronda de rotina e logo os policiais vieram e me abordaram me perguntando o que eu estava fazendo dentro do vagão e de onde eu era, eu disse a eles que só tinha pegado uma carona, então eles resolveram me levar para delegacia de Além Paraíba, isso eram umas quatro e pouca da manhã, chegando na delegacia, eu achava que era o mesmo delegado da sexta-feira não era, era um outro que estava de plantão e não quis muita conversa, queria me enjaular, até que eu falei de Judith para ele, que eu a conhecia e fiquei com ela auí, ele não acreditou muito na minha história e mandou um policial ir até a casa de Judith conferir e este foi, enquanto que ele ia logo na delegacia apareceu dois policiais que já me conheciam e contou para o subdelegado que na sexta-feira eu já tinha ido auí e conversado com o delegado titular. Mas o subdelegado esperou o policial voltar com Judith, eu não queria vê-la, mas foi a única solução para o meu problema naquele exato momento, e quando ela chegou e me viu, disse:
- É, o destino nos cruzou de novo, você saiu sem despedir de mim, aqui estou eu, sua vida está em minhas mãos..
Ela dizia brincando...
Logo o subdelegado nos liberava e eu e Judith íamos embora, pelo caminho eu disse para ela:
- Judith! Eu lhe agradeço muito por ter ido lá na delegacia e ter falado aquilo para o delegado, mas tenho que ir embora, estou decidido em voltar para casa, minha mãe deve estar preocupada, meus amigos estão lá, e eu aqui só em encrenca.
- Não vá, temos muito que fazer juntos...
- Não, como já disse, somos de mundos diferentes, estou a procura de alguém que espera por mim, tenho que pegar o ônibus das 06:00 horas da manhã e já está quase na hora...
- Não vá, eu te amo...
- Não diga bobagens, nos conhecemos apenas a três dias, amor é uma coisa muito seria, o que você sente é atração física, paixão! Não amor, amor é um sentimento nobre, não é de qualquer maneira ou de repente, é planejado por Deus e marcado pelo destino entre um homem e uma mulher, você não sabe nada sobre mim e eu nada sobre você...
- Gostei muito de você... É 05:30 hs, vamos dar uma passada em casa, pegar minhas coisas, eu tinha outros planos, mas já que é assim, vou trabalhar...
- Eu vou na frente comprar minha passagem, nos vemos na rodoviária...
Eu não queria alimentar mais esperança em Judith, ela deu uma passada em casa para pegar suas coisas do trabalho enquanto eu ia para a rodoviária, já com a passagem na mão eu fazia um lanche esperando pela hora do ônibus quando Judith chegava, ela também iria no mesmo ônibus, pois a escola que ela lecionava ficava na cidade do Carmo e era caminho do ônibus. Ela dizia:
- Me dar seu endereço em Friburgo, de vez enquanto vou lá...
Eu anotava num guardanapo que peguei na lanchonete, não sei se fiz bem ter lhe dado o meu endereço, mas o olhar dela estava molhado de lágrimas, eu já estava amolecendo. Ela comprou a passagem na mesma poltrona para podermos ir juntos, pelo menos até o Carmo, e logo o ônibus chegou e embarcamos, já sentados, ela arriscava a ultima tentativa, me beijava, eu tirava o rosto fora e dizia para ela:
- Judith, não! Daqui a pouco não vamos nos ver, talvez nunca mais, não sofra a toa, você é uma mulher linda, vai encontrar alguém legal...
- Foi bom enquanto durou, é uma pena que não deu certo, mas se o meu destino for você, vamos nos encontrar de novo...
- O seu destino tenho certeza que não é comigo, pois eu saberia hoje, e você é mais uma que passou por minha vida...
O ônibus passava pela ponte sobre o imenso rio Paraíba do Sul, saindo da cidade de Além Paraíba  já entrando no estado do Rio de Janeiro, o rio seguia o seu curso para o oceano e nós alí dentro do ônibus seguia o nosso destino, cada um com o seu destino diferente.
O ônibus saia da cidade de Além Paraíba, lembranças eu levaria comigo para o resto de minha vida, é claro que o maior objetivo de eu ter estado alí naquela cidade era encontrar a menina de meus sonhos mais não encontrei, conheci Judith e encrenca. Mas no meu coração eu sentia que em alguma parte de Minas Gerais alguém me esperava.
Logo chegou ao ponto onde Judith ia ficar, com óculos escuro nos olhos para disfarçar as lagrimas ela se despedia de mim com o ultimo beijo caliente e ia saindo desembarcando na pequena cidade do Carmo, pela janela eu lhe acenava com um adeus. E o ônibus seguia viagem para Nova Friburgo.
Eu chegava em casa e minha mãe ficava muito feliz, voltava para minha vidinha alí em Friburgo, agora desempregado. Judith ficou na lembrança, como mais uma menina que passou por minha vida e se foi. Do dinheiro que eu tinha dei a metade para minha mãe e da outra metade comprei a minha tão sonhada maquina de escrever a a qual  passei a escrever histórias de romance com um toque de aventuras.
Ainda Jaqueline vivia em meu coração e em meus pensamentos, a saudade era demais, e Márcia a menina misteriosa essa nunca sairia do meu coração, da minha mente e da minha vida e eu acreditava que um dia a encontraria.
No começo assim que voltei de Além Paraíba, eu fazia biscate de servente com Odir, um pedreiro que estava fazendo serviço para o senhorio de minha casa. E lá estava eu trabalhando de servente de pedreiro, e escrevendo histórias em minha maquina de escrever.
Eu chegava em casa, pelo que me lembro não dei muita satisfação a minha mãe nem a meus amigos, dei a metade do dinheiro para minha mãe e da outra metade comprei a minha tão sonhada máquina de escrever, Luciano e Dersão foram comigo comprar, dia 10 de setembro de 1992 e no dia 11 eu já estava escrevendo terminando a minha história o “Heziel, e o Desafio do fogo” na minha própria máquina de escrever.


                                       Dia histórico em minha vida...


UM DIA HISTÓRICO…
O nascimento do Ambrósio.



Segunda-feira 19 de outubro de 1992 um dia histórico em minha vida.

Mas fiquei pouco tempo trabalhando de servente, e mais ou menos outubro de mil e novecentos e noventa e dois, eu estava trabalhando com Odir quando meu primo Paulo, foi lá me chamar para trabalhar de ajudante de sacoleiro com um cara chamado Gilberto, viajando, foi um dia histórico em minha vida, pois foi o marco de um começo de uma nova etapa em minha vida. Naquele dia mesmo e fui viajar com Gilberto (Beto) Viajávamos com vendas de roupas intimas. Passaria a conhecer lugares e pessoas, isso me dava esperança de encontrar a menina de meus sonhos e eu acreditava que com aquele serviço eu encontraria a menina de meus sonhos a qual eu chamava de Márcia Durleval Pereira e nas minhas histórias vivíamos grandes aventuras e romance, ela era minha companheira em minhas histórias e em meus sonhos. Na época muitos até me chamavam de louco, eu amar alguém que não sabia quem era, mas eu sabia que ela existia...


Senhorinha Custódia Rosa 1990/1991

Nunca a vi, quem seria?

...Ela foi vivendo em São Paulo, no bairro do Ipiranga, trabalhava tomando conta de uma criança, lá ela visitou muitos lugares, o museu do Ipiranga, parque do Ibirapuera...




        







Museu do Ipiranga. Senhorinha foi lá. Ano 1990.




               











Parque do Ibirapuera, ela também esteve lá 1990


ela foi levando a sua vida em São Paulo, aprendendo muitas coisas da vida, mas se guardando para o homem de sua vida. Ela tinha algumas paquerinhas, mas seu coração estava guardado para o menino misterioso que estava caminhando pela Terra a sua procura, o qual ela nem imaginava quem era. Ela sentia muita saudade de sua terra, de sua família, principalmente de seus pais e sua irmã e amiga Neide.


Com todo glamour que tinha e via em São Paulo, ela sentia saudades da simplicidade de sua terra, como a igreja de São Domingos de Gusmão que tanto sua família ia e um dia ela sonhava em casar. Ela sentia saudade das estradas de chão de sua terra...




caminho para sua casa, pois ela é mineira de corpo, alma e coração...






Senhorinha estava vivendo em São Paulo, mas orgulhava de ser mineira. Ela viveu uma ano e pouco lá e logo a saudade apertava demais e ela voltava para Minas Gerais, para o seio de sua querida mãe. Ela tinha se tornado uma linda jovem, e decidiu ficar trabalhando em Mariana, pois lá era bem mais perto da casa da mãe do que em São Paulo. Ela aprendeu muito no tempo em que ficou lá, valeram muito os dias em São Paulo. Já em Minas seu ex namorado Beto resolveu procura-la, ainda mais que ela estava cada vez mais linda, só que Senhorinha decidiu não mais namora-lo, ele era passado e ela resolveu ficar sozinha por uns tempos e ainda acreditava no rapaz misterioso que apareceria em sua vida. Então ela foi vivendo em Mariana e trabalhando de domestica em casa de família.

                             1993...Neide e Senhorinha....


Senhorinha foi vivendo em Mariana e nos finais de semana ia para casa dos pais, lá ela juntava com seus irmãos, em especial com a sua irmã mais velha que ela um ano Neide, que também era sua amiga e conversavam muito sobre a vida e o futuro.


1993...

...Voltando a minha vida...
Márcia da Reta... Mais um engano...
Na virada do ano de 1992 para 1993 eu junto com meu grande amigo Dersão, passamos a virada pedalando de Conselheiro para Dona Mariana, uma aventura e tanta de madrugada. Viramos a noite pedalando, teve até um momento lá que um monte de cachorro surgiu do nada e quis avançar em nós, juntamos o facão e a machadinha que tínhamos para nos defender, até um assobio surgir na escuridão e eles saírem disparada sem deixar rastros. Foi muito estranho, eles desapareceram do nada, sem deixarem rastro.
Começava o ano de 1993, eu viajava com Beto, mas nos finais de semana eu estava em casa, e teve um final de semana que tinha festa em Conselheiro Paulino, e lá estava eu junto aos meus amigos, no meu coração ainda eu sentia saudades de Kellyne e seus irmãos Fabio e Rafael, e esperava encontrar Márcia a menina misteriosa, foi quando eu estava na festa junto com alguns amigos quando uma conhecida nossa veio em nossa direção com uma morena linda, a qual era muito gata com uma faixa na testa que a deixava sensual, alí naquela roda de amigos eramos muito, mas senti que ela olhava para mim, com um olhar diferente. Meus amigos também ficaram de olho nela, só que seu namorado estava por ali também, até então eu não sabia nada sobre aquela morena, e nem seu nome, foi quando a energia elétrica faltou de repente, mas logo voltou e quando voltou eu e a morena ficamos cara cara um com o outro quase se beijando, aí rolou um clima entre nós, mas o namorado dela estava por alí. Meus amigos notaram o clima que rolou entre eu e ela quando a energia voltou e até comentaram comigo, dizendo que ela estava me dando o maior mole. Logo eu fiquei sabendo seu nome, e para minha surpresa, Márcia, o sobrenome dela não me lembro mais, mas ela se chamava Márcia, e eu a chamava de Márcia da Reta era onde ela morava e naquela noite não podemos ficar juntos, pois ela estava acompanhado com o namorado, cujo coitado estava com um braço engessado e ainda pagou cerveja para mim. Como já estava tarde, eles foram embora e eu fiquei com meus amigos na festa e naquela noite eu perdi as esperanças de ficar com aquela menina linda cujo nome era Márcia, mas se ela for mesmo a menina de meus sonhos, eu voltaria a vê-la, então naquela noite eu fui para casa ainda pensando naquela menina, do seu jeito seu rosto. A noite passou rápida, no outro dia lá estava eu na frente da casa do meu amigo Luciano conversando com ele e era cedo, deveria ser umas 08:00 horas da manhã quando eu olho para o lado do escadão e vi Gilmara vindo e para minha surpresa e felicidade Márcia vinha junto com ela, e vinha a minha procura, meu coração disparava e eu não acreditava que ela subiu o morro atrás de mim, seria ela a menina que eu estava sonhando? Ela estava alí a minha procura, deixamos Gilmara conversando com Luciano e saímos para conversar, ela me disse que tinha ficado muito afim de mim ontem na festa, mas o namorado dela estava lá, e ela me disse que naquela noite mesmo ela terminou com ele que agora ela era toda minha e queria ficar comigo, me namorar, então resolvemos namorar, e um conhecer o outro, passear juntos, íamos a Pedra do Prado juntos, um lugar que para mim era sagrado. Seria aquela alí a menina de meus sonhos? Seu nome era Márcia.
Eu viajava com Beto, e nas segundas feiras que eu estava em Friburgo e nos finais de semana eu e Márcia ficávamos juntos. Eu até a tirava do colégio para namorarmos, e até lhe dei umas calcinhas das quais eu vendia. Teve um dia lá que andando com ela, ela me pediu se eu poderia lhe comprar um cigarro, eu disse a ele que eu não fumava e não apoiava quem fumava, nisso passava um cara na rua ela foi e pediu um "careta" nele, com essas palavras mesmo, um "careta" na gíria é de quem fuma maconha e chama de careta o cigarro comum, Márcia fumava cigarro comum e eu desconfiava que fumava maconha também, comecei a repara-la que ela não tinha nada a ver com a menina de meus sonhos, tinha algo nela que não batia comigo, eu não me sentia a vontade com ela, e teve um dia que fomos a Pedra do Prado, e lá houve algo que não foi legal e que me fez desistir dela. Aquela natureza maravilhosa daquele lugar, e a beleza de Márcia, tinha tudo para dar certo, mas não deu, os assuntos dela, as pessoas que ela já andou e andava, o jeito dela não sei, só sei que quando descemos da Pedra, ela me disse que tinha que ir ao Supermercado Tio Dongo e me chamou para ir juntos, eu disse que tinha um compromisso e fui para outro lado e nunca mais a procurei. Não sei por que, não era para ser, e um alivio saia do meu coração, ela não era a menina de meus sonhos, pois a menina de meus sonhos eu saberia quando a encontrasse. Ela era linda, mas isso para mim não bastava, tinha que encaixar bem na minha vida, minha alma gêmea, tinha que ser parte de mim, carne da minha carne. E ela foi mais um romance rápido que passou por minha vida. Uma parte de mim ficava triste, pois eu até cheguei a pensar que ela seria a mulher de minha vida. Eu até não me entendia o por que de não a querer mais, isso era uma prova de que ela não era a menina certa.
Parecia um "jogo malvado" a minha vida sentimental, os meus romances, e isso me fazia viver ao som de Chris Isaak com a musica "Wicked Games" linda musica...
Márcia Almerinda Coutinho Lisboa da Rosa, será que agora eu encontrei?
Eu viajava com Beto para cidade de Paty do Alferes RJ, e nos primeiros dias que fui lá com ele, ficávamos no hotel do Gutão, e numa noite lá eu estava no salão onde ficava a televisão e eu estava sozinho, quando vi um gibi da turma da Mônica, como eu sempre gostei de lê esse tipo de revista, a peguei e comecei a lê, foi quando eu passei pela página promocional e vi um nome de uma menina escrita num concurso, esse nome me chamou a atenção, e lá estava o nome, telefone e endereço de Márcia A. Lisboa C. da Rosa. Isso me chamou a atenção, nome grande hein? Mas algo me despertou para eu querer saber quem ela era e como era. Eu pedi ao Gutão dono do hotel pela revista, e ele me deu, não perguntei diretamente a ele pela tal Márcia, poderia ser esposa, ou namorada, mas algo me dizia que era solteira e mais ou menos a minha idade, então resolvi entrar fundo e descobrir tudo sobre ela. Mas não foi naquela semana que descobrir, levou algum tempo, enquanto isso eu ia vivendo...

Adriana e Miriely de Nova Iguaçu/ Luciana (Biju) Ilma, Juliana, Carla e Fabiana de Vila Velha ES/ Maria e Luziê (Lola) de Angra dos Reis.


Eu viajava com Beto para Nova Iguaçu, e lá ele tinha uma casa de seus filhos do primeiro casamento, e um dia eu estava lá no portão olhando a rua, quando uma menina começou a me paquerar, eu não perdi tempo, logo a chamei, eu estava encostado num carro que estava na garagem, nos apresentamos e não falamos muito, pois eu não era dali e não queria perder tempo com palavras, então alí mesmo no carro nos agarramos e nos beijamos e trocamos caricias, foi algo rápido, mas maravilhoso, momento único e nunca mais Adriana seu nome. Apenas alguns minutos, mas que valeram muito. Nunca mais a vi.

Ali no quintal da casa também moravam outras famílias que eram parentes da ex esposa do Beto, e tinha uma japonesa linda sobrinha da ex mulher do Beto, seu nome era Miriely e rolou um clima entre nós, ela não só morava alí como também em Friburgo, pois seus pais eram separados, e pelo que me lembro ela ficava um pouco com cada um, as vezes em Nova Friburgo, as vezes em Nova Iguaçu. Ela não tirava os olhos de mim, e teve um dia lá que eu estava sozinho na casa, quando ela passava e por sinal muito sex me olhava com um olhar de quem queria carinho, eu a chamei e não precisamos conversar muito pois nossos olhares de antes já tinham dito tudo, só restava nos amar em silêncio e deixar para conversar depois e nos amamos. Depois de algumas horas de trocas de carinhos é que fomos nos conhecer melhor aí eu fiquei sabendo o seu nome e que ela também morava em Friburgo eu acho com uma avó. Então aquele romance não ficava limitado a Nova Iguaçu, se estendeu para Nova Friburgo também, só que em Friburgo ela tinha um namorado, Alexandre conhecido meu, mas ela não tinha me falado, só fiquei sabendo quando um dia que fui a casa dela em Friburgo e chegando lá ele estava na sala ouvindo musica no Walk-Man, então eu dei uma de João sem braço e pedi um pouco d'água, ela doida por mim, me chamou para beber água na cozinha, enquanto que o trouxa ficava entretido ouvindo musica na sala eu garrava ela na cozinha e ele nem escutava. Foi doideira, eu não tinha compromisso com ela, queria me divertir, ela tinha compromisso era com Alexandre que tava dando mole, deixava a menina carente, por isso ela caia em meus encantos. Não só parou por aí, teve um dia que marcou a minha vida, que fez o meu ego subir lá em cima e eu me sentir o cara. foi num dia que eu e alguns amigos estávamos vindo de um acampamento e eu estava todo sujo, quando nos deparamos com Miriely vindo em nossa direção, meus amigos comentaram a beleza dela a qual veio em minha direção e sem falar nada me beijou, mas não um beijo qualquer, foi um beijo daqueles de novela das 8, ardente e demorado, que meus amigos ficaram de queixos caídos, vendo aquela oriental me beijando e um beijo demorado. Depois de alguns minutos se beijando e se deliciando, eu falei a ela sobre a minha sujeira, e ela disse para eu não ligar não para depois eu ir a casa dela. E pelo que me lembro fui e até ficamos juntos, mas não me lembro o por que de não te dado certo, mais ou menos me recordo que ela ainda namorava Alexandre e ele era conhecido meu, eu não era tão crápula assim de ficar pegando ela sabendo que eles eram namorados, e ela não era a garota que eu procurava, e nunca mais vi Miriely, mas ela marcou a minha vida.
Viajando com Beto para Angra dos Reis, numa rua em que tínhamos uma vendedora a qual tinha uma filha que tinha uma amiga chamada Luziê (Lola) linda, a qual ficou afim de mim, ela era uma bonequinha de beleza, meiga, mas seu pai sabendo que estava rolando um clima entre nós, não nos deixou namorar e ainda a proibiu de ir a casa da vendedora quando eu estivesse lá. Então nunca ficamos juntos, só ficamos na vontade e na imaginação. Mas ela era muito linda, não era pra ser, se fosse lutaríamos por isso e ficaríamos juntos.
Em Angra dos Reis também, Beto tinha uma vendedora que ele dava uns pega nela,  ela parecia até uma cigana hippie, e um dia chegamos a casa dela para fazermos acerto e íamos dormir lá, e nesse dia, tinha uma amiga dela de Parati em sua casa, Maria e era bem mais velha que eu, mas era uma mulher bonita, deveria ter uns trinta e poucos anos, eu estava caminhando para os dezoito. rolou um clima entre nós, então ficou gostoso, Beto dormiria com a vendedora no quarto e eu dormiria com Maria na sala. Então fizemos janta, conversamos brincamos. Ela me perguntava se eu a achava bonita, pela idade dela, é claro que eu dizia que sim, pois por ela ser uma mulher já com filhos e na casa dos trinta ela estava bem enxuta. parecia que tinha um bom tempo que ela não tinha contato com um homem, pois ela ficou doida comigo e meia atrapalhada e nervosa e me disse que desde que separara do marido não tinha um contado físico e intimo com um homem, quando eu a beijei ela foi a loucura, e me beijava loucamente e não queria me largar, como uma criança que não quer largar do doce, me fazia carinho e eu retribuía. Naquela noite, fizemos lanche, brincamos todos juntos, na hora de dormir, Beto e a vendedora foram para o quarto, eu e Maria dormiríamos na sala, e não era cedo, já passavam das 23:00, e naquela noite aconteceu algo engraçado, eu e Maria estávamos num maior amasso no sofá, e ela fazia maior escândalo que Beto do seu quarto mandava a gente ficar quieto, eu dizia para ela não ficar gritando, pois iria incomodar os vizinhos, mas a mulher parecia estar tão carente que estava muito tarada, até que no meio do rala e rola eu e ela caímos no chão que até fez barulho que Beto correu na sala para ver o que tinha acontecido e nos pegou nus, os quais corremos e nos vestimos, ai Beto caiu na nossa pele de zoação, pois foi muito engraçado, eu fiquei um pouco constrangido, mas logo passou e voltamos numa boa e ela me prometeu fazer silêncio, até Beto tinha pedido a ela para fazermos as coisas em silêncio. Naquela época que comecei a viajar com Beto ele me apelidava de Ambrósio, e todos do ramo de sacoleiro e outras pessoas, me conheciam como Ambrósio, Beto contou o acontecido lá na confecção pro pessoal que caíram na minha pele. Mas voltando a falar de nós em Angra, aquela noite passara, logo amanhecia o dia, acordávamos, Maria ficava brincando comigo dizendo que eu tinha desencalhado ela, e ficava me agarrando, e foi fazer o café quando a campainha da casa tocou e eu fui atender quando eu abro a porta uma princesa, linda chegando com um garotinho, deveria ter uns 15 aninhos, eram os filhos da Maria, e a menina foi logo me perguntando se eu tinha ficado com a mãe dela, eu não respondi nada, os dois foram entrando e jogando as mochilas no sofá, nisso Maria me chamava num canto e me recomendou para eu não dar encima da filha dela, pois ela tinha notado o meu olhar para a menina que nem o nome eu lembro mais, mas ela era muito gatinha e mas e ficava cheia de coisa comigo me paquerando, motivo pelo qual nos fez ir embora precocemente, pois Beto viu que ia dar confusão alí, pois eu tinha dormido com Maria, e no outro dia a filha dela aparece e me paquerando, ia dar merda, então almoçamos e partimos, eu deixei as duas com o coração na mão, mãe e filha e nunca mais as vi, pois elas eram de Parati e lá a gente não ia. mas foi bom os momentos com Maria e as paqueras da filha dela. Beto vivia contando o acontecido para as pessoas onde íamos, pois foi engraçado eu e Maria ter caído do sofá que fez um barulhaço.

Márcia Lisboa da Rosa, seria ela a menina de meus sonhos?


Voltando a falar de Márcia Lisboa da Rosa, a menina do gibi que nem eu sabia quem era, mas teve um dia que a vi de relance, eu estava no hotel e ela estava saindo deste, pois parecia que ela era cunhada do Gutão, dono do hotel, eu a via saindo, e quanto ela era linda e pilotava uma moto, aquilo eu achei fascinante e na minha mente eu imaginava ela ser uma menina que gostava de aventuras, viver perigosamente, imaginava eu e ela vivendo grandes emoções juntos. Eu a achava sensual, e a observava de longe, teve até um dia que estava tendo jogos estudantis na quadra de esportes de Paty do Alferes e eu fui lá e a vi, linda, eu pensava em conversar com ela em conhece-la, mas eu reparava que o mundo dela parecia ser diferente do meu, ela  era patricinha, talvez cheias de não me toque e manias, então eu resolvi escrever uma carta para ela e disse para mim mesmo, que na carta eu pedia resposta e de acordo com a resposta eu conversaria com ela, então eu aguardava a resposta da carta. para continuar agindo. Não era sempre que eu estava em Paty do Alferes, eu viajava para vários lugares...


Vila Velha ES 1993...


Com Beto eu viajava também para Vila Velha Espirito Santo. E na primeira vez que fui lá, a noite chegando indo para o depósito estávamos em quatro carros, eles lá armaram sem eu saber e me levaram para uma boate (zona) "Star for Man", eu estava com um pouco de sono e quando entravamos na boate no estacionamento, eu achei que já era o depósito, mas era a boate, aí que eu fui me ligar quando saímos do carro até que o dono me viu e disse que eu sendo de menor não poderia ficar por alí que ia dar ruim pra ele que eu teria que escolher uma mulher e ir para o quarto que lá a policia não vai, então como eu já estava alí, eu escolhi a mais bonita, só que a que eu escolhi era a esposa dele, então eu disse que se ela estava alí era tudo mulher de programa, até que Beto e Carlinhos Montanha trouxeram  um mulherão que veio até o meu ouvido e sussurrou me levando para o quarto. Foi  uma experiencia unica, ter relação com uma mulher de programa numa boate, ela estava sendo paga, não tinha nada de amor, tudo fingimento. Não era o que eu procurava. Foi a primeira e ultima vez que fui numa boate (zona, puteiro, prostíbulo.) E ainda por cima, uma semana depois eu estava com uma doença venérea. Se eu pudesse voltar no tempo, eu não teria ido lá.  Em Vila Velha, todos nós, vendedores e ajudantes dormíamos no depósito da Teovest, na rua Valdivino Vieira, no bairro Glória, lá eu fiz amizade com Luciana (Biju) e com Carla e sua irmã, e conheci Ilma, uma morena bonita que era colega delas.  A cidade de Vila Velha não parava, todo dia a noite tinha balada, as vezes eu ia com os caras que eu viajava Beto e seus amigos e outros, só que Beto era meio jogo duro, parecia não me querer atrás dele, e muitas vezes eu ficava no depósito, foi ai que conhecendo as meninas da rua eu ficava conversando e conhecendo Ilma eu ficava com ela namorando. Com Carla as vezes conversava muito tempo, ela era uma menina linda e sensual, mas eramos "amigos". Lá fiquei namorando Ilma até que Beto tinha uma vendedora e ele saia com ela e ela tinha uma irmã com o nome de Juliana a qual ficou a fim de mim, e ficamos juntos, então eu ficava perto da rua Valdivino Vieira com Ilma e as vezes ia na casa de Juliana e ficava com ela, até Ilma descobrir e não me querer nem pintado a ouro, só que Ilma dava de dez a zero na Juliana, quesito beleza e caráter, mas ela descobriu meu caso com Juliana e não quis saber mais de mim. Juliana era até bonita, mas era estranha, era um pouco máscula, isso me desanimava, e ela também era muito doida não era mulher para compromisso, mas eu estando sozinho alí em Vila Velha as vezes a procurava, tinha vezes que eu preferia ficar conversando com Biju e Carla do que ir namorar Juliana. Nessa época eu tinha um cabelo grande. Conversar com Carla era mais do que prazer, era super agradável, ela era fascinante. Então com Juliana ia se esfriando o relacionamento, quase parando até que parava de vez.

Ai eu estava sozinho em Vila Velha até que um dia eu andando com Carla perto da sorveteria uma colega dela que se chamava Fabiana mexeu comigo, falando que gostaria de passar sua mão em meus cabelos, que na época eram longos. Eu reparei a menina e vi que era muito gata, linda, então falei com Carla se ela não me apresentava a menina, só que Carla me disse que Fabiana tinha namorado e não poderíamos conversar alí, mas como tinha rolado um clima entre nós, então resolvemos nos encontrar no cemitério que tinha alí perto, que na época estava sendo desativado para fazer de estacionamento da Chocolates Garoto, e foi, Carla e sua irmã eram as intermediarias para a gente se encontrar, e quando eu estava alí  em Vila Velha eu pedia Carla para chamar Fabiana que eu estava a esperando no cemitério, e logo ela chegava, linda e com saudades, só que era um romance perigoso, o namoro dela não andava bem, e ela se sentia carente, e eu estava alí para ama-la, e na época nos amávamos ao som de "Lost in Love" de Air Supply...
Só que essa musica apimentava nosso relacionamento, mas me fazia também pensar em Jaqueline e em Márcia a menina de meus sonhos. Com Fabiana era muito bom ficar, ela era linda, talvez mais atração física do que outra coisa, ela queria ser amada, e eu estava alí, sozinho e querendo ser amado também.

Meus pensamentos viajavam quando eu escutava "Lost in Love", pensava em Jaqueline que estava longe e talvez nos braços de outro e nem se quer sabia do meu sentimento, era uma paixão que não desaparecia do meu coração, mesmo com a ausência dela, eu continuava louco por ela, minha grande paixão da adolescência. Ela pelo menos eu sabia que existia, mas a menina misteriosa, nem sabia se existia ou não, ou onde vivia. Em Vila Velha eu ia ficando arriscadamente com Fabiana, tinha até uns caras lá que teve um dia que eu estava conversando com Carla, sua irmã e Fabiana na sorveteria, juntou um monte de rapazes e começaram a formar perto de mim, tipo querendo arrumar confusão comigo, para me pegar, e para chamar minha atenção um deles ainda deu uma voadora num maluquinho que lá vivia, eu sentia que eles queriam me pegar, o namorado de Fabiana estava no meio deles, mas eu alí na sorveteria apenas conversava e brincava com as meninas, foi ai que vi que eles eram a maioria e eu estava na desvantagem, eu pedi para a irmã da Carla ir lá no depósito chamar meus amigos, os quais estavam num churrasco lá, ai que foi maneiro, os caras formando para me pegar, dizendo piadinhas, quando veio meus amigos e claro em maior número e bem mais velho que eles, Xexéu um vendedor amigo meu, veio logo falando para os caras, perguntando o que estava acontecendo, que ninguém ia me colocar a mão, rapidinho eles saíram fora, cada um para um lado, é claro eu respirei aliviado e agradeci a meus amigos.

Quando estava em Nova Friburgo eu as vezes na solidão me encontrava com Debrinha e ficávamos juntos, sem compromisso. E também com meus amigos que saiamos juntos e conversávamos muito sobre a vida, principalmente com Luciano e Dersão.

1993, eu que nessa época estava com meu cabelo grande, Dersão e Luciano,  grandes amigos, época boa...
...Mas voltando ao meu caso com Fabiana em Vila Velha, o nosso romance estava ficando perigoso, só nos encontrávamos no cemitério, e teve um dia lá que a história mudava o rumo, eu esperava Fabiana no cemitério, e logo ela veio como sempre, mas logo veio também Carla e sua irmã dizendo que o namorado de Fabiana estava vindo conferir quem estava comigo no cemitério, que para disfarçar, uns dias antes, mentimos para ele, dizendo que quem era minha namorada era Carla, então Fabiana e a irmã de Carla saíram correndo por um outro caminho e eu ela  Carla ficamos alí um olhando para cara do outro esperando o namorado de Fabiana e outros caras vim, até que Carla disse colando o seu corpo ao meu:
- Eles estão vindo, e pensam que eu é que sou a sua namorada, será que vão acreditar?
Nisso nem ela terminava de falar, nos beijávamos, e um daqueles beijos demorados, ardente, nem se quer notamos os garotos chegando e dando meia volta com vergonhas e saindo pedindo desculpa, pois o lugar era uma meia luz, mas dava para reconhecer, eu e Carla ficamos tão envolvidos alí que nem se quer ligamos para eles, depois de alguns minutos paramos e olhamos um no olhar do outro e eu disse:
- Desculpa, eu me empolguei...
- Não precisa se desculpar, não é de hoje que eu espero isso, mas no começo você quis Ilma, depois Juliana, e eu achava que você não me achava bonita, agora com Fabiana, eu gosto de você, desde a primeira vez que te vi no depósito...
- Caramba! Eu não tinha notado seu sentimento por mim, você é minha amiga, mas é linda demais, desde a primeira vez que te vi, te achei linda, mas começamos com amizade, e você era amiga de Ilma e de Fabiana...
- E agora? Perguntava Carla.

...Voltando a vida de Senhorinha...

Triste ela andava....1993...

Senhorinha foi vivendo em Mariana, mas seu coração vivia triste, havia algumas paqueras, mas nada de especial, ela conversava muito com sua grande amiga e irmã Neide, que era um ano mais velha com ela, Neide dizia a ela:

- Você anda muito triste, você é bonita, tem rapazes bonitos te querendo, cade aquele brilho no olhar?
- Neide, o que eu procuro não esta nesses rapazes, eu procuro alguém que esta a minha procura, eu sei que irei encontra-lo, um dia...
Neide a consolava, Senhorinha ia vivendo na cidade de Mariana, lá ela trabalhava e nos finais de semana ela junto com suas irmãs iam para casa da mãe na roça, e lá ela ficava na janela olhando para a estrada esperando algo acontecer, e sempre era a mesma coisa, e seus pensamentos viajavam junto a uma bela canção "Chiquitita" (Pequenina) do Abba. 



Neide chegava até ela e juntas olhando para as paisagens e lembravam de suas infância alí na roça, da dificuldade e como o tempo passara depressa!  E Neide a abraçava e choravam juntas com a esperança de realizar seus sonhos e um dia serem felizes, e voltarem a olhar para aquelas mesmas paisagens e sorrir mais, que por sinal eram lindas paisagens que da janela do quarto elas admiravam.


...voltando a minha vida e o meu caso com Carla...


E agora? Eu e Carla nos perguntávamos, então naquele momento alí nos beijávamos mais e decidimos assumir o namoro, pois Fabiana tinha seu namorado, e sabíamos que eles estavam na rua então terminávamos de nos beijar e de mãos dadas fomos embora dali, já era bem de noite e de longe avistávamos uns caras lá na frente, de longe não dava para conhecer, eu tirei minha carteira do bolso de trás e a coloquei na minha cintura por dentro da calça, inocentemente, fiz isso com medo de assalto, pois já passavam nas 22:00 da noite e eu desconfiei do grupo mais a frente, mas eu nem sabia que a Irmã de Carla e Fabiana estavam alí próximo deles na sorveteria e tinha dito para eles que os quais um deles eram o namorado de Fabiana, disse que eu andava armado, e eles viram eu mexendo com a carteira, de longe e no escuro parecia que era uma arma. Quando cheguei perto é que vimos quem eram, aí o namorado de Fabiana, veio me pedir desculpa e até colocando a mão em minha cintura  brincando comigo dizendo que eu andava armado, que ele não era doido de mexer comigo, eu é claro deixei eles pensarem que eu estava armado e dei uma de durão e tirei a mão dele antes que ele tocasse a minha cintura, eu disse a eles que não queria confusão com ninguém, e tudo voltava ao normal, ou nem tudo normal, pois Fabiana vendo eu e Carla de mãos dadas e que assumíamos o namoro, ficou de mal com Carla e foi embora para casa dizendo que já era tarde. Eu e Carla e sua irmã ainda ficamos mais um pouco, e tranquilos, pois todos alí viram que eu e Carla eramos namorados. O clima entre Carla e Fabiana ficou tenso, a grande amizade de muitos anos acabara alí, no colégio elas não conversavam, ficavam longe uma da outra. Eu ia embora para Friburgo, e quando vinha a Vila Velha ficava com Carla, e curtíamos muito ali em Vila Valha e gostávamos muito de ver o sol nascer na praia de Coqueiral de Itaparica  e andar pelas areias da praia de mãos dadas e um correndo atrás do outro. Momentos bons.





Ficávamos  namorando e vendo o nascer do sol , na praia Coqueiral de Itaparica VV, 1993...





Lugar lindo inesquecível Coqueiral de Itaparica Vila Velha Espirito Santo, 1993...


Curtíamos muito alí juntos, as vezes sua irmã ia com a gente, mas Carla lá no fundo estava triste sentindo falta da amizade que tinha com Fabiana, esta que ainda me paquerava e eu dei um jeito lá e ainda fiquei com ela novamente no cemitério, pois o namorado dela merecia por ser um idiota. Era um triangulo amoroso, eu chegava a Vila Velha, enquanto que Beto saia com sua amante eu saía com Carla, mas primeiro eu dava uns pega na Fabiana e depois me encontrava com Carla na praia, aquilo não era certo. E eu por mais que eu namorava as duas, eu me sentia mal, não era aquilo que eu procurava, como sempre eu queria viver um grande amor, puro e verdadeiro, não algo que mais parecia uma atração física e uma disputa comigo mesmo para me achar o tal.


Eliane de Avelar- Paty do Alferes RJ 1993...

 Não tinha nada de amor pois na mesma época viajando com Beto para Avelar em Paty do Alferes, tínhamos uma vendedora a qual tinha três filhas, mas só duas que eu cito aqui, as quais destacaram mais, Adriana que era mãe solteira e se tornara amante do Beto e sua irmã, linda Eliane, uma princesa a qual ficou afim de mim, e trocávamos olhares, conversávamos, rolou um clima entre nós e ficamos de sair juntos com Beto e sua irmã Adriana, só que Beto era  egoísta, teve um dia lá que ele mentiu para nós, tínhamos marcado de sairmos juntos, e ele não queria a gente atrás dele, então ele disse a Eliane que eu não a queria mais e disse para mim que ela não queria mais sair comigo, tudo mentira que num tempo depois Adriana me contou, pois Beto queria sair sozinho com Adriana e como o hotel era longe eu dependia dele. Ele armou uma mentira a qual fez que eu e Eliane nunca ficássemos juntos e ainda pensasse que eu não queria nada com ela, então eu pensava que ela não queria nada comigo, mas quando eu descobrir já era tarde demais, pois o tempo tinha passado, eu parei de ir a Avelar, e depois que voltei lá com outro vendedor o Silvair e chegando no quintal de sua casa, conversando com sua mãe e Adriana, foi ai que Adriana me contou tudo, mas tinha passado algum tempo, e Eliane já estava com filho nos braços, tinha conhecido um rapaz lá e se entregado para ele, não por amor, mas por impulso momentâneo o qual causou uma gravidez e eu e ela nunca ficamos juntos por causa de uma mentira de um homem egoísta. E naquele dia em que fui com Silvair lá eu a vi no quintal com o neném no colo, ela me viu e lágrimas escorreram de seus lindos olhos. Não era para ser, mas eu fiquei muito afim dela na época, mas Gilberto atrapalhou com suas mentiras. Eliane me olhava, e lágrimas escorriam de seus olhos, sua irmã me contava as mentiras de Beto, foi ai que ela me deu uma foto para eu sempre lembrar dela. Creio eu que Deus talvez não nos deixou ficar juntos por que ele vê o futuro, e talvez não íamos ser felizes, íamos sofrer mais, foi melhor ficarmos só na imaginação, de que seria muito bom termos ficados juntos. Eu guardei a foto com todo carinho e sempre lembrava dela e imaginava como poderia ter sido diferente.



Eliane 1993, linda com jaqueta jeans, poderia ter dado certo, ou não só Deus sabe, só sei que fiquei muito afim dela na época, talvez por ter achado ela linda e diferente, pois seu jeito era irresistível. Não era amor também, pois eu estava a procura da menina de meus sonhos, então durante a minha vida ia aparecendo meninas, umas diferente da outra, eu acreditava que uma hora eu ia encontrar a certa. Uma que eu ia olhar e ver o sinal de Deus que era a certa, a química certa, o ponto certo e ia ter certeza que era, mas tudo no tempo de Deus...

Márcia de Cabo Frio, mais um engano, 1993...


Na mesma época, eu estava de folga uma semana lá e Xexéu me chamou para ir com ele a região dos lagos no estado do Rio de Janeiro fazer cobrança, e em especial a Cabo Frio, e estando lá numa casa da vendedora esta me olhando disse que conhecia uma menina chamada Márcia que parecia muito comigo, eu fiquei curioso em conhece-la, e a vi, bonita, menina praieira, linda rolou até um clima entre nós mas eu senti lá no fundo que não era a Márcia que eu procurava, e como eu só estava alí de passagem, não alimentamos a esperança de ficarmos juntos, apenas ficamos na paquera daqueles dias em Cabo Frio e nunca mais.

Viajando com Beto, me lembro duma vendedora que tínhamos em Austin em Nova Iguaçu, eu não me lembro do seu nome, mas aconteceu algo que marcou, que me fez refletir, pois eu admirava  ela e sua vida, ela tinha uma casinha arrumadinha, um bom marido que aparentemente era gente boa, um filhinho, uma excelente dona de casa, e ainda por cima muito bonita e simpática, ela vendia roupa  para nós, chegávamos a sua na qual tinha um grande pé de manga, no qual pegávamos a fruta e ficávamos conversando com ela e seu marido, eu observava sua vida do jeitinho que eu sonhava, uma linda esposa, um filho e uma casinha boa, mas eu não sabia que aquilo que eu observava alí era tudo aparência, pois conversando dentro do carro com Beto, falando a respeito dela, Beto me disse que estava rolando um clima entre ele e ela que ele a levaria para o motel, eu até fiquei chateado com Beto e disse que ele achava que toda mulher dava mole para ele, o qual nem bonito era, e logo ele me dizia que eu estava enganado a respeito dela, que eu era novo e estava começando a viver e ia ver muitas coisas. Eu não acreditei que aquela mulher alí que aparentemente era uma boa mulher trairia o marido que era um bom homem. e foi, teve um dia lá que Beto me deu o dinheiro da passagem para eu ir embora para sua casa em Morro agudo que ele ia pega-la para irem ao motel, eu nem acreditava, mas foi verdade, a piranha traiu o marido com Beto, depois daquele dia eu a olhava com outros olhos, uma decepção, parecia que tinha sido eu o chifrudo. Viajando com Beto e os demais eu vi muitas coisas nessa vida, aprendi muito, coisas que não se aprende em colégio, mas no mundo. Nem todas as pessoas são iguais, ha esposas e maridos fieis, é raro mas existe, o mundo não é só feito de imoralidade, ainda que pareça que tudo é imoral, mas a pessoas pelo mundo que querem levar uma vida certinha e viver um amor verdadeiro. Fui crescendo e vivendo cada dia e aprendendo muito com a vida e com as pessoas, é claro sempre tirando proveito das coisas boas e deixando de lado as coisas ruim. Talvez para Beto todas as mulheres são iguais, mas eu não pensava assim, ninguém é igual a ninguém, e eu acreditava que em algum lugar existia uma menina que esperava por mim, uma que seria fiel a mim de corpo e alma. Beto e outros viajantes levavam uma vida bagunçada, para eles tudo era festa, sexo, cerveja etc.

" Há caminho que ao homem parece direito, mas o fim dele são os caminhos da morte"


                                                                                                      Provérbios 14, 12


...Voltando a Vila Velha no triângulo amoroso em que entrei, Carla, eu e Fabiana. 1993..

Logo Fabiana e Carla caiam na real e viam a falta que fazia suas amizades entre si, e que era mais importante do que eu, e Carla sabia que ainda eu ficava com Fabiana, então resolveram as duas me colocar contra a parede e terminar o romance sermos apenas amigos. Marcaram as duas comigo no cemitério e decidiram entre si voltar a amizade e terminarem comigo e ficar só na amizade comigo, eu disse a elas:
- Tudo bem, afinal de contas vocês são grandes amigas uma da outra, e eu não quero ser o pivô do fim dessa amizade, foram momentos bons com vocês duas, momentos que ficarão para sempre em minha memória. Possamos ser bons amigos...
E a amizade delas voltava ao normal, mas a amizade minha com elas não foi mais a mesma coisa, não tinha como ser, pois tivemos nós três muito mais do que amizade, e com o tempo apenas nos saldava de longe quando eu passava dentro do carro, e nunca mais ficamos conversando como antes na porta do depósito, ou na esquina ou na sorveteria ou ver o nascer do sol em Coqueiral de Itaparica. também depois parei de viajar com Gilberto, passei a viajar com Silvair e quando trabalhávamos em Vila Velha ficávamos no hotel Veneza, pois Silvair era vendedor de outra firma, e não poderíamos ficar no depósito da Teovest. Isso foi também um dos motivos de eu não vê-las mais, mas guardo em minha mente, Luciana(Biju) Carla, sua irmã e Fabiana grandes momentos.

1994...


Eu ia levando a minha vida, agora sozinho, triste, não tanto por causa do romance que acabara com elas duas, mas por causa da amizade que tinha se esfriado e não era mais a mesma, e fazia falta as conversas que eu tinha com Carla e sua irmã. Mas logo eu acostumava com isso, só tinha duas coisas em minha vida aquela época que era difícil de conviver, a ausência de Jaqueline e o sonho que eu tinha pela Márcia misteriosa.

Na época em que eu viajava com Beto e até depois, eu peguei um machucado na boca, mas não um machucado comum, era algo horrível, minha boca por dentro e por fora ficava toda infeccionada, cheia de bolhas e pus, eu ficava igual a um monstro e não podia comer nada solido só liquido e me escondia dentro de casa, teve até vez que não pude viajar, fiquei para procurar tratamento, mas ninguém descobria o que era, os médicos chegaram a fazer biopsia  e exames mas nada achava o que era, só receitaram uma pomada para eu passar quando acontecia, e o pior era quando eu trabalhava em região de praia, por causa da maresia salgada, ai que doía muito. Eu sofri muito com esse machucado, pois eu tinha vergonha, eu ficava feio e nojento, era uma época que eu nem arrumava namorada, pois quando elas me viam assim, sentiam nojo. Teve uma das ultimas vezes que fui ao hospital, lá eu estava no ponto de ônibus esperando a linha para o Floresta quando uma loira endemoniada chegou e me disse que sabia onde eu poderia ir para resolver o meu problema, num terreiro de macumba, que lá eu ia ser curado, se eu fizesse uma promessa a alguma entidade ou santo, eu não dei ideia e disse a ela que minha vida estava nas mãos de Deus, se ele quisesse ele me curaria, a loira não desistiu e eu entrei no ônibus e ela também e continuava a falar até que eu dei um chega pra lá nela e ela desistiu de mim. Quando cheguei em casa eu ajoelhei e orei a Deus e com o tempo graças a ele foi desaparecendo, apenas eu carregava a pomada que era uma pomada ginecológica que o médico receitou para eu passar quando desse o machucado. Foi uma fase difícil em minha vida, eu perdi muito com esse machucado. Mas Deus me curou.
 Mas o tempo ia passando e para eu esquecer um pouco da tristeza eu e meus amigos nos aventurávamos na natureza e teve uma vez que fomos na antiga RJ 116 e antiga linha de trem na serra e lá passamos por muitos obstáculos, atravessando rio, passando pelo que sobrou de uma ponte que muito mal dava para uma pessoa só de cada vez passar, foi tremendo, nossa adrenalina ia a mil por hora.


Heziel 1994

Eu e Dersão em cima e eu e Luciano abaixo, na serra na antiga RJ 116, 1994 vivendo intensamente, aventuras junto a natureza.

Era ano de 1994, eu decidi não viajar mais com Beto, ele as vezes me humilhava discutíamos muito, então resolvi não viajar mais e arrumar um serviço em Friburgo, e numa segunda feira depois de um bom tempo tentando falar com Beto e não achando ele em lugar algum, o encontrei a tardinha na confecção Teovest me esperando para carregar o carro, foi por telefone que falei com ele dizendo que eu não viajaria mais, ele retrucou dizendo que eu não podia fazer aquilo, pois era segunda feira e como ele arrumaria alguém para viajar aquela altura, mas não voltei atrás, disse que não viajaria e pronto. Eu decidir não viajar com mais ninguém, que iria arrumar um serviço em Friburgo, mas isso era os meus planos, mas Deus tinha outros planos e para eu encontrar a menina de meus sonhos eu teria que ir para a estrada. E naquela segunda-feira mesmo eu ia subindo o morro passando perto da confecção do Edvaldo Teodoro irmão de Osvaldo Teodoro da Teovest e lá Silvair vendedor estava arrumando seu possante Opala ss 79 verde e me viu e me perguntou se eu não ia viajar naquela semana, eu disse a ele que tinha parado de viajar e que não queria mais saber disso, ele então me chamou para viajar com ele e nem se quer aceitou não como resposta disse que me pegaria em casa a noite para irmos para o estado de Minas Gerais. Eu disse que não ia viajar mais, mas não adiantou. Eu continuava a subir o morro e parei num lugar onde eu sempre parava para pensar na vida onde dava para ver Conselheiro todo, eu ficava pensando em minha vida e num vazio que estava o meu coração, a paixão por Jaqueline e o amor por Márcia. Depois fui a casa de Luciano e lá conversávamos eu dizia a ele que não ia viajar mais, mas eu não sabia de nada dos planos de Deus. quando eu desci da casa de Luciano e ia chegando em casa, minha mãe e meu irmão me falavam que um rapaz dum Opala verde passou em casa e deixou recado que me pegaria de madrugada para irmos para Minas Gerais. Com Beto eu só viajava para o Estado do Rio e Espirito Santo, com Silvair eu viajaria para esses lugares e também para o imenso Estado de Minas Gerais, pois era lá que estava a minha felicidade, não do Estado do Rio e nem no Estado do Espirito Santo, Deus sabia que eu teria que trabalhar em Minas Gerais para um dia me encontrar com aquela que tanto procurava. Então eu aceitei viajar com Silvair e bem de noite ele me pegava em casa e íamos para Minas Gerais. E a primeira viagem foi para Belo Horizonte a capital das Minas Gerais e eu ficava encantado com a paisagens a noite daquela imensa cidade.



Belo Horizonte, a capital das Minas Gerais, lugar que começava a fazer parte de minha história e seria importantíssima 1994.

Então eu passava a viajar com Silvair, com ele as coisas melhoravam um pouco, ele era um cara legal, nunca me humilhou e com ele passei a ganhar mais.
Mas uma coisa que marcou minha vida foi a primeira vez que fui com Silvair a Belo Horizonte, me lembro, pois eu nunca tinha ido à capital mineira e quando chegamos na entrada da cidade que era alto e era de madrugada, uma paisagem linda, jus ao nome Belo Horizonte, um mar de luzes, uma cena inesquecível. Fomos para o depósito que Edivaldo Teodoro tinha lá, e quem nos atendeu abrindo o portão foi Paulo, irmão de Silvair, já falecido, pois algum tempo depois ele veio a falecer num acidente de carro.
O tempo em que passei viajando com Silvair foram bons, pois Silvair era um cara maneiro, depois ele perdeu o juízo mais nunca me humilhou. No começo chegávamos à quinta feira em Friburgo, mas depois ele começou a arrumar mulher pelo caminho, perdeu o juízo.
Viajando com Silvair eu conheci Luis Cláudio (Chuchu) que na época era ajudante do Geraldo irmão do Silvair e também era vendedor. Eu e Chuchu conversávamos muitos sobre nossos sonhos de um dia ser vendedor também, de tirar carteira de habilitação, e tinha dia que era domingo e estávamos em Belo Horizonte, Silvair saia atrás de mulher, eu e chuchu ficávamos na Praça do Letícia perto do depósito, e estávamos duros, só com algumas moedas no bolso que só dava para comermos “Marta Rocha,” um doce lá que na época gostávamos e era bem barato. Nos tornamos grandes amigos e ficávamos muitas vezes conversando sobre a vida e o futuro e sobre mulheres.
Foi também essa época que conheci Quitéria, sua filha Adriana que era apaixonada por Silvair, e seu filho Edson. Quitéria tinha sido vendedora do Geraldo e fez amizades com todos nós e vivíamos indo na casa dela, na época ela era macumbeira, e vivia fazendo trabalho junto com um pai de santo baitola, um tal de Cláudio, engraçado quando ele estava com o cão nas costas engrossava até a voz, teve um dia lá que ele veio para o meu lado e me perguntou se eu estava com medo, é claro que eu disse que não, mesmo eu não estando firme numa igreja, mas sempre fui temente a Deus. Tempos depois fiquei sabendo que eles todos se converteram, para glória de Deus. Às vezes até eu e Chuchu ficávamos zoando ele, sem ele notar é claro.
No começo o carro do Silvair, era um possante Opala SS 79, verde metálico, depois ele pegou um Passat Village 86, branco. Na época viajávamos pelo Estado de Minas Gerais, para Belo Horizonte, e Zona da Mata Mineira, que correspondia de Realeza, Raul Soares, Matipó, passando por Ponte Nova indo por Viçosa e Dona Euzébia e no Estado do Espírito Santo, Marataízes até Vitória. E depois como eu conhecia Paty do Alferes, Miguel Pereira, Barra do Pirai etc. Silvair me pediu para levá-lo lá para abrirmos uma Praça e fomos.
Aconteceram muitas coisas no tempo em que viajei com Silvair, fiquei com algumas meninas, conheci lugares que jamais imaginei ir. Pois em Minas eu só tinha ido a Além Paraíba aquelas vezes de ônibus e dei uma viagem com Xexel, na época em que eu viajava com Beto, eu fui com ele a Barbacena, Barroso Itumirim, Itutinga, Tiradentes, São João Del Rey, Lavras, Três Corações (onde tomei choque no chuveiro do hotel) e Varginha.
Teve um dia em Marataízes que estávamos eu e Silvair dormindo dentro do carro, no Opala, e era num posto de gasolina, eu acordei cedo com um monte de estudantes passando perto do carro, fui ao banheiro lavar o rosto e escovar os dentes, com os cabelos todo em pé, vendo as estudantes passarem, logo Silvair acordou e me pediu a pasta de dente emprestado eu falei para ele pegar em minha mochila, não sei o que ele arrumou que depois veio do banheiro reclamando da pasta e me perguntando que pasta era aquela, foi quando eu vi que o burro usou foi uma pomada vaginal que o médico tinha me receitado por causa daquele problema da boca, quando eu disse para Silvair que ele pegou errado e o que ele tinha usado era pomada vaginal, deu até ânsia de vômito e ficou o dia todo passando mal, e quando se lembrava da pomada vaginal, dava ânsia de vômito, foi engraçado, eu fiquei zoando ele depois. Eu passei maus momentos com aquele machucado na boca.
Teve uma vez que Silvair me deixou na beira da praia em Marataízes para sair com uma mulher, e só foi me pegar quase 05:00 horas, e olha que a mulher era coro ruim, fiquei brabo, pois um frio danado e eu sem blusa lá sozinho.
Vindo uma vez de viagem de Vitória com Silvair, Isaque filho de Edivaldo estava com a gente, passamos pela cidade de Marataízes na casa de uma vendedora para pegar dinheiro e também na casa de uns conhecidos, um casal de crente que dormíamos de vez enquanto na casa deles cujo marido era policial, eram gente boa; A vendedora tinha uma filha que vivia me dando mole, Leidiane, e naquela noite tínhamos ido a sua casa e depois já estávamos na casa do casal conversando, que era perto dali, eu e Isaque estávamos no carro esperando Silvair que despedia do casal, quando Leidiane veio na rua em minha direção e como eu já tinha notado que ela me queria, fui ao seu encontro, peguei em sua mão e a levei para um canto e ficamos trocando carícias. Foi por pouco tempo e único, mas foi muito bom, do carro Isaque que era criança ficava olhando eu e Leidiane de beijos e abraços depois ele contou para Silvair. Leidiane era uma menina bonita, mas foi só aquela noite, depois nunca mais a vi, não me lembro o porquê eu não investi nela. Tantas coisas que não entendo, o que eu posso deduzir em minha vida, que Deus sempre esteve no controle de tudo em minha vida, e quando algo não acontecia e outras aconteciam, era Deus que estava no controle.
Naquela noite vindo embora para Friburgo presenciamos um grave acidente na BR 101. Um Gol GTI bateu de frente com um caminhão que até arrancou o eixo da frente do caminhão e o Gol partiu no meio, os dois ocupantes do Gol se quebraram todo, os vimos mortos no asfalto como cachorros, Silvair nem deixou Isaque olhar. Depois ficamos sabendo pelos policiais que eles estavam bêbados. Eu já presenciei muitos acidentes pelas estradas, muitas mortes.
Viajando com Silvair, resolvemos abrir uma praça na região de Paty do Alferes a Barra do Pirai, Silvair não conhecia lá, mas eu conhecia, e fomos, foi aí que passamos na casa de Eliane para oferecer mercadorias em sua mãe, e já tinha um bom tempo que eu não a via, e quando chegamos lá, eu a vi com um neném no colo, e ela olhando para mim, e notei lágrimas em seus olhos, como se eu pudesse ler sua mente, ela triste por não termos ficado juntos, e agora era tarde demais, seguíamos caminhos diferentes, não era para ser.
Silvair só pensava em ficar no carro dormindo enquanto eu conversava com as mulheres para ver se elas pegavam, teve um dia que abrimos 27 vendedoras até Vassouras num só dia.
Silvair também conheceu Juliana, de Vila Velha, e esta lhe deu mole, ele sabia que eu tinha dado uns pega nela, na hora ele ficou sem jeito, até eu dizer a ele que eu não tinha mais nada com ela, Juliana era muito doida, logo ela veio querendo tirar dinheiro dele, dizendo estar grávida, aí ele saiu fora.
Teve uma viagem para o Espírito Santo que Edivaldo foi com a gente e era copa do mundo, e no hotel Atlântico em Marataízes assistimos ao jogo Brasil x Suécia, nós bebemos muito que Edivaldo começou a fazer bagunça na hora do jogo, e na hora de ir para o quarto nem lembro direito como eu subir no beliche. Edivaldo fazia muita bagunça, lembro-me que ele urinava numa garrafa e jogava no peito dos outros que passavam na rua, bebia água de coco e jogava o coco vazio no peito do pessoal que passava na beira mar.
Lembro-me a primeira vez que vi Cida, irmã de Silvair, estávamos indo para o Espírito Santo, quando pelo caminho encontramos Edivaldo o qual vinha na direção oposta e parou o carro, e Cida irmã de Silvair que também era irmã de Marilete esposa de Edivaldo estava junto, fiquei a observando, algum tempo depois nos tornamos grandes amigos de ficarmos um bom tempo conversando de vez enquanto e dessa amizade surgiu uma grande amiga Marizete que mais para frente vou falar dela.
Te uma vez trabalhando em Ponte Nova MG, fomos fazer acerto com uma vendedora, chegando a casa dela a filha mais nova nos atendeu dizendo que sua mãe não estava, mas tinha deixado o acerto com sua irmã mais velha e pediu para entrarmos e esperar sua irmã na sala ficamos eu e Silvair sentados na sala, quando a menina de uns 17 anos veio trazendo a devolução da mercadoria e estava só de calcinha e soutiens de renda lilás, ficamos pasmados com aquela cena, a menina nos atendeu só de calcinha e soutiens, não conseguimos nem fazer a conta, saímos, marcando de voltar depois quando a mãe estivesse, vai saber o que se passava naquela mente, ora, receber dois homens estranhos só de duas peças, fomos embora e voltamos depois e não entendemos nada, a menina era linda, não sei se ela queria algo ou era inocente, ou se era o calor de Ponte Nova, mas sua irmãzinha estava ali, não sabemos o por que daquilo, a menina era linda.
02.05.1994 meu aniversário fiz meus 19 anos, a única pessoa que lembrou foi eu.
Maio de 1994 quando Ayrton Senna morreu, estávamos em Ponte Nova, Silvair que era fã dele, na casa de uma vendedora ficamos um tempão vendo os noticiários da morte do maior piloto de Fórmula 1 daquela época.
Teve outro dia que estávamos trabalhando em Miguel Pereira e seu primo Carlinhos Biito que morava em Três Rios, estava com a gente, e de manhã levantamos no hotel e saímos para trabalhar, nessa época Silvair já estava com um Passat Village Branco 86, e fomos nós três, estávamos indo para Vassouras por uma estrada de chão e logo no começo da estrada o carro deu pane, Silvair pediu para eu e Carlinhos sairmos à procura de um mecânico, pois Silvair não colocava a mão na graxa, ele foi dormir dentro do carro enquanto nós dois marchávamos a pé naquela estrada de chão empoeirada, depois de andarmos um bom tempo, Silvair aparece com o carro com a cara de vergonha nos pedindo desculpa, pois se esqueceu da chave geral que ele esqueceu ligada, a qual cortava o combustível do carro para ladrão não levar. Ficamos brabos, mas foi engraçado. Foi nessa mesma época que Carlinhos estava com a gente, pois ele morava em Três Rios e um dia lá estávamos andando numa rua que só tinha Puteiro e logo no começo da rua Silvair avistou alguém vindo de longe com um copo na mão em nossa direção, na mesma hora eu falei para Silvair que era um Boiola, de longe não dava para definir muito, mas os traços eram de boiola, Silvair insistiu dizendo que era filé, foi quando a bicha chegou na porta do carro com um copo de bebida na mão e nos convidou para cheirarmos cocaína, eu ri muito, pois eu tinha dito que era boiola, logo Silvair se livrou do baitola e fomos embora rindo, eu e Carlinhos zoávamos Silvair o qual achava que era um filézão, mas quando chegou perto, um viadão.
Também naquela época apareceram três meninas para ficarem conosco, eu nem lembro os nomes delas, pois foi algo tão rápido, pelo menos para mim. Estávamos nós seis dentro do carro no maior amasso, quando de repente não sei o que me deu, eu sai de dentro do carro perguntei a Silvair se ele ia embora para Friburgo, pois se ele não fosse para ele me dar o dinheiro que eu iria de ônibus, ninguém entendeu nada, nem a menina que eu estava entendeu, para falar a verdade nem eu entendi por que eu fiz aquilo, estava numa boa lá, de repente resolvi ir embora, a menina achou que até tinha feito alguma coisa errada. Silvair não conseguiu me convencer em ficar e eu fui embora de ônibus, não tendo ônibus direto, tive que ir para Além Paraíba que era perto dali e de lá para Friburgo, a menina ficou só chupando o dedo enquanto suas amigas já estavam acompanhadas por Silvair e Carlinhos, e olha que a menina que eu estava era uma morena bonita. Mas tinha algo em mim que não era para eu estar ali. Naquela época eu escrevia o nome de Márcia em vários lugares, escrevia “Heziel e Márcia O mistério” Até Silvair ficava me zoando com isso, mas aqui dentro eu sabia que um dia eu encontraria aquela que seria a mulher da minha vida, não algo transitório que não dura nada, um prazer de momento, não uma mulher dessas, maluca que já tinha dados para muitos, como aquela que estava dentro do carro comigo. A que Carlinhos ficou aquela noite se tornou sua esposa, que ambiente bom para se arrumar uma esposa, seu casamento foi de trancos e barrancos, até traído ele foi, também conheceu a mulher em circunstâncias que não eram apropriadas para uma mulher decente, que queria ser uma boa esposa e logo quis casar com a menina.
Pois um dos sinais que a menina de meus sonhos teria, seria o nome indefinido, por isso eu a coloquei de Márcia, pois a menina de meus sonhos não teria um nome definido.
Silvair em questão de entender de mecânica era uma negação, outro dia quase chegando a Friburgo, estávamos em Vieira e já eram quase zero horas da madruga o carro deu um problema então perguntamos ao redor por um mecânico e nos informaram numa ruazinha ali perto então fomos a procura do mecânico, de primeira erramos a rua, batemos palma numa casa na qual uma mulher veio nos atender de baby-doll e nos informou a casa certa do mecânico o qual com um pouco de mal vontade pegou sua maleta de ferramentas e foi lá ver o carro, chegando lá, chamou a atenção de Silvair, pois o carro tinha é acabado o combustível e ele ficou brabo, pois nos disse que acordamos ele só para ele nos dizer que o carro tinha acabado o combustível, cobrou um bom dinheiro em Silvair para ele aprender. Depois colocamos combustível e continuamos a viagem para casa.
Morando na casa de Valci eu colocava uma música romântica e ficava sentado no quintal da onde dava para ver a Praça de Conselheiro e de vez enquanto eu conversava com Denise, filha de dona Lurdes, teve até uma vez que ela me elogiou dizendo que me achava romântico e não sabia por que sua prima Márcia Darriu não me quis mais; nem eu sabia. Muita das vezes eu gostava de ficar ouvindo músicas lindas e pensando na vida. Nessa época eu ia de vez enquanto a Igreja Casa da Benção. Eu tinha um grande respeito pelas coisas de Deus, e lia muito a bíblia, mas era pouco, Deus queria algo mais de mim, eu tinha que me entregar por completo a Cristo, e ainda eu não tinha feito isso.

Foi no ano de 1994 que eu como sempre fazia quando estava em Friburgo, no sábado eu ia a Pedra do Prado que para mim era um Templo natural de Deus, onde eu conversava com ele...



Pedra do Prado o Templo Sagrado, onde eu conversava com Deus...1994...

Um lugar maravilhoso que nem parecia que era Nova Friburgo, lá eu me sentia na africa ou em outro lugar exótico  e foi no ano de 1994 que eu estava lá no alto da Pedra quando olhei para baixo no meio do mato um vulto de uma menina apareceu, eu corri para ver de perto, parecia estar perto de algo, mas quando cheguei perto ela desaparecia...


















Eu via essa miragem no meio do mato, desse jeito mesmo e sabia que aquela miragem era Márcia Durleval Pereira 1994.


Eu chegava perto e desaparecia, mas eu sentia que aquela miragem, aquelas formas era a menina de meus sonhos a qual em minhas histórias eu a chamava de Márcia Durleval Pereira. aquilo alí foi um sinal de que eu estava no caminho certo para acha-la, e viajando com Silvair para Minas Gerais que era o lugar que eu sentia que a encontraria, e estava chegando o tempo de nos encontrarmos.

Muitos não acreditaram quando eu contei que vi uma miragem de uma menina no meio do mato na Pedra, eles me chamavam de louco, mas eu sabia em que acreditava.
E ela estava a minha espera em algum lugar....

...Voltando a falar de Márcia Lisboa da Rosa de Paty do Alferes...


Com Silvair íamos também a Paty do Alferes, como eu tinha mandado uma carta para ela e só agiria de acordo se ela mandasse resposta, ela nunca mandou resposta, então eu descartei ela da minha vida a achando que ela poderia ser a menina de meus sonhos. Viajando com Silvair para lá, até a vi passando de moto, mas eu via que aquela alí não poderia ser a menina de meus sonhos, ainda mais que uma vendedora nossa nos contou algo sobre ela que foi o bastante para mim desistir definitivamente dela. Pois se ela tivesse interessada em me conhecer, ela teria respondido minha carta. Mas nem teve a curiosidade de me conhecer, ainda mais eu sabendo algo dela que não tinha nada a ver com a Márcia Durleval Pereira. Ela foi riscada de minha mente, mas o gibi e o endereço dela permaneceu por um bom tempo em minha casa.

Agora eu tinha certeza que a encontraria em Minas Gerais...

Estremos opostos...

Eu ia vivendo viajando com Silvair, meu coração era triste e solitário, e nessa época o brilho do meu olhar desaparecia, as vezes eu me consolava em Friburgo com Debrinha, conversávamos muito, e seus carinhos tiravam um pouco da tensão e da tristeza em que estava vivendo. Engraçado e irônico que eu viajando com Silvair para Minas Gerais, passávamos pela cidade de Teixeiras, e um dia alí eu e a menina de meus sonhos quase que nos esbarramos, mas não era o momento certo de nos encontrarmos...
"Poles Apart" (Extremos opostos) Pink Floyd 1994...
Na época uma musica ecoava em minha mente e eu a escutava muito a qual falava do que eu estava vivendo Poles Apart do Pink Floyd (Extremos Opostos) linda canção.

...Voltando a falar de Senhorinha...1994


Senhorinha tinha uma irmã, Cida que morava nas proximidades de Teixeira uma cidade em Minas e um dia lá ela e sua Irmã Neide resolveram ir passear na casa dessa irmã, e lá elas andaram de bicicleta pelo asfalto foi nessa ocasião que sem saber Eu e Silvair passávamos de carro pelo asfalto vindo de Ponte Nova que Silvair buzinava mexendo com elas as quais nem deu bolas, e eu alí dentro daquele Opala, nem sabia de quem se tratava aquela menina que pedalava junto a irmã pelo asfalto. Achava que era mais uma menina bonita que a gente via pelos asfaltos da vida. Naquele dia em Teixeira Senhorinha foi a um culto evangélico com suas irmãs Cida e Neide, e lá no culto um homem profetizou para ela dizendo que a via num futuro próximo louvando para Deus. Ela disse amém, mas achava impossível, pois nem evangélica ela era, muito mal católica... Mas o tempo ia passando e Deus sabia do futuro e ele estava juntando as peças para fazer um encontro de duas pessoas que nasceram uma para a outra.


...1994...


Nesse ano mudávamos de casa, e passamos a morar na casa do Chiquinho, na Rua Manoel Elias Perroud numero 25, um lugar bem melhor, pois alí ficava na área onde eu e meu irmão ficávamos conversando com nossos colegas, e a casa ficava a beira da rua e muitos colegas iam lá em casa, ai começava uma época boa. Pois minha casa ficava cheia de amigos, fazíamos festas, e muitas das vezes eu ficava em pé a beira da rua na frente de casa e fazia amizade com outras pessoas. Época maravilhosa de minha juventude. E lá eu continuava a escrever minhas histórias, eu tinha meu cantinho, que era o meu mundo, minha mesa com minha maquina de escrever, onde eu viajava nas teclas da maquina escrevendo histórias de aventuras com romance e alguns poemas...












Esse era o meu cantinho 1994/1995

Eu fui vivendo, morando alí e viajando com Silvair e tendo muitos amigos...
Sonhava ainda com a Márcia, a menina misteriosa, e pensava muito em Jaqueline que já tinha tomado outro rumo na vida e já estava até casada e eu ainda a procura de viver um grande amor. Isso fazia que eu a colocasse num cantinho do meu coração, tentando esquece-la como paixão e te-la somente como uma grande amiga, seria difícil, mas com o tempo eu acostumaria e como paixão eu a guardaria em minha memoria e num cantinho lá no fundo do meu coração e passava a lembrar como uma grande amiga junto com seus dois irmãos, e eu acreditava que um dia ia os ver de novo.
Morando lá eu e Marcelo nos tornamos grandes amigos e andávamos muito juntos, muitas das vezes eu e ele ficávamos em casa ouvindo musicas, principalmente as do U2 e Pink Floyd, e muitas das vezes íamos a Pedra do Prado e ficávamos lá em cima conversando sobre a vida e sobre o futuro...



Marcelo no alto da Pedra do Prado grande amigo conversávamos muito sobre a vida.

Eu ia levando a vida, e ainda não encontrava o que estava procurando, até uma musica que eu ouvia muito na época do U2 "I still havent found what i"m looking for" ( Ainda não encontrei o que estou procurando) Foi uma das trilha sonora de minha juventude, a qual junto com outras do U2 eu e Marcelo ouvíamos e também no carro nas viagens e me fazia refletir naquilo em que eu estava procurando, a menina de meus sonhos. E ainda não tinha encontrado. Naquela época eu de vez enquanto visitava uma pequena igreja em conselheiro Paulino Casa da Benção de Deus. Eu conversava muito com Deus, sempre acreditei nele e sabia que ele guiava os meus passos, mesmo eu sendo rebelde, e não querendo muito compromisso com ele, mas ele tinha planos para mim.



Uma das trilha sonora de minha juventude " I Still Havent Found What I'm Looking For" (Eu ainda não encontrei o que estou procurando) U2


Nilcineia e Adriana de Nova Friburgo, Leidiane de Marataízes ES.

Em Nova Friburgo, eu conheci Nilcineia, (Nicinha) uma moreninha lindinha, um tanto doidinha, e feito eu ela não queria compromisso serio, então ficávamos só no amasso e nada de namorarmos serio. Eu fiquei algumas vezes com ela quando eu estava em Friburgo, depois não a vi mais, nem sei por onde anda, mas tivemos momentos bons. Na mesma época eu e Marcelo estávamos numa laje na estrada Fazenda da Laje e de lá víamos lá embaixo e até minha casa e uma menina passava e Marcelo mexia com ela e de lá ela acenava para nós, eu fiz sinal que queria falar com ela, pois ela parecia ser bonitinha então fui ao encontro dela, e conversamos, seu nome era Adriana e começamos a ficar juntos, só que ela falava só em morte que queria morrer, parecia que era desgostosa da vida, eu dava conselhos a ela. Com essa Adriana fiquei algumas vezes, na época ela trabalhava no antigo Pãozão no Centro, ela falava coisa com coisa, fato que me fez desistir dela, outra também que nunca mais a vi, nem sei por onde anda, se estar viva ou não. Foi apenas momentos.
Viajando com Silvair, teve uma noite que estávamos vindo de Vitória e passamos por Marataízes para pegar um dinheiro que restava da vendedora, Isaque filho bastardo de Edivaldo estava com a gente, e Silvair resolveu dar uma passada na casa de uns conhecidos lá, eu e Isaque ficamos no carro, pois ele iria rápido, foi quando Leidiane filha de uma vendedora nossa dali de perto vinha para o nosso lado, esta já rolava um clima entre nós, então alí mesmo perto do carro ficamos juntos, nos beijamos e nos acariciamos, momento único na vida, pois nunca mais ficamos juntos. Isaque que estava no carro ficou olhando e rindo, ele era uma criança de uns oito anos, e depois contou a Silvair o qual não acreditou, mas vendo que Isaque confirmava, pois quando Silvair estava vindo ele viu Leidiane saindo já indo longe. Silvair também ficava de olho nela, pois ela era uma menina bonita, mas foi de mim que ela quis, e olha que o carro era do Silvair, eu era apenas um Zé ninguém. Eu não me lembro o porque de não ter ficado mais vezes com ela, pois ela era bonita e estava muito afim de mim, e isso sumiu da minha mente, não me lembro o que aconteceu depois daquela noite, só me lembro que fiquei apenas uma vez com ela. Depois disso, gente ia a sua casa fazer acerto com sua mãe e não rolava nada, apenas olhares, nada mais, depois ela caiu no esquecimento, ou foi substituída por outra, não me lembro direito do desfecho daquele romance com Leidiane. Um Mistério, talvez não era para ser.
Quando eu estava em Friburgo, de vez enquanto eu chamava meus colegas e fazíamos um churrasco em casa, tirávamos fotos e fazíamos farra...
Tempo bom aquele...



Eliel, Maria Lucia, eu, Josenir (Ninica) Alexandre, Wilson, Andinho, Andrinho, Elielton, Etinho, Marcelo, Luciano, Dersão, Dedé etc.

A nossa juventude...

Dias inesquecíveis, intermináveis que estarão para sempre na memória.

Rosimar...

Mais ou menos no final de 1994 eu andando na estrada Fazenda da Laje, tirando retrato me deparei com duas mulheres, mãe e filha as quais estavam indo tomar banho no pocinho, a filha era uma gata, Rosimar e rolou um clima entre nós e ficamos juntos, tiramos fotos...





Ficamos numa boa naquele dia, curtimos juntos o dia, fiquei sabendo que ela  morava mesmo em Macuco com o pai, que ela estava passando alguns dias ali na casa da mãe, então os dias que ela estava em Friburgo, ficamos juntos, não fizemos juras de amor nem marcamos compromisso um com o outro, queríamos era curtir o momento enquanto que ela estava em Friburgo, depois não saberíamos o que seria.

Naqueles dias ficamos juntos, depois ela foi embora para Macuco, e levou um bom tempo para nos vermos novamente, se ela fosse a menina de meus sonhos eu investia na relação e ia até Macuco atrás dela, mas como a mãe dela morava alí no Floresta eu achava que poderia vê-la novamente e eu sentia que ela não era a mulher de minha vida. Tempos depois eu a vi de longe, mas eu estava indo em direção oposta e pelo que me lembro eu estava com pressa, e nunca mais a vi....Mas valeu os momentos com Rosimar, foram poucos mas valeram muito. E ela foi mais uma que eu nunca mais a vi. Um romance passageiro.
Foi mais ou menos no final de 1994 que Silvair teve problema com a habilitação e não podendo ir viajar colocou o seu pai em seu lugar para viajar comigo, ai começava uma grande amizade...

João Teodoro de Oliveira, uma grande amizade...




Seu João, em Ponte Nova MG.

Começávamos a viajar junto, ele era um coroa muito doido na época, não esquentava a cabeça com nada, e curtíamos a vida adoidado.





Eu em Ponte Nova MG, e esse ai foi o possante "Poderoso" Passat 74 com motor AP zero 94 que Seu João colocou e era um veneno esse carro o qual rodou muito com a gente, infelizmente não existe mais, foi desmanchado, só lembranças. O pessoal o chamava de "Poderoso"


Ficamos viajando juntos, logo começava o ano de 1995 e seria melhor ainda...


1995... 

Janaína...
Mais ou menos no começo de 1995 como sempre fazia eu ia a praça de Conselheiro a noite quando eu estava em Friburgo, e lá comecei a reparar uma morena linda que sempre nos finais de semana ela estava na praça com as colegas, e procurei saber o seu nome, Janaína e alí começava uma busca, eu me interessei muito nela, o jeito dela, o sorriso dela que era muito sensual e lindo. No começo ela ficava sentada com o namorado na escada da igreja católica, namorado este que vinha de Santo Antônio de Pádua para namorar com ela. Isso era admirável, pois ela o esperava fiel. Janaína morava no Lagoa Seca, e tinha muitos amigos que também ficavam conversando com ela na escada, três deles eram Aparecida Abacaxi, Maguinho e Fabinho, esses três ai eu fiz mais amizades, principalmente com esses dois últimos que viramos amigos, e eram eles que falavam de Janaína comigo. Eles eram uma turminha legal, eram unidos, e fiz amizades com a maioria deles, claro que tudo começou por causa do meu interesse por Janaína. Eu a achava diferente. Muitos alí de Conselheiro a queria, mas ela namorava um cara de Pádua, e nos finais de semanas ficavam juntos alí em Conselheiro. Eu observava de longe, as vez quando Maguinho e Fabinho estavam juntos a eles eu chegava perto, no começo eu até a segui de longe para ver onde ela morava, foi aí que descobrir que ela morava em Lagoa Seca. As vezes eu ia de bicicleta perto de sua casa, parava para conversar com alguém para ver se a via. Fiquei muito afim dela, eu queria viver um grande amor, namorar sério, um alguém que me amasse de verdade, e procurava em vários lugares e em várias garotas. Poderia ser Janaína?
Eu ia viajando com Seu João na estrada eu comentava com ele sobre Janaína, mas também falava de Márcia, a menina misteriosa, e também falava de Jaqueline que já estava até casada. Jaqueline eu já tinha perdido a esperança, e passava a te-la como uma grande amiga, ela foi a paixão da minha adolescência, não foi amor, Janaína era um projeto que estava em andamento, eu não poderia definir nada, apenas pensar nela, agora Márcia, essa até dormindo eu pensava nela, em qualquer lugar, em todo momento eu sentia ela, um amor que não sabia se era loucura, ou realidade, e lá no fundo eu sabia que ela existia, em algum lugar, eu pensava nelas com uma linda canção tocando, as vezes no carro, ou no meu Walk-Man, ou em minha mente, "It Must Have Been Love" do Roxette...
Essa musica era uma das trilha sonora de minha história, e sempre ecoava em minha mente, e sempre ouvíamos na estrada, ou em minha casa deitado pensando na vida em minha cama ou olhando para as estrelas a noite...




1995 - Cátia de Miguel Pereira -  RJ...

Viajando com Seu João, não só trabalhávamos mas curtíamos a vida numa boa, e na cidade de Miguel Pereira estava em festa, chegávamos lá na terça feira, e sabendo que tinha festa fomos a noite, e noite mesmo andando pela festa eu conheci uma morena bonita e ficamos juntos, Seu João as vezes ia para outro lado ou para o hotel, enquanto que eu e Cátia ficávamos juntos namorando e trocando caricias. Teve até um momento lindo lá, foi na hora dos fogos de artifícios, eu e ela estávamos la no maior amasso, um clima gostoso namorando enquanto no céu estouravam os foguetes, parecia até cena de cinema, eu e ela alí trocando caricias e aqueles fogos de artifícios estourando no céu o qual estava estrelado e lindo. Eu não sabia mas desde aquela terça-feira alguém estava me observando eu não sabia. Na terça e na quarta-feira eu e Cátia ficamos juntos ali na festa, na quinta feira eu e Seu João andávamos pela festa e não encontrei me com Cátia, ela não veio a festa, até que Seu João resolveu ir para outro lado enquanto que eu andava para outro, até que caminhando com a esperança de me encontrar com Cátia me deparei com três meninas vindo em minha direção e me abordou e uma delas a mais bonita cujo nome era Renata me perguntou dizendo:
- Qual é o seu nome? Desde terça-feira eu estou de olho em você, mas você estava acompanhado de sua namorada e seu pai...
- Primeiro, ela não é minha namorada nem ele é meu pai, eles são meus amigos, me chamo Heziel e o seu?
- Renata!
- Vamos dar uma volta para nos conhecermos melhor!
Então naquela quinta-feira, não fiquei com Cátia, fiquei com Renata, que era uma menina louca e sensual que apareceu de repente sem planejar. Fomos para porta de um museu que estava fechado e era um lugar bem deserto e privado e ficamos trocando caricias, foi Renata de Miguel Pereira que me disse na época que os rapazes de lá eram meio boiolas pois gostavam de ficar com uma mulher fazendo uma reduzida, ta louco! Mas eu disse para ela que eu era Friburguense e macho e ela gostava muito, e naquela noite alí no museu foi um momento único em nossas vidas, aproveitamos bastante o momento pois não haveria próxima vez. Nunca mais eu a vi, nem mesmo seu endereço, apenas que ela era de Miguel Pereira. Na sexta feira me encontrei com Cátia e ficamos juntos na festa, Renata, nem sinal dela, parecia que ela nem foi real, apenas apareceu em minha vida naquela noite de quinta-feira para me tirar da solidão, mistério.
Então fiquei namorando Cátia quando eu ia a Miguel Pereira, só que longe de sua casa, pois seu pai não podia saber do nosso namoro, então nos encontrávamos na rua, no colégio. Teve até um dia que eu e Seu João paramos num bar perto da casa dela para eu ver se a via, e nesse bar eu e ele sozinhos tomamos um litro de conhaque e comemos 40 ovos de codorna, e naquela noite nem vi Cátia, eu não podia chama-la em casa. Era um romance complicado, ela não tinha muita liberdade por causa de seu pai que a prendia, eu até mandei uma carta para ela, com nome trocado para seu pai não rasgar, coloquei nome de mulher por fora. Logo com o tempo acabava o romance e nunca mais a vi, pois logo eu pararia de ir a Miguel Pereira.




E o romance com Cátia foi passageiro, mas foi maravilhoso, foi uma das poucas garotas que fiquei de muitas que beijava gostoso, com paixão, um beijo caliente queimando sem pressa de parar. Mas ela não estava escrita em meu destino, só foi mais uma que teve uma passagem rápida em minha vida.

Aquele ano de 1995 estava sendo maravilhoso, e te digo que o de 1996 seria melhor ainda. Eu estava vivendo intensamente. Curtinho a vida numa boa. Eu, minha mãe e meu irmão estávamos vencendo na vida, depois de passar tantas humilhações. Naquele ano de 1995 eu e meu irmão éramos populares em Conselheiro Paulino, muitos nos conheciam e gostavam da gente. Ele era caminhoneiro estava realizando seu sonho de infância, mas não pararia só num caminhão truck, ele cresceria bem mais, que mais a frente falarei, eu viajava com Seu João com vendas de roupas e conhecia muitos lugares e muitas pessoas e namorava muito pelas estradas.


















Meu irmão, Minha querida mãe e eu. 1995 estávamos vencendo na vida.
Maria Lucia - Minha Mãe...
Em Nova Friburgo, em casa eu vivia com minha mãe e meu irmão, só que meu irmão também viajava, então teve época que não nos encontrávamos, eu conversava muito com minha mãe que era uma mulher sofrida, ela namorava um cara casado, eu não me metia em seus relacionamentos, mas a aconselhava em encontrar alguém livre e desimpedido que a pudesse fazer feliz. Ela também me aconselhava muito, e seus conselhos eram algo que eu levava para onde eu ia...



                             Mother - Pink Floyd...

Musica que na época eu escutava muito e falava da relação entre mãe e filho, e em homenagem a minha mãe eu fiz esse vídeo.

Grandes amizades, Cidinha ( Cindy), Marisa, Jeanine, Neia, Bel, Cida e Marizete, Simone e Adriana...




                    Cindy Pouso Alto - Barra Longa MG 1995

Foi viajando com Seu João que um dia estávamos em Ponte Nova numa loja estalando o som do carro e Seu João perguntava o pessoal de lá por outras cidades por lá para colocarmos vendedoras, foi aí que os caras lá nos informou sobre Acaiaca, Barra Longa, Mariana e Ouro Preto, então partimos para lá, eu não sabia mas era tudo plano de Deus. E foi em Pouso Alto distrito de Barra Longa que passamos a conhecer pessoas maravilhosas.





Elaine, Cidinha a Cindy eu e Marisa e o cachorro, abaixo eu Seu Nonô e Dona Elizete, pais de Cidinha e Marisa, 1995.

Alí começava uma grande amizade com aquela família, e Cidinha e Marisa passaram a ser as irmãs que eu não tive, e Elaine encantava Seu João, e rolava um clima entre eles, Elaine era sobrinha de Dona Elizete.
Estrando que quando eu e Seu João saímos de Ponte Nova em direção a Ouro Preto, tudo quando era trevo a gente entrou procurando vilas e cidades, e no Trevo de Acaiaca que vai para Barra Longa, fomos, mas do lado esquerdo que vai para Diogo de Vasconcelos não entramos, único lugar que não fomos pois até Ouro Preto, passando por Mariana entramos em tudo quanto era vila, mas em Diogo não fomos. Mas Deus sabia o por que de não termos entrado lá. Eu ficava encantado com aquela região, principalmente a região de Mariana e Ouro Preto que era tudo antigo. E foi numa história que escrevi em 1995 "Aventureirus - A Árvore da vida" que eu colocava na história que eu encontrava a menina de meus sonhos em Furquim, Mariana em abril de 1996. Estaria eu tendo um sinal que era por aquelas bandas que Márcia estaria?
A nossa amizade continuava com a família de dona Elizete, eu Cidinha e Marisa nos envolvemos tanto pela amizade que resolvemos até fazer um pacto de amigos.





E nós três dentro da pequena capela de Pouso Alto, tiramos fotos e fizemos um pacto de sermos amigos para o resto da vida. Nós três eramos ligados um no outro uma amizade intensa, que dura até hoje, é claro cada um com sua vida, pois cada um tem a sua história, mais nós três fazemos parte de uma mesma história e essa amizade eu vou levar para o resto de minha vida. Maria Aparecida Martins - A Cindy e Marisa Martins. Enquanto que a amizade de nós três estava a cada dia fluindo mais, Seu João investia na Elaine, e olha que na época ela era noiva de um cara chamado Dedé. E para apimentar muito essa nossa amizade, é claro teve uma trilha sonora " Silver Blue" Roxette.

                    Silver Blue - Eu Desaparecer.
E até escrevi uma história com essa musica e fiz esse slide show. A História original "Querosene IV - Silver Blue" de 2003 eu perdi na tragédia do dia 12 de janeiro de 2011, mas logo no ano de 2011 mesmo eu escrevi "Silver Blue - Eu Desaparecer" e fiz esse slide show das fotos da história e ainda teve mais duas continuação a história "1982 - O Cubo - Eu Aparecer... Lucky Strike. Crash! Boom! Bang! 2012/2013 e " Silver Blue - Eu Reiniciar- 38! Meus Amigos" 2017.

E quanto estávamos nós três na frente da pequena capela de Pouso Alto, conversando sobre a vida e olhando para a bela paisagem, essa musica fazia parte. a  qual foi titulo de uma de minhas histórias. E Cidinha e Marisa fazem parte. Foi uma época maravilhosa uma amizade maravilhosa.






Eu, Jeanine, Neia e Wilson dia 25 de março de 1995.


Eu tenho que agradecer muito a Deus, pois não me faltavam amigos, e amigas também, foi em março de 1995 em Nova Friburgo que eu estava em frente de minha casa como sempre fazia de manhã, e muitos estudantes passavam indo para o colégio que surgiu Jeanine. Ela tinha mudado de pouco para o Alto do Floresta e eu acho que era seu primeiro dia de aula no Cofec e ela passando em frente a minha casa me perguntou como ela fazia para chegar até o colégio, eu expliquei o caminho, e dali em diante começava uma grande amizade. Que através dela passei a conhecer Neia que era de Serra no Espirito santo e estava de passagem alí em Friburgo e no dia 25 de março de 1995 saímos, eu, Jeanine, Wilson que eu tinha chamado e Neia, fomos ao cão sentado e foi um dia maravilhoso que nós quatro passamos. Curtimos numa boa, sem segundas intenções.  Como Alcineia (Neia) morava em Serra no Estado do Espirito Santo e eu e Seu João viajávamos para lá, pegamos seu endereço e batemos em sua casa, na qual até sua mãe pegou roupas com a gente para vender e através de Neia passei a conhecer Bel outra grande amiga. E juntos eu, Neia e Bel curtíamos muito a vida andando atrás de trio elétrico nas praias de Vitória, mais para frente contarei um caso que marcou a minha vida, junto delas duas.








Eu, Bel e Adriana uma amiga de Vila Velha...

Adriana era uma conhecida nossa de Vila Velha, e era amante de Silvair filho de Seu João. Ela tinha amizade conosco e saiamos muito juntos e foi com ela que dancei pela primeira vez forró, mais a frente eu conto. Em Vila Velha também tínhamos amizade com Simone, a qual A Seu João ficou encantado.




Eu e Simone grande amiga em 1995...

Foi viajando também com Seu João que eu peguei mais intimidade com Sua filha Cida, e nos tornamos bons amigos. e através de Cida conheci Marizete uma grande amiga que passou por minha vida. E mais para frente eu passei a conhecer Marília também filha caçula de Seu João e ter amizade com ela.




Eu e Aparecida (Cida) filha de Seu João em 1995, fomos grandes amigos nessa época, conversávamos muito...






Foto acima, Marizete em minha casa, e na foto abaixo eu e ela passeando pelo Centro de Nova Friburgo, Grande amiga, especial, ela ia sempre lá em casa e ficávamos ouvindo belas musicas e conversando sobre a vida, uma amizade que faz falta. Tem um bom tempo que não a vejo, mas ela sempre estará em minha memória. Uma grande amiga que passou por minha vida em 1995...


...Aqui dentro de nós....


Viajando com Seu João vivíamos intensamente, teve um dia lá no Espirito Santo que Bel e Neia me chamaram para eu ir com ela a praia que lá ia ter trio elétrico na praia de Jacaraipe, Seu João foi para o hotel ele tinha outros planos e eu fiquei com elas duas, a pé, com pouco dinheiro, muito mal para comer algo e pagar a passagem de volta para Vila Velha. Mas aquele dia foi inesquecível e jamais vou esquecer, pois algo que me aconteceu e marcou a minha vida. Nessa época eu chupava muito o chiclete Trident de canela, e compartilhava com Bel e Neia, algo que passou a ser a nossa marca registrada...


Lá estávamos nós três em Jacaraipe atrás do trio elétrico, musicas de Asa de Águia e especial "Leva eu" e muito mais, curtindo a beira da praia de Jacaraipe, e de vez enquanto um caminhão nos refrescava com um banho de mangueira, e nós três pulando alí, debaixo daquele sol lindo do entardecer e nem víamos a hora passar, logo já era bem tarde e ainda estávamos pulando atrás do trio elétrico e só paramos quando o trio elétrico parou isso já passavam das 4:00 horas da manhã, e lá estávamos na beira da praia já indo embora para rodoviária para cada um pegar o seu ônibus para o seu destino, quando uma colega delas apareceu com três caras as chamando para irem para outro lugar, que um dos caras estava de carro e com um Gol GTI, que na época era um carrão, Bel e Neia disseram que estávamos indo para a rodoviária, então eles nos ofereceram carona com o intuito de pelo caminho convence-las de me deixarem na rodoviária e partirem para a balada, cheguei até pensar que eu ia sobrar igual jiló na janta; então fomos todos imprensados no carro, na frente foram o motorista e a colega delas, atrás fomos os dois caras espremidos num canto, Bel, e eu no meio e Neia no canto, e no caminho da rodoviária nós três ficamos trocando caricias, Bel fazendo carinho em meu pescoço e Neia também e nem dávamos ideia para eles os quais ficavam bolados, pois Neia e Bel já tinham dito que não iam pois já era muito tarde. Dentro do carro ficamos nós três agarradinhos e quando chegou a rodoviária, eles achando que só eu ia desembarcar, nós três saímos de dentro do carro e eles as chamando, elas disseram:

- Passamos bem dizer o dia todo juntos, não vamos deixar nosso carioquinha sozinho aqui não, podem irem...
Elas falando isso, eu escutei os caras que estavam no banco de trás resmungando se perguntando o que eu tinha para ela ficarem o dia todo comigo e ainda pegarem o ônibus comigo. Pois eles alí com aquele carrão, e parceria certa, (três rapazes e três moças) se deram mal e a minha auto-estima foi lá no alto, pois eu estava alí a pé. Então eles partiram com raiva e não entendendo o que eu tinha para aquelas duas princesas ficarem comigo? O que eu tinha? Talvez eles jamais teriam, estar com uma menina sem segundas intenções, viver pela natureza do destino, e o que tivesse que acontecer, aconteceria naturalmente, sem forçar ou armar, eu queria curtir a vida numa boa e com alguém, independente se era amiga ou namorada, fazer alguém feliz, e estar feliz, e foi o que fizemos naquele dia, curtimos nós três numa boa. Uma amizade sincera, sem interesse, pois a unica coisa que eu tinha para oferecer era minha amizade, meu carinho de amigo. E alí na rodoviária, eu comprava um Trident de canela e dividia com nós três e eu pegava o ônibus para Vila Velha e elas para Serra Dourada III. E aquele dia jamais eu esqueceria, e até hoje eu me lembro, é uma pena que tem um bom tempo que não Vejo elas duas, pois a distância e as circunstâncias nos separam. Neia ainda um bom tempo depois eu a encontrei, mas por pouco tempo, Mas Bel nunca mais a vi. depois daquele dia ainda saímos muito, mas depois eu parei de ir ao Espirito Santo e nunca mais a vi. Mas espero que estejam bem, pois sempre lembro delas e peço a Deus para guarda-las, e quem sabe um dia nos reencontrarmos... Aqui dentro de nós...




Asa de Águia, fez parte de minha juventude e em especial em Vitória, Jacaraipe, principalmente com a musica "leva eu" etc.

Viajando com Seu João para Vila Velha, eu as vezes até pensava em Carla e Fabiana, em procura-las, mas tinha algo que me prendia, talvez por ter acontecido aquilo tudo e agora elas tinham voltado a ser amigas novamente eu não queria estragar, então eu resolvi nunca mais procura-las, e preferi ficar com elas em minha memória, teve até uma vez que passando de carro perto de sua casa, eu a vi de longe, Carla,  nem me viu, e continuava linda.
Viajando com Seu João para Vila Velha, saiamos juntos, eu, Seu João, Adriana e Simone etc, fomos a uma casa de show chique de lá "Bela Roma" e lá me lembro pela primeira vez que dancei forro, eu nem sabia Adriana que me ensinou, caso que fez até rolar um clima entre eu e ela, mas como ela era amante do Silvair eu ficava na duvida se ficava ou não com ela. Ela era uma mulher bonita e ali dançando forro ela ficava mais bonita ainda, muito sensual. rolava um clima entre nós, mas tinha Silvair, ele era casado, não tinha muito compromisso com ela e eu e ela ali dançando forro ainda mais ao som de Mastruz com leite, "Flor do Mamulengo" musica que até fazia o clima entre eu e ela esquentar, eu fiquei louco para beija-la, mas alí muitos iam ver e Seu João era pai de Silvair...

Depois como já era bem tarde teríamos que levar Simone em casa, fomos embora e Seu João como já tinha notado o clima entre eu e Adriana, falou para eu não esquentar a cabeça e ir fundo com Adriana, que Silvair e ela eram apenas amantes e Silvair além de ter sua esposa em casa não estava alí. Eu aproveitei é claro e no banco de trás do carro rolava o maior amasso entre eu e ela que foi muito bom, foi um momento único e ela me pedindo para eu não contar para Silvair. Acha que eu ia contar? Alí foi mais um momento de farra nossa,  misturado com álcool, depois continuamos bons amigos. Aquela musica flor do mamulengo marcou minha juventude, boas lembranças.





 Bel, eu e Adriana 1995.




Adriana, Seu João e Simone 1995...

Tempos bons aqueles, sabíamos como viver sem sem envolver com parada errada, vivíamos numa boa intensamente.
Em minha cidade eu, Marizete, Cida e Jeanine conversávamos muito, é claro que Cida e Marizete eram minhas amigas em comum, pois elas eram amigas uma da outra, mas não conheciam Jeanine, mas eu sempre conversava com elas, e pelo que me lembro as três nunca se encontraram e nem se conheciam. Eu continuava afim de Janaina, e fui cada vez mais me aproximando dela. Debrinha, ainda de vez enquanto ficávamos juntos, quanto por acaso nos encontrávamos, ou quando eu estava triste ia lá em cima no morro e ficava com ela. 

Josi e Andreia...


Apesar de eu não estar frequente numa igreja, eu de vez enquanto ia a Casa da Benção e lia muito a bíblia e era sagrado todo dia ao amanhecer agradecer a Deus e quando ia dormir, cantava o hino 15, lia o Salmo 91 e orava ao Senhor, pois eu sempre fui temente a Deus, mas ainda não tinha tomado uma decisão na vida de pegar um compromisso com Cristo, mas eu conversava muito com ele, e tenho certeza que ele me ouvia.

Em Nova Friburgo foi no ano de 95 que também conheci Josi e ficamos juntos, da parte dela ela me levava a serio, mas eu não a amava, apenas gostava de estar com ela e trocar caricias, pois não era a menina certa para mim, e através dela conheci Andreia que se apegou muito a mim ao ponto de um dia lá me pedir para escrever em seu diário, o qual ficou comigo para no outro dia ela pegar, foi aí que quando abri o diário dela, tudo quanto era pagina tinha meu nome escrito, com dedicatórias de amor, então deduzir que ela estava apaixonadona em mim. Mas tinha um porém, Josi e Andreia além de serem amigas estudavam juntas, como eu ia fazer para conversar com Andreia a sós, isso me fazia lembrar de algo semelhante que eu já tinha vivido antes com Fabiana e Carla de Vila Velha, então como eu faria agora que eu descobrira que Andreia estava doida por mim. Num dia lá estávamos nós três conversando, eu, Josi e Andreia, eu já tinha devolvido o diário a ela, então aproveitei uma distração da Josi e marquei um encontro com Andreia atrás do colégio, ela teria que despistar Josi para ir ao encontro. E num dia lá eu a esperava numa rua atrás do colégio Rui Barbosa, e era a hora da entrada, foi o melhor horário de ficarmos juntos, Andreia nesse dia matou aula para ficar comigo e conversarmos. E foi maravilhoso os momentos com ela, pois andamos juntos, fomos a Pedra do Prado, trocávamos caricias, mas quando já era bem tarde, hora de irmos embora, aconteceu algo conosco, íamos embora de mãos dadas descendo o bairro do Santo André vindo da Pedra, quando chegamos ao asfalto quase perto do colégio, soltamos as mãos e ficamos em silêncio, não mais conversamos, e aquele silêncio dizia tudo, que estávamos arrependidos do que tínhamos feito, fomos para as nossas casas sem dizer mais nada um para o outro, não conseguíamos encarar os olhos um do outro, como se nossa consciência estava pesando, e ali eu perdia uma amiga e nunca mais conversamos, logo Josi notava a diferença do nosso relacionamento e até perguntou o que estava acontecendo, pois eu e Andreia não nos falava mais ou até evitava estar perto um do outro. Como tinha ficado um clima estranho entre nós, eu decidir também não procurar mais Josi, antes que a amizade das duas viria a ser abalada, então logo acabou, nem namorada nem amiga. Josi gostava de mim, mas eu não sentia nada por ela, como não me faltava paquera, eu decidir não procura-la mais, temia estragar a amizade dela com Andreia. e também nessa época eu estava muito afim de Janaína, e tinha meus planos para com ela e Josi poderia atrapalhar, elas moravam perto uma da outra. Marizete que foi uma grande amiga na época conversávamos muito, e eu me abria com ela, falava de meus sonhos, de meus planos, Ela foi uma grande amiga na época, que dá saudade, ela também falava do sonho dela de encontrar seu avô no Paraguai, eu até brincava com ela dizendo que um dia juntos iriamos para lá procura-lo. Marizete as vezes me consolava com seu carinho e suas palavras.Eu falava muito para ela sobre a menina de meus sonhos a Márcia, ela até me perguntava se não era algo de minha mente, mas não era, eu sabia que em algum lugar a Márcia existia. E eu pensava nela e em minha vida ao som de Nazareth " Love hurts." O Amor doi.



No trio amoroso entre eu, Josi e Andreia, quem mais saiu machucado foi Josi, pois nem se quer soube do caso que eu e Andreia tivemos, e nunca soube. Ela gostava muito de mim, mas meu coração viajava em outros lugares, e ela ficou sem entender o por que do meu afastamento, pois eu nunca lhe dei uma satisfação. 

Fui vivendo minha vida, viajando com Seu João e vivendo intensamente a vida, e muitas amizades e sempre confiando em Deus.
Josi, é claro saia machucada dessa história, mas eu nunca tinha dado esperança a ela de um relacionamento sério, eu sempre falava para as garotas que eu ficava que eu não amava, apenas gostava de estar com elas, e com o decorrer do tempo poderia se tornar amor de acordo como íamos nos conhecendo, pois eu acreditava que um dia eu encontraria a menina de meus sonhos entre essas garotas que eu ficava em Friburgo ou pelas estradas. Na minha mente Jaqueline ainda estava, uma saudade dela, mas não como mulher, já nesse período eu sentia saudade dela e de seus irmãos como grandes amigos que foram. Pois eu tinha caído na real, e acordei e vi que namorar Jaqueline seria impossível, ela já estava casada e tomado outro rumo na vida então no meu coração ela ficaria como uma grande amiga que passou pela minha vida e a grande paixão da minha juventude, paixão que nunca foi consumada e nem teve retorno. Eu sonhava em vê-los de novo, mas só o tempo poderia dizer. E sempre pedia a Deus para guarda-los onde estivessem.

1995 - Soraia...


Ali em Friburgo eu conheci Soraia, uma mulata bonitinha, que tinha um rostinho meigo, uma gatinha e me envolvi com ela, e de vez enquanto ficávamos juntos, nessa época Wilson namorava Fernanda que era amiga de Soraia, então saiamos nós quatro juntos, não durou muito tempo esse relacionamento, logo acabava e eu partia para outra. Mas os momentos com Soraia foram bons. Eu Viajava e como estava a procura da menina certa, ia ficando com as que apareciam. 


1995 - Fátima de Raul Soares MG...


Viajando com Seu João para a cidade de Raul Soares em Minas, numa noite estávamos próximo ao hotel num bar tomando umas bebidas, nesse bar que de dia funcionava nos fundos como restaurante, a noite só a parte da frente funcionava como bar, nos fundos só tinha os banheiros que poderia ser usado pelos clientes do bar, e lá estávamos eu e Seu João conversando e bebendo quando duas meninas uma morena linda e uma magrela feia passaram pela gente nos olhando, eu fiquei muito afim da morena, as duas estavam me dando mole, mas é claro que eu queria mesmo a morena, foi quando eu fui ao telefone e quando voltei a mesa Seu João tinha me dito que a morena tinha ido ao banheiro nos fundos do bar, um lugar com meia luz onde tinha um freezer, eu como já tinha notado que ela estava afim de mim não perdi tempo fui ao encontro dela a qual já estava saindo do banheiro quando eu a peguei e a coloquei em cima do freezer e a beijei, um beijo caliente, ela dizia que a colega dela a magrela feiosa também estava afim de mim, mas eu queria era ela que era uma gata cujo nome se chamava Fátima e era muito sensual. Então resolvemos dar umas voltas pela cidade, procurando um lugar legal para ficar até que ficamos perto da prefeitura da cidade e ali nos amamos, a magrela veio nos atrapalhar eu mandava ela procurar um homem também. Foi um momento único naquela noite, mas valeu muito. Depois das tantas da noite nos despedimos e eu achava que tinha sido a ultima vez que eu a via, mas o destino nos faz surpresa. Fátima, eu guardava em minha mente aquele nome e aquele rosto e aquele corpo que por sinal era lindo. Mas alí naquele ano de 1995 eu achava que nunca mais a veria.


1995 - Geisa e Soiar de Friburgo...


Era uma época de grandes conquistas, de diversão, amizades paqueras, em Minas eu tinha amizades intensa com Cidinha - A Cindy e Marisa, no Espirito Santo com Bel, Neia, Simone e Adriana e em Friburgo Jeanine, Marizete, Cida, Marcelo, Wilson, Ninica, Alexandre, Luciano, Dersão, Dedé, (Seu João e Luiz Claudio[chuchu] amigos de Friburgo e da estrada) etc. Curtíamos numa boa, nessa época eu e Marcelo andávamos juntos, e até pegávamos as mesmas meninas, duas delas eram Geisa e Soiar, na farra elas ficavam comigo e com Marcelo também, nada serio, apenas para passar o tempo. As vezes eu andando sozinho, pela rua encontrava uma ou a outra, rolava um clima ai ficávamos juntos. Eu e Marcelo zoava muito, e não levava as meninas a serio, apenas prazeres momentâneos. Mas logo com o tempo acabaria também.


1995 - Tatiana de Raul Soares MG...


Estávamos trabalhando em Raul Soares, e a filha de uma vendedora nos disse que estava tendo na cidade uma exposição agropecuária, como estava rolando um clima entre eu e ela, eu a convidei para nos encontrarmos lá na festa a tal hora. Priscila seu nome, rolava um clima entre nós, ela linda e uma menina séria. Logo chegava a noite, eu e Seu João fomos para festa, chegando lá eu procurava por Priscila, foi quando eu e Seu João estávamos parados conversando tomando um negocio quando três meninas, cujo uma delas era linda demais, nos olhavam e a mais bonita delas me paquerava me oferecendo uma bala a qual eu a aceitei, mas como eu tinha marcado com Priscila ali, eu não dei muita corda naquilo. Só que aquela menina alí me chamou a atenção, ela tinha o cabelo curtinho, um rosto meigo, um corpo sensual, e ela era igualzinha a uma mulher que eu tinha numa revista Playboy em casa, e isso me chamava a atenção. Mas eu tinha marcado com Priscila, eu não podia voltar atrás, nisso aquelas três meninas foram andando para outro lado e ainda olhando para mim, como se estivessem me esperando eu dizer algo, mas eu não fiz nada, sair a procura de Priscila, mas com a imagem daquela menina em minha mente a qual nem o nome eu sabia. Foi quando eu vi Priscila conversando com um garoto, eu cheguei no meio deles e a chamei para andarmos pela festa, ela se despediu do garoto e fomos para um canto conversar, lá eu a beijei até ela olhar diretamente para os meus olhos e me dizer que queria um compromisso sério, que não queria apenas ficar, que eu era um cara que viajava muito e que queria namorar sério para casar. Então eu vendo que ela era uma menina legal, e eu estava vivendo a vida adoidado, ficando com outras onde eu passava, decidi não magoa-la, então falei para ela que era melhor sermos amigos, pois não estava na hora de eu ter um compromisso sério, pois Priscila era uma menina legal, bonita, mas não era  a mulher de minha vida. Então eu a desejei que ela fosse muito feliz na vida, que ela ia encontrar o cara certo, me despedi dela e fui a procura daquela outra de cabelo curto, a qual ficou gravada em minha mente. Andando pela festa eu até achei que aquelas três meninas já tinham ido embora, aí eu falei para mim mesmo, que tinha dispensado a Priscila e agora não encontrava a outra que eu ia terminar a noite sozinho, até que cheguei próximo ao palanque avistei aquelas três meninas as quais me viram, eu neste momento estava encostado num carro e ficamos trocando olhares até uma delas vier até a mim e me perguntar o meu nome:

- Qual é o seu nome?
- Eu só digo se você me dizer o nome daquela colega sua de cabelo curto!
- Você tá afim dela?
- Como ela se chama?
- Tatiana, quer conversar com ela?
- Chama ela pra vim aqui...
Tatiana era o nome daquela princesa, linda, sensual e veio a minha direção, e já veio sorrindo como se já tinha dito que me queria muito, e alí não usamos palavras a principio, ela veio chegando a química formou entre nós que nos abraçamos e nos beijamos loucamente, alí próximo aquele carro, ficamos um bom tempo nos beijando e nos acariciando, até depois de um bom tempo pararmos e conversar, ai ela disse:
- Você é rápido hein?
- Eu não quero estragar o momento com palavras sem logicas, me chamo Heziel, prazer em conhece-la Tatiana, quero ficar com você está noite...
E alí passamos a nos conhecer, ficamos juntos, e entre beijos, carinhos um falava da vida do outro, e acompanhados a uma linda trilha sonora. Tatiana, provavelmente não era a menina de meus sonhos, mas era o sonhos de muitos homens, pois ela era linda, fisicamente perfeita. E o ditado que eu vivia " Enquanto que não achava a pessoa certa, eu me divertia com as erradas" E alí naquela noite ela era minha, ficamos namorando pela exposição, direito até com trilha sonora," Love why"  Por Amor - do Century




Ficamos alí na exposição, teve um momento que estávamos na arena ouvindo musicas, então eu disse a ela que eu iria ao estacionamento ver se Seu João já tinha ido embora, para ela me esperar ali. Chegando ao estacionamento Seu João já tinha ido embora, como a festa não era muito longe do hotel, depois eu iria a pé . Então voltei para a arena onde estávamos, mas não vi mais Tatiana, eu tinha demorado um pouquinho, então achei que ela tinha ido embora, e aconteceu um dos momentos que mas marcou a minha vida. Eu estava alí de frente para o palanque no qual tocava uma linda musica, achando que Tatiana tinha ido embora, quando alguém me abraça por trás tapando os meus olhos e me vira e me beija loucamente, era ela Tatiana que dizia para mim:

- Demorou hein?
- Meu amigo já foi embora, ainda bem que o hotel é perto daqui...
Já passavam da meia noite, depois de termos curtido muito um ao outro alí ela me dizia que tinha que ir embora e junto com suas amigas íamos andando, ela me disse:
- Eu não vou para o hotel com você está noite, por que você pode ter uma má impressão de mim, pois nos conhecemos hoje, mas te prometo que mês que vem lhe darei uma noite inesquecível. 
- Eu vou esperar ansiosamente...
E alí nos despedíamos próximo a sua casa, eu fui embora no outro dia mas o mês passaria voando e logo chegava o mês de Eu e Seu João estarmos alí em Raul Soares, e no hotel pegamos quartos separados, e fui ao encontro de Tatiana, a qual me esperava linda, eu não entrei em sua casa, a mãe dela que veio me atender e  disse que ela já estava indo, e logo veio linda, toda produzida, com aquele rostinho lindo, então fomos andar pela cidade, nos amávamos alí naquela pequena cidade.


                                         Raul Soares MG 
Eram 19:00 horas da noite quando andávamos pela cidade, ela me mostrava alguns lugares bonitos lá, sentávamos na praça e ficávamos trocando caricias, fomos jantar juntos, e logo já passavam das 22:00 da noite quando estávamos juntos a uns amigos dela que ela sussurrou em meu ouvido dizendo que queria ir para o hotel comigo, pois ela já sabia que o nosso quarto já estava reservado, e fomos, nos despedimos do pessoal  e seguimos para o nosso ninho de amor. Foi uma noite maravilhosa, nos amamos, e alí fizemos promessas um para o outro. Meu coração estava inseguro, eu sabia que ela não era a mulher de minha vida, mas enquanto que eu não a encontrava eu vivia aquela paixão alí, eu sabia que aquele relacionamento com Tatiana não ia dar futuro, pois os objetivo de vida dela era diferente do meu, o estilo de vida dela não  se igualava ao meu. Ela era bonita, sensual, amante, carinhosa, mas sem juízo. Mas decidi enquanto que eu vier ali em Raul Soares eu ia ficando com ela, mas eu não sabia do futuro. E aquela noite foi a ultima noite que eu a tive. Amanheceu o dia e lá estávamos nós três tomando café da manhã no hotel, e lá Seu João passava a ter amizade com ela e logo a deixamos próximo a sua casa, eu despedi dela com um longo beijo caliente e foi o ultimo beijo, fomos embora ficando de no próximo mês em tal data nos encontrarmos. Mas o destino mudou tudo, eu não pude voltar em Raul Soares na data em que eu tinha falado, eu tive que viajar para outro lugar com outro vendedor para mostrar uma cidade a ele, e fiquei três meses sem ir a Raul Soares, nesses três meses viajei com Serginho e com Geraldo para outros lugares, pois eles precisavam ir a lugares que só eu conhecia. Depois de três meses eu voltei com Seu João a Raul Soares  e já era de tardinha e fomos a casa da Tatiana na qual sua mãe nos disse que ela se encontrava na igreja Batista próximo ao hotel, eu estava com muita saudade e fomos para a igreja, Seu João ficou num bar próximo a igreja tomando cerveja, enquanto que eu fui, quando eu cheguei a igreja perguntei por Tatiana a uma menina a qual me mostrou ela lá no fundo a qual me viu, e nem se quer deu tempo de eu falar nada, logo ela veio apresentando seu namorado a mim, foi uma questão de ela pensar rápido, ela foi sabia, pois eu fiquei sem ação, eu tinha outros planos, mas fiquei feliz de ela estar na igreja e se tornado evangélica e não seria eu que atrapalharia isso. então resolvemos ser amigos, depois eu estive com ela sozinho, eu tinha bom senso que eu fiquei trés meses sem aparecer, ela seguiu sua vida. Não era para ser, preferimos ser amigos, desejei tirar uma foto dela para guardar de lembrança, ela não quis, talvez para não colocar lenha a fogueira, ela estava bem com Deus e com seu namorado, eu não podia atrapalhar, foi ai que decidir tirar o meu time de campo e não procura-la mais, deixar ela viver a vida longe de mim. Talvez me esquecer, como eu a esqueceria, pois duma coisa eu tinha certeza, momentos com ela foram maravilhosos, mas ela não era a menina de meus sonhos e logo meu coração acostumaria aquela perda e eu partia para outra. E desejo que ela esteja muito feliz e ainda na presença de Deus. Eu continuava a levar a minha vida adoidado.

...Voltando a falar de Senhorinha...


Teve num certo dia que Senhorinha estava na casa de sua irmã Cida a qual era crente e juntas foram a um culto na casa de uma mulher lá, na hora do culto Senhorinha ficou do lado de fora rindo olhando o pessoal cultuando a Deus dentro da casa, ela ria olhando para sua irmã que estava lá dentro, e lá tinha um cachorro preso a corrente e latia muito para Senhorinha a qual até imaginou o cachorro se soltando, e aconteceu, ela zombando do culto, logo o cachorro se desprendeu da correndo e deu encima dela a qual pulou para dentro da sala e teve que participar do culto, a qual teve que até cantar um hino da harpa, foi aí que um servo de Deus lá profetizou para ela dizendo que um dia ela ia louvar para o Senhor na igreja, na hora ela nem deu credito, mas o tempo ia se passando e Deus tinha planos para ela.


1995 - Selma, todos querem, mas só eu posso...


Em Nova Friburgo, eu ia muito a confecção do Jair, tio do Wilson, pois ele trabalhava lá e eu ia lá para conversarmos um pouco, teve um dia que eu e Marcelo estávamos lá e e era sábado só Wilson, seu tio e a esposa do tio dele estavam lá, e eu reparei na mesa de corte um nome escrito, Selma, e perguntei a Wilson de quem se tratava, ele me falou que era uma menina bonitinha que trabalhava lá, Marcelo conhecia ela e eles dois estavam interessados nela, eu de brincadeira coloquei o meu nome próximo ao dela, como se fossemos casal de namorado. Depois de alguns dias eu passeia conhece-la e ela também ficou interessada em me conhecer, pois ela tinha visto o meu nome ao lado do dela, é claro Wilson e Marcelo também estavam afim dela, eu também fiquei pois ela era uma bonequinha. Mas os dias foram se passando e nada de a gente se encontrar, até que numa noite estava tendo festa em Conselheiro e eu tinha a esperança de ver Janaína, pois nessa época eu estava muito afim era dela, e naquela noite eu estava na escada da igreja católica conversava com muitos colegas e tinha a esperança de vê-la, e já passavam das 22:00 e nada de ver Janaína, quando Selma aparece e me pergunta se eu estou esperando alguém, eu não disse que sim nem que não, deixei ela na duvida, pois eu também estava afim dela, mas Selma logo me disse que ia a um lugar e já voltava. A hora passava, e logo já passava das 23:00 e vi que Janaína não aparecia quando Selma voltou de novo e me disse:

- Você tá esperando alguém e não quer me falar...
Eu vendo que já era tarde então vi que aquela bonequinha estava muito afim de mim  eu disse:
- Estou sim!
- Quem? 
- Uma menina chamada Selma que tem um bom tempo que eu queria conhecer e estou afim dela...
- Eu?
- Vamos dar uma volta...
Então peguei em sua mão e saímos daquela escada e fomos para um cantinho só para nós dois e ficamos naquela noite, foi única, mas valeu muito, pois ela era lindinha e desejável. Ela queria um compromisso sério, eu não, então aproveitei o momento e trocamos caricias, pois eu não saberia que eu ia tê-la novamente e alí naquele canto pegávamos fogo. Somente aquela noite e nunca mais. No outro dia para raiva de Wilson e Marcelo, ficaram sabendo que eu e ela ficamos juntos, eu fiquei zoando eles dizendo que eles a desejavam, mas eu a consegui. Farra com eles.

Estranho...


A vida as vez eu achava estranho as coisas, eu não saberia bem certo o que acontecia comigo, as assombrações de minha infância por pouco estavam sumindo, eu sonhava muito, em viver um grande amor com Márcia a menina misteriosa, mas eu não sabia que uma menina com aquelas qualidades existia, eu achava tudo estranho, eu pensava coisas estranhas que até as vezes conversando com Marizete eu dizia a ela, para ela me escutar mas não me entender, Marizete na época foi uma grande amiga, que passávamos horas e horas conversando, saiamos juntos, alguém que faz muita falta. As vezes tudo em volta eu achava estranho, as pessoas, as ruas, os nomes, eu, religião, pois nessa época eu já lia a bíblia e tinha um grande respeito por Deus. Alguém que era bem parecido comigo era Cindy que tínhamos algo em comum, as vezes viver sonhando e escrevendo histórias, quando eu estava lá em Minas conversávamos muito sobre a vida e nossos sonhos. Tinha Jeanine que também conversávamos muito sobre a vida, teve até um dia que eu estava em sua casa eu e ela sentados num banquinho no quintal onde dava para ver tudo lá embaixo, e lá conversávamos sobre a vida, ficamos um bom tempo conversando. E tinha meu amigo Marcelo, esse vivíamos juntos lamentando as situações cotidianas, tinha Ninica também, outro grande amigo no qual até um dia eu, ele e Alexandre 4:00 da manhã fomos para Pedra do Prado sentar e ficar conversando sobre nossa lastimável vida. Como Jaqueline e seus irmãos faziam falta. E tinha Seu João, que na estrada era a minha família e conversávamos muito.


                            Estranho - Nenhum de Nós

Musica que fez parte de minha juventude e falava muito naquilo que eu estava vivendo.
Era uma época de conquistas amorosas, mas eu não era feliz, em minhas histórias eu também sonhava em aparecer um cara chamado Jonas, o qual seria um amigo que me ensinaria tudo, principalmente o sagrado, um mestre em teologia. Em minhas histórias ele aparecia como aparecia Márcia, eu até cheguei a pensar que seria Seu João, pois conversávamos muito sobre a vida, e ele foi um cara que tinha vivido muitas coisas, e tinha muito para passar para mim, apesar de seus grandes erros. Nessa época ouvíamos muito musicas de Zé Ramalho e uma musica que identificava muito Seu João e Jonas era "Avohai"



                             Avohai - Zé Ramalho...

Eu viajava nessa musica, e Seu João gostava também, na estrada ouvíamos muito, época boa, asfalto, lindas paisagens, lindas garotas, bons assuntos. Grande amigo. Essa musica junto com outras fez parte de uma boa história que escrevi "Aventureirus e A Árvore da Vida" na qual eu e meus amigos participávamos de uma grande aventura e eramos liderados por Jonas, essa musica fez parte. Fui vivendo.

Ela louca, e eu sem juízo - O golpe...

Teve um final de semana que eu estava andando por Conselheiro imaginando ver Janaína e eram mais ou menos umas 19:00 da noite e me encontrei com Debrinha, e ficamos um pouco namorando e depois resolvemos ficar sentados a escada da igreja conversando, eu estava duro sem dinheiro, Debrinha a mesma coisa. Na hora que estávamos sentados na escada, ficávamos igual a dois amigos, alí não namorávamos, pois eu tinha a esperança de ver Janaína, Debrinha sabia disso, só ficávamos de vez enquanto pelos cantos, só mesmo para passar o tempo, nada de compromisso. Ela era uma menina sensual, bonita, mas não tinha como leva-la a sério, ela sabia disso. Naquela noite na hora em que estávamos sentados na escada da igreja, um cara parou o carro do outro lado da rua e ficou paquerando ela, eu conhecia o cara de vista, o achava muito metido, então combinei com a Debrinha de darmos um golpe nele. Eu disse a ela:
- Debrinha, aquele cara tá te comendo com o olhos, a gente tá aqui sem fazer nada, duros, doido para comer e tomar um negócio, vai lá e chama ele para tomarmos um negocio, fala para ele que somos irmãos, aí ele paga tudo pra nós...
- Que isso Ziel! Cara feio!
- Não precisa ficar com ele, a gente leva ele pro Varandão, come e bebe, você vai engabelando ele, depois a gente disfarça e vamos embora, ele é trouxa, metido a filhinho de papai, vamos aproveitar nas custas dele..
- É, eu to com bico seco, doida para comer e tomar algo, eu vou mas não vou ficar com ele não, vou enrolar ele enquanto que a gente come e bebe...
- Fala que sou seu irmão e me chama...
E foi Debrinha fez sinal para o cara que queria conversar com ele e foram para o Varandão, e foi mais fácil do que eu pensava, o próprio cara sabendo que eu era irmão dela me chamou, e ficamos lá na mesa conversando e bebendo e comendo porção de carne, batatas fritas, e até hambúrguer comi as custas do cara, enquanto isso Debrinha ia dando esperança para ele, depois de termos comido e bebido bastante, já passavam das 22:00 o cara foi ao banheiro, não poderíamos perder a chance, saímos rápidos de lá e fomos embora, Debrinha saía rindo e não parava de rir pelo caminho, de longe escondidos avistávamos o idiota nos procurando. Foi divertido, comemos e bebemos de graça, ele merecia, pois era metido a playboy, teve que pagar tudo. Algum tempo depois ele me viu na praça e veio falando comigo, aí eu falei umas besteiras com ele, disse para ele ser mais humilde e prestar mais atenção, só por que tinha uma situação melhorzinho se achava o tal, pois Debrinha não era minha irmã, que de vez enquanto ficávamos juntos, e que ela curtiu com a cara dele, ele saiu cuspindo maribondo e nunca mais o vi. Mas foi muito divertido. 

1995 - Teca...

O ano de 1995 estava seguindo para o fim, eu ia vivendo a minha vida, viajando com Seu João, curtindo na estrada e curtindo em minha cidade, e foi em Nova Friburgo, junto com meu amigo Wilson que conhecemos duas meninas, a que ele ficou eu não me lembro mais o nome, mas a que eu fiquei se chamava Teca e era prima da menina que Wilson ficou. Começamos a sair juntos nós quatro, e nessas saídas passei a conhecer melhor a Teca cujo nome verdadeiro era Elisângela. quando eu estava em Friburgo, eu ficava com ela, não era amor, era mais uma atração física, um ficar, como não achava a menina certa eu ia curtindo com as que apareciam, e Teca não era a mulher da minha vida, e junto com meu amigo Wilson na farra saiamos juntos nós quatro. Eu não fazia juras de amor para menina nenhuma, e deixava bem claro que não as amava, pois eu saberia que quando eu encontrasse a menina certa eu ia ama-la e dizer diretamente em seus olhos. Elisângela era bonita, legal, mas eu não conseguia me apegar a ela. eu saberia quando encontrasse a garota certa. Teca (Elisângela) não tinha ideia própria, me lembro que ela e a prima dela compraram cartão de natal para eu e Wilson e copiaram as palavras uma da outra, palavras que já viam impressas nos cartãos, não tinha palavras delas mesmas. Pois eu na época eu escrevia histórias, poemas, até colegas meus viam me pedir para eu escrever para namorada deles como se fossem eles que tivessem escrito, eu esperava de Teca palavras dela mesmo, não algo que ela copiou de um cartão de sua prima. como não era amor, eu e Wilson apenas achamos engraçado. Eu tentava não magoar menina nenhuma, as vezes era difícil, pois eu não amava ninguém, eu já tinha sido decepcionado pela Aline, Márcia Maria, eu queria encontrar alguém que me amasse de verdade do jeito que eu era. Pois eu guardava em minha mente as palavras que Jaqueline escrevera anos atrás para mim. Eu era sincero, dizia que me sentia bem com elas, mas não amava, e nessa época eu estava afim de Janaína ali em Conselheiro, um projeto que eu estava trabalhando detalhadamente e não poderia correr o risco de dar errado, pois eu estava muito afim dela, e as vezes eu até desfazia de Teca ou até de outra alí em Conselheiro, se Janaína estivesse por perto. Isso fazia de meus relacionamentos alí em Conselheiro meio conturbado. Mas fui vivendo e naquele final de 1995 eu saía com Teca, a "namorando" entre aspas é claro. Já em Minas a minha amizade com Cindy e Marisa estava a mil por hora, fomos e somos grandes amigos, e essas duas tinha e tem uma suma importância em minha vida, e naquela época conversávamos muito quando eu estava lá em Pouso Alto. E em Friburgo  as vezes me abria com Marizete e Marcelo. Pois eu sentia um vazio dentro de mim, tristeza, eu poderia estar no meio de muita gente, e até com uma garota bonita, mas ainda continuava vazia, tinha momentos felizes, mas eu não me sentia feliz, as vezes eu e Marcelo ficávamos conversando ao som de "Running to stand still " do U2 etc. e na estrada as vezes dentro do carro eu olhando as paisagens e ouvindo essa canção eu refletia, e ia vivendo a minha vida.



Na época, eu era um cara triste, eu tinha momentos felizes, mas muitas das vezes me encontrava triste e pensando em minha vida e naquela em que eu sonhava, se realmente ela existia, do jeitinho que eu a via em meus sonhos e em minhas histórias, eu conversava muito com Deus, ele estava sempre em meus pensamentos, e ele me guardava muito. Eu na época em que viajava com Seu João também ouvíamos muito Catedral, e tinha duas musicas que eu gostava muito, uma delas era "Sentido" a outra era "Eu Amo Mais Você" musicas lindas, a primeira eu pensava em Deus, a segunda na menina de meus sonhos que eu estava a procura para viver um grande amor, e ser feliz. 




                             Catedral Sentido.
Meu coração vivia triste e vazio e somente duas pessoas poderia preenche-lo, uma eu sabia que  era a mulher de minha vida, a outra pessoa, que compreendia o meu coração por completo eu nem se quer desconfiava na época que era Cristo. Eu lia a bíblia e até visitava igreja, mas não pegava um compromisso sério com ele, e nem dava chance para ele me conquistar, mas eu era curioso para as coisas de Deus, eu estava sendo moldado pelo Espirito Santo para chegar o dia de ter um encontro com Jesus. Que naqueles dias minha vida parecia sem sentido...



                   Catedral Eu amo mais você 

                   do que eu.
E eu pensava muito em encontrar uma menina para vivermos um grande amor, mas não um amor carnal, ou um sentimento carnal, uma atração física, ou uma paixonite, eu queria viver um amor que viesse direto de Deus para eu e ela. Mas onde viveria a mulher que Deus preparara para mim?

A Pasta!


1995 - Abacaxis, canavial, Fusca e Pastor...


Estávamos eu e Seu João trabalhando em Marataízes, faltavam umas duas vendedoras para acabarmos a cobrança para irmos embora, quando seu João veio com a ideia de acabando a cobrança, não irmos para Friburgo, e sim ir para Minas por uma estrada alí perto de Marataízes, em Cachoeiro do Itapemirim, e todos que a gente perguntava por essa estrada, dizia que era ruim esburacada e perigosa, e já era noite, eu ficava com medo, eu também queria ir para Minas estar com Cindy e Marisa e seus pais e Seu João com Elaine, mas já era noite o que o pessoal falava da estrada não era coisa boa. Então eu pedia a Deus para nos guardar ou tirar Seu João de cabeça, e Deus agiria, pois Seu João estava muito afoito em ir para Minas aquela hora. Então fomos fazer a penúltima vendedora para depois fazermos a ultima e ir para Minas por cachoeiro do Itapemirim. Estávamos no quintal da casa da penúltima vendedora conversando com ela e suas filhas pegando mercadoria no carro quando ela depois nos convidou a tomar café, e nem se quer lembramos da pasta com as notas em cima do teto do carro. Lá era uma região rural, de plantações de abacaxi e cana, não tinha muitas casas. Depois de tomarmos o café, nos despedimos da vendedora e suas filhas e fomos para casa da ultima vendedora, chegando a casa da mulher fomos procurar pela pasta para pegar a calculadora e a nota dela, cadê a pasta? Tinha sumido, e nisso Seu João com pressa de pegar estrada para Minas ficava nervoso com o sumiço da pasta e resolvemos voltar a casa da outra vendedora para ver se a pasta tinha ficado lá, pelo caminho só víamos abacaxi e cana, e poucas casas, chegando lá ela e suas filhas tinham ido para uma festa, fomos a tal festa e lá a vendedora nos disse que não viu a nossa pasta. Seu João até queria desistir de procurar a pasta e irmos embora para Minas, ai eu dizia para ele que iriamos achar, para irmos para o hotel que no outro dia era claro de dia, que acharíamos ai poderíamos ir tranquilo para Minas. Seu João irritado me dizia que não acharíamos mais aquela pasta num lugar daqueles, que só se via abacaxi e canavial que ele queria ir mesmo para Minas e esquecer a pasta. Mas eu pedia a Deus para ele nos ajudar a ficar alí no hotel e no outro dia encontrar a pasta, pois já era bem tarde, já passavam das 22:00 da noite. Seu João irritado me dizia que por mim iriamos para o hotel, mas que ele tinha certeza que não acharíamos mais a pasta. Eu dizia para ele que íamos achar sim no outro dia. Na pasta tinha as notas de todas as vendedoras da praça e calculadora e algumas anotações, tínhamos que acha-la. Deus tinha feito ela desaparecer para a gente não ir para Minas e por outro motivo que no outro dia alguém ia precisar de nossa ajuda, e Deus sabia que a estrada era perigosa para a gente passar aquela hora da noite, ele estava nos guardando. Mesmo contra a sua vontade, eu e Seu João fomos para o hotel e ainda ele me dizendo que não encontraríamos a pasta, ele dizia:

- Vamos para o hotel por você, mas tenho certeza que essa pasta não vamos encontrar amanhã, ela sumiu, desapareceu...
- Vamos dormir tranquilos Seu João, amanhã a gente acorda cedo e sai a procura dela, a achando vamos tranquilos para Minas, vai ser de dia, é melhor, já é bem tarde, todo mundo tá dizendo que a estrada para lá é perigosa essa hora da noite...
- É, vamos para o hotel, mas essa pasta não vai aparecer!
Eu como sempre fazia antes de dormir, orava a Deus, lhe agradecendo pelo dia, pelo prato de comida e por ele ter nos guardado e naquela noite eu também pedia a deus para ele nos ajudar a achar a pasta e o agradecia por ele ter feito Seu João aceitar ir para o hotel.
No outro dia bem cedo acordamos tomamos o café no hotel e voltamos para a roça atrás da pasta, e para honra e glória de Deus nem precisamos procurar, estávamos passando por um armazém já nas plantações de abacaxi, parávamos quando um homem veio nos perguntando se era nós que procurava pela pasta a qual estava no armazém. Agradecíamos a Deus e o homem que a guardou, então eu dizia para Seu João:
- pronto, viu? Achamos, agora podemos ir tranquilos para Minas!
Como já era sábado Seu João desistia de ir para Minas, resolveu ir embora para casa, para mim tanto faz, o importante era estar seguro e vivo. Em Friburgo tinha Janaína que eu estava afim e Teca que eu ficava e estar com meus amigos também. 
Pegávamos o asfalto para Friburgo, no começo Seu João estava meio chateado, pois ele queria ter ido para Minas, mas logo ele ficava numa boa e reconhecia que era perigoso aquela hora da noite irmos para Minas por uma estrada perigosa.
E naquele dia aconteceu algo que marcou a minha vida, no caminho de Friburgo já na altura em São Fidélis, avistamos um fusca começando a pegar fogo e coitado do homem com uma garrafinha d'água queria apagar o fogo e um monte de gente vendo, ninguém fazia nada, também não tinha como fazer, não tinha água próximo ali, então a gente vendo aquilo, paramos e rapidamente enquanto que eu pegava o extintor Seu João corria para cortar a mangueira de combustível do fusca para não causar uma explosão e graças a Deus logo conseguíamos apagar o fogo e o motorista do fusca que era um Pastor nos agradecia muito dizendo que tinha sido Deus que nos enviara alí, e profetizava coisas boas para nossa vida. Ali eu refletia e depois dentro do carro comentava com Seu João, dizendo que tudo que acontecera com a gente, o sumiço da pasta, foi Deus que fizera para nos proteger e que ele sabia a hora que iriamos passar alí e aquele pastor ia precisar de ajuda. Por isso eu sempre digo que  DEUS ESTÁ NO CONTROLE DE TUDO, e ele sempre olhou por mim. E aquelas palavras de bençãos daquele Pastor ficaram gravadas em minha mente. deus estava traçando a minha vida.

1995 - Hotel Beira Rio - Ponte Nova MG

Neuma...

Trabalhando na cidade de Ponte Nova em Minas Gerais ficávamos no Hotel Beira Rio, e lá na época trabalhava uma menina linda, morena cujo nome era Neuma, e na hora em que eu estava tomando café e ela servindo, rolou um clima entre nós, ela era muito gata, então eu tinha que arrumar um jeito de falar com ela a sóis, e teve uma hora lá que ela olhando para mim com um olhar sex e saindo para um corredor eu fui atrás deixando Seu João sozinho a mesa o qual já notará o clima entre eu e ela, e no corredor mesmo eu segurei em sua cintura e a beijei a qual nem se quer resistiu, mas com cautela, pois o gerente poderia nos ver, ela me chamava de doido, eu dizia que estava doido mesmo por ela e que tínhamos que marcar de sairmos para conversar melhor. Ela fazia jogo de sedução dizendo que depois, outra hora, e me deixou doido, foi ai que eu a puxei para dentro do meu quarto e fechei a porta e lá a gente rolava o maior amasso, ela dizia que poderia perder o emprego se fosse pega, então nos beijamos loucamente, ela ia embora e voltava para me beijar, louca e sensual, então abri a porta e ela disfarçou que trocava a roupa de minha cama a levando o lençol e a minha toalha e olhando para trás com aquele olhar de quem me queria muito, mas o lugar alí não era apropriado então eu disse para ela voltar a noite que eu ia dormir alí no hotel e a gente poderia sair e dar umas voltas por Ponte Nova, ela não me respondeu nada e foi  e eu fiquei na expectativa se logo ela viria ou não, então logo Seu João chegou e fomos trabalhar. Nesses dias também ouvíamos muito uma fita que eu tinha do RPM, e de manhã no hotel saímos no carro ouvindo ela e nem notei que alguém nos observava, musicas que marcaram época e minha juventude dos anos 80/90. Musicas como "Olhar 43" "Revoluções Por Minuto" "Radio Pirata" "Alvorada Voraz etc. Musicas que falavam de amor, juventude e ditadura, e tirania, falava contra o governo, musicas que raramente se veem hoje. Fizeram parte de uma geração que tem história para contar, anos 80. Canções que marcaram época.




                             RPM - Olhar 43

"olhar 43" Musica que tinha tudo a ver com o clima que estava rolando entre eu e Neuma que era uma pantera indomável, louca, não sabia o que queria e nem se quer me deu a resposta se viria a noite ou não, linda mas não para casar, não era uma mulher que eu poderia entregar o meu coração de corpo e alma, era mais atração física, pois ela era um "pecado" um corpo escultural,  mas não era de confiança vivia do dia a dia, do jeito que viesse, ela vivia o momento, como eu estava vivendo; enquanto que não encontrava a pessoa certa me divertia com as mulheres que apareciam, e apareciam cada beldade em minha vida que as vezes ficava até difícil de escolher, mas um dia ia aparecer uma, independente de beleza, ou atração física que ia acertar o meu coração de corpo e alma.




Neuma! Era linda e sensual, mas o relacionamento com ela era transitório, eu e ela sabíamos disso, era uma atração física, quando a gente se via, nem palavras tinha, gastávamos nosso tempo com caricias, beijos caliente e um amor gostoso, Pura ilusão algo que não gerava futuro algum, era passageiro.



                             

"Revoluções Por Minutos" Música que marcou época, falava da tirania do governo da época essa musica foi até proibida de tocar publicamente em certas ocasião.

Papo estranho...


A noite chegava em Ponte Nova, e fomos para o Hotel, Seu João resolveu dar uma saída, na época tínhamos amizades com Cláudio e suas irmãs, filhos de uma vendedora lá e saiamos muito juntos, ele até tinha uma irmã chamada Cassia que rolava um clima entre eu e ela , que mais pra frente vou falar, e naquela noite como eu esperava que Neuma aparecesse no Hotel eu não sair junto com eles fiquei e num momento lá que fui atender uma ligação de Adriana filha de Quitéria conhecida nossa de BH e logo voltei para o quarto para terminar de me arrumar pois eu ia descer e ficar numa choperia que tinha embaixo do Hotel, assim que eu entrei no quarto alguém bateu na porta me chamando, fui e atendi, era um cara que veio perguntando:

- Vocês são de Friburgo?
- Somos...
- Vocês curtem rock né? Pois de manhã os vi saindo ouvindo RPM...
- É, você tá hospedados aqui?
- Eu moro aqui no Hotel... Vamos tomar um negócio alí na choperia?
- É eu já ia pra lá mesmo, vamos....
Cara meio estranho, e parecia que queria fazer amizade, então fomos para choperia, mas estava fechada, então resolvemos ficar sentados conversando próximo a entrada do Hotel, eu não queria me afastar muito, pois eu esperava que Neuma aparecesse ali. Eu dizia para ele que eu estava esperando alguém, ele conhecia Neuma do hotel. Estávamos tendo uma conversa sadia no começo, ele me dizia que já tinha estado em Friburgo, que teria conhecida uma médica  lá e ficado com ela, que ele era separado da esposa, que era muito doido que andava armado, então, até ai papo de homem, ele contando suas vantagens e eu o ouvindo e sempre observando a redondeza, esperando Neuma aparecer, o papo dele era um papo normal de homem, até que ele depois de um bom tempo veio com um papo estranho, olhou diretamente e meus olhos e me deu uma cantada, dizendo que gostava de "pistola" que era bi-sexual que estava muito afim de mim, me chamava para o seu quarto. Ele não aparentava ser gay, e aquilo foi como jogar um balde de água fria em mim, pois eu achava que estava fazendo mais um amigo ali em Ponte Nova, mas o cara queria outra coisa, aquilo me deixou irado eu disse para ele:
- Cara, você cagou na conversa, eu aqui achando que estávamos tendo uma conversa sadia, e você me cantando...
- Eu gostei de você, eu não saio com qualquer um...
- Faz um favor vai para o teu quarto e durma em paz, se você me chamasse para sairmos com algumas mulheres, até eu poderia ir, mas para isso, eu sou hétero, homem, e gosto mesmo é do sexo oposto, vai embora que daqui a pouco vai chegar um avião de mulher aqui a Neuma, e eu quero estar numa boa com ela viu, vai com Deus...
- Desculpa, não conta isso para ninguém...
- Tudo bem, mas vai embora que estou esperando alguém...
E o cara ia embora e parecia ter ficado envergonhado, e eu fiquei decepcionado, pois eu estava ali inocente achando que estávamos tendo uma boa conversa.
Já passavam das 20:00 da noite, eu continuava sentado no mesmo lugar, o cara tinha sumido, e Neuma ainda não tinha aparecido, eu comprava um kinder ovo e estava comendo, e muito chateado e triste, pelo o acontecido até que Seu João Chegava com o carro e um pessoal com ele me chamando para sairmos com eles, com ele estavam Claudio, suas duas irmãs, cujo uma era Cassia, elas até brincaram comigo aquela noite, vendo eu comendo Kinder ovo, colocaram o meu apelido de kinder ovo e pegou, como ainda era cedo e eu estava triste e Cassia também estava ali, e já estava rolando um clima entre nós, eu pensei que vale mais um pássaro na mão do que dois voando, eu não tinha certeza que Neuma iria aparecer, e também eu não tinha compromisso com ela, e Cassia também era gata.




Esse era o Kinder ovo, e eu ainda curto, pois serei uma eterna criança.

Então naquela noite eu fui com eles e saímos pela cidade de Ponte Nova, na frente com Seu João ia Claudio, e no banco traseiro íamos eu e as duas irmãs dele, é claro eu e Cassia ficávamos mais agarradinhos e trocávamos olhares até que nos beijávamos. Fomos para uma casa de show ali de Ponte Nova e aquela noite eu não curtiria Neuma, mas sim Cassia, mas só até a meia noite, pois sua mãe as deixou ir com seu irmão na condição de meia noite as levarem embora para casa, então até a meia noite eu e Cassia ficamos, sentamos bem coladinho a mesa na casa de show, e de vez enquanto nos beijávamos. Eu não contei a história do cara gay para o pessoal ali, mas depois eu contei para Seu João e no outro dia o mostrei na saída do hotel, Seu João ficou pasmado. Pois o cara não aparentava ser. E foi a ultima vez que eu o vi, depois nunca mais, eu acho que ele até saiu do hotel.



Eu e Cassia em sua casa fazendo acerto com sua mãe 1995, ela era uma morena bonita, quando ela se produzia, oh louco!

                                   
...Voltando a falar daquela noite em que saímos juntos...
Fomos para uma casa de show, Seu João me perguntava por Neuma, eu dizia a ele que ela ainda não tinha chegado, mas eu não estava ligando se ela viria ou não Cassia estava ali, e Neuma, ela trabalhava no hotel depois eu conversava com ela. Aquela noite foi muito legal, ficamos nós cinco a mesa conversando, bebendo, brincando, eu e Cassia, ora, se beijava, ora estávamos dançando, ora participando da conversa, enfim estava sendo uma noite agradável, e com carinho ela me chamava de Kinder ovo. Cassia sabia que nosso relacionamento não era serio, eu não era dali, aproveitávamos para curti o momento, se caso nosso relacionamento viesse a ser algo mais serio, íamos ver e viver, mas eu sabia que ela como Neuma não eram a Menina de meus sonhos. Depois de aproveitarmos um ao outro bastante, chegava a hora de leva-las para casa, já estava dando meia noite, Seu João as deixava em casa, eu me despedia de Cassia com um beijo, o ultimo beijo, depois nós nos vimos mais não ficamos juntos, pois eu respeitava a casa dela e sua mãe e eu tomei outro rumo na vida, pois estava chegando o ano de 1996. Mas aquela noite não terminou para eu, seu João e Claudio, apenas estava começando. fomos em vários lugares da cidade, bailes funk, forro etc Por ultimo e já bem tarde estávamos num baile e seu João tinha sumido até Claudio me mostrar através dos espelhos que tinham dentro do baile, Seu João no meio de um monte de lésbica e Gays, pois Seu João estava chapadão e não estava mais reconhecendo mulher, achava que estava abafando no meio da boiolada e sapatão, eu fui lá e socorri ele e fomos embora ele saiu com o carro cantando pneu e levou Claudio embora e depois fomos para o hotel. eu não sabia se Neuma tinha ido ou não, no outro dia de manhã eu tomava meu café quando eu a vi e a perguntei se ela esteve ali, e ela me disse que não e que queria muito ficar comigo, que não deu para ela vim; nisso Seu João chegava também para tomar café, eu não saberia se íamos dormir ali aquela noite, mas Seu João notou o clima entre eu e ela e me disse que dormiríamos mais aquela noite ali, então eu e Neuma ficamos de nos encontrar a noite e sairmos junto, ela era linda. Fomos trabalhar, na saída do hotel eu vi o cara que tinha me cantado entrando em seu fusca, eu o mostrei e contei a Seu João e fui a ultima vez que vi ele. Logo era noite, estávamos chegando ao hotel quando vi Neuma parada na portaria do hotel me esperando, eu a beijei e disse para ela que eu iria tomar um banho e voltaria, enquanto isso ela e Seu João ficaram na choperia conversando, enquanto isso eu pensava onde ir com Neuma, e como seria minha noite com ela. Logo eu já estava lá embaixo, me sentei se a mesa junto dela e Seu João, tomamos alguma coisa, conversamos um pouco, e de vez enquanto ela dizia sussurrando em meu ouvido que queria era ficar a sós comigo, então nos despedimos de Seu João e fomos dar uma volta, andamos pela cidade de Ponte Nova, a pé ela me falava de sua vida e até me falou que conhecia aquele cara que tinha me cantado, ela sabia que ele era bi-sexual, que ele gostava de rapazes, Neuma não era uma mulher para ficar tomando sorvetinho, ela mesma me disse que queria o meu corpo e como eu não tinha carro, não ficaríamos andando a pé, e já passavam das 21:00 da noite, e a gente se beijava loucamente na rua, ardíamos de vontade um do outro, eu sabia que ela era somente um momento, e eu queria aproveitar aquele momento, mas lá no fundo do meu coração eu queria mesmo era viver um grande amor, e ela não era a pessoa certa. Ela me chamava para ir para sua casa, pois irmos para o hotel ela não queria, lá ela trabalhava, então fomos para sua casa, na  qual ela morava com uma irmã, pelo caminho eu refletia em minha vida, em minha condição financeira que nem carro eu tinha e eu com aquela linda mulher andando a pé e com pouco dinheiro no bolso, como Neuma só queria mesmo era farra eu não ligava muito, mas em minha mente eu refletia, pois se eu tivesse carro e dinheiro eu a levaria para um motel, pois ali perto não tinha era longe. Chegando em sua casa sua irmã já estava dormindo, era uma casa pequena, simples não dávamos para fazermos nada alí, pois não tínhamos privacidade, eu dizia para ela irmos para o hotel, pois ela trabalhava lá e tinha que pegar no serviço as 06:00 da manhã, poderíamos ficar juntos lá até a essa hora, ela tinha medo de sujar para ela, mas mesmo assim fomos, eu combinei de chegando lá eu pegava um quarto de casal, abriria a porta e tentava distrair o recepcionista e ela entraria sem ser vista, e foi. Eu pedi ao recepcionista um quarto de casal, fui ao quarto deixei a porta aberta, fui até a Neuma lhe falei o numero do quarto, e fui distrair o recepcionista, o chamei para ele me mostrar um prédio que tinha na rua, o perguntando o que funcionava no prédio, enquanto isso Neuma ia rapidamente para o quarto e me aguardava, eu voltava a rua e comprava umas bebidas e um lanche para eu e ela e seguia para o quarto, eu observava o quarto que Seu João estava, e ele já estava dormindo a um tempão, pois já passavam das 23:00. E aquela noite foi maravilhosa com Neuma, ela no começo estava um pouco tensa, pois alí era o local de seu trabalho, e Neuma precisava daquele emprego, pois ela era bastante pobre, não tinha muito juízo, tinha muito era beleza, sensualidade, mas lhe faltava juízo, ela aproveitava o momento não ligava para o futuro. Não dormimos muito aquela noite, nos amamos e já quase 05:00 da manhã, sabendo que as 06:00 ela teria que pegar no serviço, eu conversava com ela, lhe aconselhando, eu dizia para ela:
- Neuma, você é muito linda, passamos a noite toda juntos, eu vejo que você é uma menina que tem dificuldades na vida, puxa momentos  com você é maravilhoso, mas a vida não é só feita de momentos, um cara como eu não pode te oferecer um bom futuro, eu sei que você gosta de curti a vida, mas o tempo passa, daqui a pouco não vamos nos ver mais, cada um de nós vai seguir um rumo diferente, você faz parte de minha história agora, e eu sei que vai chegar uma época que não vamos nos ver mais, e sem passar muitos anos depois e nos encontrarmos, eu gostaria de te ver bem e feliz...
- Tem coisas Ziel que para a mulher é mais complicado, você viaja, cada lugar um alguém, é homem, se ficar com mais de uma é tido como garanhão, nós mulheres se ficar com um e outro é tido como piranha, é a própria sociedade que faz sermos assim...
- Mas podemos ser diferente, eu não preciso ficar com um monte de mulher para mostrar que sou homem, e você pode se segurar e esperar o cara certo, eu sei que eu posso até ser idiota em esta falando isso, mas lhe desejo muita sorte na vida, mas é você que vai ditar as regras, pois o corpo é seu...
Aquela conversa parecia até um pouco estranha. depois de eu e ela passarmos a noite juntos, mas eu não queria vê-la mal, ela era uma menina bonita, mas não tinha muito juízo, falava muita besteira, não era só comigo que ela saía, ela não sabia usar sua beleza. Ela me disse antes de ir tomar banho para ir trabalhar:
- Lhe agradeço pela sua preocupação Ziel, mas vocês homens são todos iguais, parecem não ter sentimento, você é doido...
Ela dizia aquilo indo tomar banho, e eu ficava sentado a beira da cama refletindo, pois eu procurava viver um grande amor, em amar uma mulher e ser amado, ela não era quem eu procurava, mas nem por isso eu não queria seu mal, o que rolou entre nós, foi uma atração física, não amor, e ela mesma me disse que queria era apenas momentos comigo, sem compromisso. Eu não entendia ela. Depois eu tomei meu banho, nos arrumamos e fui ver se tinha alguém no corredor para ela poder ir para cozinha trabalhar. Eu a abracei e  me despedi dela com um beijo em sua testa, e disse para ela se cuidar e ser feliz, ela me respondeu que estava se cuidando e já era feliz. Depois que ela saiu eu fiquei pensando em minha vida, pensando naquela menina pobre e sem juízo que era Neuma. Eu fui acordar Seu João para tomarmos café e ir trabalhar. Na hora do café Neuma me olhava com um sorriso sex, como se quisesse me dizer algo, eu pensava dentro de mim, - Menina doida. E foi a ultima vez que a vi. Depois nossa vida mudava o rumo.

1995... Nova Friburgo...


Em Friburgo, eu ia ficando com Teca (Elisângela),  teve até um dia lá que eu e Wilson tivemos um grande livramento, pois ia ter um churrasco lá no Alto do Floresta e eu e ele fomos convidados, mas não fomos pois Teca e sua prima apareceram, então resolvemos ir com elas para uns prédios que estavam em construção e ficamos lá num rala e rola, tinha até um mendigo lá, mas foi um livramento a gente não ter ido ao churrasco e ter ficado ali, pois lá no churrasco tinha muitos colegas nossos e o pessoal do movimento do trafico e tiraram muitas fotos inclusive com armas nas mãos e essas fotos foram parar na mão da polícia, ai todos que estavam na foto foram presos, se eu e Wilson tivesse ido, esta riamos nas fotos também, creio eu que foi Deus que colocou Teca e sua prima no nosso caminho aquela noite. Eu não sentia nada por ela e até um dia lá me perguntou se eu a amava, e eu disse que não e ela começou a chorar. Eu gostava de estar com ela mas não era amor. Nosso relacionamento não durou muito até um dia lá ela vier me perguntando seu eu estava levando ela a sério, pois tinha um rapaz lá que queria ficar com ela, aí eu disse para ela ser feliz e ficar com ele que comigo ela não teria futuro, que eu estava a procura de alguém, e Teca foi seguir a sua vida, e eu continuando a procurar a menina de meus sonhos, e ainda em Friburgo eu ficava com Debrinha para passar o tempo. e observava Janaína.

Num final de semana resolvi ir com uma turma de colegas para Duas Barras num baile funk, eu não gostava de funk, mas eles me chamaram e eu fui para fazer farra. Fomos 25 colegas para lá, os que me lembro por nome foram, eu, Wilson, Ninica, Elielton, Flavio, Maisena, Manoelzinho, Andinho, Robson etc. Lá no baile as meninas paqueravam a gente, dançamos, azaramos a mulherada foi uma diversão, o baile acabou umas 2:30 da manhã, e não tinha ônibus para Conselheiro, então fomos para o ponto, já no ponto estávamos lá zoando, até ver uma menina aparecer na esquina, um de nós foi ver e voltou correndo nos dizendo que tinha umas 40 pessoas para nos pegar, ai nós pegamos paus e pedras para nos defender, e ainda por cima para irritar eles Manoelzinho foi lá no meio deles e chutou um cara, ai corremos, paramos num pasto e ficamos exaltando Conselheiro e menosprezando Duas Barras, ai deixamos eles com raiva, eu nem sei como eu passei numa cerca, e naquela noite cada um correu para um lado, eu, Ninica, Elielton ficamos juntos, até escutamos Maisena levar uns tapas, mas não podíamos fazer nada, eles eram a maioria. Passamos a noite toda no mato, Elielton coitado caiu de um barranco embaixo, o qual teve más consequências depois, no outro dia bem de manhã fomos para o asfalto pegar o ônibus, o qual foi recolhendo meus colegas pelo asfalto. Foi muito divertido, apesar de Elielton ter perdido sua carteira e ainda cair do barrando abaixo e dar problema na coluna que fez ele passar o resto do ano no hospital internado, mas depois melhorou. Até hoje lembramos daquela noite em Duas Barras, onde levamos uma carreira. e rimos muito.

1995 final... Minas Gerais....


Era final de 1995, o ano estava indo embora, Elaine em Minas estava para se casar, e um dia lá ela chamou Seu João para irmos a Ouro Preto ver um vestido de noiva, sua irmã Leninha que era casada e piranha ia com a gente, e seu tio também iria de escudeiro, e desde a hora que essa tal Leninha bateu o olho em mim começou a se arreganhar, mas não poderia dar bandeira pois o tio escudeiro estava lá. Teve um momento lá que Seu João teve que parar o carro para ver algo e eu sai e fui ver um negocio no mato e quando voltei as pernas da minha calça estava cheia de carrapichos e Leninha estava sentada bem colada a mim e ela foi catando os carrapichos de minha calça, nisso alguns carrapichos passou para calça dela os quais eu tirei também, começava a rolar um clima entre eu e ela, como estávamos apertados lá atrás eu colocava a minha mão atrás dela e ia passando vagarosamente os dedos em seu pescoço e ela safada gostava. Depois ela colocou o braço por trás de mim e fez a mesma coisa. No banco da frente estava Seu João e o escudeiro do tio, atrás fomos, eu, coladinho com Leninha, Badinho que nesse dia estava com a gente, e Elaine, fomos para Ouro Preto.




Seu João, Elaine, eu, Leninha e Badinho em Ouro Preto final de 1995...


Naquele dia como faríamos para ficar juntos se além de Leninha ser uma mulher casada ela estava com o tio de vigia alí, mas estava sendo gostoso a paquera, mas eu queria mais, e já indo embora paramos num posto de gasolina para lanchar, foi aqui que eu aproveitei e quando Leninha entrou no banheiro das mulheres eu entrei junto e agarrei ela lá dentro, Elaine estava junto, mas já sabia da safadeza toda nem ligou achou engraçado eu invadindo o banheiro das mulheres e agarrando Leninha lá dentro, a qual me chamava de doido, e eu estava doido por ela. Foi um momento único e nunca mais.


Natal de 1995 - Pouso Alto MG...


No natal daquele ano, eu não fui para casa, resolvi passar o natal com a família de Dona Elizete, e passamos juntos e tiramos fotos, aquela maravilhosa família.



       

Natal de 1995 E foi um natal maravilhoso, Cindy e Marisa as duas irmãs que eu não tive, e Dona Elizete e Seu Nonô que me consideravam filho.

Mas a virada do ano eu passei em Friburgo, e passei junto com Debrinha, comemorando a chegado do ano novo de 1996, bebendo e namorando. Elielton coitado! Passou internado no hospital, mas logo ele melhorou.
Eu estava meio desanimado de viajar, ainda mais com Badinho viajando com a gente, eu sentir que eu estava sobrando, pois Badinho estava namorando Marisa, e ia na viagem com a gente, eu senti que ele queria o meu lugar para viajar com Seu João, como eu já estava com os planos de parar de viajar e arrumar um emprego de carteira assinada, eu deixei ele ficar em meu lugar, pois ele estava namorando Marisa e precisava estar lá. O namoro deles não durou muito tempo, Badinho era muito possessivo. E logo no começo do ano eu estava desempregado.


1996... Nova Friburgo....


Eu parava de viajar com o coração dolorido, pois eu gostava de viajar, gostava de estar na casa de Dona Elizete, mas eu queria arrumar um serviço de carteira assinada. Eu estava decidido a mudar de vida, o tempo estava passando e eu já ia fazer meus vinte e um anos e ainda sonhava com um grande amor. Na minha memória estava bem gravado tudo que eu vivera até alí, as pessoas, os lugares, as mulheres, lindas mulheres, mas nenhuma delas a que eu procurava. 


Nova Friburgo, carnaval de 1996...

Jaqueline...

Era carnaval de 1996, eu estava triste por ter parado de viajar, e para me alegrar fui para o centro da cidade, era carnaval, e lá estávamos eu e meu amigo Marcelo na Praça do Centro, e tinha muita gente, pareciam que todos eram felizes, eu e Marcelo ficamos sentados olhando o movimento até que uma menina linda abraçada com um cara passou nos olhando, era carnaval, e ela estava vestida com uma blusinha e um shortinho jeans curto desfiado, ela era muito gatinha, ela passava para lá e para cá nos olhando. Depois ela passou sozinha, foi quando Marcelo assobiou para ela, a qual veio em minha direção achando que tinha sido eu que assobiara para ela e me perguntou:

- Quer falar comigo?
- Foi ele quem assobiou, mas eu quero falar com você sim, vamos dar uma volta...
Então eu pegava na mão dela, me despedia de Marcelo dizendo para ele que depois eu voltaria. Fomos numa rua alí perto, eu perguntei a ela:
- Qual o seu nome?
- Jaqueline, e o seu?
- Heziel, aquele cara que estava com você, quem é?
- Ah, ele não é nada meu não, apenas eu estava tentando fazer ele pagar algo para mim...
- É, de mim você não vai conseguir tirar nada, apenas carinho...
- De você só quero carinho...
- Isso eu tenho de sobra...
E a beijava e a acariciava alí, pois jamais eu gastaria dinheiro com uma mulher que não amasse, ainda mais uma aproveitadora. Ela era muito sensual e dizia não ser de Friburgo que estava morando a poucos dias na cidade, morava no Morro do Rui, ela deveria ter uns dezessete anos e eu cai na besteira de falar que minha mãe estava viajando e estava sozinho em casa, aí ela pediu para ir para minha casa, então fomos, mas pelo caminho eu fui refletindo, eu não conhecia aquela menina, eu a ia levar para minha casa, ela ia saber o endereço e depois ia ficar no meu pé, o negocio era aproveitar alí mesmo. Eu tratava ela com carinho, ao ponto de ela falar em morar comigo, ai pronto primeira vez que a menina me via queria morar comigo, eu disse para ela:
- Eu pensei bem vamos ficar por aqui...
- Vamos para sua casa, minha vida em casa não é boa, eu quero morar com você!
- Mas você me conheceu ha alguns minutos, não sabemos nada da vida um do outro...
A gente ia andando e conversando, nisso passávamos numa rua escura e uns caras veio nos seguindo mexendo com a gente, mas eu lembrei duma passagem que tinha lá que saia no asfalto e puxei ela para lá, e chegando lá tinha um negão grandão com uma mulher que os caras que viam atrás de nós viram e voltaram na mesma hora. Eu arrumei um cantinho e alí ficamos numa boa, depois de nos amarmos bastante eu disse para ela:
- Vamos fazer o seguinte, amanhã você vai na Praça de Conselheiro ás 09:00 horas da manhã, a gente se encontra e combina...
- Eu não conheço nada aqui, eu quero é ficar com você hoje e para sempre, eu nem sei onde fica Conselheiro...
- É só perguntar, eu vou estar te esperando ás 09:00  horas da manhã na escada da igreja, é fácil chegar lá.
- Eu não conheço, me leva para sua casa hoje!
- Não posso...
A gente conversava voltando para Praça e quando passávamos pelo ponto de ônibus, eu vi que ela já estava até chorando eu resolvi me despedi dela, a qual estava em lágrimas eu disse para ela:
- Não chora, você nem me conhece direito, vai amanhã na Praça de Conselheiro que eu estarei lá...
- Não, eu não vou, me leva para sua casa hoje, você é muito legal e gostei muito de você...
- Você não me conhece, nos conhecemos faz poucas horas, não sabemos nada um do outro...
- Eu quero ser a sua mulher pra sempre...
- Não diz isso, como pode, você nem me conhece, você vai encontrar pela vida caras bem mais bonitos do que eu e mais legal e que possa te dar uma vida boa...
- Me leva hoje para sua casa...
- Hoje não, vai amanhã ás 09:00 horas da manhã na Praça de Conselheiro que estarei lá...
- Não, eu nem sei que lugar é esse, não conheço nada aqui...
- Amanhã ás 09:00 horas na Praça de Conselheiro...
Então eu via que não tinha jeito, que ela estava em lágrimas, eu tive que falar para ela ir embora que eu ia para outro lado. E foi, ela foi em direção a Praça do Centro chorando e eu fui para o ponto de ônibus, de longe eu a via com a cabeça abaixada sumindo. Eu pegava o ônibus, na sorte Marcelo estava dentro dele, eu falava da menina com ele. Foi doideira, nos conhecemos aquela noite e já queria morar comigo, eu tinha minha vida, meus sonhos. Foi bom estar com ela, seus carinhos seu jeitinho, mas não ao ponto de a colocar morando comigo, eu não sabia nada dela.
No outro dia fui a Praça de Conselheiro e fui antes das 09:00 horas da manhã e fiquei lá até ás 11:00 horas e nada de Jaqueline aparecer, então suspirei fundo, e refleti, que aquela foi mais uma que passava rapidamente por minha vida, tivemos momento único, mas valioso e nunca mais a vi, nem do seu rosto eu me lembro.
Fui vivendo, eu estava desempregado, apenas fazia uns bicos, no caso andei trabalhando numa feira de roupa intima para Jair, tio do Wilson, ele me dava uns trocados. Eu procurava emprego pela cidade, eu não queria voltar a viajar.
Em Conselheiro eu ainda pensava em conquistar Janaína, teve até um dia que eu estava sentado na escada da igreja quando vi o namorado dela passando com um urso enorme para dar de presente a ela, eu pensei, que nem um grampo de cabelo eu poderia dar a ela, quanto mais um urso daquele tamanho. Mas o que eu queria mesmo era encontrar aquela menina que aparecia em meus sonhos, em minhas histórias com o nome de Márcia, com quem eu viveria um grande amor, a qual ia me aceitar do jeito que eu era. Nessa época eu estava terminando de escrever a história "Aventureirus - E a Arvore da Vida" e nessa história eu encontrava a menina de meus sonhos em Mariana Minas Gerais. Mariana, quanta saudade, cidade maravilhosa, mistica, antiga, que inspirava romances e aventuras, com suas ruas de pedras grandes e antigas, com seus casarões antigos...


Mariana MG
Mariana MG

Que saudade!


Fui vivendo alí em Nova Friburgo, desempregado esperando algumas firmas que eu tinha feito ficha me chamarem. Logo eu soube que Janaína estava sozinha, isso me animou bastante. E eu ia a luta, eu a via em Conselheiro, e de certo ela sabia que eu estava afim dela, mas ainda não era a hora, conversávamos alí no meio da turma, mas não rolava nada, eu a observava, seu sorriso, seu jeito, mas ainda não era a hora. Fui vivendo desempregado alí em Conselheiro.

Teve um dia que eu andando em Conselheiro, Aparecida Abacaxi, uma colega de Janaína me disse que Janaína queria falar comigo, então fui conversar com ela, achando que era algo bom, mas me enganei, ela veio me chamando atenção, me perguntando se era verdade pois Marcelo falou que eu andava falando dela por ai ela me disse:
- Heziel, to sabendo que você fica falando besteira de mim por ai, Marcelo que falou...
- Janaína! Eu achei que era outra coisa que você queria falar comigo, não essas bobagens, você sabe que jamais eu falaria alguma coisa que te prejudicasse, Marcelo é doido, é fanfarrão, e a unica coisa que eu falo de você para as pessoas você já sabe o que é. Jamais eu falaria algo contra sua integridade...
Eu saia triste de perto dela e ia embora, ela via que foi tudo mentira do Marcelo, o qual depois eu chamei a atenção, ele disse que era só brincadeira. Mas eu fiquei triste com aquilo, pois eu achei por um momento que ela ia falar outra coisa, pois na época eu estava muito afim dela.

Conversando com Deus...


Era começo do ano de 1996, eu tinha parado de viajar, e como sempre eu fazia nos finais de semana eu ia a Pedra do Prado, e nesse dia foi diferente, eu estava com o meu coração agoniado, triste e lá em cima eu conversava com Deus. Lá eu me lembrara de tudo que vivera até alí, o sofrimento no ano de 1985 que eu e meu irmão quase viramos mendigos, a pobreza, a separação de meus pais, as humilhações, os sonhos, as garotas que passaram por minha vida, Kellyne, que nessa época já estava casada e talvez com filho, Cindy  e Marisa que eram importante em minha vida, e estavam longe, Janaína que eu estava muito afim, mas eu achava que ela nunca ia me querer, pois eu era bem pobre, o que eu tinha para lhe oferecer a não ser o meu carinho e talvez amor. Mas isso talvez não era o bastante, pois muitas meninas eram interesseiras. Eu pensava em minhas amigas, Jeanine, Marizete, Cida, Bel, Neia, Simone, essas ultimas três ai, moravam longe e tinha um bom tempo que eu não as via, amigas que vivi intensamente a vida. Principalmente Marizete que muitas das vezes me ouvia eu lamentar da vida. Meus amigos mais chegados, Marcelo, Luciano, Dersão, Dedé, Ninica, Wilson, Alexandre, e Luis Claudio o qual viajava também e raramente nos víamos. Amigos que vivemos tamanhas aventuras. Isso tudo eu refletia lá no alto da Pedra, e conversava com Deus, dizendo a ele como a minha vida estava, dos meus sonhos que eu tinha, em encontrar a Márcia, a menina de meus sonhos, de ter minha carteira de habilitação, ser vendedor etc. Eu dizia a Deus. Eu acho que naquele dia Deus parou para me ouvir, pois eu descarreguei mesmo a minha vida lá no alto daquela montanha. E como trilha sonora a musica do Pink Floyd  - "Lost For Words" (Perdido com Palavras" uma das canções mais lindas que eu acho.


Lost for Word - Pink Floyd E  alí eu conversava com Deus, como se ele estivesse sentado e atentamente me ouvindo tudo, eu cheguei até chorar, pedindo ele ajuda, para ele colocar em meu caminho um alguém para mudar a minha vida, a mulher de meus sonhos, que ele pudesse a encontrar e nos unir, para juntos vivermos um grande amor. Um amor que nada, poderia destruir. E naquele dia o Senhor me ouviu, e ele já tinha escolhido um alguém para mim, não naquele dia exatamente, mas desde o dia 02 de maio de 1975 o dia em que eu nasci ele já tinha marcado alguém que iria nascer em 1976 exatamente no mês de setembro, a Márcia a minha garota, e naquele dia ali em 1996 Deus apenas estava assinalando o termo que eu estava preste a encontra-la e ele foi ajeitar o nosso encontro.  Como eu queria que ela estivesse ali, pois até miragem eu a vi alí naquele lugar, mas Deus! Onde ela estaria, talvez tão perto, talvez tão longe. "Wish you were here" Queria que você estivesse aqui - Pink Floyd.





E alí lágrimas escorriam pelo meu rosto, pois eu queria mudança em minha vida, eu já tinha passado por quase tudo na vida, e eu já ia completar meus 21 anos, meu irmão já estava morando com Kely e feliz, pelo menos na época, ele realizara um sonho de infância se tornara carreteiro, eu ainda procurava por ela, a menina que um dia entrou em minha vida a qual em minhas histórias eu chamava de Márcia, e ela existia e Deus ia nos unir. Depois de conversar bastante com ele eu descia da Pedra, e nem sabia que Deus já estava agindo.




Meu irmão realizara seu sonho ser carreteiro.


01.04.1996 - Stam Metalúrgica...

Depois daquela conversa com Deus, as coisas começaram a mudar em minha vida. Logo a Stam metalúrgica me chamou para uma entrevista, eu fiquei muito feliz e lá fui. chegando lá éramos três para entrevista e concorrendo duas vagas, um de nós ia sobrar. Nessa época eu já andava bem arrumado, cabelo decente, cortado baixinho, uma roupa decente, apropriado para uma entrevista. Lá na sala de espera nós três ficamos esperando, e dos três o único solteiro era eu, então eu pensei com Deus que eu não conseguiria a vaga, pois os outros dois eram casado, um estava bem arrumado, parecia até ser Cristão, sabia falar, era educado e humilde, já o outro, fumava, tinha um cabelo comprido, era cheio de tatuagens, falava com gírias, mas era casado. Na hora eu conversando com o candidato que parecia ser Cristão eu disse para ele que talvez por eu ser solteiro eu não conseguiria a vaga, ai ele me disse:
- Calma rapaz, espere se tiver que ser sua a vaga vai ser, por você ser solteiro e nós casado, isso não tem nada a ver, espere...
Fizemos a entrevista, e logo saiu o resultado, eu passei e ganhei uma das vagas, o cara que aparentava ser Cristão também ganhou, mas o cabeludo não. já la fora eu e o Cristão conversávamos eu dizia a ele:
- Puxa será por que ele não passou?
- Não é descriminação não, mas olha o jeito dele, um cara que precisa trabalhar, teria que pelo menos no dia da entrevista se portar bem, Deus está no controle...
- É, agradeço muito a Deus.
Então no dia 01 de abril de 1996 eu começava a trabalhar na Stam Metalúrgica, e pegava as 15:00 e ia até as 24:00 horas na seção de Galvanoplastia. Nessa seção fiz muitas amizades, inclusive com Enilson (Pastel) e juntos a noite a gente se divertia lá, pois a noite era tranquilo trabalhar lá. Eu trabalhava com banho em ácidos e soda caustica, colocava umas gancheiras com cadeados e fechaduras banhando, mas não podia encostar a gancheira nas bordas da caldeira se não dava um estouro tremendo e as maquinas da seção paravam, eu não sabia disso e logo no primeiro dia aconteceu, deu um estrondo tremendo que parou tudo na seção, ai eu fiquei sabendo, foi até engraçado, na hora a gente fica surdinho e tudo para na seção. Lá eles me chamavam de Loiro. Eu e Enilson batíamos até pegas lá dentro quando íamos levar material para outra seção, com uns carrinhos, era muito divertido,  conversávamos muito e eu falava para eles das garotas que eu fiquei, da saudade da estrada e das coisas que vivi e ele me falava de sua vida, ele já era casado e tinha um filho, nessa época ele tinha um fusca vermelho, ele até conhecia Jeanine, pois ele já morou em Amparo, e Jeanine também. Ele ficava até me zoando, dizendo que eu não pegava ninguém, eu zoava ele também, era divertido trabalharmos juntos. Lá tinha um puxa saco que um dia lá começou a me atentar, eu empurrei ele que caiu sentado no vaso no banheiro, e teve um dia lá que eu de farra encostei a gancheira nas bordas da caldeira causando um tremendo estouro pela segunda vez, mas dessa eu fiz de propósito, o pessoal tudo gritou - Eh Loiro! E como era sexta feira, aproveitamos que as maquinas tinham parado, fomos dar a geral na seção como fazíamos toda sexta depois da janta. A gente dava uma geral, levantava os assoalhos e varríamos e lavávamos embaixo, teve até um dia que encontramos uma cobra por debaixo dos assoalhos, eu queria a jogar no acido, mas eles lá a mataram e acho que jogaram no forno, não me lembro direito. Enilson me dizia que tinha uma irmã, Chandreina seu nome e que esta viria na fabrica para vender uns cosméticos. Enilson também me disse que sua esposa tinha um casaco de veludo para vender e como eu queria comprar um, fui a sua casa no final de semana para ver, chegando lá eu observei a sua casa, uma casa arrumadinha, sua esposa seu filho, tudo o que eu sonhava, encontrar a menina de meus sonhos, casar, ter nosso filho, nossa casinha. Eu comprava o casaco dela e ia embora e pelo caminho de casa eu ia pensando em minha vida, lembrando da vida de Enilson, e falando com Deus de como eu desejava ter uma vidinha daquele jeito, não era inveja, mas um desejo, de ser feliz, pois eu tinha momentos felizes, mas eu não era feliz. Eu nem sabia, mas o casamento de Enilson, não andava bem, ele já não sentira por sua esposa o que sentia quando a conhecera e namoraram, eu não sabia disso por aqueles dias, tempos depois que eu fui saber. Mas o que eu queria era encontrar a menina de meus sonhos e viver para sempre com ela, e ter um filho e sermos felizes juntos. Viver um para o outro cuidando de nosso filho e ambos para Deus.
Chandreina irmã de Enilson foi a fábrica vender uns produtos, e eu vinha andando de longe empurrando a bicicleta e a avistei e vi aquela menina linda no portão da fábrica junto a Enilson, eu deduzir ser a sua irmã, ela sorria e quando eu cheguei perto ele a me apresentou e ela me mostrou uns perfume os quais eu comprei um "Ícaro Junior" eu senti que rolava um clima entre eu e ela, ela sorria para mim, eu brincava com ela, logo eu a despedi e fui para o trabalho, já na seção Enilson veio me elogiando, me dizendo:
- É loiro, minha irmã gostou de você, te achou interessante...
- Sua irmã é muito bonita, vamos marcar qualquer hora dessas de sairmos juntos...
- Vamos sim.
As coisas naquela época aconteceram tudo rápido, o serviço lá na Stam era brabo, eu mexia com produtos perigosos, e nessa mesma época Seu João apareceu lá em casa me chamando para voltar a viajar, eu fiquei de pensar. e foi nessa mesma época que novamente Aparecida Abacaxi me disse que Janaína queria falar comigo e me encontraria na escada da igreja. Só que dessa vez o jeito de Aparecida me falar era sorrindo, como se o que Janaína tinha para me falar era coisa boa, e lá fui eu ao encontro de Janaína. Em minha mente eu esperava Janaina falar bobeira de novo, só que dessa vez foi diferente. Eu era, ou seja sou, um cara que gostava de ouvir musicas que fazia viajar, e naquela épocas muitas musicas lindas eu ouvia, e muitas delas ficavam em minha mente. "Rock And Roll Lullaby"  de BJ Thomas e "Tai Shan" do Rush. Musicas lindas.
Rock And Roll Lullaby - BJ Thomas...



Tai Shan - Rush...





Musicas que me faziam viajar, pensar em tudo que eu vivera, e naquele dia eu estava a frente de Janaína e eu disse:

- Você que falar comigo? Espero que não seja outra fofoca...
- Não! Eu sei que você está a fim de mim, que não é de hoje, que tem um bom tempo, você é legal e eu quero ser sua namorada...
Eu ficava surpreso com aquilo...
- Ser minha namorada?
- Você gosta de mim, não gosta?
- É claro Janaína, gosto muito de você, e tenho muitos planos com você, nos conhecer um ao outro, eu não quero ser igual aos outros caras que passaram por sua vida e falaram as mesmas coisas, quero contigo viver algo tremendo...
- Isso é verdade, todo cara diz as mesmas coisas...
- Mas eu não sou igual aos outros caras, eu vou viver você, e se você viver a mim, vamos ser felizes juntos.
E alí começamos a namorar depois de um ano afim dela eu conseguia...

 Maio de 1996... Enquanto isso em Mariana MG...


Enquanto isso lá em Mariana um casal discutia na rua, o rapaz enciumado por causa da roupa de sua namorada, discutia, ele achava que era o dono dela, de Senhorinha e que ela não podia viver a vida nem com seus amigos, nem usar a roupa que queria, ela já estava vindo de um relacionamento com seu ex namorado Beto que não deu em nada, namorou Beto muitos anos mas muito mal alguns beijos deram, pois este também era um brutamonte, só queria o seu corpo, cujo Senhorinha sonhava em se entregar para o homem que Deus lhe daria. E agora estava namorando Valmir, outro também que além de ser possessivo era bastante ciumento, e não era o cara certo e viviam discutindo, coisa que fazia Senhorinha viver triste, pois além da vida ser dura com ela, ainda os caras que apareciam eram todos iguais, pareciam ter cérebro de amebas, ela não conseguia amar a ninguém e o namoro dela com Valmir era entre trancos e barrancos e já estava para acabar, não tinha amor, e brigavam mais do que se davam bem. Os dias iam se passando.


Voltando a Nova Friburgo a carta....


Sandra...

Eu ia trabalhando na Stam Metalúrgica, namorando Janaína, um namoro estranho, pois parecia que nosso namoro era cheio de regras e tudo marcado, tempo, lugar, como algo artificial, as vezes eu até desconfiava que Janaína tinha vergonha de mim, pois só queria ficar comigo na escada da igreja ou na ponte do Prado, eu a chamava para irmos ao Centro da Cidade, ela dizia não. Mas eu tinha esperança que surgisse um amor profundo entre nós dois e os dias iam se passando até chegar uma carta de Minas Gerais para mim. Eu chegava em casa e minha mãe me entregou a carta de Maria Aparecida Martins, Cidinha - A Cindy, e nessa carta ela me falava da saudade que estava de mim, e se declarava para mim, falava de sua família, Que Marisa estava tomando conta de um neném de uma mulher chamada Rosa que moravam com elas, falavam de seus pais. Mas o que me chamou mais atenção na carta foi o sentimento dela para comigo, pois eu e ela tínhamos muito em comum, ela também gostava de escrever histórias e eu também, tínhamos muito em comum e aquelas palavras ficaram em minha mente. Eu ia trabalhando na Stam, rolava um clima entre eu e Chandreina e ficamos de sair juntos, coisa que nunca aconteceu, pois a minha vida estava tomando outros rumos. No mês de maio tinha festa na via expressa, e eu e Marcelo fomos isso foi antes de começar a namorar Janaína, estava bastante frio, eu ia com o casaco que comprara da esposa de Enilson, lá na festa conheci Sandra, uma menina de Sumidouro, ficamos um tempo juntos, mas depois ela foi embora e nunca mais a vi, foi momento único, como muitos em minha vida houve, alguém passar por minha vida, ficarmos juntos e nunca mais.
Seu João me chamava para voltar a viajar, eu ficava entre a cruz e a espada, pois eu estava trabalhando na Stam e namorando com Janaína, mas eu não estava feliz e meu coração queria voltar para estrada ainda mas depois que recebi a carta de Cindy. Então resolvi voltar a viajar e voltei para estrada, coisa que Janaína não gostou muito e até me disse:
- Você vai ficar com outras pela estrada...
- Janaína, se você me amar de verdade, viver me mim e eu em você, eu posso estar em muitos lugares e com outras pessoas, mas vou pensar e querer somente você...
Eu já tinha feito um teste com Janaína, eu estava duro, e era final de semana e eu disse a ela que não tinha dinheiro para eu ir ao baile, uma matinê que tinha no Clube dos 50 na época, era cedo no sábado, então eu pensei, se ela gostasse mesmo de mim, ela sabendo que eu estava duro, ia pagar a minha passagem e minha entrada no baile, mas ela me disse que ia com as colegas e a noite nos encontraríamos na Praça de Conselheiro. Aquilo foi o bastante para eu ver que aquela alí era mais uma que passava pela minha vida mas não era a menina certa. Ela foi com as colegas no baile e a noite nos encontramos na Praça de Conselheiro. Como casar com uma mulher que quando eu estivesse duro ela ia me deixar, eu buscava alguém que me amasse do jeito que eu estivesse, duro ou sem dinheiro. Mas fiquei namorando Janaína, um namoro "sem tempero", e voltei a viajar. Então eu disse a ela que voltaria para estrada, ela não gostou muito, mas não liguei, eu disse que nos finais de semana eu estaria aqui, isso era meus planos, mas tudo estava para mudar...

Começo de Junho de 1996 - Na estrada...


Eu saía da Stam, era começo de junho de 1996 e voltava a viajar com Seu João, e em minha mente estava as palavras de Cindy e eu estava para conversar com ela, e talvez ela fosse a mulher de minha vida a Márcia de meus sonhos de minhas histórias, pois estava batendo certinho, pois tínhamos muito em comum. E no asfalto ao som de Zezé di Camargo e Luciano "Rédeas do Possante" eu conversava com Seu João.



Rédeas do Possante 
Zezé di Camargo e Luciano...



Eu e Seu João conversávamos, viajaríamos só para o Estado de Minas Gerais, no carro eu falava a Seu João:

- Seu João, minha vida está um pouco bagunçada, estou namorando uma menina que a um ano eu venho atrás, mas nosso relacionamento é muito frio, ela não é o que eu esperava, parece que ela não gosta muito de mim, e a carta que Cindy me mandou, ela diz coisa que eu gostaria que uma mulher falasse para mim, eu e ela temos muito em comum, chegando lá em Mariana vou conversar com ela sobre nossos sentimentos...
- Se é o que você tem certeza, vai fundo..
Eu queria encontrar a mulher de minha vida, e tantas que passaram por minha vida, somente ilusão, Janaína eu já estava sentindo que também não era, pois eu quando encontrasse a menina certa, algo ia acontecer, um sinal, eu ia saber e ela também. Eu pensava em Chandreina, mas eu voltava a viajar, e ainda eu tinha que pagar um produto que comprei em sua mão, depois ela iria lá em casa para pegar o dinheiro, talvez ainda sairíamos juntos, pois ela era uma gata, mas só ficamos na paquera, não rolou nada entre nós, depois ela esteve lá em casa para pegar o dinheiro e ficamos de sair, mas aconteceram coisas nesse meio, que mudou toda a minha história e eu e Chandreina só ficamos na paquera e nada mais.

Mariana - MG - Começo de 1996...

Cida - BH 
Chegávamos em Mariana, eu estava doido para ver Cindy e sua família, pois a saudade era tremenda, e fomos a sua casa, mas ela não estava, estava dando aula numa roça e só vinha para casa no final de semana, mas Marisa e seus pais estavam em casa e ficaram felizes de me ver, Marisa tomava conta de um neném, Márlon, filho da Rosa uma mulher que moravam com eles, e ele era bem novinho. Eu ficava um pouco triste de não ver Cindy, mas no final de semana a veria e conversaria com ela. Eu conversei um pouco com Marisa e logo fomos para Belo Horizonte trabalhar e ficávamos num depósito no Bairro Letícia, lá em BH eu estava sentado no banco da praça, quando duas meninas passaram em minha frente e me olhando e me paquerando, eu me interessei na mas bonitinha, e a chamei para conversar a qual fiquei sabendo seu nome, Cida e começamos a ficar juntos alí no Bairro Letícia. Naquela semana mesmo saímos pelas ruas do Bairro, e namoramos pelos cantos, enquanto que eu não achava a pessoa certa, me divertia com as erradas, eu não gostava dela, mas me sentia bem com ela, no começo, e essa Cida era uma gostosura, e trocávamos caricias. e marcamos depois de ficarmos mais juntos, pois no final de semana íamos embora para Friburgo mas passaríamos em Mariana, pois Seu João queria estar com Elaine e eu com Cindy, e fomos. Fomos direto para casa de Elaine na qual Cindy também estava, e eu fui com a intenção de conversar serio com ela e mudar toda a minha vida, e dependendo da conversa, mudaria o meu destino. Cindy era bem parecida comigo, ela era a Cindy do "Silver Blue" musicas que gostávamos e até que me inspirou escrever uma história com esse titulo, eu e ela eramos muito parecidos. E naquele dia chegamos a casa de Elaine, tomávamos cerveja em lata e tiramos fotos mas algo não aconteceu...



Cindy.




Nesse dia da foto, foi o dia em que eu resolveria minha vida com Cindy mas algo estranho aconteceu...


Estava tudo em minha mente para falar com Cidinha, me abrir com ela e e ouvir ela falar as mesmas palavras que ela falou na carta com a sua própria boca, mas algo estranho aconteceu, o clima estava gostoso, conversávamos, tiramos fotos, Seu João e Elaine foram para outro comodo da casa enquanto que eu e ela ficamos a sóis, eu tirei sua foto perto da árvore, mas quando olhei em seus olhos, pronto para ouvir o que ela tinha para me falar e alí começar um grande amor, foi como se alguém falasse por mim, eu disse para ela:

- Você é especial Cindy, e melhor sermos amigos, como já prometemos em ser para sempre, você é como uma irmã para mim...
Ela pelo que me lembro não respondia nada, apenas concordava com gestos, mas Deus sabia o por que de a gente nem se quer tocar no assunto da carta e falar sobre um romance entre nós dois, pois no futuro bem próximo eu iria precisar de dormir em sua casa, e Deus sabia disso e ele estava evitando o pior, pois nossa amizade é valiosa até hoje, pois tínhamos feito um pacto nós três de amizades, eu, ela e sua irmã, para sempre. Agora eu sei por que eu nunca a chamei de Cindy, pois se eu a chamasse de Cindy e me envolvesse com ela e não desse certo, como eu iria depois dormir em sua casa se eu viesse a precisar. Naquele momento eu não sabia disso que eu viria a precisar de dormir em sua casa, mas logo logo eu viria a precisar. Foi como se Deus falasse através de mim naquele dia, pois o que estava em minha mente era outras palavras.  Cindy - "Silver Blue - Eu desaparecer" Essa história que escrevo no  Office Word no meu computador, pois o que eu não vivi com ela na vida real, eu coloquei nessa história como eu sempre disse para ela  que um dia eu escreveria uma história com essa música e sobre nós. Hoje traçamos caminhos diferentes, e sempre nos vemos em Minas no final do ano, e ela sabe como ela foi importante que através da carta que ela mandou para mim que me deu coragem para eu voltar a viajar e encontrar realmente a mulher de minha vida a qual ela e sua irmã Marisa tem a ver. E todos os dias de minha vida eu peço a Deus para proteger aquela família, pois marcaram minha vida.
Nem Seu João entendeu, pois ele achava que eu e Cindy íamos ficar juntos, confesso que nem eu entendi, mas logo logo eu entenderia e naquele dia fomos nos despedir do pessoal na casa de Cindy que estávamos indo para Nova Friburgo, e na próxima semana voltaríamos para BH. Lá na casa eu me despedia do pessoal e lá estavam também duas meninas irmãs de Rosa que vieram ver o sobrinho Márlon, e por sinal duas lindas meninas cujo a mais bonita delas estava com um shortinho jeans e uma blusinha branca, eu as observava, e as achava lindas e na hora que me despedi eu brinquei com a mais bonita cujo estava com o neném no colo, ela não me respondeu nada, e nem me deu ideia, ficava de cabeça baixa. e fomos embora. Eu nem imaginava quem era aquela desconhecida que estava ali, como estávamos de saída, nem paramos muito com elas, fomos embora.
Eu não me entendia, eu estava indo para Nova Friburgo, e lá eu estaria com Janaína, ficaríamos juntos, pois ela era a minha namorada titular, em BH eu deixava Cida também na espera, minha cabeça girava, e eu ao som de uma linda canção do Pink Floyd "Confortably Numb"  eu pensava em minha vida e conversava com Seu João.




Confortably Numb 

Pink Floyd ...
Eu refletia em minha vida, desde minha infância, das assombrações do passado, dos medos, dos complexo, da cura que Deus tinha me dado do machucado que dava em minha boca que nenhum médico descobriu o que era, doença que atrapalhou muito a minha vida, o complexo de inferioridade que eu estava vencendo e eu estava de pé,  eu tinha sonhos de tirar a carteira de motorista e viajar de vendedor. Alguém estava preste a aparecer em minha vida.
E lá em Mariana na casa de Dona Elizete aquelas duas meninas conversavam ao meu respeito e viam minhas fotos que tinha na casa delas e uma foto minha ela gostou...

Não sei por que mas ela gostou dessa foto, e naqueles dias ela tinha terminado com seu namorado Valmir, o qual era muito ciumento, e ela tinha tirado umas fotos dela na vila Samarco naqueles dias.



Ela da Vila Samarco Junho de 1996... Linda...

E ela via minha foto na casa da Marisa e ficava me imaginando, ela queria também viver um grande amor, ser amada e nem imaginava que aquele cara da foto alí quem seria. Pois ela era uma menina triste e sonhava em encontrar um alguém que lhe fizesse feliz e lhe pudesse lhe "Mostrar o Paraíso" Que fosse algo para sempre, não momentâneo.


Show Me Heaven 

Mostre me o Paraíso)
  Maria Mckee.
Musica que ouvíamos muito na época e fez parte de nosso amor...
Marisa brincava com ela para ela deixar o telefone, e Marisa mesmo anotava, pois Marisa falava muito bem de mim para ela. E tudo estava para mudar em nossas vidas...
E estava no bilhete o número do telefone 557 14 59 Teka. e Marisa guardava para me entregar depois. Teka não quis dar o telefone, mas mesmo assim Marisa anotou e guardou para me entregar.

Nova Friburgo - 1996


Eu já em Friburgo, me encontrava com Janaína, e estávamos como sempre na ponte do Prado, de lá víamos a Pedra, eu a mostrei e perguntei a ela se ela gostaria de ir lá em cima comigo, mas ela me disse que não gostava de mato, que não tinha nada para fazer lá. Ela falava umas bobeiras talvez para me chamar a atenção, como me disse que já tinha usado droga e conhecia um chefe da boca lá do morro do Dedé, talvez ela achou que eu ia falar alguma coisa, eu nem liguei, nessa época ela gostava muito de ouvir funk e como sempre até hoje eu detesto. conversávamos, ela dizia:

- Eu já cheirei cocaína, conheço o chefe lá da boca no morro...
- Bom pra você...Não combina muito contigo não, mas cada um leva a vida que quer, por exemplo essa musicas que você ouve são ridículas, não fala nada de nada...
- Tô brincando, nunca usei droga não, só para ver o que você falava...
- Eu nem ligo, a vida é sua, se tem uma coisa que eu presso muito na vida é a liberdade, cada um é livre para fazer o que quiser, eu não sou seu dono, apenas seu namorado, ninguém pode mandar em ninguém, você faz da vida o que bem entender, jamais vou ter ciumes de você e lhe dar ordem, não sou seu pai, apenas quero te amar, e receber em troca os carinhos que te dou...
- Você não gosta de funk né?
- Detesto, não fala nada de nada, vou gravar uma fita com musicas lindas e vou lhe dar para você escutar as musicas que eu escuto e fazem pensar na vida e em alguém...
- Vai me dar mesmo?
- Vou, para você ouvir e pensar em mim, são as musicas que eu ouso, musicas que falam de amor, vida e liberdade.
Eu queria levar Janaína a serio, mas algo estava no nosso meio impedindo de surgir um sentimento forte, alí mesmo naquela ponte eu a beijando abria os olhos e paquerava outra menina que passava pela gente a qual me paquerava também. Eu não conseguia senti nada por ela, apenas me sentia bem de estar com ela, ela era linda, sensual, tinha um sorriso fascinante, eu procurei ama-la, mas não conseguia, ela era estranha comigo, de vez de falar palavras agradáveis, falava abobrinhas, pois o tempo era curto, eu não queria perder tempo com palavras sem sentido. Mas mesmo assim fui ficando com ela, mas ainda procurando a menina de meus sonhos. Eu me abria com Marizete, e dizia para ela que eu não amava Janaína, que eu ainda ia encontrar alguém que quando eu estivesse junto dela não queria largar, alguém que faria meu coração disparar, alguém que me amaria de verdade do jeito que eu era, alguém que eu amaria de corpo e alma que até daria minha vida por amor a ela, que esqueceria de mim e viveria ela, e esse alguém existia, e estava preste a entrar em minha vida. Confesso que com Janaína tinha tudo para darmos certo, de tantas meninas que fiquei, ela foi importante, não a mesma paixão que eu sentia anos atrás por Jaqueline pois Jaqueline foi quase amor, foi a paixão de minha adolescência, que ainda havia fagulhas dentro de mim, que as vezes me pegava pensando nela a qual já estava em outra, casada e nem pensando em mim, e somente a menina de meus sonhos faria eu apagar de vez a paixão que eu tinha por ela e teria Jaqueline como uma grande e importantíssima amiga, eterna, uma amizade inabalável, mas como mulher, nunca a tive, somente em histórias em papeis ou em minha mente e já estava sumindo de minha mente essa paixão, mas eu lembraria para sempre que Jaqueline foi minha grande paixão da minha juventude e o pior sem retorno, apenas eu sentia, ela não sabia, eu vivia em meu mundo com isso em meu coração e em minha mente. Pois então, Janaína eu tinha boas intenções com ela, mas eu não sei o por que não deu certo, não era para ser, pois eu estava apostando todas as fichas nela, só que eu não conseguia ama-la, mas por um momento eu achei que ela poderia ser a mulher de minha vida, coisa que aconteceu também com Márcia Maria em 1991 e me decepcionei como já falei, tinha tudo para darmos certo mas não era para ser, apenas o fato de se chamar Márcia e de fazermos aniversário no mesmo dia, dois de maio. Mas ela fez parte de um pequeno grupo, Márcia Maria, Jaqueline, Cidinha(Cindy) e Janaína que de todas as mulheres que passaram por minha vida de romance essas foram as mais importante até eu me encontrar com aquela que eu vivia procurando a muitos anos. Muitas meninas eu fiquei, paquerei, e não parava por aí, pois a qualquer momento eu me encontraria com a que eu procurava, mas como saber quem era a menina certa? Deus me mostraria, e meu coração me avisaria, pois ia ser algo diferente de tudo o que eu tinha vivido com uma mulher, com ela seria diferente. Pois o nome Márcia eu tinha colocado em meus sonhos, poderia ser Maria, poderia ser Paula, Sebastiana, Aparecida etc. Mas ela teria algo que era diferente, pois só se coloca um nome em quem não tem nome, e mas como pode alguém viver em nossa época sem um nome definido? Há mistérios na vida que Deus faz acontecer, para que outras venham a existência, e minha vida estava preste a mudar, pois a menina que eu iria encontrar com ela eu viveria tudo que eu sonhava em minhas histórias e em meus sonhos, desde romance, aventura, emoção, fé etc. Eu continuava a namorar Janaína, Marizete que foi uma grande amiga, até me dava conselhos, conversávamos muito, Marizete foi ma grande amiga que sinto muita falta, pelo menos até esse exato momento, 15:54 horas do dia 12.05.2012 eu não sei por onde ela anda, mas gostaria de encontra-la, pois ela foi uma amiga que marcou a minha vida. Hoje dia 13 de outubro de 2017 sei onde ela esta, e esta bem morando em Vila Velha ES a encontrei no começo desse ano pela internet e continuamos amigos.
passava o final de semana depois de ficar com Janaína, conversar com meus amigos, principalmente, Marizete e Marcelo eu voltava para estrada e ia para Belo Horizonte, lá Cida me esperava. Na estrada ao som se "Watercolours in the rain" Roxette eu ia refletindo em minha vida, de tantas meninas que passaram por mim e nenhuma delas foi a que viveria para sempre comigo, mas eu nem sabia que a mulher de meus sonhos já tinha passado por mim, e não nos vimos, e depois nos vimos mas foi tudo rápido. Eu pensava onde ela estaria.


Eu na estrada pensando na vida e olhando as paisagens, em cada paisagem, uma lembrança.

Ouvindo  musicas lindas no radio e viajando em pensamentos...






Watercolours in the Rain 
(Aquarela na Chuva
Roxette...

Em Belo Horizonte eu ficava com Cida, mas ela tinha umas manias que eu não gostava, ficava me chamando de Tom Cruise, dizia:

- Agora que eu achei meu Tom Cruise eu não largo mais...
- Para com isso, me chamo Heziel...
Eu não gostava daquilo, e ela se tornou um grude em minha vida. Coisa que as vezes fazia eu até fugir dela. Alí naquela pracinha do Letícia eu conheci Andressa, uma mulata linda e fiquei com ela, foi um momento único, mas valeu, a mulata dava de dez a zero em qualquer branquela, pois era linda, mas Cida a ameaçou e ela com medo da Cida sumiu, depois conheci alí perto Flavia, uma morena linda também, e ficamos juntos, umas duas vezes e Cida descobriu e foi até a casa de Flavia justamente no dia do velório do pai dela brigar com ela. Flávia depois chorando me contou, fato que me deixou aborrecido e eu tive que conversar com Cida, ainda mais com as palavras que Flavia me disse:
- Puxa Ziel, no dia do velório de meu pai Cida teve lá no meu portão e fez maior escanda-lo, querendo brigar comigo, não me procure mais, pois suas companhia não são boas...
- Flavia, desculpa, Cida é doida, vou ter uma conversa com ela...
- Não da para ficarmos juntos...
E mais uma que passava rapidamente em minha vida, mas por causa de Cida, nem Andressa nem Flavia, então tive que conversar sério com Cida e a encontrando eu disse:
- Que negocio é esse Cida, de você ter ido a casa da Flavia brigar com ela, justo no dia do velorio do pai dela...
- Ela tava querendo meu homem...
- Que dia eu falei com você que somos namorados, eu não sou daqui e não te prometi nada...
- Agora que eu encontrei meu Tom Cruise, não vou deixar não...
- Faz um favor, da um tempo, eu sou livre e fico com quem eu quiser, ainda não chegou a hora de eu pegar compromisso com ninguém, viva a sua vida...
- Mas eu te amo! Ziel...
- Não Cida, você nem sabe o que é o amor, o amor não é possessivo, nem arde em ciumes, você apenas sente uma paixão por mim, eu não sou um cara bom, eu não presto, eu não gosto de você, apenas vivo de momentos, você deve procurar alguém que realmente vai te levar a sério...
- Mas eu quero é você...
- É melhor não, depois a gente se vê por aí...
Eu despedia dela, eu resolvi não procura-la mais pelo o que ela fez, eu fiquei algum tempo sem vê-la. Alí no bairro eu tinha muitas amizades com varias meninas e eu ficava conversando muito na Praça, Luis Claudio (Chuchu) que na época viajava com Geraldo ficava lá também e conversávamos muito, e tínhamos os mesmo sonho profissional em tirar a carteira e ser vendedor. Alí eu e ele conversávamos muito com as meninas dalí, e eu e ele tínhamos uma marca registrada por que na época gostávamos muito de um doce que vendia na padaria lá cujo nome era "Marta Rocha" e eu e ele vivíamos comendo aquilo, até hoje lembramos que já teve domingo que eu e ele ficávamos na Praça do Letícia sem nada para fazer, arrumávamos umas moedinhas e comprávamos Marta Rocha e ficávamos conversando sobre a vida, Chuchu foi um personagem importante em minha vida, pois conversávamos muito alí no depósito. E foi na mesma época que ele ficou com Lucia e eu com Flavia ali.



Eu e Luis Claudio ( Chuchu) 1996, Grande amigo de estrada...

Depois daquela semana que eu tinha ido a Friburgo, eu fui a casa de Dona Elizete e lá Marisa tinha me dado o telefone de Teka, na época em minha carteira tinha vários telefones de meninas e esse foi mais um o qual coloquei junto com os outros, eu não lembrava direito a fisionomia dela. Marisa só me disse que ela andou vendo minhas fotos alí, eu guardei o telefone junto com os outros.  Alí na casa de Marisa tinha uma prima dela com o nome de Conceição (Tuca) que na época estava rolando um clima entre nós, e está tinha me convidado para tomarmos café da manhã juntos e eu disse que a qualquer hora iria. mas nunca aconteceu, pois no meio disso aconteceram outras coisas.
Naqueles dias eu e Seu João fomos a Cachoeira do Brumado procurar vendedora. e quando estávamos lá conversando com uma mulher vimos uma morena linda com um neném no colo, a qual Seu João me mostrou e quando eu bati os olhos nela eu disse a Seu João:
- Seu João, eu conheço aquela menina!
- Conhece, você não conhece ninguém aqui!
- Aquele rosto, aqueles lábios eu já beijei, jamais eu esqueço de um rosto e de um lábio que beijei...
- Que isso! Bem dizer é a primeira vez que viemos aqui...
Então eu olhava para a menina, a qual sorria para nós a qual estava um pouco distante até eu perguntar a mulher que estávamos conversando o nome da morena e esta disse Fátima, aí eu perguntei se ela era de Raul Soares, a mulher respondeu que sim, nisso a menina já estava chegando perto de nós e ela também relembrou de mim que um ano atrás tínhamos ficado juntos em Raul Soares cidade que era bem longe dalí, ai que Seu João lembrara também, então eu ficamos de sair a qualquer dia, pois parecia que ainda rolava um clima entre nós, e marcamos de ir na cachoeira que tem lá para conversarmos e bebermos alguma coisa, e quem sabe matar a saudade, mas isso nunca aconteceu, pois nesse meio tempo aconteceram outras coisas. Mas foi muita coincidência ter encontrado ela alí, bem longe de onde ficamos juntos. seu João ficou surpreso. Eu disse a Seu João:
- Eu sabia Seu João que eu conhecia aquela menina, boca que eu beijei, rosto que passou por minha vida eu lembro, mas foi muita coincidência encontrar ela aqui, bem longe de Raul Soares.
- Eu achei que você tava de onda...
Eu voltava a Friburgo e Chandreina foi lá em casa com seu irmão Enilson para receber o dinheiro do produto que eu tinha comprado com ela, e ficamos de sair juntos, pois rolava um clima entre nós, mas também nunca aconteceu pois aconteceram coisas nesse meio tempo que mudou tudo. E meu romance com Janaína estava nas mesmas. E teve até um dia que ela me disse que quando cassasse ela ia parar de trabalhar e ia ficar em casa só na boa...
Marcelo até me zoou dizendo que eu ia ter que arrumar dois serviços, um só para sustentar ela e seus caprichos...
Pois ela gostava de andar nos panos e um dia lá eu estava de carona com meu irmão no caminhão e pedi a ele para passar na casa dela, chegando lá eu pedi uma menina para chama-la, de longe eu a vi com a vassoura na mão, mas ela não quis vim conversar comigo, a noite disse que não estava arrumada que estava arrumando a casa e estava toda bagunçada, estava com vergonha, então eu disse para ela se a gente casar ela ia viver arrumada, e cheirosa? Que eu nunca ia a ver com os cabelos bagunçados, com remela nos olhos e mau halito  que ela poderia ter ido lá, pois se eu tivesse que ama-la bem vestida e cheirosa eu teria que ama-la também com os cabelos bagunçados e com roupa simples e com vassoura nas mãos. Pois para se conhecer alguém de verdade, temos que ver os dois lados, não era só nos encontrarmos arrumadinhos e cheirosos. Foi bobeira da parte dela, pois a mulher que eu amar, vou amar de qualquer jeito, com roupas lindas ou roupas simples, com cabelo penteados ou bagunçados. Era mais uma prova que ela não era a mulher dos meus sonhos, por que a mulher de meus sonhos não terá frescuras.

Pouso Alto - Barra Longa MG Junho de 1996...

Dia histórico em nossas vidas... 
Estávamos em Pouso Alto, vilarejo em que Dona Elizete morava antes, Seu João estava na casa dos pais de Elaine enquanto que eu fui até próximo a capela no lugar que dava o nome dalí de Pouso Alto, lugar que tinha uma paisagem linda, e lá fiquei pensando na vida, e não sei por que eu comecei a mexer nos números de telefone que eu tinha em minha carteira, eu pensava na vida e ia olhando os nomes das meninas, Cida, Teca (Elisângela) Márcia, Tuca, Teka, Paula, Simone, Flavia, Aparecida, Joana, Cindy, Fátima, etc. E de repente eu olhei para o telefone publico e olhei para aquele nome que me chamou a atenção, e naquele dia foi a primeira vez que ouvi a sua voz suave, linda, uma voz que penetrou em minha mente. Eu estava me sentindo só e queria conversar com alguém e resolvi ligar para alguém....




Moonligth Eyes 

Nazareth 
Musica que fez parte do nosso amor...

1996 - Linda e suave voz...


Lá estava eu sentado olhando a paisagem em Pouso Alto, pensando na vida e desejando conversar com alguém, quando abri minha carteira e lá estava vários papeis com números de telefones de algumas meninas que passaram por minha vida, engraçado que algumas eu até lembrava a fisionomia, mas outras não, e eu olhava os números e eram vários, Cida de BH, Tuca parente de Marisa, Márcia da reta, Teka irmã de Rosa que morava na casa de Marisa, mas eu não lembrava da fisionomia dela, Paula que eu também não lembrava a fisionomia, minha amiga Simone de Vila Velha, Teca (Elisângela) Flavia de BH que era linda, Aparecida, Joana, Cindy, Fátima, Bel, Neia de Serra Dourada III que eram grandes amigas etc. Eu olhava os nomes e tentava lembrar de cada uma delas, algumas amigas, algumas paqueras, algumas que eu até já tinha ficado, mas um nome eu olhava e eu lembrava de quem era pois o papel tinha sido Marisa que tinha escrito e tinha o nome da Marisa, Teka, eu me lembrava do dia em que a vi lá, mas não me lembrava da sua fisionomia, pois na casa de dona Elizete sempre estava cheia de gente, e daqueles números, Teka, eu acho que era a unica que eu não tinha conversado ainda, e eu não me lembrava direito dela e naquele dia eu observava o número e uma coisa me tocou para eu ligar para ela, não para outras, e fui ao telefone publico que tinha alí perto e liguei:




O Papel Marisa que tinha escrito, pois Teka não tinha feito muito questão de deixar o telefone, mas Marisa que escreveu e me deu, era o número da casa onde Teka trabalhava, e naquele dia não sei por que no meio de tanto número de telefone eu escolhi aquele, como se alguém estivesse em mim e decidindo por mim, eu discava o numero:
5.5.7.1.4.5.9...
Eu discava o número e ficava aguardando alguém atender, foi quando uma voz linda e suave atendia, a voz mais linda que já ouvi na vida, eu não tenho explicação, mas quando ouvi aquela voz eu senti algo diferente em mim, a pessoa dizia:
- Alô, quem fala?
- Aqui é Heziel, eu queria falar com Teka...
- É ela que está falando, quem é você?
- Ah! É você! Que voz linda que você tem, sou Heziel, lembra?
- Heziel? Não lembro...
- Não? Lá da casa da Marisa, das fotos, lembra?
- Ah sim! E aí tudo bem?
- Agora estou bem, estou falando com você e você se lembrou de mim, quero te conhecer posso?
- Pode...
- Você pode ir a casa da Marisa nessa sexta-feira a noite para a gente se encontrar e conversar?
- Posso, você está falando de onde?
- Do Rio de Janeiro...
- É mentira...
- To brincando, estou aqui em Pouso Alto, onde Marisa morava. Então estamos combinados, de nos encontrarmos, não vejo a hora de te ver, escutar essa sua voz linda de perto. Tchau, um beijo...
- Tchau.
 Mas uma garota no pedaço. O encontro estava marcado, mais uma garota,  mas eu não poderia ir, pois Seu João iria para outro lugar naquela sexta-feira e eu não pude avisar Teka, sendo assim ela foi a casa de Marisa ao meu encontro e eu não estava lá. Eu não pude ir, e marcamos mais dois encontros e e não nos conseguimos nos encontrar, pois Seu João ia para outros lugares, e nesse meio tempo eu ia vivendo e num dia lá eu estava em BH, e eu estava sozinho no deposito e fui a padaria ligar, não me lembro para quem, eu acho que foi para Teka, ou minha mãe e no telefone eu estava quando Cida apareceu, eu estava fugindo dela, pois ela era muito pegajosa, e nesse dia ela chegou perto de mim que estava no telefone e eu nem se quer a notei direito, e ela me perguntou se eu estava sozinho no deposito, eu querendo despachar ela rápido disse que tinha meus amigos lá, pois ela queria ficar comigo no depósito, mas quando eu reparei ela e vi que ela estava com uma roupa sensual e linda, e eu estava alí só eu voltei atrás e desliguei o telefone e peguei em sua mão a chamando para irmos para o depósito, ai ela disse:
- Ué, você não falou que seus amigos estão lá?
- Brincadeira, eu estou sozinho, vamos...
Pura atração física, naquele dia eu fui cachorro com ela, eu não gostava dela, eu queria me livrar dela, mas naquele dia ela estava com uma roupa, um shortinho, uma blusinha que me deixou louco e sem juízo, muito sensual a levei para o deposito e ficamos alí numa boa. Nesse dia ela estava no período fértil e me pediu para não ejacular dentro dela, mas eu nem liguei no que ela falava e depois de termos nos amado eu fui muito frio com ela, eu a mandei embora dizendo que a qualquer momento alguém poderia chegar, ela sentiu que eu a estava rejeitando, eu peguei uma calcinha que ela tinha gostado e a dei, como premio de consolação a qual ela vestiu por cima da outra e foi embora com lágrimas no olhar, eu fui muito frio com ela, eu não sentia nada por ela, apenas atração física, ela sabia, pois eu sempre falava para ela que eu não queria compromisso serio. Eu a via saindo no portão chorando. Foi a ultima vez que ficamos juntos, ela me procurou de novo alguns dias depois, ai eu usei uma estratégia que mais pra frente vou contar. Nesse meio tempo também eu fui a Friburgo e fiquei com Janaína, foi quando eu gravei a fita com as músicas que eu gostava e dei para ela, mas nosso relacionamento não estava muito bom e ela até reclamou de eu viajar, de ela passar os finais de semana sozinha enquanto que suas amigas iam com seus namorados para o baile e ela sozinha a me esperar, não sei se ela passava mesmo sozinha, pois eu na estrada ficava com outras, eu não sentia um grande sentimento por ela, eu estava em busca de um grande amor, e eu vivia a minha juventude intensamente, pois desejaria ser eternamente jovem...



Forever Young

(Eternamente Jovem)
 Alphaville...

Numa Segunda-Feira, finalzinho do mês de junho de 1996

Mariana MG - Posto Raul...
Foi numa segunda-feira (Histórica) final do mês de junho, eu e Seu João chegávamos em Mariana e parávamos no posto do Raul, seu João ia se encontrar com Elaine e ia até Barra Longa (Pouso Alto) e eu ia ficar por alí. Fui até o telefone e resolvi ligar para Teka, para ver se tentávamos marcar mais um encontro, pois estava difícil de nos encontrarmos, como se algo ou alguém não quisesse que ficássemos juntos.
O telefone toca insistente, até que alguém atende, era ela, Teka com sua doce voz....
- Alô Teka?
- Sou eu...
- Aqui é Heziel falando, até que enfim consegui falar com você...
- Por que você não foi na casa da Marisa naquele dia? Ela perguntou.
- O cara que eu trabalho resolveu ir para outro lugar, me desculpe, não foi culpa minha, eu daria tudo no mundo para ter ido naqueles encontros que marcamos...
- Na primeira vez eu te esperei, mas na outra vez eu nem fui lá. Teka disse.
- Teka, eu estou aqui no posto Mariana, você pode vim aqui?
- Posto Mariana?
-É...Esse aqui perto da subida do Cabanas, perto do Pneus São Paulo...
- Ah! Posto do Raul...
- Posto do Raul? Aqui tá escrito Posto Mariana...
- É o mesmo...
- Você pode vim aqui para gente conversar um pouco? Eu perguntei.
- Não posso, estou ocupada...
- Só uns dez minutinhos, rapidinho, só para nos conhecermos...
- Não dá, estou tomando conta do neném...
- dá um jeitinho ai, traz o neném junto com você, por favor...
- Tá bom, me espera aí...
Fiquei muito feliz de ela ter aceitado ir lá se encontrar comigo.
Eu esperava, enquanto que Seu João se arrumava para ir a Barra Longa, eu disse a ele:
- Ela está vindo Seu João, eu não me lembro muito do rosto dela, ouvir aquela voz linda de perto, que voz! 
Alguns minutos se passaram, eu não lembrava como ela era, apenas a imaginava pela sua linda e suave voz, e alí estava começando algo novo e diferente de tudo o que eu vivi, e tudo o que sonhei estava para acontecer, viver um grande e verdadeiro amor...



I Want to Know what Love Is 

(Eu quero saber o que é o amor) 
Foreigner.

...Passaram alguns minutos e eu avistei ela vindo e disse para Seu João:

- Lá vem ela, e é linda...
Ela vinha andando, com o neném no colo, ela não caminhava, desfilava com um andar lindo, cabisbaixa e tímida, parou perto de mim eu disse:
- Oi! Até que enfim nos encontramos...
- É...
- Esse é o neném que você toma conta?
- É...
- Vamos alí na lanchonete tomarmos uma cerveja e conversarmos...
- Eu não bebo...
- Tomar uma Coca-cola...
- Não tenho que voltar...
Ela falava de cabeça baixa, não conseguia encarar os meus olhos, estava muito vergonhosa, mas aquela alí me ensinaria o que era o amor, algo que eu estava a muito tempo procurando...
- Será que não pode ficar só mais um pouquinho, para nos conhecermos melhor? Nem conversamos ainda...
- Tenho que ir! Ela dizia repetidamente.
- Pelo menos posso acompanha-la?
- Pode.
Fomos andando, conversando, a cada passo que dávamos, eu a reparava, suas especialidades e diferenças das outras garotas. sua humildade, sua franqueza, sua voz linda e suave, seu andar, que realmente ela não andava, desfilava, o jeito que me olhava timidamente e seu jogo duro, estava sendo difícil. Eu disse:
- Será que podemos nos encontrar mais vezes? Quero te conhecer melhor...
- Não sei...
Sentávamos no banco da pracinha, perto de onde ela trabalhava, eu segurava em sua mão, o neném entre nós impedia de eu sentir melhor o calor de seu corpo. Eu olhava diretamente em seus olhos, até que surgiu o primeiro beijo, nossa! que beijo, os lábios mais gostosos que já beijei, o melhor beijo que já tinha dado na minha vida, caliente, e olha que foi rápido, ela disse:
- Você deve ter várias namoradas por aí, a cada lugar que vai...
- Se você gostar de mim o bastante, pensar só em mim, eu só terei você, certo?
A principio ela era mais uma menina que eu ficava, mas ela era diferente, como se eu a conhecesse de algum lugar, eu ficava com outras meninas na época, mas estava para mudar tudo, eu ainda namorava Janaína em Friburgo.
- Vamos ficar só nos encontrando nesta pracinha? Ela perguntou.
- Não, a gente pode marcar um dia para sairmos, você aceita?
- Não sei... Aceito.
Arrumar um dia para sairmos juntos, isso era um obstaculo, pois na hora que eu podia que era cedo, de dia, ela não podia, estava trabalhando, a noite eu não podia, pois eu só passava alí por Mariana de dia, pois eu ia para Belo Horizonte, pois era lá que eu dormia e na época ficava. Mas Deus sabia o que estava fazendo, e tudo aconteceria no seu devido tempo. Ia começar em minha vida algo que eu sempre sonhei, e viveríamos intenssamente aquele amor, e minha via se transformaria num paiol de emoção, Nos despedíamos.
- Tenho que ir. ela disse.
- Como se chama? Teka é apelido, não é?
- Meu nome é muito feio...
- Fala pra mim, eu não vou rir, não precisa ter vergonha.
- Meu nome é Senhorinha, esquisito, não?
Senhorinha... Seu nome é lindo, juro, não tô falando só para te iludir não, combina com você, com seu jeitinho, você tem quantos anos?
- Adivinha?
- Uns dezesseis...
- Credo! Não, vou fazer vinte anos, e você? Quantos anos tem?
- Vinte e um...
- Não parece, parece que tem menos. É já vou...
- Posso te ver outras vezes?
- Pode.
Nisso eu fui com ela até a entrada da rua onde ficava a casa que ela  trabalhava, a beijei, ela me deu tchau e se foi, de longe eu a via entrar no portão da casa, e eu acenava com a mão o ultimo tchau daquele dia (será)
Logo Seu João aparecia no posto do Raul para me pegar e me perguntava:
- E aí como é que foi?
- Nossa Seu João, ela é diferente de todas as meninas que fiquei, ela é a que tem o melhor beijo, caliente...
Seu João foi  um dos personagens principal dessa história, eramos parceiros de estrada, conversávamos sobre tudo na vida, ele era a minha família na estrada, pois ficávamos muito tempo longe de nossas famílias e de nossa cidade.
Passamos pela casa de Dona Elizete aquele dia e depois iriamos para BH, Marisa me perguntava sobre o meu encontro com Teka, conversávamos:
- Marisa, sabe com quem estive hoje?
- Com quem?
- Teka!
- Tá brincando, me conta menino, como foi?
- Estamos namorando ué, ela é demais, diferente, parece que ela é muito triste... Senhorinha, um nome indefinido, mas combina com a delicadeza dela.
Teka naquela época tinha o semblante triste, pois ela tinha sonhos, e já tinha passado maus momentos na vida na questão financeira ela já tinha passado muita necessidade e no amor ela procurava alguém que lhe fizesse feliz o qual ela se entregaria de corpo e alma. Pois os rapazes que apareciam não era o homem certo, só pensavam em seu corpo, e tinham ciumes, ela se guardava para o homem de sua vida, o qual Deus estava trazendo para ela. Ela continuava a sonhar, e eu estava chegando.
Os céus naquele dia fizeram festa, pois ali eu encontrava a menina de meus sonhos da minha vida, aquela que não tinha um nome definido, por isso que em minhas histórias lhe chamava Márcia, enquanto que os céus estava em festa pelo nosso encontro, o mal estava furioso, pois nosso amor é sobre natural e vem de Deus. Senhorinha era o sinal dentre muitos que aponta ela como a mulher da minha vida. 


Dream on
Continue sonhando
Nazareth.

Nessa época eu ouvia muito Nazareth, eu comprei uma fita dessa banda e depois que comecei a sair com Teka, eu comprei uma outra e dei para ela, foi Nazareth e Amado Batista o qual também passei a apreciar e compramos duas fitas uma para cada um, musicas que tinha tudo a ver com a gente as quais mais ouvíamos quando namorávamos.

Senhorinha um nome diferente indefinido, combinava com o jeitinho dela e na época me fazia lembrar da musica do Zé Geraldo e que também eu e Seu João ouvíamos muito "Senhorita"





Senhorita 

Zé Geraldo...
.
..Naquele dia não demoramos muito  na casa de Dona Elizete, logo partíamos para Belo Horizonte, pelo caminho fui falando o tempo todo nela, daquela que estava entrando em minha vida e não seria como as outras, entrar e sair ela seria diferente. Naquele momento nem eu nem Seu João estávamos entendendo, pois eu estava sentindo algo diferente que nunca tinha sentido antes, até Seu João notava. Pois eu só falava em Teka...
Chegávamos em Belo Horizonte, já eram mais ou menos umas 18:00 horas e já estava escuro, deu uma saudade dela, da sua voz, fui até o orelhão ligar para ela...
5.5.7.1.4.5.9
Triimm, triiimmm, o telefone toca insistente....até que uma voz atende, uma voz linda e suave, a mais bela de todas, era ela, Senhorinha Teka....
- Teka?
- Sim...
- Adivinha quem está falando?
- Heziel?
- Acertou, eu estava com saudades e resolvi te ligar..
- Nós nos vimos hoje cedo e já está com saudades?
- É claro, dessa sua voz maravilhosa, eu daria tudo para estar aí com você, mas não posso, mas logo estarei aí com você, se você quiser né...
- É claro que eu quero.
Mas as coisas eram difíceis demais, nem tudo saía como queríamos.
No mês de julho, todos os nossos encontros foram rápidos, pois eu e Seu João só passávamos lá, ele ia ver sua namorada rapidamente, pois ela era casada, e eu ia me encontrar com Teka rapidamente, nem dava para conversarmos direito. Num dia, o qual não me lembro direito, só sei que foi perto do final de julho de mil e novecentos e noventa e seis, que Senhorinha me disse:
- Nós só vamos ficar nos encontrando aqui, rápido, será que você nunca vai ter um bom tempo para sairmos?
- Teka, eu faço o possível para poder arrumar um jeito de estar sempre aqui, minha vida é agitada demais, não sou daqui, minha família é de longe, mas pode deixar, vou dar um jeitinho de arrumar um dia para sairmos.
- Será?
Eu voltava para Belo Horizonte, e no caminho eu ia pensando sobre aquilo que eu e Teka conversamos, doía dentro de mim, pois ela era especial e nem tempo para ela eu tinha. Eu começava a sentir algo diferente, algo que eu nunca tinha sentido antes. eu e Seu João conversávamos.
- Não sei, mas essa menina mexeu comigo...
- Vocês vão acabar se casando...
- Que isso! Também não né!
- Falta é tempo Seu João para eu ficar com ela, para sairmos...
- Ué, final de semana, sábado e domingo, você vai para Mariana e fica com ela...
- Mas as cobranças?
- Pode deixar que eu me viro, e também alguns finais de semana vou para Friburgo, não tem cobrança, ai você vai para lá, e quando eu voltar de Friburgo eu passo em Mariana para te pegar, isso quando eu for para Friburgo, caso contrário, eu te levo lá nos finais de semana, depois você volta para BH de ônibus.
Eu resolvia seguir os conselhos de Seu João, e logo, logo colocaria em pratica.
Em BH, eu já tinha terminado com aquelas meninas todas, a mais difícil foi Cida que ficava no meu pé, e no futuro traria um pouco de problema para mim. Só restava a namorada de Friburgo, Janaína, que também seria cortada para sempre de minha vida, e deixaria lugar só para uma: Em especial...


                                                   Teca - Senhorinha...
Eu estava preste a viver um grande amor como sempre sonhei, alí em BH a solidão me pegava, e num dia chuvoso eu ficava imaginando ela, Teka, e o que estava acontecendo comigo, que menina era aquela que estava me fisgando de um jeito que me fazia esquecer tudo, até de minha cidade, minha família, meus amigos e minha namorada, eu sentia uma saudade tão grande de Teka que as vezes chorava.



Crying The Rain 

( Chorando na chuva)
 A-ha...

Essa musica também fazia parte de um belo comercial do chocolate Laka, e eu viria mais para frente a brincar com Teka lembrando desse comercial.


Mariana - Minas Gerais - Sábado - 03 de agosto de 1996...


Era um dia de sábado, eu e Seu João nos encaminhávamos para Mariana, eu já tinha planos em mente, de ficar lá para sair com Teka.




Anunciação 
Alceu Valença.

Chegávamos em Mariana, parávamos num posto de gasolina, Seu João ia se ajeitar para se encontrar com Elaine, enquanto que eu ligava para Teka e a chamava para uma conversa na pracinha. Fui até seu encontro, chegando na pracinha não esperei muito, logo ela vinha, linda e maravilhosa, com seu andar sex, desfilando, me olhava dentro dos meus olhos, atingindo o meu coração. Chegava perto de mim e dizia com sua linda voz:

- Oi!
- Oi, estava com saudade de você, estava com saudade de mim? Eu perguntei.
- Estava...
- Tenho uma noticia para te dar, e eu acho que você não vai gostar. Eu disse.
- É...Qual é a noticia?
- Eu vou ficar hoje em Mariana para sairmos juntos, o que você acha?
- Puxa que bom, até que enfim.
- A que horas eu posso te pegar?
- Ah, me pega ás 20:00 horas aqui nessa praça...
Ficamos mais um pouco juntos, ela tinha que voltar para o serviço, mas já estava combinado de a noite nos encontrarmos e ia ser uma noite e tanta.
Fui para casa de Cindy e Marisa, Seu João estava resolvendo a vida dele, enquanto eu ficava na casa delas, esperando as horas passarem, eu estava ansioso para chegar logo a noite, para me encontrar com Senhorinha, eu conversava com Marisa:
- Ah Marisa, Teka é tão diferente....
- Tá apaixonado hein?
- Que isso! Apenas ela é diferente.
É, mas meu coração não achava só isso, havia algo mais.
Dona Elizete me dava almoço e me perguntava:
- Ziel, você vai ficar aqui em Mariana hoje para sair com Teka, e vai dormir aonde?
- No hotel, amanhã cedo volto para Belo Horizonte.
- Se você quiser pode dormir aqui...
- Vou dormir no hotel Dona Elizete.
Eu não aceitava, pois eu chegaria muito tarde da noite, e não queria incomoda-los.
Logo a hora chegava onde eu queria, já estava perto da hora do nosso encontro, eu descia com ansiedade o maravilhoso bairro Cabanas em Mariana, já estava escuro, eu passava pelo posto do Raul e comprava umas balas e uma fita, e seguia para perto da pracinha. Fiquei parado num lugar escuro, quando avistei um vulto vindo, era ela, linda, com um andar lindo e sex, com um sapatinho preto, uma calça jeans (Vento Livre) colada no seu lindo corpo escultural, uma blusinha branca com um coletinho jeans por cima. Ela como sempre e até hoje vinha sorrindo, eu a abracei e a beijei, eu disse a ela:
- Está muito linda, e sem aquele neném para nos atrapalhar...
- Vamos sentar alí no banco da pracinha. Ela disse.
Fomos, eu sentei, ela se sentou bem perto de mim quando começou com uns papos estranhos. Ela olhava dentro de meus olhos, ela me disse:
- Heziel, você viaja muito por aí, e é difícil de estar aqui...
- O que tem isso?
- Você não acha melhor sermos amigos?
- Que? Amigos? Amiga eu já tenho muitas, já tenho Cindy e Marisa, por que isso agora, hein?
Aquilo me assustava, eu não queria perde-la, como perdi muitas coisas na vida. Ela continuava a falar.
- Você é de longe, e talvez não está me levando a serio.
- Alguém te falou alguma coisa? Foi Marisa que encheu a sua cabeça?
- Não! Ninguém me falou nada, é que eu não quero me dar mal, você deve ter outras namoradas...
- Eu já te falei sobre isso Teka, se você me amar de verdade, eu só terei você, e mais ninguém. Puxa, faço maior sacrifício para vim ficar com você. Eu era para estar em Belo Horizonte, lá tem várias meninas me querendo, e onde estou? Aqui com você escutando essas coisas. Eu ia até dormir naquele hotel alí do posto  do Raul, já não vou mais, vou e voltar agora para BH, que amanhã tenho que ajudar Seu João nas cobranças; Puxa, todas as garotas dizem isso, se eu não tiver uma chance... Vou me embora, me da licença!
Eu pedia para ela tirar sua perna que estava em cima da minha, para eu ir embora e nunca mais voltar a vê-la, mas quando eu ia saindo, ela me agarrava e  me dava um beijo em minha boca, não um simples beijo, mas um beijo queimando de paixão e me dizia:
- Não vai! Fique, apenas estou com medo de você me enganar, de me enrolar. Ela disse.
- Não pense assim e vamos aproveitar essa noite, te quero muito...
- Vamos aonde?
- Vamos para o Centro de Mariana.
E aquela noite foi muito especial, fomos andando de mãos dadas, eu lhe oferecia uma bala e ela aceitava. E desde aquele dia se iniciava um grande romance quente e fervendo.
Passamos pela praça, tinha muita gente lá, fomos andando, de mãos dadas, conversando, e a cada passo eu  a conhecia melhor  pegamos a linha de trem e fomos caminhando nela, até que chegamos num lugar onde ficavam trens parados e lá encontramos  a " A Maria Fumaça - 1170 - Leopoldina" Um trem antigo, que naquele momento passaria a fazer parte de nossa vida, foi muito importante para nós, para o nosso amor. Chegando perto dela eu dizia:
- Nossa! Uma Maria Fumaça! Bem Antiga...



1996...
2017... 

Hoje ela está restaurada e faz parte do acervo da VFCJ - Viação Férrea Campinas/Jaguariúna.




- Eu nunca tinha vindo aqui, e nem sabia que existia esse trem aqui. Disse Teka.
Então entramos na Maria Fumaça e ficamos lá dentro por algum tempo namorando, não era um namoro desses comuns, era quente, como se eu e ela já nos conhecêssemos a muito tempo atrás. Eu sabia os meus limites, e eu respeitava quando ela dizia não. Nosso relacionamento não só estava sendo baseado em beijos e abraços, e olha que eram caliente, e nem em sexo, a gente cuidava um do outro, como se já nos conhecêssemos, e eu por mais que ficava exitadão com ela, eu teria paciência em espera-la, e a amava acariciando o seu rosto, e olhando no fundo de seus olhos e como se eu estivesse vendo o passado e o futuro alí, e como nunca tinha acontecido antes, eu sentia algo diferente em meu peito, uma vontade de estar sempre dela, como se ela fosse parte de mim, como um braço, se eu ficar sem ele vai fazer uma falta danada. Depois saímos e fomos ao ginásio poliesportivo de Mariana, conversávamos muito, sobre muitas coisas, e numa conversa Teka me perguntou sobre minha família:
-  E sua família? Sua mãe, seu pai?
- Minha mãe é separada de meu pai e só tenho um irmão que é caminhoneiro...
- Queria conhecer sua mãe, sua família...
- Não! Eles moram longe, não dá, e minha mãe é muito chata.
Eu não falei muito de minha família. Saímos do ginásio e fomos para praça, passávamos pela linha de trem, Teka se equilibrava  nos trilhos, e eu a perguntei:
- Você tem medo do perigo? Gosta de aventuras? Rodar esse mundão todo?
- Gosto, tenho vontade de sair viajando por aí...
Isso me fez lembrar outras garotas que me disseram que não gostavam, uma delas era recente Janaína, que me esperava em Friburgo, um dia eu fiz essa mesma pergunta a ela, e ela me decepcionou.
Essas coisas me faziam eu ter a certeza que ela era diferente, especial, que nenhuma menina que passou por minha vida, ou exista, chegue aos pés dela.
Fomos andando, brincando, como se a vida não houvesse dificuldades, só felicidade. Passamos pela praça, tinha muita gente lá, musicas tocavam, eu segurava na mão dela, dançávamos, brincava com ela, e aquele rosto que antes era triste eu via sorrir, de um rosto triste nascia um belo sorriso. Parávamos para namorar, seus beijos, seus carinhos, seu jeitinho, nossa! Me deixavam louco.
Já tarde, ela pedia para irmos embora, seguíamos em direção aonde ela ia ficar. Minha vontade não era aquela, de ela ir para um lado e eu para o outro, eu queria ficar juntinho dela. Chegando perto ela me disse:
- Tenho que dormir que amanhã tenho que acordar cedo para ir para Diogo de Vasconcelos, tem festa lá, e é perto da onde eu moro, o ônibus sai ás 06:00 horas da manhã, vão comigo?
- Não vai dar, tenho que voltar para Belo Horizonte, amanhã cedo.
- Puxa, a festa lá fica boa...
- Eu estou hospedado alí no hotel do posto do Raul, vou pra lá agora.
- então já vou, tenho que dormir.
- Você gostou de ter saído comigo?
- Claro!
- Vamos ter outras, essa semana eu apareço por aqui. Te adoro Teka!
Então nos beijávamos e nos despedíamos, aquela noite foi maravilhosa.
Fui para o hotel, eu sentia uma tristeza e ao mesmo tempo felicidade. Eu deitava, só a solidão tomava conta de mim e eu não parava de pensar nela. Logo o sono veio e eu dormi, a noite  passou como um cometa, rápida, logo amanhecia o dia, eu acordava, olhava no relógio e já eram quase 06:00 horas da manhã, foi quando me lembrei que o ônibus que Teka iria, sairia ás 06:00 horas, fui ao banheiro e lavei o rosto mais ou menos, eu já tinha pago a diária, saí em disparada para o ponto que era em frente ao hotel, não  via movimento nenhum, fiquei triste, meu coração doía, naquele momento eu não sabia, mas já estava amando, o milagre do amor acontecia comigo, eu imaginava que o ônibus já tinha ido embora, sentia um aperto no coração, pois eu queria vê-la novamente.


The Miracle of Love

 ( O Milagre do Amor)
 Eurythmics.

Eu olhava aquele patio vazio e sentia um vazio dentro de mim, como eu gostaria de vê-la novamente, e logo veio a esperança, Rosa, irmã de Teka aparecia com seu filho Marlom e acompanhada de sua prima Marlene, eu estava de longe, encostado a entrada da lanchonete que ainda estava fechada. Eu observava, nem sinal de Teka, até que meu coração disparava, ela aparecia indo em direção a sua irmã, eu a olhava de longe, a cada passo, esperando que ela me visse, Marlene sua prima que já tinha me visto, disse para Teka:
- Olha lá o seu namorado, Teka...
Ela me olhava sorrindo, e veio em minha direção. Chegando perto de mim, ela disse:
- Ué! Você não ia para Belo Horizonte?
- Eu ia, mas a saudade não deixou, pensei em você a noite toda, e resolvi te ver agora de manhã.
- Puxa, eu não esperava...
- Não ficou feliz?
- Claro que fiquei, vamos para festa? Daqui a pouco o ônibus estará aqui...
- Pode?
- Claro! Tem que ver se tem vaga né?
- Dormiu bem essa noite? Eu a perguntei.
- Dormi...Olha lá ônibus!
- Será que tem vaga?
- Vamos lá ver...
Então fomos, tinha vaga, entramos e sentamos, ela foi do lado da janela, e eu no corredor. Ela estava com um walkmam e uma fita dos falecidos Mamonas Assassinas, e eu tinha uma fita da novela o Rei do Gado, fomos ouvindo essas fitas, cada um com uma parte do fone no ouvido. Conversávamos, enquanto lá atrás do ônibus nas ultimas poltronas, rapazes e moças cantavam uma antiga modinha:
-"Fui no tororó, bebe água não achei....
E uma das musicas da fita da Novela o Rei do Gado que nos marcou aquele dia foi " Sem Medo de ser Feliz " de Zezé di Camargo & Luciano.


Sem Medo de Ser Feliz

 Zezé di Camargo & Luciano.

Teka estava voltando de um romance meio conturbado com Valmir que não deu certo, e aquela musica vinha a calhar certinho.

Alí no ônibus eu e Teka estávamos bem juntinhos, a viagem estava sendo maravilhosa, primeira vez que eu ia a Diogo de Vasconcelos, isso me fazia pensar que quando eu e Seu João viemos por aquelas bandas a primeira vez, entramos em tudo quanto era trevo, mas no trevo de Diogo não entramos, e olha que o trevo de Diogo fica junto ao trevo de Acaiaca/Barra Longa, sentido contrario, mas só fomos a Acaiaca e barra Longa, hoje eu sei por que não fomos lá, por que a primeira vez tinha que ser com Teka, Deus sabe de todas as coisas, e naquele dia alí eu estava indo para Diogo de Vasconcelos com Teka, uma menina que estava mexendo com o meu coração e com a minha vida.
Eu perguntei a Teka:
- Tem fotos aí para eu ver?
- Tem, mas está com meu ex namorado...
- Está com seu ex namorado?
- Ele está em algumas fotos...
- Ah! Pensei que as fotos estavam com ele aqui no ônibus, não tem problema se ele está nas fotos, posso vê-las?
Então ela me entregava o álbum, eu via cada foto, reparando os detalhes, ela linda, as fotos não eram antigas, eram de uns dois a três meses atrás, e nas fotos ela estava com os cabelos compridos, pois comigo alí ela estava com o cabelo curto. Uma das fotos  a qual era a mais bonita, e na qual ela estava sentada comendo uma maça, ela me deu essa foto. O ex namorado dela não era bonito, ela me contava sua história com ele, o qual se chamava Valmir, não foi uma história bonita, foi regada de brigas e ciúmes, a maioria vindos dele, um namoro sem graça. As fotos no futuro seria rasgada por Teka, eu não ligava, mas ela depois quis rasga-las, as que tinha ele, por mim poderiam guarda-las.
O milagre do amor estava acontecendo com a gente, como se eu e ela já nos conhecêssemos, nos entendiamos muito bem. A viagem seguia maravilhosamente bem, trocávamos carinhos, o ônibus seguia seu destino o qual estava quase ao fim.
Poeiras eram levantadas na estrada de chão. eu a beijava, minha felicidade era grande de estar alí com ela. Logo já se avistava a pequena cidadezinha de Diogo de Vasconcelos.
O ônibus encostava, haviam muitos outros ônibus de vários lugares. Aquela festa era famosa por lá. Saíamos de mãos dadas, ela dizia:
- Vamos a casa de minha tia, é logo alí, para deixar as coisas.
Fomos para casa de sua tia, chegando lá entramos, deixamos as coisas, Teka e sua tia conversavam no quarto, enquanto que eu a esperava na sala, eu escutava de lá:
-  Teka, esse cara é seu namorado?
- É tia...
- Ele é de onde?
- Do Rio de Janeiro...
- Que! Rio de Janeiro? Você conhece a família dele? São boa gente?
- É tia, ele é legal.
Não demoramos muito, logo saímos, fomos dar umas voltas para comprar um filme para tirarmos retratos, e voltaríamos, pois Teka ia tomar banho e íamos almoçar.
Rodávamos pela cidade, ela me mostrava algumas coisas, compramos o filme e a coloquei na máquina e continuamos a passear, paramos numa barraca de fitas e comprei três fitas para ela, Malhação, "Amado Batista" e Nazareth, e fomos para a praça onde havia um coreto, e foi nessa praça onde tiramos a nossa primeira foto juntos. Pedi um rapaz o qual veio no ônibus junto com a gente para bater a foto de eu e Teka sentados, bem juntinhos e abraçados no banco da praça. Depois que ele bateu a foto eu o agradeci e tirei uma foto dele e de seus amigos.



                     04.08.1996 Nossa primeira foto juntos.


Voltávamos para casa da tia da Teka, a qual chamávamos de Tia Preta, esposa de Gustinho, que nessa época ainda era vivo. Chegando lá havia dois caras na porta, com uma moto se limpando da poeira da estrada, entramos para casa, foi quando sua tia disse que um dos caras era o seu primo Geraldino, Teka tinha entrado sem repara-los, depois que foi la vê-lo e conversar com ele, voltou até a mim e pediu se poderia tirar uma foto deles para dar a sua irmã Neide, os quais já foram namorados. Eu não fui muito com a cara deles, pois eram metidos, Teka tirava a foto de pois eles iam para a festa. Teka foi tomar banho enquanto que eu esperava junto a sua irmã Rosa que cuidava de seu filho Marlom.
Teka depois de tomar banho fomos almoçar. Depois do almoço, Teka foi terminar de se arrumar enquanto eu a esperava  na porta da casa, foi quando eu vi um casal de namorado vindo em direção da casa, a menina parecia muito com Teka, imaginei ser sua irmã, e era, Soninha  a irmã mais nova das mulheres com seu namorado Denílson, hoje  já falecido.
Fomos todos para festa, tinha muita gente lá. Ouvíamos musica pelo Walkmam, eu e ela cada um com uma parte do fone no ouvido, ouvíamos de vez enquanto as fitas de Nazareth e Amado Batista, musicas que tinham tudo a ver com gente. Logo nos encontramos com sua mãe, Tereza e seu irmão caçula Divino, Teka me apresentou a eles, parecia que já nos conhecíamos, o jeito que conversávamos, ficávamos conversando, sua mãe até endireitava minha camisa. Tiramos retratos.



04.08.1996 Teka beijando sua mãe, junto com seu irmão Divino, suas irmãs Rosa e Soninha.

Fomos andar pela festa, muitas meninas me olhavam, mas eu só pensava numa só, Teka, a  qual estava alí do meu lado. As musicas de Amado Batista mexiam como nossos corações, as quais no passado antes daquele dia alí eu não gostava, e o clima em que estávamos vivendo eu passei a aprecia-las, pois suas letras eram lindas e tinham tudo a ver comigo, com ela, com nós dois juntos e o momento em que estávamos vivendo.




"Sonho Dourado" 

Amado Batista 1996 
As letras tinha tudo a ver conosco...

Verdadeiramente essas musicas se tornaram a trilha sonora de nossa história e nosso romance...

"Cuida de Mim" 

Amado Batista 1996 
Trilha sonora de nossa história...

Nosso romance era embalado com essas lindas canções que marcou a nossa vida...




"Somente Pra Você" 

Amado Batista 1996 
Eu viveria somente para ela...

Eu começava a descobrir um sentimento diferente em mim, aquilo que eu tanto buscava começava a crescer dentro de nós, e viveríamos um grande amor.



"Pra que Tentar Fugir de mim" 

 Amado batista 1996 
 Ela já estava amarrada em mim e eu nela, não adiantava fugir disso.

Quando estávamos longe um do outro, ouvíamos essa musica, quando ela esperava o telefone tocar com uma ligação minha. A saudade de estar um longe do outro doía muito. Essas foram as principais musicas de nossa história, tinha outras musicas lindas de Amado Batista, que eu passei a gostar, aí comprei outras fitas dele. E ele passou a fazer parte da trilha sonora de nossa história, principalmente "Sonho Dourado" que foi a numero um de nossa história, sua letra batia certinho para o que estávamos vivendo.
Depois alí na festa conheci seu pai, que estava com alguns amigos.
Andávamos pela festa, parávamos num bar onde estavam Rosa e aqueles dois caras cujo um deles era primo dela e o outro Nelson que não era nada, ou queria ser, pois não tirava os olhos de Teka, mas ela não estava nem aí para ele. Conversou um pouco com sua irmã e eles e depois fomos. Fomos para outro lado, para dentro da igreja de São Domingos de Gusmão, uma igreja linda, enorme a qual seus pais e seus irmãos já casados, casaram alí, e era o sonho dela casar alí também. Lá estava enterrado o Padre Arlindo, o qual era o motivo daquela festa, pois achavam que ele fazia milagre. A igreja estava cheia de gente e muitos deles colocavam dinheiros no tumulo do falecido padre, e eu observava aquilo tudo, a idolatria daquele lugar, a fé que eles tinham num morto, colocavam dinheiro e documentos no tumulo, esperando alcançar milagres, ignorância daquele povo, os quais não conheciam o Deus verdadeiro, adoravam a criatura, não o Criador, ainda mais um homem morto, de vez de adorar a Cristo que morreu por nós e ressuscitou. Era muito dinheiro lá que teve um momento lá que até pensei em catar um pouco, mas alguém ia ver, pois estava muita gente envolta do tumulo, ai eu deixei pra lá.



04.08.1996 Igreja de São Domingos de Gusmão em festa.


Alí eu só conhecia Teka, o resto era todo mundo estranho para mim, era a terra dela, seus amigos, seus ex namorados, seus conhecidos e seus parentes, poderiam estar todos alí, principalmente algum ex namorado, e isso  me dava medo, medo de perde-la, mas não, ela já estava ligada em mim, mesmo que naquele momento ainda não sabíamos, mas já estávamos interligados e não tinha como voltar atrás.



Eu, Heziel. 04.08.1996 Teka que tirou essa foto.



Eu e Ela 04.08.1996 - "Miracle of Love" (Milagre do amor)

As horas passavam, já estava quase na hora de voltarmos para Mariana. Fomos acompanhar sua mãe, seu irmão, sua irmã e o namorado dela que estavam indo embora, e os acompanhamos até certo ponto, pois a casa de Teka ficava a uma hora a pé dali de Diogo e estavam indo a pé e não iriamos lá, só fomos até certo ponto com eles. Teríamos que voltar para Mariana. Despedíamos deles, não era aquele dia que eu ia conhecer a casa de Teka. Ficamos mais um pouco na festa e depois fomos a casa da Tia Preta pegar nossas coisas e depois ir para o ônibus. 
Na minha cabeça estava  um pensamento, como se alguma coisa me falasse  que eu nunca mais iria voltar alí em Diogo de Vasconcelos, é parecia que aquele sonho iria acabar, como tudo  se acaba. Eu achava que Teka ia ser igual as outras  meninas, entrar e sair de minha vida e nunca mais voltar, só que essas outras meninas nada significaram para mim, mas ela a Senhorinha era diferente, alguma coisa ia acontecer em minha vida, e ia muda-la totalmente, uma mudança que nem se quer eu ou ela imaginávamos. Musicas do Nazareth que também embalavam aquele nosso romance, "Dream on" que já postei aqui e outras lindas...




Where you are now 

( Onde está você agora) 
Nazareth 

Musicas para todos os momentos de nossa história, juntos, longe pensando um no outro, com dificuldades etc.




Love Leeds to Madness 

( Nosso Amor leva a Loucura) 
 Nazareth

Quando estávamos vivendo intensamente o nosso amor, e fazíamos loucuras e sonhávamos juntos...


Love Hurts 

( O amor machuca) 
Já postei antes. Nazareth 

Para quando estávamos longe um do outro e acontecendo coisas estranhas para destruir nosso amor, pois hoje sei que nosso amor é de Deus, e satanás ficava furioso em nos ver feliz...


Moonlight Eyes

 (Olhos enluarados)
 Já postei antes Nazareth 

Quando estávamos bem juntinhos namorando, eu olhava dentro de seus olhos os quais são lindos como luar, e na hora da nossa despedida, que era difícil de se despedir um do outro. Essas e outras cancões do Nazareth que marcaram nossa história e temperavam nosso romance.
O filme da maquina tinha chegado ao fim, depois de muitas fotos tiradas as quais guardei com muito carinho até o dia da tragédia 12.01.2011, algumas deu para salvar, outras se perderam, mas tem os negativos e vou tentar recupera-los, graças a Deus algumas eu já tinha salvo no computador. O filme eu deixava com Teka para ela revelar e ficar com as fotos e depois me dar os negativos para eu revelar para mim.
O ônibus ligava o motor, já tínhamos nos despedido de seus tios e já nos encaminhávamos para o ônibus, entravamos, ela sentava do lado da janela e eu no lado do corredor, ouvíamos walkmam, cada um com a parte do fone no ouvido, ouvíamos a fita de Amado batista, com suas lindas canções que marcaram essa nossa história juntos. O ônibus partia e eu via pela janela do ônibus as ultimas paisagens de Diogo de Vasconcelos. - Será que eu voltaria alí?  O ônibus seguia viagem e dentro dele um casal de namorados inspirados pelas musicas que ouviam e pela vontade de se amarem, se beijavam, se acariciavam loucamente.
                                                       "Sonho Dourado"
Dentre muitas essa era a canção  que ouvíamos que a letra falava certinho para nós, pareciam ter sido feitas para nós. Amado Batista e Nazareth, esse dois marcaram nosso romance, e alí dentro daquele ônibus ouvíamos as cancões deles e nos amávamos
O ônibus seguia viagem, eu queria que a hora custasse a passar para  que pudéssemos ficar mais tempo juntos.
Aquele dia eu lembraria para sempre, como uma cicatriz, jamais esqueceria, momentos tão bons.
O ônibus chegava a Mariana e subia para o bairro do Cabanas, logo ele parava na entrada da rua da casa de Dona Elizete, não ficamos muito tempo lá, pois eu tinha que ir para BH naquela noite, e queria ficar mais um pouco com Teka. Conversamos um pouco com o pessoal da casa e logo descemos.
A felicidade tomava conta de nós, mas a tristeza começava a doer, pois a hora de eu partir se aproximava.
Parávamos na esquina da rua onde Teka trabalhava, estávamos bem juntinhos, cada um estava com a parte do fone no ouvido, ouvíamos lindas musicas de Amado Batista, suas musicas e as do Nazareth, foram a trilha sonora de nossa história e do nosso amor. Nos beijávamos e nos acariciávamos, eu não queria ir embora, queria ficar naqueles braços.  Davamos beijos demorados, nosso amor ardia, pegava fogo, eu a acariciava, a beijava, mas a hora passava e eu tinha que pegar o ônibus ás 21:30 horas para BH e já estava quase dando 21:15 horas, eu ameaçava ir, mas ela me puxava de volta, eu não queria ir. Aquele domingo 04 de agosto de 1996 eu não esqueceria nunca. Já eram 21:15 horas e eu tinha que ir, nos despedimos com dificuldades, com tristezas pois eu não queria ir, não queríamos nos largar, eu a abraçava forte a beijava demoradamente e seguia minha mão deslizando meus dedos em seu braço até pegar a sua mão e a beijar novamente e segurar na pontinha de seu dedo e a despedir. Ela seguia em frente, eu a via entrar no portão e desaparecer, eu  triste e no mesmo tempo feliz, saía em disparada para a rodoviária, depois daquela apaixonante e dolorosa despedida, faltando poucos minutos para o  ônibus partir para BH. Pelo caminho para rodoviária eu encontrava Cindy e sua prima Vanderleia que também iam para rodoviária e as acompanhava, chegando na rodoviária logo o Pássaro Verde encostava (o ônibus que tinha esse nome que até um poema eu fiz que mais para frente escreverei aqui)  eu me despedia de Cindy e Vanderleia e embarcava no ônibus. Dentro dele a tristeza era maior ainda, eu escutava as musicas de Amado Batista Nazareth em minha mente, principalmente "Sonho Dourado" a qual as letras tinham a ver com eu e ela.

                                    Sonho Dourado


                      "Tudo o que faço, e que não faço é por amor por                                   você,

                                mais do que eu, ninguém ama, duvido e pago pra ver.
                                Se eu sou louco é muito pouco na frente dessa paixão, 
                                venho de lá da saudade, eu venho da solidão.
                                Cadê minha estrela? Do meu brilho encantado, meu Sonho Dourado
                                vem  logo acender.
                                Cadê o seu corpo, que eu tanto preciso...
                                Cadê seu sorriso...
                                Cadê meu amor minha vida...
                                Cadê você?
                                Dessa paixão sem juízo, eu preciso de mais,
                                por que o amor do seus olhos é luz que me acende.
                                Cadê minha Estrela?
                                Você é o meu Sonho Dourado, Eu quero você!"

Era como se tivesse um gravador em minha cabeça, eu lembrava de nossos momentos juntos...

- Ah! Pássaro Verde! Por que me afastaste dela? Não me deixe ficar sem ela.
Eu estava triste por estar longe dela, mas também estava feliz por tê-la e sentir por ela o que eu estava sentindo, um sentimento que nunca sentir por ninguém antes. Algo estava nascendo em mim e com o tempo as coisas iam acontecendo, e minha vida mudaria muito de acordo com esse tempo.
Eu chegava a Belo Horizonte e já passavam dás 00:30 horas da madruga, eu pegava um ônibus que passava perto do Bairro Letícia, onde ficava o depósito, onde eu e Seu João dormíamos. Chegando lá, Seu João abriu o portão pra mim e fomos dormir.
Feliz eu estava, no outro dia eu contava para Seu João os bons momentos que tive com Teka.
Aquela semana passava, eu e Teka já tínhamos falado por telefone e tínhamos marcado para nos encontrarmos no sábado ás 21:00 horas. A semana se passou e logo já era sábado, dia dez de agosto de 1996, eu e Seu João trabalhamos rápidos, para de tarde eu ir para Mariana. O dia passou e logo já era de tarde, eu ia de ônibus para Mariana. Fui para rodoviária, comprei a passagem, o ônibus ia sair ás 18:00 horas e ainda era cedo, então fui andar pela rodoviária, passei por uma loja e comprei um presente para Teka, um bonequinho, e um gibi da turma da Mônica. Eu nem imaginava o que estava para acontecer...



                    Bonequinho que comprei para ela dia 10.04.1996, até hoje ele está conosco, sobreviveu a tragédia do dia 12.01.2011.


Logo já eram 18:00 horas, eu já estava na plataforma de embarque, pronto para entrar no ônibus e louco para chegar e estar nos braços de minha Senhorinha. Eu desejava que aquele ônibus que se chamava Pássaro Verde, tivesse asas mesmo e voasse me levando até ela.
O ônibus já estava na auto-estrada, e dentro dele, eu ansioso, louco de vontade de chegar logo em Mariana, para me encontrar com Teka. Eu só pensava nela, em nossos momentos juntos, de nossas conversas.
O ônibus seguia viagem, já estava quase perto de Mariana, e cada vez que se aproximava, eu ficava ainda mais ansioso. Logo chegava na rodoviária de Mariana, eu desembarcava e corria para o posto do Raul, onde era o lugar marcado para o nosso encontro, chegando lá, faltavam poucos minutos para ás 22:00 horas, eu a esperava ansioso.
Já eram 22:00 e nem sinal de Teka, eu olhava para os lados, até que no meio da escuridão surge um vulto vindo em direção ao posto, não dava para reconhecer, por causa da escuridão, eu imaginei ser ela pela roupa, que era parecida com da Teka, eu me virei para que ela me abraçasse por trás, mas demorava chegar até a mim, foi quando eu virei e vi que não era ela, o vulto na escuridão era outra mulher e já ia longe. 
A tristeza batia forte em meu peito, eu pensava imaginando o porque de ela esta demorando, então resolvi ligar para casa de Dona Sônia, onde Teka ficava, para saber noticias:
O telefone chamava até:
- Alô!
- Alô, boa noite, poderia falar com Teka fazendo um favor, é o Heziel quem fala...
- Olha Teka foi para casa dos pais dela hoje...
Aquela noticia foi como uma cacetada em minha cabeça, e não era só isso, tinha mais. a mulher continuava a falar...
- ...Ela cortou a mão com a faca, quando estava fazendo vaca-atolada.
- Mas ela está bem? Cortou muito?
- Ela já está bem, não cortou muito não.
- É, então tá bom, obrigada, hein.
- Nada.
Eu ficava ainda mais triste, pois estava doido para vê-la e entregar o presentinho a ela e agora ela estava bem longe de mim, tinha se machucado e eu não sabia como ela estava e daria tudo para vê-la.
Fui até a lanchonete do posto, perguntar se tinha algum ônibus para Diogo de Vasconcelos, mas me disseram que os únicos que vão para lá, já tinham ido e a muitas horas atrás, um saiu ás 15:30 horas e o outro ás 16:00 horas, agora só no outro dia.
Aquilo me deixou acabado, então pensei em voltar para Belo Horizonte, não tinha outro jeito mesmo, mas a louca vontade de ver aquele rostinho lindo, de escutar aquela voz suave, e também saber como ela estava com a mão machucada, tudo isso me fez pensar diferente, e tomar uma decisão...
Eu nunca em minha vida senti o que estava sentindo por outra mulher. Eu nunca me preocupei com outras namoradas que tive, nem de Janaína que me esperava em Friburgo e também nunca senti tanta falta de uma pessoa como eu estava sentindo falta da Teka naquela noite. A solidão apertava o meu peito, e nenhuma outra mulher poderia me curar, somente Senhorinha. Where you are now (onde está você agora) essa canção pairava em minha mente.
A noite estava chuvosa, eu estava com pouco dinheiro, apenas R$ 29,00 e não daria para pagar um táxi até Diogo, fui pedir informações aos frentistas do posto. chegando lá conversei com um deles e me falou a mesma coisa que a menina da lanchonete tinha falado, mas ele me dizia:
- Você pode tentar arranjar carona, quem sabe? Até o trevo de Diogo deve arrumar...
- Até o trevo já estava bom, de lá adiante eu vou a pé até Diogo. Eu disse.
- Que! Tá louco rapaz, além de ser longe pra caramba, pelo caminho tem cada cabrito feroz (cães, onça e lobos ferozes)
- Mas tenho que ir...
Nisso um cara vinha...
- Te levo lá...
Quando ele falava isso eu ficava muito feliz, mas por pouco tempo, até ele terminar a frase...
- ...Por R$ 40,00 vai querer?
- Eu não tenho isso tudo, estou com pouco dinheiro. Eu disse.
- de repente se aparecer mais alguém, mais duas pessoas, aí dá para fazer mais barato, mas levar só você, fica difícil.
É mais ninguém, eu estava inquieto, pensando em Teka, como ela deveria estar, e se estava pensando em mim. Eu contava para o cara da carona, mais ou menos o que eu ia fazer em Diogo e logo em seguida perguntei a ele:
- Por R$ 10,00 você não me leva até o trevo?
- Por R$ 10,00? É... Não vai dar mais ninguém mesmo, vamos por R$ 10,00 só até o trevo.
Então fomos, num fusquinha bem antigo, só eu e ele dentro, pelo asfalto com muita neblina e chuvisco. Eu ia imaginando como ia ser minha caminhada a pé debaixo de chuva, numa estrada de terra e deserta até Diogo, e olha que a casa da Teka ainda era pra lá de Diogo. Eu estava sendo doido, eu pedia ajuda a Deus e ele como sempre me ouvia e não me deixaria desamparado. Eu perguntava ao motorista:
- Quanto você quer para me levar até Diogo?
- Perai! Você tá com dinheiro puxa!
Ele parava o carro...
- Só estou com R$ 19,00 e tenho que deixar um pouco para eu voltar amanhã, que tal mais R$ 10,00 para me levar até dentro de Diogo.
- Mais R$ 10,00 até dentro de Diogo? Hummm... tá bom!
E seguiu em frente. Eu ficava mais aliviado, pois dentro de Diogo de Vasconcelos para mim era mais seguro.
Dava até medo andar naquele fusca velho, pois chovia, não dava para ter visão direito da estrada, logo chegamos ao trevo ele pegou a estrada de chão para Diogo e algum tempo depois chegamos a Diogo, ele parou perto da pracinha e eu saí, e ele foi se embora, chovia muito, já eram umas 23:00 horas da noite, eu pensei em ir na casa dos tios da Teka, Tia Preta e Gustinho, aqueles que no dia da festa eu fui, mas já era bem tarde e imaginei que estariam dormindo. A casa da Teka ainda ficava para frente a nove quilômetros dali, na roça e eu teria que pedir informação aos tios dela para eu chegar até lá. Mas era bem tarde, eu andava pela pequena cidadezinha de Diogo de Vasconcelos, pensando no que fazer, e me lembrando dos momentos maravilhosos que tive com ela ali naquele mesmo lugar. Chovia fino, fui em direção a igreja eu escutava sons de musicas vindo do salão paroquial da igreja, parecia que estava tendo um baile e já estava no fim, forró, fui até lá vê se eu via alguém conhecido da família da Teka, mas não tinha quase ninguém no baile, então voltei para rua, eu estava bem triste, olhava para igreja que uma semana atrás estive ali com ela, a solidão, ou seja a saudade dela era imensa. Eu teria que arrumar um lugar para dormir e no outro dia bem cedo eu saia para procura-la. No baile que bem dizer já tinha terminado tocava uma canção para machucar ainda mais meu coração. "Vivendo por Viver" de Zezé di Camargo & Luciano.

"Vivendo Por Viver" 

Zezé di Camargo & Luciano.

É, aquela noite eu não veria Teka, como doía meu coração, que saudade, mas eu tinha a esperança que no outro dia cedo eu a encontraria, eu não sabia onde era, só sabia que ainda era longe dali de Diogo.
Dinheiro para eu pagar uma pensão eu não tinha, então fui ao bar pedir informações:
- Boa noite, onde é que fica a delegacia aqui?
- Fica lá perto do jardim...
- jardim?
- É! Perto do coreto.
- Ah! Sei, obrigado. 
Jardim para os mineiros é o mesmo que praça para nós fluminenses.
Então fui em direção ao coreto, o qual ficava na pracinha (jardim) Chegando lá avistei a delegacia, estava de portas fechadas, toquei a campanhia e logo veio um guarda abrindo a porta e dizendo:
- Oba! O que deseja?
- É que eu estive aqui domingo passado na festa com minha namorada que trabalha em Mariana, só que ela veio hoje cedo para casa dos pais dela, que moram por aqui e eu vim encontrar com ela e não sei direito onde ela mora, só conheço uns tios dela que moram do outro lado, mas a essas horas já estão dormindo, e eu não tenho onde dormir, por isso vim aqui ver se tinha um lugar aí que eu pudesse passar a noite, para amanhã de manhã eu procura-la, ela é filha de Joaquinzinho e Tereza, não sei se vocês os conhecem...
- Dormir aqui? Não sei se dá não... Como é o seu nome?
- Heziel, eu não sou daqui, e não conheço quase ninguém aqui...
- Do Rio de Janeiro...
- Que? Rio de janeiro? E o que está fazendo por aqui?
- Eu já disse, estou querendo achar a casa da minha namorada...
- Me empresta sua identidade aí!
Ele olhava para ela e depois me dizia:
- Você não pode dormir aqui, se nosso superior chegar aqui e te vê dormindo aqui, vai pegar pra nós. Por que não dorme ali no coreto?
- Ali? Não é seguro, ninguém me conhece aqui, pode ser perigoso, e o seu superior não vai ficar aporrinhado de vocês terem me ajudado.
- espera ai que já volto...
Ele seguia para dentro da delegacia levando minha identidade, tinha ido conversar com outro policial que também estava lá e logo voltou junto com o outro me dizendo:
- Aqui você não pode dormir, só se for lá no xadrez...
- Ué, se não tiver preso nenhum lá, tá bom...
- Tem mais de meses que não fica ninguém lá. Espera aí então.
Ele voltou lá dentro e depois voltou trazendo a chave e fomos para  o xadrez, ele abriu a cela, eu entrei, tinha uma mesinha e uns jornais lá dentro, coloquei minha mochila no chão, o guarda saiu, até pensei que ele não voltaria e eu já ia arrumando os jornais no chão para eu deitar, quando o guarda voltava com um colchãozinho e uma coberta, eu nem esperava, pois eles já estavam me ajudando demais, deixando eu dormir lá, mas fiquei muito feliz. Ele pediu para ficar com minha mochila e deixou a chave da cela comigo e foi embora. eu agradecia muito a Deus por aquilo tudo, pois agora eu ia dormir tranquilo, seguro e longe do frio e da chuva, mas ainda muito ansioso para ver Senhorinha e doido para que a noite passasse rápido.

"Hoje dia 27.06.2012  quarta-feira, que estou escrevendo e este final de junho é especial para eu e ela, pois estamos comemorando 16 anos juntos. Louvado seja Deus.


...Dentro da cela eu pensava nela, a solidão doía em meu peito, mas a esperança de no outro dia a ver me alegrava, eu ficava lembrando de seu sorriso, sua voz, seu corpo, seu jeitinho meigo, ah que saudade. E a musica certa para aquele momento, foi a "Saudade Bandida" de Zezé Di Camargo & Luciano, tudo a ver com aqueles dias que estávamos vivendo, e fez parte de nossa trilha sonora.





"Saudade Bandida" Zezé Di Camargo & Luciano.

Logo o sono vinha e a noite passava, eu acordava cedo, arrumava tudo e saía, chamei os guardas o entreguei a chave da cela a eles e peguei minha mochila e os agradeci e segui em direção a casa da Tia da Teka (Tia Preta)


Está é a delegacia de Diogo de Vasconcelos MG, onde eu fiquei hospedado na cela dia 10.04.1996.

Eu chegava na casa ta tia da Teka, chegando lá bati na porta, logo me atenderam, era a tia, eu dizia:
- Oi! Lembram de mim? Sou o namorado da Teka, estive aqui com ela no dia da festa...
- Lembro, entra aí, toma café, e a Teka cadê?
- Ela cortou a mão ontem e veio para casa dos pais, eu não sei onde é, eu cheguei ontem tarde da noite e não quis vim aqui, pensei que estariam dormindo, então eu dormir na delegacia. Não conheço ninguém aqui além de vocês.
- Você poderia ter vindo aqui. E a Teka está bem?
- A dona da casa onde ela trabalha, disse que ela não cortou muito e que já deu os pontos.
- Você vai na casa dos pais dela agora?
- Vou, mas não sei onde fica...
Os tios dela me explicavam o caminho até lá, que era de uma hora a pé, eu entendi mais ou menos. Eu os agradeci e segui enfrente. Eu seguia  numa estrada de chão batido, eu não entendia o que eu estava fazendo, se fosse por outra menina talvez eu não passava aquilo tudo que eu estava passando, mas Teka era diferente, eu já estava amando e não sabia. Por amor a gente faz loucuras. Eu seguia por uma estrada de chão empoeirada, e era bem longe de Diogo, eu  teria que procurar pela casa de um tal de Zé Teadoro, pois era lá perto que ficava a casa dos pais dela. No caminho encontrei dois garotos a cavalo, os quais foram comigo até certo ponto da estrada.

                                          já postei antes.

Estrada de Diogo para Venda Nova, onde vai para casa dos pais da Teka, muita poeira...
Depois os garotos foram por outro caminho e eu continuei a caminhar só com a companhia de Deus.Era bem longe.
Eu já caminhava um bom tempo, não via se quer uma alma no meio do caminho, nenhuma casa, a ultima tinha ficado bem lá atrás, só mato e poeira, não via ninguém para eu pedir informação. Eu já estava quase acabando de virar um morro quando de uma estradinha saiu uma mulher, logo a perguntei:
- Ei! Onde é que fica a casa de Zé Teadoro?
- Ih! Você já passou, fica lá embaixo...
- Puxa, é que eu estou procurando a casa de Joaquinzinho e Tereza, que moram perto desse tal Zé Teadoro.
- Ah bom! Joaquinzinho e Tereza? É só seguir esse caminho aqui da onde eu vim, a casa deles fica numa grota, logo enfrente.
- Está bom, obrigado.
Agradeci a dona e segui o caminho o qual ela tinha me informado, logo cheguei num lugar de onde se via uma casa lá embaixo, fiquei indeciso em ir até lá embaixo, por que se não fosse, eu teria que subir tudo de volta, e eu já estava bem cansado. Eu parava e pensava, andava de um lado para o outro, e lá embaixo que era um pouco distante alguém me observava e dizia para sua mãe:
- Quem será aquele idiota que fica andando pra lá e pra cá, deve estar perdido.
Eu decidi descer até a casa lá embaixo, passei pela cerca e fui descendo, tinha uns bois a minha volta, nem liguei continuei a descer, eu via gente na casa, mas pela distancia não dava para reconhecer quem era. quando cheguei perto da casa tive um alivio no peito, eu via Divino o irmão de Teka, aí tive certeza de que era lá. Logo eu avistei Teka, meu coração disparou a qual estava com um bermudão e quando me viu correu para trocar e dizia para sua mãe:
- Quem vê assim parece até que gosta de mim...
- Ué! talvez gosta. Disse sua mãe.
Os cachorros pulavam em mim, até me sujaram, o pai de Teka chegava na porta e dizia:
- Oba! Vão entrando...
- Tudo bem? Nossa! Custei achar aqui...
Eu entrava e ia para cozinha, eu perguntava por Teka e logo ela vinha, linda e maravilhosa, com a mãozinha enfaixada e me abraçava feliz, ela me servia café, eu a perguntava:
- E ai como está a mãozinha?
- estou bem, não cortou muito, já deu ponto.
- como aconteceu? eu perguntava.
Ela me contava como foi e depois eu entregava o presente ( o boneco) ela ficava ainda mais feliz. Ela me perguntava como é que eu consegui chegar ali, e eu contava tudo.

                                           ( Miracle Of Love - Milagre do amor )



Aquele lugar eu achei maravilhoso, até hoje acho. Naquele domingo, onze de agosto de 1996 foi maravilhoso, inesquecível por toda a nossa vida. Naquele dia Teka me levava em vários lugares  e me apresentava a várias pessoas, a maioria seus parentes. me levou a casa de seu avô que ainda estava vivo, me levou ao PÉ DE MANGA, um lugar que ela gostava muito. Foi um dia e tanto que marcou em nossa vida para sempre. O dia passava e a noite vinha, eu perguntava a Teka:

- E será onde é que vou dormir?
- Aqui em casa ué!
- E pode? Seus pais não vão ligar?
- Claro que não...
- Então está bom.
Aquele dia foi longo, como queríamos, ( não é como hoje que os dias são velozes, pois Deus está abreviando os dias ) mas aqueles dias eram longos. Logo a noite veio, a escuridão tomava conta daquele lugar, pois lá não tinha energia elétrica, só lampião a gás e lamparina a querosene. eu me sentia muito bem do lado de um alguém especial. Já tínhamos jantado cedo, umas 18:00 horas e íamos dormir ás 20:00 horas. aquilo tudo estava sendo uma experiencia nova. Teka preparava o quarto onde eu iria dormir, arrumava a cama enquanto eu a observava, ela sorria para mim, ali eu imaginava o futuro, eu tinha medo, pois estava vivendo uma coisa muito especial e eu tinha medo que tudo acabasse, como muitas coisas se passaram por minha vida e acabou. Fomos dormir para acordar cedo para pegarmos o ônibus para Mariana, conversávamos:
- Pronto! Sua cama já está arrumada, boa noite, durma com Deus. Ela disse para mim.
- Te adoro muito, boa noite, durma com Deus também. eu disse.
E nos beijávamos, eu começava a sentir algo diferente dentro de mim. Ela ia dormir, dormiu junto a sua irmã Soninha em outro quarto. Eu também fui dormir e sozinho e pensando nela. As luzes do lampião e das lamparinas eram apagadas e logo a escuridão era total.
Logo já era de manhã, eu acordava com vozes pela casa, e o barulho de Dona Tereza moendo café, e logo, logo o cheiro bom de café fresco vinha até o meu quarto, o qual ainda estava meio escuro. Eu estava deitado, de calça jeans e sem camisa, Teka veio me dar bom dia, entrava com uma caneca de café fresco na mão, sorrindo, eu pegava a caneca a colocava na beira da janela, depois agarrava Teka e a jogava em cima da cama, nos abracávamos e nos beijávamos, depois eu levantei e tomei o café, ela disse:
- Dormiu bem?
- Dormi, nesse lugar, qualquer um dormiria bem. e você, dormiu bem?
- Se arruma que vamos pegar o ônibus das 07:00 horas.
- Que pena, é tão bom aqui...
Eu me arrumava, de certo eu voltaria ali mais vezes, ou não, naquele lugar maravilhoso. Ali era roça mesmo, não havia marcas da modernidade, aquela casa de oito cômodos, simples e com pessoas simplesmente simples. Aquele cheiro de roça ficava gravado em minha memória.
Nos despedíamos de seus pais e seus irmãos e fomos para o ponto do ônibus, voltávamos para Mariana depois daquela aventura toda, de dormir na delegacia, ir atrás da Teka em sua casa e outras coisas mais...
Eu também estava sem dinheiro, o ultimo que tinha, paguei minha passagem para ir de volta para Mariana e pior que eu teria que ainda ir para Belo Horizonte, então resolvi que quando eu chegasse a Mariana ligaria para Seu João para ver se ele me pegaria em Mariana. Chegando em Mariana, fomos telefonar para Seu João, eu ligava para casa da Quitéria e deixava recado para Seu João lá. Depois Teka foi para casa de Dona Sônia onde trabalhava, e eu fui para casa de Dona Elizete esperar Seu João.
Teka tomou banho e disse para Dona Sônia que iria voltar para casa dos pais e que iria arrumar alguém para ficar em seu lugar tomando conta do neném aquela semana pois ela ainda tinha mais alguns dias de atestado; pensou em Dona Elizete. E eu estava na casa dela quando Teka chegava, eu a abraçava e a beijava, Teka conversava com Dona Elizete sobre o assunto de ela ficar em seu lugar no serviço aquela semana, e marcaram de irem conversar com Dona Sônia ás 14h30min da tarde. Ainda era cedo, eu e Teka descemos, ficamos um pouquinho juntos, depois ela voltou a casa de Dona Sônia para arrumar suas coisas, e eu voltei para casa de Dona Elizete. Já eram 14h30min da tarde, quando eu e Dona Elizete descemos para encontrar com Teka, ela e Dona Elizete foram conversar com Dona Sônia, eu as esperava na praça, logo Teka veio, tinha deixado Dona Elizete lá veio pegar o ônibus para Diogo, o qual já estava quase na hora, ficamos no ponto esperando, conversávamos, nos acariciávamos, nos beijávamos, eu ia dizendo as ultimas palavras a ela naquele dia, uma pequena dor começava a surgir dentro do meu coração, pois ficaríamos uma semana sem nos vermos, isso era ruim, eu dizia a ela:
- Tome cuidado e pense em mim aonde você estiver, que eu estarei pensando em você...
- Eu pensarei, vou tomar cuidado...
Nisso Dona Elizete vinha e logo depois o ônibus, eu a pedia para me esperar e terminava de falar com Teka:
- Te adoro, você é especial para mim...
Ela entrava no ônibus e pela janela ela conversava comigo:
- Fique com Deus e pense em mim...
- Pensarei, curta a vida o bastante, pra mim e pra você, e no final de semana estaremos juntos, vá com Deus.
Ela mandava um beijo para mim, e eu retribuía com o mesmo. O ônibus partia e eu acenava de longe o vendo sumir na curva, tive vontade de chorar, mas saberia que voltaríamos a nos ver, e eu tinha medo de perde-la. Eu e Dona Elizete íamos embora.
Eu estava na casa de Dona Elizete conversando com Cindy e Marisa as quais foram muito importantes na minha trajetória, era as irmãs que eu não tive. Seu João chegava e íamos para Belo Horizonte, isso foi numa segunda-feira, dia doze de agosto de 1996.
Naquela semana eu e Seu João trabalhávamos, a solidão em BH era demais, pois não tinha como falar por telefone com Teka ela estava na roça na casa dos pais e só estaria em Mariana no próximo sábado dia 17 de agosto de 1996, eu sentia saudades e não tinha como nos comunicar, teríamos que esperar até no sábado para nos vermos. Enquanto isso, a solidão corroía o meu coração, a falta e a saudade dela era demais.
A semana passou, e logo já era sábado, eu estava doido para irmos para Mariana. saímos bem cedo de Belo Horizonte com destino a Pouso Alto, Seu João iria na casa dos pais da Elaine e depois voltaríamos para Mariana. Era cedo por isso que fui com seu João a Pouso Alto que ficava pra lá de mariana, indo de BH. Pelo caminho, o qual já estava perto do trevo que vai para Pouso Alto, que também é perto do trevo que vai para Diogo, eu observava os ônibus, pois Teka iria vim no ônibus que ia sair ás 06:00 da manhã de Diogo, e pela hora que era, eu imaginava que iriamos nos encontrar com ele pelo caminho. Eu ia observando, mas não o vi, pois já estávamos no caminho de Pouso Alto e não tinha mais como vê-lo.
Chegávamos em Pouso Alto e fomos a casa de Dona Luzia e seu Zé, eu fui dar uma volta perto da igrejinha de Pouso Alto e pensar um pouco na vida. Mas o que eu queria mesmo era ir logo para Mariana, para ver Teka a qual já estava lá.
Teka chegava ás 07:00 horas da manhã em Mariana e ia direto para casa de Dona Elizete, chegando lá perguntou por mim:
- Marisa, Heziel passou por aqui essa semana?
- Não Teka...
Teka ficou conversando com Marisa e Cidinha e vendo minhas fotos e pensando em mim. Ela pediu aquela foto que ela tinha gostado na qual eu estou deitado na cama em minha casa:
- Marisa me dá essa foto?
- Há não Teka!
- Puxa Marisa, a namorada dele sou eu!
- Há Teka, mas ele é meu amigo...
Cindy falava com Marisa:
- Marisa! Dá a foto pra ela, o namorado é dela.
Enfim ela resolveu dar a foto. Depois Teka foi para casa de sua tia, a qual  também se chamava Senhorinha e morava para cima da casa de Dona Elizete.
Eu e Seu João já estávamos a caminho de Mariana, eu não via a hora de chegar logo e vê-la, mas aquele dia ia ser triste. chegávamos no posto do Raul e nos encontrávamos com Romualdo e Vanderleia, esta era sobrinha de Dona Elizete e estavam vindo de lá. enquanto que tomávamos uma cerveja com eles, conversávamos até que eu falei sobre Teka, e Vanderleia me disse:
- Ela estava até agorinha mesmo lá na casa de tia Lizete, não sei se ainda está... - Será que ainda está lá?
- Vai lá ver, depois te pego lá. Disse seu João.
Eu subia o Cabanas correndo, chegando na casa de Dona Elizete, entrei e perguntei a eles:
- Teka esteve aqui?
- Esteve, mas já se foi, eu acho que ela foi na casa da tia dela, que mora lá em cima. Disse Marisa.
Seu Nonô brincando dizia:
- Ela estava com um shortinho amarelo, hum...
- É... Será que ela ainda está lá, como eu faço para chegar lá?
Cindy me explicava mais ou menos e eu ia a luta. Andei pra lá e pra cá e nada de encontrar o lugar que Cindy tinha me explicado, depois de um bom tempo, resolvi voltar a casa de Dona Elizete e chamar Cindy para ir comigo:
- Cindy! Eu não encontrei, vamos lá comigo?
- Agora Heziel?
- Rapidinho Cindy...
- Vamos então...
Eu e Cindy seguíamos em direção a casa da tia da Teka, chegando lá ela nos atendeu e Cindy perguntou:
- Teka está ai?
- Acabou de sair daqui agorinha  mesmo!
- Puxa! Sabe para onde ela foi? Eu perguntei.
- Eu acho que ela foi para Samarco, onde a irmã dela trabalha.
- Obrigada.
Eu e Cindy voltávamos, eu estava triste, resolvi descer até lá embaixo para ver se a via, mas nada, passei perto do quartel da PM e perguntei a um guarda sobre esse lugar chamado Samarco e ele me disse que era muito longe.
Ai eu desistia, eu estava cansado de tanto andar, e voltava para casa de Dona Elizete, triste e ainda mais que na casa de Dona Elizete seu Nonô ficava brincando comigo sobre como Teka estava bonita, eu imaginava ela linda, e longe de mim.
Seu João chegava, e me chamava para irmos embora, a tristeza doía muito dentro de meu peito, voltar para Belo Horizonte sem se quer olhar para ela. Eu ia triste, dentro do carro, olhando pela janela, imaginando vê-la em qualquer lugar, pois eu não sabia onde era esse tal lugar chamado Samarco, e imaginava ser uma vilazinha que ficava no nosso caminho para BH,mas não era, não tinha nada a ver.
Já estávamos em Belo Horizonte, a solidão era demais, já era noite, e o sábado já estava indo embora, eu ouvia as musicas de Amado Batista e Nazareth no carro e Leandro e Leonardo, "Desculpe mais eu vou chorar" eu estava muito triste, com muita saudade. depois fui dormir, de certo sonharia com ela. Estranho que antes eu nem ouvia musicas de Amado Batista e Leandro e Leonardo, depois que encontrei ela, passei a escutar, pois antes eu escutava no carro de Seu João por que ele gostava, mas eu não ligava em comprar fitas dessas musicas, eu gostava mais de musicas internacionais em inglês e rock nacional e internacional. Mas passei a gostar e muito de Amado Batista, Zezé di Camargo e Luciano e Leandro e Leonardo etc.


" Desculpe mas eu vou Chorar" Leandro e Leonardo.

Eu dormia, triste e logo amanhecia o dia de domingo, eu não me lembro bem o que fizemos naquele domingo, só sei que foi mais triste ainda do que no sábado, pois naquele dia dezoito de agosto de mil e novecentos noventa e seis, não me lembro a hora, fui até o telefone ligar para casa de Dona Sônia, para ver se Teka estava lá, o telefone chamava até que um home atende:
- Pronto! Quem fala?
- Heziel, eu queria falar com a Teka fazendo um favor.
- Ela não trabalha mais aqui, foi embora para casa dos seus pais.
E aquilo foi como uma pedrada no meu coração, será que nunca mais íamos nos ver novamente? Eu voltava para o depósito, triste eu estava, chegando lá, Seu João me perguntou:
- E ai, como foi?
- Me disseram que ela não trabalha mais lá, que ela foi embora para casa dos pais lá em Diogo de Vasconcelos, e é muito longe, como é que eu vou lá? Não sei se nos veremos de novo...
- Talvez ela não saiu do serviço Ambrósio, telefona depois...
Ambrósio era o meu apelido no tempo em que eu viajava, muitos me conheciam assim.
- Eu acho que não Seu João, agora eu acho que acabou mesmo, não tem como eu ir lá.
Eu ia para o carro ouvir as musicas que me faziam pensar nela, estava muito triste. Dentro do carro eu estava ouvindo musica pensando nela, marilha filha de Seu João vinha conversar comigo...
Marilha tentava me consolar com suas palavras, mas não adiantava nada, pois só a presença da Teka me deixaria bem.
Enquanto isso em Mariana...
Teka já tinha chegado da Samarco e foi para casa de Dona Elizete, chegando lá ela perguntou a Marisa:
- Marisa! Heziel esteve aqui?
- Ontem, pouco depois que você saiu, te procurou como um doido.
- Puxa! Será que ele não vem aqui hoje?
- Ele foi para Belo Horizonte.
O domingo passava e logo a noite vinha. Seu João estava com a ideia de ir embora na segunda-feira ou na terça-feira para Friburgo, isso me levava a pensar que eu corria o risco de nunca mais voltar a vê-la e também restava terminar o namoro com Janaína em Nova Friburgo. Eu ficava muito indeciso, pois para mim o que estava vivendo com Senhorinha era uma experiencia nova, momentos maravilhosos, que nenhuma outra mulher me deu. eu deixava o barco correr, para ver no que ia dar. Deus estava preparando algo de especial para mim.
Na segunda-feira eu acordava, a hora ia se passando, Seu João me dizia:
- Vamos para Friburgo amanhã (na terça-feira 20.08.96) por que você não liga  mais uma vez para lá? Talvez seja mentira o que te falaram...
- É, vou lá, tomara né...
E eu seguia para o telefone, deveria ser mais  ou menos umas treze horas e trinta minutos da tarde. No telefone eu discava o número:
- 5.5.7.1.4.5.9...
E chamava, e alguém atendia:
- Alô!
- Eu queria falar com Teka, ela está? Aqui quem fala é Heziel...
- Á, você é o bem dela né? Dizia Dodora, filha de Dona Sônia.
- O bem dela? Sou, ela está?
- Está, esperai...
E fiquei muito feliz com aquela noticia, ainda mais quando ouvi a voz mais linda do mundo, a voz da Teka:
- Oi, Heziel?
- Teka! Nossa! Como é bom ouvir a sua voz, pensei que nunca mais iria falar com você, ontem eu liguei e me disseram que você não trabalhava mais ai, nossa fiquei muito triste.
- Foi brincadeira deles, ainda trabalho aqui. Marisa me disse que você esteve sábado lá e me procurou por toda parte.
- É, como um doido, sua tia me disse que você foi para Samarco, eu nem sei onde fica isso.
- É, cheguei ontem e fui para casa da Marisa perguntar por você...
- Como você está?
- Estou bem, e você?
- Com muita saudade de você, te adoro!
- Eu também estou com muita saudade...
- Olha, estou indo agora para aí, me espere que já estou chegando.
- Você está em Belo Horizonte?
- Estou, vou tomar um banho e pegar um ônibus para ai, me espere. até daqui a pouco...
Ela desligava o telefone me dizendo baixinho e rápido, como se não quisesse que eu ouvisse:
- Eu te amo...
Belo Horizonte - Minas Gerais - Segunda-Feira, 19 de agosto de 1996...
Eu corria para o depósito, feliz da vida e chegando lá eu falava para Seu João:
- Eu Falei com ela Seu João, ela ainda trabalha lá, foi mentira o que me disseram...
- Viu, não te falei?
- Seu João, eu vou me encontrar com ela agora em Mariana, será que dá para você me pegar lá? Você disse que vai embora amanhã, não é?
- Ta bom Ambrósio, devo ir amanhã, eu passo na casa de Seu Nonô e te pego...
- Você leva minha mochila pra mim no carro?
- Levo. Você vai pegar o ônibus na rodoviária?
- Vou sim, deixa eu tomar um banho rapidinho e ir...
Tomei um banho rápido e fui, peguei um ônibus que ia para a rodoviária a qual ficava no Centro de BH.
Eu chegava  na rodoviária umas quatorze horas e trinta minutos e ia correndo para o guichê  da Viação Pássaro Verde  para comprar a passagem. Comprei a passagem do próximo ônibus para Mariana o qual ia sair ás quinze horas.
Na hora do embarque meu coração pulava ansioso, fui lá para o fim do ônibus, sentei na ultima poltrona, na de número quarenta e sete. O ônibus partia e eu sentado lá atrás louco que aquele "Pássaro Verde" (o ônibus) voasse rapidamente até Mariana para eu estar logo com Teka.

                         Pássaro Verde.


  1 - Você me levava até ela,

E também me afastava dela
Óh Pássaro Verde,
não me deixe ficar sem ela...

2 - Tu, gigante do asfalto

que tanta alegria me deste
e tantas tristezas me trouxeste
no meio de tantas belas
paisagens...

3 - Pássaro Verde

minha felicidade
depende da tua velocidade
me leve de volta a ela
que tanto amo, que tanto 
quero...


4 - Pássaro Verde

leve-me em direção
a minha felicidade
a minha
Senhorinha...

5 - Óh Pássaro Verde

quantas lágrimas
quantos sorrisos,
e na ultima viagem
você me levou
ao encontro dela,
a qual estava de
braços abertos
me esperando.
a minha Senhorinha.




10 - 07 - 1997 - Heziel Evangelista Braga - Pássaro Verde


O ônibus chegava a rodoviária de Mariana, já estava de noite, eu ia para casa de Dona Elizete para aguardar a hora de me encontrar com Teka. eu pedia a seu Nonô se eu poderia dormir aquela noite lá e ele deixava, não só aquela noite, mas tantas outras noites que viriam, eles confiavam e gostavam muito de  mim. eu ansioso sempre observando o relógio, para estar logo com Teka de beija-la, acaricia-la, ouvir a sua voz. A hora chegava e eu ia.

Aquela noite seria muito especial para eu e Teka. Nos encontrávamos e nos abraçamos de felicidades de nos vermos e de mãos dadas seguíamos passeando por Mariana, e como sempre fomos para Mª Fumaça, lá dentro namorávamos. E naquela noite aconteceu algo, a primeira vez que choramos juntos, chorávamos de medo, de emoção, de tristeza e felicidade. Teka antes de me conhecer era triste, e posso dizer que eu também. tínhamos medo de aquilo que estávamos vivendo acabasse. Chorávamos e um consolando o outro, aquele rostinho revestido de lágrimas, as quais eu aparava com minha mão e meu amor.
depois de algumas horas de amor, decidimos irmos embora, não por que queríamos, mas os compromissos nos obrigavam a irmos embora e deixar a Maria Fumaça na solidão. Teka disse:
- Temos que ir, já está ficando tarde...
- É, hoje não posso chegar muito tarde na casa de Dona Elizete, pois vou dormir lá essa noite.
Então fomos de mãos dadas em direção a casa de Dona Sônia, onde Teka ficaria.
Teka era diferente, não era dessas meninas que no primeiro dia que sai com um cara já vai se entregando, ela era diferente, quando ela dizia: "Não!" eu a respeitava, ainda mais quando ela me disse que nunca tinha tranzado antes, que era virgem e que se entregaria para quem a amasse de verdade e que ela amasse também. Isso me fez diferencia-la de todas as mulheres que conheci, pois a maioria delas já tinha tranzado e ela já com vinte anos e desde os treze anos que estava fora de casa trabalhando, se reservava para o homem certo. Ela não queria ser um objeto nas mãos dos homens, pois muitas são assim pelo mundo, como se fosse um objeto que passa de mão em mão, e diante de Deus ela se guardava para o seu marido.
Eu não sabia, mas já estava a amando.


"Keep on Loving " You ( Continuarei Amando Você) Reo Speedwagon



Musica que fez parte de nossa trajetória, para sempre te amando, minha Senhorinha.

Naquela noite, se me lembro bem, eu e Teka nos despedíamos no portão da casa de Dona Sônia, com carinhos, eu dizia mais uma vez a ela:
- Amanhã vou para o Rio, tenho que ver minha mãe, já tem um tempão que não vou lá...
- Que dia que você volta?
- Semana que vem estarei aqui.
Nos despedíamos  eu a via entrar, e acenava com a mão. Eu ia para casa de Dona Elizete dormir e pelo caminho eu ia pensando em Teka e imaginando minha vida, agradecendo a Deus por tudo. Eu chegava a casa de Dona Elizete e ia dormir.
Logo amanhecia, era terça-feira, vinte de agosto de mil e novecentos e noventa e seis, eu acordava cedo e ia ao armazém comprar pão. dona Elizete e Seu Nonô já tinham acordado, minha vontade era ir ver Teka, mas eu tinha que esperar Seu João o qual não viria naquela terça-feira.
E foi...
Já era tarde, eu já tinha até almoçado,e Seu João nada. Não me lembro direito, mas eu acho que naquela terça-feira eu e Teka nos vimos.
Na quarta-feira foi que Seu João apareceu para me pegar, para irmos embora. Ele deixava sua família na rodoviária, não quis leva-los a casa de Dona Elizete para não dar problema, por causa da Elaine, pois Dona Elizete era tia da Elaine e Seu João temia em acontecer algo. Lá nos despedíamos deles, eu pensava em Teka, pois eu estava indo embora e naquela quarta-feira não ia vê-la, eu dizia a Seu João:
- Não a vi hoje...
- Ah! Eu acho que era ela que eu vi, vindo numa rua com uns embrulhos na mão...
Íamos embora e pela estrada eu ia pensando nela, a imaginando e a saudade começava a apertar meu coração. 
Naquela quarta-feira, Teka tinha passado na loja onde sua irmã Rosa trabalhava para perguntar por mim, se eu já tinha ido embora.
Nova Friburgo não era mais o mesmo para mim, eu já não tinha tanta vontade de ir para lá, meu coração ficaria em Minas Gerais, especialmente na cidade de Mariana.


Mariana - Minas Gerais 1996. Cidade maravilhosa.

Chegávamos a noite a Nova Friburgo, minha mãe com saudades me abraçava e logo íamos dormir.
Eu levantava na quinta-feira e ia na rua ver meus colegas, Marcelo um deles vinha conversar comigo, e eu falava sobre Teka, e mostrava nossas fotos, eu dizia a ele:
- Ela é diferente Marcelo, não é igual a essas meninas daqui...
- Ela é bonita, é mais bonita do que a Janaína. Disse Marcelo.
- É, que pena que está tão longe...
Meu namoro com Janaína estava pelo fim. Naquela mesma semana nos encontramos, mas era um tédio ficar com ela, eu até tentava faze-la sorrir, mas era estranho. No nosso ultimo encontro daquela semana, eu não estava passando muito bem, e nem se quer Janaína notou, eu até pensei em terminar tudo, mas eu estava tão ruim naquele momento que eu quis mesmo era ir para casa e fui. Janaína não era má pessoa, era uma menina até legal, eu só não entendo o por que de nosso relacionamento ter sido tão frio, hoje talvez eu creio que Deus tinha outros planos para nós, e ele não deixava nosso relacionamento ficar mais intenso pois a mulher da minha vida não era ela. Naquela semana não vi mais Janaína e só pensava em Teka, e logo eu voltava para estrada.
Eu não me entendia, antes eu queria ficar com todas as garotas, e naquele momento eu só pensava em Teka e não via a hora de estar junto a ela.
A chama do amor estava nascendo dentro de mim, e tudo o que eu queria em viver um grande amor estava para surgir, eu sentia muita falta dela, de sua voz do seu jeitinho.
Era domingo e eu já ia dormir, Seu João já tinha passado em casa e disse que viajaríamos na segunda-feira e eu não via essa hora chegar, eu sentia até fadiga em estar em Nova Friburgo.
Chegava Segunda-feira, e a hora de viajar...

Segunda-Feira, 26 de Agosto de 1996.


Eu já estava melhorando do meu mau estar e naquela segunda feira eu voltava para estrada, indo em direção a Mariana, louco para ver Teka e no caminho eu falava a Seu João:

- Não vejo a hora de estar com Teka e escutar aquela voz...
- Chegando lá Ambrósio, eu vou na casa da Elaine enquanto que você vai ver a Teka.
E seguíamos direção a Mariana, logo, logo chegaríamos  e chegamos. Seu João ia ao encontro da Elaine e eu do posto do Raul ligava para Teka. 
- 5.5.7.1.4.5.9...
- Alô?
- Alô!
- Teka?
- Oi, Heziel?
- Oi! Estava com tanta saudade de você, e você estava com saudades de mim?
- Não...
- Não! Puxa a gente não se vê a mais ou menos uma semana e você diz isso, que não está com saudades de mim...
- E daí?
- E dai? Então se ficarmos um mês ou um ano sem nos vermos você não ligaria?
- Não...
Eu não estava entendendo o por que de ela agir daquela forma, era como se eu tivesse feito alguma coisa ruim a ela, ou como se alguém tivesse falado alguma coisa de mim.
Eu desligava o telefone com raiva e tentava imaginar o por que daquilo. eu ia a lanchonete do posto fazer um lanche, ao sair da lanchonete eu olhava lá para perto da pracinha a qual era perto da casa da Dona Sônia e via Teka parada com duas crianças, na hora eu não a reconheci direito e fui para casa de Dona Elizete e de vez enquanto eu olhava para trás.
Eu estava triste, chegando na casa de Dona Elizete, eu falava a Marisa:
- Marisa, acabou, eu e Teka terminamos, não sei por que, mas ela falou umas coisas no telefone comigo...
- Eu contava a Marisa o que Teka tinha falado pelo telefone e ela dizia:
- Puxa Heziel! estava tudo bem com vocês...
- Pra você vê...
Eu estava sentado na cama escrevendo num caderno e conversando com Marisa, quando alguém bate na porta, olhei pela janela, e vi que era a Teka...
- Quem é?  Perguntou Marisa.
- Teka...
E voltei a escrever, Teka foi ao quarto onde eu estava em minha direção, eu não dava o braço a torcer, ficava na minha, escrevendo, ela perguntava:
- Está aporrinhado?
- O que você acha? Depois daquilo que me falou no telefone.
- Foi brincadeira, um teste, só para ver o que você faria...
- Vamos conversar em outro lugar...
E voltava tudo ao normal, pois aquilo só foi um teste para ver como eu agiria.
Mas hoje eu vejo que eu  errei, pois naqueles dias eu ainda estava namorando Janaína, o certo era eu ter terminado com Janaína, já que eu estava em Friburgo, eu fui viajar e ficar com a Teka deixando Janaína me esperando em Nova Friburgo. Mas na próxima vez que eu fui a Friburgo eu terminei com ela.
Teka é tão especial que naquele dia eu já estava melhorando do mau estar que tive, que nem Janaína que era minha namorada titular na época tinha notado e Teka notou, e olha que eu já estava bem melhor! Teka me perguntava o que eu estava sentindo pois misteriosamente ela sentiu que eu estava passando mal, mas eu disse a ela que já estava passando.

Mariana - Minas Gerais - 01 de Setembro de 1996.

Aniversário de Cindy, e eu dei os parabéns a ela.
Nesse dia, eu, Teka e Neide sua irmã, estávamos na rodoviária, brincando com o sorvete, riamos muito. Neide ia telefonar para seu namorado Geraldino em Belo horizonte, ficaram ela e Teka no telefone, enquanto que eu fiquei a uma distancia delas, mas que dava para ouvir a conversa delas e falavam de Teka ir passear em Belo Horizonte e que Nelson a pegaria na rodoviária de BH, Teka não estava muito a fim de ir, pois no telefone eu escutava ela dando pra trás dizendo que ia pensar. Eu do meu canto ouvindo tudo, decidir em leva-la em belo Horizonte, pois Teka nunca tinha ido lá, e eu queria ser o que a levaria pela primeira vez lá, e seria.
da rodoviária de Mariana fomos para vila Samarco, onde Neide trabalhava e morava, eu nunca tinha ido lá. O dia estava quente, já tínhamos chegado na Vila Samarco. Um lugar agradável e bonito, fomos almoçar num restaurante o qual também servia comida para os operários da Mineradora Samarco. Almoçávamos e íamos para outro restaurante no qual Neide trabalhava, mas pelo caminho tinha uma pedra grandona, na qual eu e Teka subimos, ficamos lá de cima observando a beleza daquele lugar e namorando, Teka tem instinto aventureira e topava qualquer parada. O tempo estava formando para um temporal, logo descemos da pedra e fomos para o restaurante, chegando lá observei o lugar, era magnifico, lá dentro havia grandes sofás acolchoados, uma enorme televisão e uma mesa de sinuca. Pedimos uma porção de carnes, uma cerveja e um refrigerante, ficamos comendo e bebendo, depois Neide foi conversar com sua colega Selma que também trabalhava lá. Eu e Teka fomos jogar sinuca e depois fomos namorar num dos sofás o qual era muito confortável  O tempo estava formando para temporal, Teka estava linda com um vestidinho de viscose estampado e me deixava doido. Ligávamos a televisão, a chuva começava e logo a energia elétrica acabava e um grande temporal se aproximava. Lá dentro ficou meio escuro, e eu e ela ali naquele sofá confortável nos amando, nos beijávamos,  trocávamos caricias, ardíamos de desejo um pelo outro, de fazer amor, mas não era a hora certa nem o lugar certo, eu a respeitava quando ela dizia "não" e eu não tinha pressa em te-la, pois eu a queria por toda a vida, eu não obrigava ela a fazer nada contra a sua vontade. Mas só nossas caricias valeram muito, nossa troca de carinhos e beijos valiam muito.


Não era o vestido que era bonito, era Teka que trazia vida a ele, sua beleza, sua sensualidade, seu jeitinho transformava qualquer pano feio em uma bela roupa.

Naquele dia eu senti um forte dor na barriga e comentei com ela, e ela com carinho a acariciava coisa que fez até a dor passar. Tinham outras pessoas lá esperando o temporal passar, Neide estava lá para dentro com sua colega e de vez enquanto ela vinha para perto de nós.
Aquele dia foi inesquecível  foi maravilhoso, o qual nunca iriamos esquecer. Logo já era de noite e iriamos pegar o ônibus dás 19:30 horas para Mariana e já estava quase na hora.
Já estávamos dentro do ônibus, sentados numa das ultimas poltronas, Teka estava do lado da janela e eu do lado do corredor. lá fora chovia muito, o ônibus partia e logo parava num ponto e pegava uns passageiros, os quais tinha uma morena que passava por mim me olhando e sentava atrás. Eu brincava com um garotinho que estava do meu lado, na outra poltrona. Teka foi falar com o motorista, o qual era conhecido dela e de suas irmãs eu fiquei olhando a chuva pela janela e brincando com o garotinho, esperando Teka, até que aquela morena saiu da onde estava e sentou se do meu lado e começou a me dar cantadas, eu não dava muito atenção pra ela, disfarçava brincando com o garoto, a menina perguntava:
- Aquela garota que estava com você é sua namorada?
- É...
Eu não dava muito atenção, ficava imaginando quando Teka chegasse, o que ia ser. logo Teka veio e parou perto da menina e não falou nada, a menina vendo que estava no lugar errado que estava sobrando, se levantou e voltou para o lugar que estava antes. Teka sentou e me perguntou:
- O que ela queria?
- Sentou aqui e ficou me dando cantadas, só que não dei muita atenção.
- Descarada mesmo, sabia que eu estava com você, aposto que você deve ter gostado e ficou de papo com ela...
- Juro que não, eu nem respondi direito o que ela perguntava, fiquei brincando com aquele garotinho. Também, quem mandou me deixar aqui sozinho, ela deve ter pensado que você e ia soltar do ônibus e veio se sentar aqui...
- Piranha! Ela é mais bonita do que eu?
- Claro que não! Você é linda, ela nem chega a seus pés.
Depois disso, até o dia sete de setembro daquele ano, outras coisas  aconteceram, as quais não lembramos direito.

Mariana - Minas Gerais - 07 de setembro de 1996.


Eu decidi levar Teka para passear em Belo horizonte.

Era sábado, sete de setembro de mil e novecentos e noventa e seis, Seu João me deixava em Mariana, e eu e Teka nos encontramos, passeamos um pouco por Mariana e depois fomos para rodoviária pegar um ônibus para Belo Horizonte.
Já estávamos no ônibus e ele na estrada. (O Pássaro Verde que dessa vez nos unia) estávamos abraçadinhos dentro dele, namorávamos  conversávamos e logo o Pássaro Verde pousava na rodoviária de Belo Horizonte. De lá pegávamos um ônibus pro bairro Letícia onde ficava o depósito, e onde eu e Teka ficaríamos e dormiríamos. Ela não estava se sentindo muito bem, efeito da viagem. Chegávamos  entrávamos na solitária casinha (o depósito) que naquele momento passaria a fazer parte do nosso amor e não seria mais solitária.
Teka deitava no colchão no chão, ela estava muito cansada e passando mal.


Na casa no Letícia em Belo Horizonte 07 de setembro de 1996.


Ela estava passando mal eu deitava junto a ela e a acariciava, cuidava dela, depois ela levantou e foi tomar banho, eu fiquei esperando e a imaginava nua tomando banho. Eu não sabia o que poderia acontecer ali conosco, eu respeitava as decisões dela. Ela terminava de tomar banho e vinha para o meu lado, estava linda com uma mini blusa vermelha escrito "Salvador" e eu a abraçava, tirava fotos dela e ela de mim, a felicidade nos rondava, e aquela noite não haveria sono.


                                         Teka linda.

Eu ia tomar banho, Teka me esperava deitada, descansando. Eu só pensava nela e logo terminava de tomar banho e ia até ela, deitávamos juntinhos, eu queria buscar um lanche mas não fui. Ficamos deitados, namorando, eu viajava naquele corpinho e tirava devagarinho cada peça de roupa de seu corpo, e pela primeira vez eu a via nua, linda e maravilhosa com curvas perfeitas, uma obra de arte, aquele corpo que nunca tinha sido visto por nenhum outro homem, e nunca tinha sido tocado antes e eu fui o primeiro e o único. Ficamos numa boa, eu respeitava quando ela dizia que não, que ainda não era a hora, pois ela era virgem, eu tinha paciência e esperaria o tempo que fosse, pois eu a queria para sempre, não só para aquele dia. Por isso eu respeitava a decisão dela de naquele dia ela não querer. Ela nunca tinha dormido com um homem, fui o primeiro e único. Eu não forçava a barra, pois as coisas obrigadas não saem perfeitas, e eu aguardava a decisão dela de ela se entregar por completo a mim. Eu fazia carinho nela, viajava em seu corpo e ela no meu. Depois ela resolveu fazer um macarrão para comermos. Eu lhe dava umas peças intimas de presente. A noite se esvarou adentro, apenas cochilávamos  e acordávamos e ela vinha me fazer carinho e eu retribuía,  ela viajava em meu corpo e eu no dela. Eu admirava ela, pois ela já com vinte anos de idade, saiu de casa aos treze para trabalhar fora e se manteve virgem. Mesmo estando longe de casa ela guardava os conselhos de sua mãe e se manteve virgem até os vinte anos até me conhecer e se entregar a mim, pois ela saberia que eu era o homem de sua vida e ela a mulher de minha vida. Naquela noite ficamos trocando caricias, não seria aquela noite, mas chegaria um dia de ela se entregar a mim de corpo e alma, sem culpa.
Os nossos carinhos bastavam, sexo, isso com o tempo aconteceria, pois eu e ela já estávamos interligados um no outro, e eu tinha paciência  eu não a queria só para sexo, eu estava vivendo o que tanto sonhava, um grande amor, e não queria estragar a magoando, transar contra a sua vontade. 
Muitos até me chamariam de bobo, dormir com uma mulher linda daquela e não transar com ela, isso para mim não importava, e nossos carinhos valiam muito. Eu saberia esperar o tempo certo, isso foi uma das coisas que ela gostou em mim, pois ela estava ali comigo e eu não forcei a barra, pois eu a teria outras vezes, eu falava para ela e isso lhe transmitia segurança. O que eu estava sentindo por ela era algo novo, era amor, e eu a amaria com a minha alma, e ela seria minha eterna companheira, minha eterna namorada para sempre.
Eu queria viver um grande amor, e estava começando a viver esse amor com Teka, ela me achava diferente dos outros caras, pois todo cara que ela conheceu só pensava em sexo e forçava a barra com ela, mas ela se guardava para o homem de sua vida, no caso seria eu.

Belo Horizonte - Minas Gerais - 08 de setembro de 1996.


A noite passava, logo amanhecia o dia, levantávamos e fomos tomar banho, para depois irmos a padaria tomar café e em seguida passear por Belo Horizonte.

Tomávamos banho juntos, depois íamos nos vestir, ela colocava um shortinho amarelo o qual a deixava gata demais, até tirei fotos.


                                          Teka linda, aquele shortinho amarelo!


Íamos para padaria tomar café, pelo caminho encontramos Daniel, um conhecido meu e do pessoal do depósito o qual era dono de uma lanchonete ali perto, paramos para conversar um pouco com ele. Eu apresentava Teka a ele, o qual a achou muito linda e olhava disfarçadamente para as  pernocas da Teka, que por sinal realmente eram lindas.Despedimos do Daniel e fomos tomar café, e em seguida voltávamos para o depósito pois estava um pouco frio e Teka decidiu vestir uma calça. Depois pegamos um táxi para o zoológico, e fomos.

Estávamos no zoológico, passeávamos vendo os bichos, que como eu e Teka, eles também estavam longe de sua terra natal. Tirávamos fotos, e uma das fotos que marcou, a qual eu fiz um quadro, Teka linda encostada numa árvore.

Dessa foto eu fiz um quadro.

Aquele dia foi maravilhoso e jamais esqueceríamos, ficaria para sempre na memória, aqui dentro de nós.
Depois de termos curtido bastante o zoológico, decidimos ir embora, na saída chupávamos sorvete, já no ponto de ônibus. Teka que pagou, pois meu dinheiro acabara e dali para frente naquele dia foi Teka que bancava tudo. Fomos embora para o depósito. Lá perto perto do depósito, numa pizzaria, Teka comprou uma pizza e dois refrigerantes e levamos para o depósito. Já estava quase na hora de irmos embora  para Mariana, as passagens já estavam compradas desde o dia anterior. Pegaríamos o ônibus dás 17:00 horas na rodoviária de Belo Horizonte. Tomamos banhos trocamos nossas roupas, tinha sobrado pizza, levamos com a gente. Eu tinha dado umas roupas intimas de presente para ela, as quais ficaram lindas nela.
Íamos embora, estávamos já no ponto de ônibus, quando vimos Seu João chegar, fomos conversar com ele, rapidamente e depois pegamos um ônibus para rodoviária. 
Estávamos na frente da rodoviária e ainda faltavam alguns minutos para o ônibus partir, tirávamos retratos.

Teka em frente da rodoviária de Belo Horizonte dia 08.09.1996.


Eu dia 08.09.1996 Rodoviária de Belo Horizonte.

Curtíamos nossos momentos juntos, numa boa. 
Já estávamos na plataforma de embarque e o Pássaro Verde já encostava, e nos levaria de volta a maravilhosa cidade de Mariana.
Chegávamos em Mariana e fomos para casa de Dona Elizete, chegando perto nos encontramos com suas duas irmãs, Rosa e Ivani, que estavam descendo, paramos para conversar com elas, e Rosa veio logo falando para Teka:
- É Teka, tenho que ir em casa ter uma conversa com o papai e com a mamãe sobre você.
- Vai! Problema é seu. Disse Teka.
- Que isso Rosa! Não fizemos nada demais, não aconteceu nada, ela só foi lá passear comigo. Eu disse.
Depois fomos para casa de Dona Elizete, lá ficamos conversando com Cindy e Marisa e tirávamos fotos.

Teka, Marisa e Cindy 08.09.1996.

Estávamos tristes, pois eu teria que voltar para Belo Horizonte. Teka encostava a cabeça em meu ombro, lágrimas saíam de nossos olhos. A hora ia se passando e a tristeza com ela aumentando.

Estávamos tristes pois teríamos que nos despedir...

Chegava a hora de eu partir, Teka iria comigo até a rodoviária. Eu me despedia do pessoal e de mãos dadas seguíamos para a rodoviária. Chegando lá fomos ao guichê comprar a passagem, tinha uma fila lá, eu não furei a fila, só fui pedir informação direto no guichê, um cara que estava na fila, veio falando que eu estava furando a fila, eu já triste e aporrinhado de ter que ir embora, mandava o homem para "aquele lugar."
Logo eu comprava a passagem e íamos para a plataforma de embarque, minha vontade era de chorar de não ir para BH, de ficar ali com ela e nunca mais nos separarmos. Logo O Pássaro Verde chegava, o mesmo que nos uniu, agora nos separava. Nos despedíamos  com ardentes caricias, meus dedos viajavam pelo seu braço e seguia para ponta de seus dedos, nos abracávamos apertadamente, eu teria que ir e dávamos os últimos carinhos. Eu entrava no ônibus e pela janela eu a via, ela acenava para mim com a mão. O ônibus já partindo, eu de longe a via pagando um táxi.
Eu estava dentro do ônibus, triste acabado, como um guerreiro que vencia a batalha, mas não a guerra. Eu lembrava de nossos momentos juntos.
Ela estava dentro do táxi, chorava por eu ter ido, o taxista olhava para ela e a via em lágrimas e a perguntava:
- Por que está chorando?
- Por nada, estou com vontade...
O taxista a levava para o Centro de Mariana...
Eu chegava ao deposito, Seu João abria o portão para mim, eu entrava e lá dentro da casa o cheiro da Teka ainda reinava no ar e lá estavam os nossos vestígios  sinal de que estivemos juntos ali, as latinhas de refrigerante, a bagunça na mesa e no quarto. No banheiro, o cheiro do perfume dela também estava e eu lembrava de nossos momentos maravilhosos ali. Seu João me perguntava como foi e eu contava para ele com algumas exceções é claro, pois eu não contaria toda a nossa intimidade ara ele.
A semana passava e naquela mesma semana estávamos na lanchonete do Daniel ali perto do depósito, eu, Seu João, Chuchu (Luiz Claudio) Geraldo e Silvair, não me lembro se tinha mais alguém, tomávamos cerveja, Daniel veio até nós e disse:
- Ambrósio teve domingo aqui com a namorada dele, uma morena...Oh!
- É, Teka, ela é linda... Eu falava.
Eu estava muito feliz e queria curtir aquela felicidade de montão. Eu não sabia direito, mas eu já estava amando.

Mariana - Minas Gerais - Domingo 15 de Setembro de 1996.

 "Feliz aniversário Senhorinha Custódio Rosa"

Era domingo, dia quinze de setembro de mil e novecentos e noventa e seis, aniversário da Teka, ela estava fazendo vinte anos e eu estava ali do lado dela.

Eu e Teka nos encontrávamos na praça de Mariana, era de manhã e seria um dia e tanto. fomos na Maria Fumaça tirar retratos, ficamos lá um tempo namorando e tirando fotos.

Teka na Maria Fumaça. 15 de setembro de 1996.

Depois fomos para o Ginásio Poliesportivo, no qual estava havendo uma feira de roupas que vinha de Petrópolis e Nova Friburgo (Minha Terra natal) Eu e Teka passeávamos pela feira, olhávamos as coisas e me sentia um pouco em casa. Teka encontrava uma amiga, que se chamava Neide, ela ficou andando com a gente, fomos lá em cima do ginásio, tiramos fotos, curtíamos numa boa.


Teka e sua amiga Neide 15.09.1996. No Ginásio Poliesportivo de Mariana.


Eu e Neide 15.09.1996. No Ginásio Poliesportivo de Mariana.







Eu e Teka enamorados, apaixonados. No Ginásio Poliesportivo de Mariana. 15.09.1996.

Lá embaixo na feira tinha um palanque com som e um cara com microfone, eu fui lá pedir para ele fazer uma homenagem e oferecer uma musica para Teka em meu nome, em homenagem ao seu aniversário.
E foi feito a homenagem para Teka a qual ficou feliz. Depois fomos passear no cemitério, tivemos que pular o muro, pois estava fechado. Logo em seguida resolvemos ir a Ouro Preto, fomos ao museu e depois numa antiga igreja na qual tinha um cemitério próximo. Tirávamos retratos.

                                         Teka Ouro Preto MG 15.09.1996

Teka esperava que íamos almoçar num restaurante, mas eu estava duro, com apenas uns R$ 3,00 eu falei a ela:
- Estou duro, só com três reais e pouco, dá muito mal para a passagem  e para fazer um lanche...
- Por que não me falou antes, eu tinha dinheiro em casa, poderia ter trago, agora vamos voltar para Mariana.
E fomos...
Chegávamos a Mariana e fomos ao posto Raul, na lanchonete, fizemos um lanche, o que o dinheiro dava e depois para casa de Dona Elizete.
Dona Elizete não estava em casa, tinha ido num churrasco com Cindy, Seu Nonô, Marisa e Bráulio (Namorado de Marisa) Só estava lá Vanderleia sobrinha  de Dona Elizete, entravamos Teka foi fazer um rango para nós comermos. Logo depois saímos para dar umas voltas por Mariana.
Eu não sei o que me deu, pois eu tinha ficado com muitas meninas, e ainda tinha Janaína me esperando em Nova Friburgo, mas eu estava enganchado em Teka, coisa que eu só pensava nela e em mais ninguém, nem em minha família e meus amigos de Friburgo eu lembrava. Meu coração já estava ligado no dela eu realmente tinha encontrado a mulher da minha vida e não sabia, estava descobrindo aos poucos, seria ela a Márcia de meus sonhos? 
Pois com Teka eu estava vivendo um grande amor como sempre sonhara, ela era diferente das outras meninas que fiquei, corajosa, determinada, meiga, sensual, sonhadora, sincera, fiel, humilde e estava me amando de verdade, ela me encantava com seu jeitinho e até hoje me encanta.
Aquele dia quinze de setembro de mil e novecentos e noventa e seis passou e vieram outros dias...
Depois daquele dia quinze de setembro, Seu João veio com uma noticia ruim me dizendo:
- É Ambrósio eu acho que você vai ficar sem ver a Teka...
- Por que?
- As vendas estão muito ruins e eu estou pensando em parar de viajar...
- Mas Seu João e se a gente abrir mais vendedoras, trabalhar mais...
Aquela noticia me entristeceu  mas o que eu podia fazer, eu dependia dele para ver Teka, eu não teria como ir de Friburgo a Mariana de vez enquanto de ônibus, pois não tinha dinheiro para isso.
Nós já estávamos nos amando muito (até hoje nos amamos) Eu não sabia como ia dar a noticia a Teka e como ia fazer para ficarmos juntos. Eu arrumaria até um emprego lá em Mariana, mas como, emprego lá era difícil até para os moradores de lá, quanto mais para um forasteiro como eu. A cidade de Mariana é muito pequena. Eu pedia ajuda a Deus e de certo como sempre ele me ajudaria.


Mariana - Minas Gerais - 30 de setembro de 1996.


Eu já tinha comentado com Marisa que eu ia parar de viajar, também já tinha me encontrado com Teka, mas não tive coragem de falar para ela, então resolvi escrever uma carta e pedir para Marisa entrega-la, e nesse dia trinta de setembro eu a escrevia...


A Carta...


" É uma pena, gostaria de ter fazer feliz, está sempre ao seu lado, te amar de verdade, de fazer você sorrir sempre, você para mim foi a melhor coisa que me  aconteceu em toda a minha existência, devo a você momentos felizes. Você está sozinha em minha vida, não há outra que possa comparar a você. Você foi e será a melhor para sempre. lembra do medo? Aquele em que eu vivia falando, era isso, de estar longe de você, de te perder, sempre perdi.

Minha vida é cheia de mistérios que nem eu mesmo conheço, mistérios que só servirão para atrapalhar minha vida e meus planos.
Hoje não sei o que estou fazendo, certamente tentando arrumar um meio de chegar até você, se é que ainda lembra de mim, de meus carinhos, de meu ombro amigo, de minha voz chata, do meus beijos, de minhas brincadeiras, minhas mãos tocando o seu ventre, sua barriga a apertando de acordo com sua respiração.
Minha vida sempre foi assim, perder as coisas que mais amo. Hoje você ainda está dentro de mim, são lembranças que tenho de nós dois, lembranças que são ajudadas por fotos, nossas fotos. 
Nunca te esquecerei, e lembre-se a qualquer momento eu apareço ai, correndo o risco de te encontrar nos braços de outro e com um filho que não é meu, pois você deve lembrar quando eu dizia que meu sonho era ser pai e que você era a única mãe que eu escolheria para dar a luz a um filho meu. Não só para ser a mãe de meu filho, mas também  a mulher da minha vida.
Não me julgue mal por não estar do seu lado nesses dias, você não sabe o que se passa comigo, estou tentando ressuscitar o verdadeiro Heziel, aquele que viola regras por um objetivo, por um alguém. o aventureiro que tem a liberdade como meta de vida. Você conseguiu comigo, coisas que nenhuma outra menina conseguiu, O amor, só você conseguiu fazer eu parar, pensar e te amar.
Gostaria que estivesse aqui comigo, como muitas vezes você dormiu em meu corpo e eu te acariciava. Lembra da "Maria Fumaça" nosso ninho de amor?
Breve voltarei "

                                  Leizeh Atsilegnave Agarb

30.09.96
                 
                                  Heziel Evangelista Braga

01.10.96


A carta estava escrita, agora era esperar o dia da partida e deixa-la com Marisa para ela entregar a Teka e depois não sei o que seria, se eu voltaria ver a Teka ou não. Minha cabeça estava cheia de pensamentos, tentando achar um meio de não parar de viajar.

Alguns dias antes de Seu João falar aquilo comigo, eu vivia falando para Teka do medo que eu tinha, pois eu estava vivendo um grande amor, pela primeira vez, e eu tinha medo de que tudo acabasse, de eu não poder ver mais Teka. Já tinha perdido muitas coisas que eu gostava nessa vida, e agora não queria perder um alguém que eu estava amando. E eu falava para Teka:
- Tenho medo...
- Medo de que?
- De ficar sem você, minha vida é cheia de mistérios, e agora que estou feliz, não quero que isso acabe.
E foi assim, eu estava muito triste, não queria que tudo acabasse.
Eu e Seu João conversávamos, poucos dias depois que escrevi a carta, a qual ainda eu não tinha entregado.
- Ambrósio  vamos tentar abrir mais vendedoras, pelo menos para a Marilete (sua filha e patroa) ver o talão cheio de vendedoras, ai eu vou enrolando ela até ver se as vendas melhoram, e ela desista de acabar com as praças. Enquanto isso você conversa com a Teka, quem sabe as vendas melhoram.
- É seu João, seria ruim ficar longe da Teka, ainda mais agora que as coisas entre eu e ela estão tudo numa maravilha.
Alguns dias depois daquele em que escrevi a carta, ainda estava triste, pois corria o risco de não ver mais a Teka, apesar de eu e Seu João termos aberto mais vendedoras e fortalecido um pouco as vendas, Seu João adiava o fim de parar com as vendas, e eu poderia colocar meus planos em ação.
Nesses dias eu e Teka nos encontramos, eu não me lembro o dia certo, só sei que foi depois do dia trinta de setembro e antes do dia dezenove de outubro, eu subia o bairro galego em Mariana, era onde Teka estava trabalhando e morando, na casa da Dalva filha de Dona Sônia, então eu subia o morro e fui lá em frente da casa, como eu fazia sempre, ficava parado esperando Teka me ver, até que ela me viu e pediu para eu esperar, logo ela vinha com uns tabuleiros na mão para os entregar numa vizinha ali perto, eu fui com ela, depois de ela entregar os tabuleiros, ficamos conversando, e eu falava para ela:
- É Teka, as coisas não estão nada bem, Seu João está querendo parar de viajar e sabe o que isso significa? Eu e você longe um do outro.
- Que isso Heziel! Mas não tem outro jeito?
- Não! O único jeito é eu trabalhar uns dois anos lá, juntar um dinheiro e vim aqui te ver. Você  me esperaria esse tempo todo?
- Se você mandar carta sempre, ou telefonar e pensar em mim, eu te espero...
- Será? Você ficaria dois anos sozinha me esperando? Não arrumaria  ninguém?
- Não! se você me amar, e lembrar de mim sempre, eu te esperaria...
- Não! Desse jeito não ia dar. Você iria embora comigo pro Rio?
- Eu te amo, mas só se for casando, você sabe, meus pais, nunca que eu pensaria em magoa-los e também meu sonho é casar certinho na igreja e no cartório, não quero magoara meus pais, e nem fazer igual a certas meninas por ai, se amigar (se ajuntar) Disse Teka.
- Você casaria comigo na igreja e no cartório e iria embora para o Rio comigo?
- Claro! Você me levaria para o Rio de Janeiro?
- Claro que levo! Casa comigo?
- Caso...
"Num mundo conturbado, onde as possibilidades são poucas, tentávamos dar o nosso jeito para sermos felizes, e naquela época eu e Teka fomos protagonistas de nossa própria história, para nós o mundo poderia estar desabando a nossa volta, mas estávamos vivenciando o nosso amor que era intenso, e tudo girava em torno de nós dois, para nós, não tinha espaço para uma terceira pessoa, e nem os problemas do mundo exterior nos influenciava, pois estávamos vivendo o nosso momento, nos amando e planejando nosso futuro juntos.
Nossa caminhada seria difícil  mas superaríamos muitas coisas"



Second Nature - Rush


Musica que eu ouvia na época 1996...

Ai começava uma nova fase em nossa vida. naquele dia nos despedíamos, e eu ia para casa de Dona Elizete contar as novidades. chegando lá eu conversava com Marisa:
- Marisa, eu e Teka vamos nos casar...
- Jura? Fala sério!
- Juro, a gente se ama, e como você sabe Seu João quer parar de viajar e não quero ficar muito tempo longe da Teka...
- Puxa! Acho que vai ser o segundo casamento em que eu dei uma ajudinha, pois eu já ajudei uma colega ficar com um cara e eles acabaram se casando, agora é você e Teka.
- É, vamos nos casar e vamos morar no Rio. Eu e ela ainda vamos conversar melhor sobre os papeis do casamento, como é que faz.

Belo Horizonte - Minas Gerais - Sábado - 19 de outubro de 1996.


Eu, Seu João, Zé (filho mais velho de Seu João) rose a namorada do zé, Paulo (outro filho de Seu João - In Memoriam) estávamos num restaurante almoçando e rolou um papo sobre o meu casamento, Zé olhou para mim e disse:

- Ambrósio, você vai casar e como vai sustentar sua esposa?
- Nem só de dinheiro a gente sustenta uma mulher...
- Casamento não é brincadeira não!
Ele achava que eu não tinha capacidade para casar e ter responsabilidades e também por que eu era muito pobre.
Depois fomos para o depósito e Seu João viria com uma noticia ruim naquele dia...
Eu e Teka ficamos de nos encontrar em Mariana para irmos para casa dos seus pais, só que aconteceu um imprevisto. Seu João iria embora para Nova Friburgo e ia passar por Mariana  para ver sua namorada Elaine e me deixar lá, mas só que a filha dele a Marilete estava em BH e ia ir  com a gente para Friburgo, ai que foi que Seu João não poderia passar por Mariana, se não sua filha ia desconfiar dele com Elaine, então Seu João me disse:
- Ambrósio, não vai dar pra gente passar por mariana, pois a Marilete vai com a gente e se passarmos por lá ela vai desconfiar, se você quiser ir de ônibus...
- Não vai dar tempo Seu João, Teka está me esperando para nós irmos para casa de seus pais e o ônibus que vai para lá sai ás 16h00min, não vai dar tempo. Eu vou para casa, já estou um bom tempo aqui, tenho que ver minha mãe, apesar que eu preferiria ficar com Teka.
E naquele dia não pude ir me encontrar com Teka, fiquei muito triste.
Eu pedia ajuda a deus e ele sempre me ajudava e foi ele quem uniu eu e Senhorinha, realizou o meu sonho de encontrar alguém especial.
Já estávamos no asfalto em direção a Nova Friburgo, eu só pensava em Teka.


Eu já tinha ligado para casa de dona Sônia em Mariana e deixado recado para Teka e também liguei para casa da Quitéria em BH e deixei recado com a Adriana filha da Quitéria, se caso Teka ligasse, dizer que fui para o Rio.

E lá em Mariana? Como deveria estar a Teka.
Tadinha, ela tinha me esperado para irmos para casa de seus pais, mas eu não aparecendo, ela desistiu de ir e foi para casa de dona Sônia a qual lhe deu o meu recado, dizendo que eu tinha ido para o Rio. Depois Teka foi a casa de Dona Elizete, e a chamou para ir com ela ao telefone ligar para mim em Friburgo, para casa de minha prima Débora, isso era umas 18:30 horas, como eu ainda não estava em Friburgo, ela deixou recado para eu ligar para ela no domingo ás 12:30, só que entenderam mal o recado e me disseram que ela que ia me ligar a essa hora.

Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Domingo 20 de Outubro de 1996

Nesse domingo, eu acordava cedo e falava para minha mãe que eu iria me casar e ela me apoiava e eu a perguntava se ela não sabia quem teria um vestido de noiva para emprestar na Teka e ela me disse que ia ver. Depois eu recebia um recado mal dado, de que Teka tinha ligado no dia anterior (sábado) e pedira para me dizer que ela ia me ligar ás 12:30 no domingo. Eu aguardava a hora de eu ir a casa de minha prima para receber a ligação. Minha mãe tinha ido na casa de um primo meu ver se a esposa dele emprestava o vestido para Teka, e emprestou, ela teria que vim experimenta-lo. A hora passava e já estava quase na hora do telefonema e eu fui lá na casa da minha prima receber a ligação, minha mãe foi comigo. Chegando lá, eu esperava a ligação e já se passavam das 12:30 horas e nada de Teka ligar, até que minha prima me disse:
- Por que você não liga para ela?
- Pode?
- Claro que pode!
- 031 557 14 59
E o telefone chama e rapidamente alguém atende, era ela...
- Alô!
- Teka?
- Oi Heziel!
- Como é bom ouvir a tua voz Teka, eu estava esperando você me ligar, você disse que ligaria ás 12:30...
- Não! Eu deixei o recado que era para você me ligar ás 12:30.
- Ué! Então entenderam mal o recado, não importa, o importante é estar falando com você. Como você está? Pois eu estou com muita saudade de você...
- Estou bem e com muita saudade de você também. Respondeu Teka.
- Te deram o recado  aí na casa de Dona Sônia?
- Me deram; Por que você não pode vim?
Eu contava para Teka o por que de eu não ter ido, depois continuamos a nossa conversa:
- Teka já arrumei o vestido de noiva para você, só falta você vim aqui experimenta-lo.
- É, que bom! E quando você vai me levar ai?
- A próxima vez que eu vier aqui. Teka, eu te amo, sinto tanta saudade de você.
- Te amo Heziel, também sinto tanta saudade de você. Como está sua mãe?
- Está bem, ela está aqui do meu lado, fala com ela, mas fala alto que ela não escuta direito...
E as duas conversavam um pouco, depois eu e Teka nos despedíamos com palavras de amor.
Aquele domingo ia passando, eu conversava com minha amiga Marizete e eu dizia a ela:
- Marizete, estou muito feliz, nossa, essa menina é especial, vou me casar com ela...
- Casar Heziel? Também nem tanto né?
- Vou sim Marizete, eu a amo...
- Mas você dizia antes que queria curtir a vida numa boa, ficar com todas as garotas, e a Janaína? Vocês não estavam numa boa?
- Não Marizete, eu só penso em Teka, eu e Janaína bem dizer nunca tivemos nada, um namoro frio. Teka é diferente, me faz sorrir, me compreende, é humilde, ela é demais. Hoje mesmo eu termino o que nunca começou com Janaína.



Where The Streets Have no Name (Onde as Ruas não tem Nome) U2   (Esse vídeo é para ser compartilhado pelo mundo, ajuda humanitária, Ajudem a quem precisa)


Eu estava vivendo o que tanto sonhara, vivendo um grande amor, e nada poderia atrapalhar. Época boa em que eu ouvia belas canções Where The Streets Have no Name do U2. Uma das tantas que marcaram minha juventude, e também aqueles dias.

Naquele domingo 20 de outubro de 1996 estava tendo festa da Juventude em Conselheiro Paulino, e eu iria e estava decidido a terminar o namoro com Janaína, para então eu viver intensamente o meu romance com Teka. Eu e Marcelo descíamos o morro eu pedi para ele ir na frente pra festa, que eu ia passar na casa da Janaína primeiro.
Pelo caminho da casa de Janaína eu encontrei um conhecido que até me elogiou pois eu estava bem arrumado. Eu tinha consciência do que estava fazendo, pois o meu namoro com Janaína não tinha futuro, enquanto que com Teka estava as mil maravilhas pois ela era a mulher da minha vida. Chegando perto da casa de Janaína  eu avistei sua irmã mais nova, então a pedi para chama-la enquanto eu a aguardava num banquinho próximo a sua casa.
Eu estava decidido a terminar o namoro, pois só faltava ela para eu poder estar inteiramente livre para amar Teka e viver um romance intenso e sem culpa. 
Logo Janaína veio e sentou se ao meu lado, não vou negar, ela era um menina muito bonita, tinha um sorriso fascinante e sensual, mas não era isso que eu procurava numa mulher, eu não queria uma mulher por causa do corpo, de sexo etc. Eu queria alguém que me aceitasse do jeito que eu era, e esse alguém existia e estava me esperando lá em Mariana, Minas Gerais. Então Janaína sentava ao meu lado e dizia:
- Sumiu hein, resolveu aparecer?
- A gente precisa conversar Janaína, eu viajo muito e...
- Isso que eu ia conversar com você, você viaja muito, eu fico aqui te esperando, minhas colegas com seus namorados e eu sozinha te esperando...
- Então, é melhor a gente dá um tempo, cada um seguir seu rumo...
- Também acho...
- Viva a sua vida o melhor que puder, você é uma menina legal, merece ser feliz...
- Eu vou lá dentro já volto...
Janaína disse que ia dentro de casa e voltaria, mas não voltou, eu notei que ela estava triste, a irmãzinha dela estava perto de mim, e como ela estava demorando e já tínhamos conversado o necessário, eu pedir para ela dizer que eu fui para festa.
Eu senti que Janaína ficou triste, mas foi um peso que tirei das costas e da consciência, pelo menos ela também estava livre para encontrar alguém que lhe fizesse feliz. Pelo caminho em direção a festa eu ia até comemorando e imaginando Teka lá em Minas e eu estava com muita saudade doido para chegar o outro dia para ir para lá para vê-la. Aquele dia foi a ultima vez que conversei com Janaína, depois nunca mais até essa data de hoje dia 26.02.2013 apenas a vejo de relance. Tempos depois daquele dia que conversamos ela foi morar com um rapaz e teve uma filha. O padrasto dela conversou comigo sobre ela e a convivência dela com o marido, mas isso foi tempos depois quando eu já estava casado e se der vou estar colocando aqui.
Já na festa eu me encontrava com Marcelo, tinha muitas meninas bonitas, mas minha mente estava focada numa só Teka. Nenhuma outra mulher me interessava e nunca mais fiquei com mulher nenhuma apenas com Teka até a data de hoje se Deus quiser para todo o sempre.
Seria essa a menina que eu sonhava, que até coloquei o nome de Márcia, pois o nome Senhorinha era  indefinido. Mas chegou um dia que vou contar mais pra frente que aconteceu algo precisamente no ano 2000 que fez eu não ter mais duvida de que Senhorinha, Tetel, Teca, Teka era a Márcia de meus sonhos, que era a menina que vi na miragem lá na pedra do Prado em 1994. Mas para frente vou estar contando, pois eu ainda estou em 1996.
E naquela noite dia 20 de outubro de 1996 eu estava com Marcelo na festa da Juventude em Conselheiro Paulino,  mas meu coração estava lá em Mariana Minas Gerais, e num momento lá Marcelo me mostrou Janaína triste próximo ao palanque. Eu olhei para ela, mas já estava decidido, o meu coração já tinha endereço certo, e com o tempo Janaína ia me esquecer.
E naquele domingo eu e Janaína terminávamos.  Pronto o ultimo peso que eu tirava das costas, agora eu era todinho para Teka e com ela eu me casaria e em nome de Deus seriamos muito felizes.
O domingo passou e já era segunda-feira, vinte e um de outubro de mil e novecentos e noventa e seis. Viajaríamos  Eu estava louco para ver Teka, e fomos para estrada eu e Seu João.


Horizonte Azul (Leandro e Leonardo)

E já na estrada dentro do carro ao som de Leandro e Leonardo meu coração disparado de saudade e louco para chegarmos em Minas Gerais.
Naquela semana eu e Teka nos encontramos e marcamos de nos encontrar  no sábado para ver se iriamos juntos para minha casa ou para casa dela.

Minas Gerais - 26 de outubro de 1996.


Estávamos eu e Seu João em Belo Horizonte terminando as cobranças, para irmos embora, pois seu João iria para Friburgo e passaria por Mariana. Silvair, filho de Seu João iria com a gente, pois ele deixaria o carro dele em BH e iria de carona com a gente. Depois de terminar o serviço fomos embora, nós três. Eu estava com medo de não dar tempo de chegar em Mariana antes da hora do ônibus que vai para Diogo de Vasconcelos, pois se eu não chegasse, Teka poderia ir sozinha para casa dos pais. Seu João e Silvair ficavam enrolando no caminho, paravam em todo lugar. eu olhava o relógio, e faltavam muito pouco para hora do ônibus que Teka pegaria, eu falava com seu João andar mais rápido, eu sentia que não ia dar tempo, até que chegávamos em Mariana e fomos direto ao posto Raul, onde era o ponto de ônibus e lá estava Teka prestes a pegar o ônibus, Seu João parava o carro e eu ia ao encontro dela a qual dizia:

- Pensei que não ia vim de novo, vamos para casa de meus pais?
- Eu vim te buscar para irmos para minha casa, vamos?
- Eu não sei Heziel, acho que eu não vou não...
- Que isso Teka! Vamos sim, conhecer minha cidade, minha família!
- Acho que não, tenho que pegar algumas roupas...
- A gente te leva lá rapidinho para você pegar as suas roupas.
Então falei com Seu João, e fomos primeiro na casa de Dona Elizete, depois fomos a casa onde Teka trabalhava para pegar algumas roupas. No caminho, Teka me dava um cordãozinho de presente. Depois de irmos a casa onde ela trabalhava, seguíamos caminho para Nova Friburgo.
Seu João ia dirigindo, do seu lado ia Silvair seu filho, e atrás íamos eu e Teka, conversávamos muitas coisas,  eu falava de minha cidade e pela estrada mostrava paisagens lindas a ela e assim seguíamos viagem.
Já era noite e já estávamos chegando em Além Paraíba, parávamos num restaurante para jantarmos. depois de jantarmos, continuávamos a viagem, eu estava muito feliz de Teka estar ali comigo, indo passear em minha casa.
Logo chegávamos em casa, despedíamos de Seu João e Silvair e entramos no portão, minha mãe dormia, eu abri a porta e fomos entrando, fomos ao quarto onde minha mãe dormia com uma menina, Daiane, filha da vizinha e de vez enquanto dormia com minha mãe.  Minha mãe acordava e ficava feliz de nos ver, eu dizia brincando:
- Mãe! Essa é a sua nora...Nora essa é a sua mãe!
E as duas se cumprimentavam, conversávamos mais um pouco, comíamos algumas coisas e fomos dormir, pois o outro dia (domingo) seria agitado. Dormíamos juntinhos, eu respeitava a decisão dela de ela não querer, transar  e eu a queria para sempre, teríamos a vida inteira pela frente para ficarmos juntos, para que a pressa, também estávamos cansados com a viagem. 
A noite ia passando, Teka estava com um short-dool o qual eu lhe tinha dado aquele dia mesmo, ela estava linda, nos acariciávamos  ela me deixava louco, mas eu sabia quando ela colocava limite, não era por que ela estava na minha casa e na minha cama que ela tinha que fazer o que eu queria, ela não era qualquer menina, e quando ela dizia Não! Era não, e eu respeitava e admirava isso, pois até então as outras meninas que eu tinha saído, mau me conheciam e iam se entregando a mim, Teka era diferente. Eu já estava amando, e sabia que no tempo certo a gente se amaria sem culpa e sem pressa. Ficávamos na troca de carinhos e era maravilhoso seus carinhos. Ela ainda não tinha se entregado a ninguém, pois ela tem juízo  pois desde os treze anos ela ficou fora da casa dos pais e se manteve virgem até casar se comigo, pois ela esperava o homem certo, e tenho certeza sem medo de errar, eu fui e sou o cara certo, ela não se arrependeu de esperar esse tempo todo, enquanto suas colegas e até mesmo algumas irmãs suas já tinham transado e até mesmo se dado mal, ela esperava o cara certo, mas como saber a pessoa certa que vai nos amar para sempre? Busque em Deus ele sonda os corações e vê o futuro. Eu sou o cara que a ama a quase 17 anos, e nem em pensamentos eu a trair, e tenho certeza que ela também não, pois nossa reciproca é verdadeira. Nos amamos um ao outro e muito. No decorrer deses dezessete anos muitas coisas aconteceram, umas boas e outras ruins, mas nada que venha manchar o nosso casamento que  é sagrado, eu estou colocando nesse brogue tudo que eu e ela passamos juntos, pois muitas dificuldades tivemos na vida juntos. Eu e ela comíamos arroz e feijão puro, e unidos, aquilo que prometemos diante de Deus na igreja, estamos cumprindo; Na alegria e na tristeza, na doença e na saúde, na riqueza e na pobreza, etc. Pois prometemos um para o outro e ambos para Deus. Mas vamos voltar para o dia 27 de outubro de 1996, muitas outras coisas estarei colocando nessa história mais para frente.

Nova Friburgo - Rio de Janeiro - Domingo 27 de Outubro de 1996.


O domingo chegava e eu iria leva-la em vários lugares. Primeiro a levei para experimentar o vestido de noiva na casa do meu primo Ozeias, o vestido era da esposa dele e ficou lindo em Teka. Certa superstição diz que o noivo não pode ver a noiva com o vestido que dar azar, que nada! É só superstição.  Ela estava linda. Teka ficou com o vestido e íamos leva-lo para Minas Gerais. Depois levei Teka na casa de outros parentes meus, e todos gostaram dela. Levei ela na casa de meu irmão, a  apresentei em meus colegas e a acharam linda. Levei ela na Pedra do Prado e lá em cima nos acariciávamos  e ela gostou muito do lugar e eu senti algo quando eu estava do lado dela lá em cima na Pedra,  o mesmo sentimento que eu tive quando eu vi a miragem em 94, os mesmos sentimentos que eu sentia quando eu ia  ali e pensava na menina de meus sonhos a qual coloquei o nome de Márcia me minhas histórias. Cada momento ao lado de Teka eu via que ela era a Márcia a menina planejada por Deus para mim.  Foi demais, os momentos com Teka na minha cidade. Voltamos para casa e aonde passávamos, alguém a olhava a admirando. Estávamos lá em casa quando Ozeias e sua esposa vieram com uma história estranha, sobre o vestido, como se não quisessem emprestar na Teka. Eles disseram que dependendo da data do nosso casamento, eles emprestariam o vestido para outra pessoa. Mas eu acho que era cascata, se não eles tinham falado antes, eles não queriam era emprestar o vestido, mas depois pensaram um pouquinho e resolveram deixar com a gente.  Se não emprestasse não tinha problema, lá em Minas Teka e sua afamilia arrumaria e talvez até mais bonito, resolvemos aceitar aquele, por que ele era  um vestido bonito e queríamos ganhar tempo, seria menos uma coisa para nos preocuparmos, pois nem sabíamos o que viria pela frente, pois achávamos que ia dar tudo certo com nossa documentação, e deu problema com meus documentos, que mais para frente vou estar contando. Ficamos com o vestido, é claro sabendo até hoje que a esposa do Ozeias se arrependeu de emprestar e ainda aconteceu algo que estarei também contando mais a frente.

A noite meu irmão e sua esposa foram lá em casa e nos chamaram para ir com eles em Riograndina, um Distrito de Friburgo próximo a nossa casa. Lá morava um primo nosso, e fomos a casa dele e lá perto também morava Seu João. Ficamos um pouquinho na casa de meu primo e depois fomos a casa do Seu João e lá estavam muita gente. Conversamos um pouco e depois fomos embora, voltamos a casa do meu primo e chamamos Eliel e Kelly para irmos embora, e fomos.
Chegamos em casa e ficamos conversando um pouco, alguns colegas meus foram lá para conversar comigo, Wilson, Marcelo e Bruno. Depois que todos foram embora fomos dormir maravilhosamente bem.

Segunda-feira 28 de outubro de 1996...


Acordávamos e iriamos no Centro da cidade, eu levaria Teka para conhecer. Ela como sempre estava linda. Lá no Centro eu mostrava vários lugares a ela, depois fomos ao Banco Bradesco para eu abrir uma caderneta de poupança a qual eu falava para ela que era nosso pé de meia pro futuro. Na hora de abrir a conta a menina do banco pediu comprovante de residência, como eu morava de aluguel e com minha mãe eu não tinha, foi ai que vi um conhecido meu lá e por sorte na época era o gerente, Ricardo um conhecido da época da Iwega, ele veio até a mim e na mesma hora liberou. Voltávamos para casa para arrumar as coisas e descansar um pouco, pois viajaríamos naquela segunda-feira a noite. e logo chegava a hora, já era bem tarde da noite quando seu João buzinava em frente de casa e íamos  minha mãe se despedia da gente no portão. Agora eu só voltaria a Nova Friburgo casado. Partíamos, Silvair ia com a gente de novo.


Terça-Feira - 29 de Outubro de 1996...


E Seguíamos asfalto e tempo depois chegávamos a Mariana por volta dás 05:00 da manhã de terça-feira, fomos a casa de Dona Elizete deixar Teka e marcamos de nos encontrarmos no próximo sábado para irmos a casa de seus pais para falarmos de nosso casamento e para dar entrada nos documentos.

Seu João não gostou muito da ideia de eu ir sábado para Mariana me encontrar com Teka, pois ele queria que eu trabalhasse no sábado também, mas eu nem liguei, sábado eu estaria com Teka...
E o sábado chegava eu e Teka nos encontrávamos e fomos para casa de seus pais para falar como eles sobre o nosso casamento e irmos no cartório e na igreja. 


Experiencia Religiosa - (Enrique Iglesias.)

Estávamos vivendo o nosso momento, uma nova fase estava por vim, nosso amor cada vez mais crescia, e ao som de lindas canções musicas que marcaram época e nossa história.
Já era noite e já estávamos na roça na casa de seus pais, e estávamos no quarto conversando com sua mãe, Soninha e Divino seus irmãos estavam lá também. falávamos de nosso casamento com sua mãe, Teka mostrava o vestido de noiva a eles. Teríamos que falar com seu pai, e ele estava na cozinha e fomos lá falar com ele, eu dizia a ele que eu e Teka iriamos casar e ele concordou.
Teríamos que esperar até segunda-feira para irmos ao cartório e na igreja em Diogo. enquanto que a segunda-feira não chegava, eu ia curtindo com Teka a vida na roça. Ela me contava várias histórias dali, sua infância, e outras coisas mais.
O domingo passava e logo já era segunda-feira, e de manhã cedo saímos em direção a Diogo, eu, Teka, seu irmão Divino e sua mãe, fomos a pé, pois lá não tinha condução e teríamos que andar uma hora a pé.
Chegávamos a Diogo e fomos ao cartório, mas só que nossos planos naquele dia não dariam certos. No cartório o escrivão dizia que eu precisava de uma nova certidão de nascimento, com o máximo de seis meses de tirada, que aquela minha não servia. Eu e Teka ficamos tristes, pois eu era de longe, não poderia resolver isso rapidamente. Eu perguntava ao cara do cartório se não tinha outro jeito e ele dizia que não. E teve mais coisas ainda, eu não era batizado na igreja católica, pois precisava do batistério. Aquilo me deixava triste, que até falei para Teka que iria leva-la embora sem casar na igreja e no cartório. mas isso não era o que queríamos, eu pedia ajuda a Deus mais uma vez ele me ouvia e nos ajudava. Eu fui a igreja de Diogo conversar com o padre e ele me aconselhou que eu fizesse um curso de batismo em Mariana, onde eu ficava, pois fazendo o curso eu pegava o diploma e poderia me batizar. E isso que eu iria fazer. No cartório o escrivão tinha me dito aquilo, então eu teria que me comunicar com minha mãe em Nova Friburgo para ela resolver a questão da certidão para mim, pois eu não poderia ir lá. Era a cidade de Trajano de Moraes que fui registrado, e ela teria que ir lá.
Então eu e Teka voltamos para Mariana e ai seria uma corrida contra o tempo. Eu ligava para minha mãe e pedia para ela ir a cidade que fui registrado e pegar uma nova certidão e enviar pelo correio para Mariana, para casa de Dona Elizete, eu dava o endereço a ela. Depois eu ia resolver o assunto do curso de batismo, então eu ia num centro comunitário ali no Cabanas perto da casa de Dona Elizete, lá tinha umas madres, só que quando eu falei com uma delas que nem brasileira parecia ser, ela não se interessou tanto a me ajudar, pois ela achava que eu estava querendo fazer o curso de batismo, só para casar, não por interesse a religião.    
Eu tentava convencer ela de que não só estava interessado a me casar, como também me batizar, pois eu era pagão. Ela me mandava procurar Padre Paulinho na igreja da Sé em Mariana, e eu fui. Chegando ao lugar onde ficava esse Padre Paulinho, quem me atendeu foram umas senhoras e me disseram que o Padre não se encontrava lá, então eu explicava o meu problema para elas, foi ai que uma delas disse que ia me dar o curso de batismo, pois era ela que resolvia esses assuntos, seu nome era Sissi, ela era madre. Então ela me deu o endereço de sua casa e me disse que o curso era de poucos dias. E assim foi. Eu ia fazendo o curso na casa de Dona Sissi e era de segunda a sexta-feira, ás 18:00 hs, e quando terminava eu ia me encontrar com Teka, isso quando Teka não ia comigo na casa dela.  Foram duas semanas de curso, sendo que fiz uma semana primeiro, fui para BH ajudar Seu João e depois voltei a Mariana e fiz mais uma semana e pronto, chegava ao final do curso o qual valeu muito, pois Dona Sissi me deu vários conselhos e me ensinou muitas coisas boas, não só para mim, também para Teka. Então Dona Sissi marcou um dia para eu conversar com Padre Paulinho, para ele me dar a autorização para eu me batizar na igreja de Diogo de Vasconcelos, onde eu e Teka iriamos nos casar. Eu fui conversar com o tal padre e ele me deu a autorização para o batismo.
Eu estava feliz da vida, tudo estava dando certo, o curso de batismo já estava resolvido, a minha certidão já estava a caminho de Mariana, Teka já estava de data marcada para sair do emprego, pegar seus direitos trabalhistas e juntos voltarmos para Diogo de Vasconcelos para marcarmos definitivamente o nosso casamento. As alianças já estavam sendo feitas direto da ourivesaria.
Tudo ficou resolvido, Deus sempre nos ajudando, sem ele nem sairíamos do lugar. Minha certidão já estava em minhas mãos, a autorização do batismo também, Seu João tinha me dado um dinheiro, o qual paguei as alianças e ainda sobrou. Eu deixei todas essas coisas aos cuidados de Teka. e no dia vinte  três de novembro de mil e novecentos e noventa e seis, a gente fomos embora para Diogo de Vasconcelos. Teka tinha recebido seus direitos trabalhistas e comprou alguns enxovais para o nosso casamento.
Tivemos vários obstáculos no meio disso tudo, mas valeram, pois aprendemos muito. Não foi fácil  desde quando eu e Teka nos encontramos pela primeira vez em Junho, até esse dia vinte  três de novembro de mil e novecentos e noventa e seis, passamos por muitas coisas, a maioria boas...
No dia vinte três de novembro de mil e novecentos e noventa e seis, foi o dia que fomos definitivamente para casa dos pais da Teka para marcar a data do casamento. Desde quando nos encontramos pela primeira vez que foi junho, até aquela data ali, muitas coisas aconteceram, algumas eu já até escrevi na data certa, pois lembramos, mas há outras coisas que aconteceram e não lembramos a data, só sei que foi entre o fim do mês de junho e o dia vinte três de novembro de mil e novecentos e noventa e seis.
...As coisas foram acontecendo tão rápidas que hoje nós lembramos de tudo, mas certas coisas não lembramos a data, mas lembramos. Agora começo a contar tudo...


SORROW - TRISTEZA ( PINK FLOYD)


" A Maria Fumaça" era ponto certo de nós namorarmos, eu e Teka já até dormimos dentro dela, e até deixamos nossos nomes gravados nela. Certa vez estávamos dentro dela, era cedo, deveria ser umas 13:00 horas, de repente um cara que morava ali perto e dizia ser o vigia  dali, apareceu de longe gritando:

- Oh saem dai! Dou dois minutos para vocês saírem dai...
Ele dizia isso apontando para mim uma garrucha 32 de dois canos, eu dizia:
- Ai meu! Eu venho aqui passear na sua cidade e você aponta uma arma pra gente, é assim que você trata os turistas que vem aqui?
- Dou dois minutos... Ele continuava a dizer.
- Vamos embora Heziel! Dizia Teka.
- Quem esse  cara pensa que é? Eu disse.
Perto de mim onde eu estava, tinha uma ferramenta de ferro enorme, a peguei, se ele viesse eu me defenderia com ela. Teka nervosa me chamava para irmos embora e por ela eu fui, mas não tive medo dele.  Fomos ao telefone e liguei para policia, mas não ficamos esperando, fomos embora e não sei se apolicia foi lá.
E assim foi...
...Certa vez estávamos indo para Maria Fumaça e quando estávamos quase chegando, uma luzinha vermelha aparecia em nossa frente, levamos um susto e começamos a rir, era algum idiota escondido com aqueles chaveiros.
E assim foi...
...Nos amávamos  dentro da Maria Fumaça, o nosso ninho de amor, lá dormimos várias vezes, quer dizer, Teka dormia, a maioria das vezes eu ficava acordado olhando ela dormir em meu corpo, feito um passarinho indefeso. A Maria Fumaça foi um lugar especial para nós dois e ficou marcado para sempre aqui dentro de nós. Observar ela dormindo em meu peito era mais do que prazer, era demais, momentos inesquecíveis  canções do A-ha também faziam parte da nossa vida naquela época...


Dark is The Night - Escura é a Noite ( A-Ha)


...Quantas vezes choramos na Maria Fumaça, chorávamos de medo, de um perder o outro. Quando estávamos trocando caricias, eu apertava a barriguinha dela que por sinal muito sex, de acordo com sua respiração, ela gostava, nos amávamos.



Stay on These Roands - Continue nestas estradas (A-Ha)

Tínhamos medo de aquilo tudo acabar, por isso chorávamos, e nos amávamos  parecia que já nos conhecíamos de longa data, eu queria continuar naquela estrada chamada Teka.
E assim foi...
...No dia em que Dona Elizete e família foram em sua cidade natal votar e deixou a casa na minha responsabilidade, a qual estava um pouco bagunçada e eu dei uma arrumadinha, depois de arrumar tudo, fui me encontrar com Teka. Depois de passearmos por Mariana, voltávamos para casa de Dona Elizete, ainda não tinham chegado, eu chamei Teka para entrarmos para ficarmos lá dentro, só que Teka não quis, pois não tinha ninguém lá, e ela achou que ia pegar mal, não queria ficar sozinha lá dentro comigo, isso me fez admira-la, pois se fosse outra menina, não ia esquentar, ia entrar comigo e fazer o que eu quisesse com ela que iria deixar, mas Teka é diferente, elas também respeitava a casa de Dona Elizete e ainda não era a hora.  Então ficamos na calçada esperando o pessoal que logo chegaria. 
E assim foi...
...A maioria das vezes que eu e  Teka marcávamos encontro, eu a esperava na frente da igreja da Sé, a principal igreja de Mariana, onde nas missas lotava. Eu ficava em frente a essa igreja, ansioso para estar com ela e juntos irmos para o nosso ninho de amor, a Maria Fumaça. Quando ela vinha de longe em minha direção eu ia observando cada traço de sua beleza.
E assim foi...
...No dia da apuração eleitoral em Mariana, eu estava na casa de Dona Elizete, era de tarde e me deu uma vontade de ver Teka, então fui lá no bairro Galego, na casa da Dalva, onde Teka trabalhava. chegando lá, como sempre eu fazia, eu ficava em frente a janela da casa, de uma boa distancia, esperando Teka me ver, só que ela tinha me visto e eu não percebi naquele dia, então eu dei a volta pela outra rua, a qual dava atrás da casa que Teka estava. Lá na outra rua tinha uns caras soltando fogos de artifícios comemorando a vitória de um politico para prefeito de Mariana na apuração eleitoral. Dessa mesma rua, dava para ver a área da casa onde Teka trabalhava, a casa era um sobrado de dois andares, eu avistava Teka na área  ela não me via, pois eu estava na rua, então avistei uma construção parada, cujo tinha uma laje  que ficava de frente para área onde Teka estava, e eu fui lá, e fiquei lá em cima aguardando Teka aparecer na área para me ver. De lá da laje dava para ver uma boa parte da Cidade de Mariana, e também via a queima de fogos. Teka apareceu na área e me viu na laje, ficou surpresa  conversávamos e como já tínhamos marcado antes, lembrávamos novamente de nos encontrarmos a noite.
E assim foi...
...Nossos dias de namoro em Mariana de vez enquanto eu comprava um chocolate para eu Teka exclusivamente os chocolates Talento e Laka, que nos fazia lembrar de um comercial antigo." Já até falei e coloquei a musica aqui na história"



E assim foi...

...Trites eram os dias de solidão em Belo Horizonte, eu ficava só e nenhuma companhia substituiria Teka, só ela me fazia bem.
E assim foi...

Aguenta Coração...



Bomba Atômica - Amado Batista 

...Teve um dia que marcamos encontro, ficou de eu ir pegar Teka onde ela trabalhava, só que cheguei lá, a casa estava fechada, não tinha ninguém, esperei um pouco e nada de alguém aparecer, então resolvi ir até a igreja da Sé, ver se ela estava lá, mas também não a encontrei, voltei ao Galego, na casa de Dalva, chegando lá vi luzes acesas, bati palmas, até que o marido da Dalva atendeu e me disse que Teka tinha saído com sua esposa. Teka tinha saído com Dalva, e era cedo então ela resolveu ir a casa de Dona Elizete me encontrar, isso deveria ser umas 19:30 da noite só que chegando lá, Marisa disse a ela que eu já tinha ido, então Teka descei correndo para me encontrar, quando ela chegou perto da Ita foto, que era pra lá da Igreja da Sé, seu ex-namorado Valmir, parou o carro perto dela e lhe ofereceu carona, ainda ela estava longe e tinha que subir um morrão ainda, ela estava cansada e com pressa, então ela aceitou a carona que nem pensou nas consequências, uma simples carona. Valmir perguntou como ela está passando, ela respondeu que estava muito bem e depois ficou calada. Valmir a levava para casa da Dalva, quando subia o morro do Galego, Teka me avistou e pediu para Valmir parar o carro, só que ele não entendeu o por que de ela querer sair  e não parou, então ela já ia abrindo a porta com o carro andando, quando ele parou e segurou o braço dela e perguntou:
- Por que você quer sair aqui? O que Houve? Pois ainda estava um pouco longe da casa.
- Meu namorado está vindo ali!
Ele ouvindo isso, esperou ela sair e depois saiu fora com o carro.
Eu vinha descendo quando me deparei com Teka saindo do carro do ex namorado, aquilo foi como me dar uma pedrada, como uma " bomba atômica"  eu continuei descendo a rua, não acreditava no que estava vendo, não querendo dar mais ideia para ela, mas ela veio a minha direção e parou perto de mim me segurando, eu queria ir embora, não saber de mais nada. Naquele momento uma coisa estava passando em minha mente, me dizendo para eu ir embora e não escutar o que Teka tinha para me falar.  Eu pensava em nosso casamento, o curso de batismo que eu estava fazendo, minha certidão que tinha dado problema mas já estava sendo resolvido, e o mais importante é que eu a amava muito. Ali o diabo estava gostando da situação, pois hoje eu sei que ele que armou aquilo e por  tantas coisas que aconteceram para que eu e ela não ficássemos junto e até esse dia que estou escrevendo 21.06.2013 eu tenho pedido a Deus pelo nosso amor. E naquele dia o inimigo armou, aproveitando nossos desencontros daquela noite, o cansaço dela  e justamente Valmir passava na hora,  uma cilada do inimigo. Então eu me acalmei um pouco e resolvi escuta-la. ela me explicava tudo, como aconteceu, que ela só pegou carona e nem se quer conversou com Valmir, pois ela estava cansada de tanto andar, Teka falava chorando, e eu também chorava, pois o clima entre nós era tenso, eu tinha medo de perde-la, eu não sabia se acreditava nela ou não. Ela me dizia que não queria me perder. Eu não sabia o que fazer, mas Deus me ajudava., e eu e ela nos entendiamos e eu via no olhar dela  que ela falava a verdade, e também Marisa confirmaria que Teka esteve lá na casa dela umas 19:30 a minha procura. Ficamos numa boa, perto de nós ali tinha uma casa em construção com uma garagem aberta, a qual passou a fazer parte de nossa história, eu e Teka entramos nela e trocamos caricias, ainda com lágrimas escorrendo em nossos rostos. resolvemos descer para praça, pois queríamos mostrar a Valmir que estávamos numa boa, pois ele deveria estar pensando que eu e Teka teríamos uma briga feia e acabaríamos com nosso romance. Descemos abraçadinhos e passamos perto dele. o qual ficou surpreso. E voltava tudo ao normal, eu e Teka continuávamos o nosso romance e ainda mais quente. Alguns dias depois Marisa falava comigo sobre aquele acontecimento e me dizia para eu confiar em Teka, que ela me ama muito e nunca me traiu e nunca irá me trair, que aquilo não passou de uma carona e que ela tinha conversado com Teka. E também  um dia eu estava na casa de Dona Elizete conversando coma Rosa irmã de  Teka e eu falava sobre eu e Teka do nosso futuro, nossos planos, então Rosa jurava pelo seu filho Marlom que Teka nunca me traiu, e que me amava aquilo foi o bastante para eu acreditar em Teka, Rosa não juraria pelo próprio filho, se fosse mentira. Nosso amor era invejado até pelas forças do mal, mas era protegido por Deus.


Não se afaste de Mim - Amado Batista

Eu e ela eramos interligados, um amor intenso que nada poderia destruir, eu louco por ela...


Eu Amo essa Mulher - Amado Batista


E assim foi...

...Certa vez, eu não me lembro o dia, eu falava para Teka  sobre uma coisa, um mistério que vinha guardado comigo a muito tempo, eu falava sobre " Márcia" e contava para ela uma história que era de minha própria mente. Mas com o passar do tempo eu descobriria que a menina de meus sonhos e de minhas histórias a qual dei o nome de Márcia era a mesma "Teka" que se chama Senhorinha. Indefinido o nome não? Mas no ano de 2000 uma foto que tiramos eu tive certeza que ela é a menina de meus sonhos.
E assim foi...
...Teka foi a única menina de minha vida que vivi momentos maravilhosos. Ela fez e faz comigo o que nenhuma outra mulher fez, passava horas e horas comigo, me dava a maior atenção, ela foi a única que me compreendeu, a única que tinha muitas coisas em comum comigo, tínhamos os mesmos pensamentos, os mesmos ideais. Enfim Senhorinha era e é diferente de todas as meninas que conheci.
E assim foi...
...Quando a encontrei pela primeira vez eu pensava que ela fosse igual as outras, que não era mais virgem, que fumava e bebia bebidas alcoólicas  que era cheia de gírias e cheia de frescuras e mordomias, mas nada disso Teka era, ela é especial, a mulher que eu sempre pedi a Deus. Que não tivesse vicio, que não fosse cheia de frescuras, que fosse virgem, fosse humilde, meiga, que pensasse as mesmas coisas que eu, e principalmente que confiasse em Deus. E Teka é tudo isso de bom. Deus me abençoou me dando ela de presente, para alegrar a minha vida que andava um pouco triste.
E assim foi...
...Era terrível os dias longe dela, quando ficávamos longe um do outro a saudade doía muito, mas também servia para aumentar o nosso amor...


Reclamando sua Ausência - Amado Batista.

Musicas de Amado Batista que fizeram parte do nosso amor.
E assim foi...
...Um dia aconteceu uma coisa, foi num sábado, eu e Teka estávamos juntos em Mariana e já era a tardinha, ai Teka veio me dizendo que no domingo ela estava querendo sair com sua irmã Neide e seus primos que viriam de BH, ela me dizia que iam sair umas 13:00 da tarde do domingo, eu fiquei triste, pois eu estava ali por causa dela, e se ela fosse passear com eles, eu não teria mais motivo para ficar ali em Mariana. Teka me dizia que não sabia se ia ou não, estava em duvidas. Eu fiquei triste, pois não queria ficar longe dela no domingo. O sábado passou e  veio o domingo, eu e ela dormimos na casa de Dona Elizete, acordávamos e fomos a casa onde Neide trabalhava e morava, ela nos chamou para almoçarmos lá. Chegando lá ficamos conversando e já íamos almoçar quando Neide falou com Teka sobre elas irem passear com os primos, e Teka confirmou que ia. Eu disfarcei e fui saindo de fininho da casa e fui para uma bica d'água ali perto, eu estava muito triste, pois Teka não estava pensando em mim, sairia com sua irmã e os primos. Eu estava sentado perto da bica, triste, uma tristeza profunda, pois era domingo, eu longe da minha terra, de meus amigos e minha família, estava ali por causa dela e ela ia sair e me deixar na solidão. Teka não me viu dentro de casa, então foi olhar na rua, até que me viu sentado perto da bica e foi em minha direção, chegando perto de mim, ela notou que eu estava triste, e que meus olhos brilhavam de tristeza, então ela me perguntou por que eu estava daquele jeito e eu dizia o motivo, o qual vinha dela, de ela querer sair e não pensar em mim. Então eu falava pra ela:
- Teka, eu estou aqui em Mariana é por sua causa, por você, se você sair e eu ficar, que motivo eu teria para estar aqui? Eu ficaria sozinho na solidão, ai sabe o que eu faria? Eu vou para Belo Horizonte e se fosse possível eu iria até para minha casa no Rio, pois deixei de ir para casa de ver minha mãe, meus colegas, para ficar com você, e você agora prefere sair com sua irmã e seus primos do que ficar comigo, está bom! Você vai com eles que eu vou para BH, e depois pro Rio de janeiro, para minha casa e quem sabe um dia a gente volta a se ver de novo.
- Não! Eu não quero isso, eu quero é você! Eu não pensei nisso, me desculpa, eu não vou mais com eles, vou ficar com você. Disse Teka chorando. 
E chorávamos muito, ela estava triste pois tinha me magoado e eu tenho certeza que não foi por querer. Ela chorava de arrependimento, nem queria mais comer, estava muito triste e eu também. Mas logo ficamos numa boa, um consolando o outro. Neide e Selma que estavam lá, falavam sobre nós, sobre o nosso amor, que teríamos que ficar juntos, pois nos amávamos  Eu, Teka e Neide depois de almoçarmos descíamos para praça, chegando lá, Neide foi até uma mesa onde estavam seu namorado, e seus primos e um ex namorado de Teka, Cilinho, feio de doer, o rosto dele parecia até a lua cheia de crateras (buracos) Eles estavam bebendo e este Cilinho me convidou a beber com eles e eu disse que não bebia. (beber eu bebia, mas não com idiotas) ele fez cara de deboche. Eles era os tipos daqueles caras que gostam de chamar a atenção de dar uma de playboy, mas no fundo não se passam de pangarés idiotas. Neide perguntava a Teka se ela iria passear com eles, e ela respondia que não iria, então nos despedíamos de Neide e fomos para Maria Fumaça. Eu notara o jeito que o namorado de Neide, Geraldino a tratou, um pouco com desprezo, mas infelizmente ela estava cega por ele e o tempo lhe mostraria e as consequências viriam.
...Outro dia eu e Teka fomos  na casa de Neide, só que ela não estava, então sentamos perto da bica e ficamos esperando. Isso já foi bem perto de a gente se casar. Esperávamos Neide aparecer e nada e já estava escurecendo. Eu estava com o dinheiro que Seu João tinha me dado para pagar as alianças e o dinheiro dava para pagar e sobrava um pouco, eu ia guarda-lo para pagar as passagens para nós irmos para casa de seus pais. Só que resolvemos fazer outra coisa com o dinheiro que sobrou das alianças:
- Teka a gente poderia passar essa noite num hotel, o que você acha? Eu estou guardando esse dinheiro para as nossas passagens...
- Heziel, vamos sim, pode gastar pois eu vou receber, ai eu pago as passagens da gente, vamos comer alguma coisa e depois vamos pro hotel. Disse Teka. 
Como Neide não aparecia mesmo fomos embora, fomos comer algumas coisas e depois ir para o hotel, passaríamos a noite juntinhos. Pedíamos o quarto e fomos. Tomamos um bom banho juntos e ficamos na cama trocando caricias de amor. Eu respeitava a decisão de ela não querer fazer amor, íamos casar mesmo para que a pressa, eu tinha todo tempo do mundo ela era a minha mulher, a mulher da minha vida. Aquela noite foi maravilhosa.
No outro dia na casa de dona Elizete, eles nos perguntaram onde passamos a noite, pois eu todo dia dormia lá na casa deles e naquela noite não apareci, então falamos para eles que dormimos na casa da Neide, pois tínhamos ido numa festa. Falamos isso para evitar os falatórios.


Meu Jeitinho - Amado Batista.


E assim foi...

...Outro dia fomos na casa onde Ivani irmã de Teka trabalhava e morava, já era noite e chovia, não encontramos Ivani em casa, então resolvemos esperar um pouco, sentamos debaixo de uma pequena marquise, a qual nem nos tapava direito da chuva. Ficamos sentados e abraçadinhos, estávamos um pouco molhados e sentíamos frio. Até que Ivani chegou e fomos juntos para praça.
E assim foi...
...Teve um dia que estávamos para ir a um casamento da Vilma uma colega de Teka  lá da roça, ficava perto da casa dos pais da Teka, Seu João que ia nos levar de carro, Neide iria com a gente. Estávamos todos na casa de Dona Elizete e arrumávamos nossas mochilas na mala do carro, pois eu e Teka ficaríamos lá e Seu João e Neide viriam embora. Estávamos lá arrumando as coisas quando Neide chamou Teka num canto e falou algumas coisas de mim para ela, Teka veio em minha direção e me chamou e me perguntou baixinho se era verdade o que Neide tinha falado, que Marisa tinha dito que na hora que ela me quisesse eu ia. na mesma hora eu chamei Marisa e a perguntei; pronto! A confusão estava armada, Teka acreditava no que Neide tinha falado e resolveu que não ia mais para casa de seus pais e nem no casamento, Neide e Marisa ficaram de cara amarrada. Mas depois da tempestade veio a bonança, e tudo voltava ao normal, Teka resolveu acreditar em mim, e viu que não se passou de um desentendimento  que sua irmã Neide talvez tenha entendido errado o que Marisa falara. Mas tudo tinha o dedo do inimigo querendo acabar com nossa felicidade, por um triz não iriamos para roça. E pegamos estrada, fomos um pouco na casa da noiva, e foi lá que Teka me mostrou seu ex namorado Beto, foi a primeira vez que vi ele. A gente tinha passado na casa de minha sogra e pegamos ela, Soninha e Divino seus irmãos para irem no casamento também. Depois voltamos para casa deles, eu e Teka ficamos lá, Seu João e Neide voltaram para mariana. Aquele dia foi maravilhoso e no outro seria melhor ainda, pois eu ia curtir com Teka um pouco da vida na roça. E viriam dias e dias maravilhosos bons e inesquecíveis. Eu poderia dizer naqueles dias "O Paraíso é Aqui" e aproveitávamos o agora, o momento.



Paradise is Here (O Paraíso é aqui 1988) Tina Turner.


E assim foi...

...Em Mariana Teka trabalhava tomando conta de um neném, de uma mulher chada Dalva, no começo em que começamos a namorar, Teka tomava conta desse neném na casa de Dona Sônia mãe de Dalva, pois Dalva estava procurando casa para alugar, nessa época era fácil se comunicar com Teka pois na casa de Dona Sônia tinha telefone mas depois que Dalva arrumou uma casa no Bairro do Galego, ficou mais difícil comunicar pois lá não tinha telefone e quando eu e Teka estávamos longe um do outro era difícil nos comunicarmos, mas logo veio a solução, eu deixava o número de um telefone de uma conhecida minha de Belo Horizonte, Quitéria, e quando eu estivesse em BH, Teka ligava para casa dela deixando recado, marcando uma hora para eu esperar seu telefonema, e quando eu viesse para Friburgo eu deixei o número do telefone da casa da minha prima. Ai ficou tudo bem. Teka vivia ligando para mim, que me deixava muito feliz. Teve até um dia que ela ligou para casa da Quitéria pedindo para falar comigo e eu estava lá nesse dia, mas Quitéria disse que não tinha ninguém lá com o meu nome, pois Teka falou Heziel, e não entendi por que Quitéria fez aquilo, nunca entendi, uma vez só que ela fez aquilo, talvez não entendeu a Teka direito ou foi o cão no lombo dela pois naquela época Quitéria era macumbeira e tinha um pai de santo que vivia em sua casa. Mas isso passou e logo eu e Teka casaríamos e não precisaríamos mais disso.
E assim foi...
...Para ficarmos juntos era muito difícil  pois eu, sendo de Friburgo RJ e as vezes estava em BH e Teka era das redondezas de Diogo de Vasconcelos  MG mas trabalhava e vivia em Mariana MG, passávamos por sacrifícios para ficarmos juntos, então tivemos uma ideia para ficarmos mais juntos e passearmos, pregamos uma mentira para Seu João, falamos para ele que Ivani irmã de Teka estava afim dele, Ivani já sabia de nossos planos, Seu João ficou interessado e até nos chamou para irmos a Pouso Alto e Ivani ir com a gente. e fomos nós quatro, chegando lá fomos na casa dos pais da Elaine, chegando lá ela e o marido estavam lá. Almoçamos na casa de Dona Luzia, ficamos conversando, depois fomos na igrejinha no alto onde se da o nome do lugar Pouso Alto e lá tinha o telefone publico aquele no qual eu conversei pela primeira vez com Teka e eu falava com ela sobre isso. Já era noite, tiramos retratos...


                                                     1996...


A hora passava resolvermos ir para Acaiaca, uma cidadezinha ali perto, fomos nós quatro juntos no mesmo carro e no carro do Dedé marido de Elaine foram ele, Elaine e Edna irmã de Elaine, fomos para um bar, lá bebemos, brincamos, Teka bebia refrigerante,somente ela, e isso eu via e sentia como ela era diferente, foi divertido aquela noite...


                                                              

                                          1996...



                                                   1996...


Fomos lá fora do bar, Elaine que era amante do Seu João e esposa do Dedé estava se sentindo mal, então ela foi deitar dentro do carro do marido, só que ele não deixou, não sei por que, então Seu João a chamou para deitar dentro de seu carro, nessa época ela estava gravida, e ela foi e o chifrudo do marido dela nem ligou. Depois resolvemos ir para Ouro Preto, fomos só nós quatro eles não foram. 



                                         Ouro Preto MG 1996 a noite.

Lá estava tendo festa e muita gente, Seu João parou o carro num lugar e quis ficar dentro do carro enquanto nós três fomos dar umas voltas por Ouro Preto, e fomos para o centro onde estavam a maioria das pessoas, descíamos a rua quando víamos uma menina com um corte de cabelo tão esquisito que passava por nós que até uns caras que estavam perto de nós acharam o cabelo dela esquisito que até chamaram de "cabeça de cogumelo" isso foi tão engraçado que até hoje lembramos. Depois de andarmos um pouco, voltamos para o carro e chamamos Seu João para irmos embora e fomos. Chegávamos em Mariana, fomos fazer um lanche, só eu e Teka, Ivani ficou dentro do carro conversando com Seu João,  até depois ela pedir para leva-la embora, isso já era alta madrugada, então fomos levar Ivani em casa, deixando ela fomos para um posto de gasolina, já era bem tarde passavam das quatro horas da manhã, dormimos dentro do carro, Seu João na frente e eu e Teka atrás. Dormíamos eu e Teka no banco traseiro abraçadinhos, era apertado não tinha mordomias como numa cama, para Teka aquilo era uma experiencia nova, dormir dentro de um carro. Pois já já amanheceria o dia.
Estávamos vivento momentos maravilhosos... Eu sempre esperava por ela...


With or Without You ( Com ou sem você ) U2


Logo amanhecia, eu e ela abraçadinhos acordávamos  fomos ao banheiro do posto lavar os nossos rostos e em seguida tomar café. Depois levamos Teka para casa e eu e Seu João fomos embora para Belo Horizonte, depois daquela noite maravilhosa.



Mercy Street (Rua Misericórdia) Peter Gabriel.


E assim foi...

...Certa vez eu chamei Teka para ir comigo e Seu João fazer cobranças e ela foi, e ficou o dia todo comigo. Fomos ao Pontal em Ponte Nova, a Cidade de Piedade de Ponte Nova, e lá perto no Posto Jatiboca no restaurante almoçamos, foi um dia maravilhoso, inesquecível, curtíamos a vida numa boa, viajando juntos...


Voyager ( Viaje) Desireless

E assim foi...
...Teve alguns dias de muita chuva em Mariana e mesmo assim eu e Teka nos encontrávamos e quando eu ia deixa-la em casa ela me emprestava um guarda chuva, e eu esquecia de entregar, até que um dia choveu e ela já não tinha mais guarda chuva para me emprestar, então ela arrumou um casaco de nylon e me emprestou. Alguns dias depois eu devolvia tudo. Teka se preocupava comigo, por isso não deixava eu ir na chuva. Por aqueles dias choveu muito em Mariana, e minhas roupas estavam sujas e outras molhadas, já não tinha quase roupa nenhuma para eu sair, até que Neide irmã de Teka me deu uma calça e Dona Elizete me deu outra. E lavei minhas roupas, mas não ficou bem lavadas e pelo que me lembro, Rosa ou Dona Elizete viram minhas roupas mal lavadas no varal e as lavou de novo, e Teka lavou meu casaco, mas como não parava de chover custou secar.
E assim foi...
...Lembram da garagem? Então, esse lugar se transformou num ponto de parada nosso, é claro que não chegava aos pés da nossa Maria Fumaça, mas muitas vezes paramos lá para se escondermos da chuva e namorávamos gostoso. Ficávamos lá namorando esperando a chuva passar.
E assim foi...
...Lembram daquela garota lá de Belo Horizonte a Cida? A qual eu já tinha ficado com ela, e depois terminei quando eu descobrir que estava apaixonado por Teka? Então eu estava com Seu João trabalhando perto do lugar onde ela morava e fomos fazer um lanche no Daniel, que era perto do antigo deposito, pois Seu João já tinha mudado para outro, estávamos lá lanchando quando umas colegas minhas veio me dizendo que Cida estava gravida de mim, que eu ia ser papai, eu não acreditei muito, então resolvi ligar para ela para saber como ela estava passando para ver se era verdade mesmo. No telefone ela me dizia que estava passando mal, que não estava muito bem, Seu João tinha me dado conselho para eu não mexer com isso, e naquele momento eu nem deixei ela terminar de falar, fui desligando vagarosamente o telefone, resolvi deixar aquilo pra lá, pois eu estava muito feliz com Teka, nos amávamos, então resolvi seguir os conselhos de Seu João, e esquecer aquilo. Eu contava para Teka pois se no futuro Cida viesse a me procurar dizendo que tinha um filho meu, Teka já estava sabendo e o filho eu assumiria, o filho! Ela não. Mas eu acho que foi alarme falso pois nunca mais eu fiquei sabendo disso e nunca mais a vi, e vivi intensamente o meu amor por Teka.
E assim foi...
...Um dia eu estava chegando a casa de Dona Elizete, fui entrando direto para o quarto para conversar com Marisa, de lá do quarto eu ouvia a conversa de Rosa irmã de Teka, com Dona Elizete. Rosa falava mal de mim, e ela não sabia que eu estava ali, ela dizia que Teka era doida de ficar comigo, que eu era ferrado da vida e não sabia nada sobre mim, e que ia se dar mal comigo, Rosa também falava  que Teka  tinha que casar com um cara como Valmir (ex namorado de Teka) que tinha carro , um bom emprego, era trabalhador, nisso Dona Elizete me defendia, dizendo muitas coisas boas de mim para Rosa, minhas qualidades, meu respeito, minha humildade etc. De repente eu aparecia na cozinha, Rosa ficou sem graça e eu disse a ela:
- Rosa! Eu não sou rico e nem tenho carro, mas tenho uma coisa que Valmir e muitos por ai não tem, eu amo sua irmã de verdade, entendeu? Quero me casar com ela, com tudo certinho, eu a amo e ela me ama...
Rosa meio sem graça me ouvia sem dizer nada e alguns dias depois ela falava com Marisa que tinha se arrependido de ter falado aquilo, me mandava desculpas.
E assim foi...
...Teve uma vez  por aqueles dias que Marisa me contou que Valmir ex namorado de Teka, teve em sua casa e pediu a ela para ver minhas fotos, ela até achou estranho, eu não estava lá nesse dia, depois ela me contou, talvez ele queria ver se eu era mais bonito do que ele, me comparando, ou ele era gay e estava sentindo uma quedinha por mim, e ele queria uma foto minha talvez para guardar de lembrança ou sei lá oque? Isso me deixava feliz, saber que alguém roía as unhas de raiva de ver eu e Teka numa boa e não poder fazer nada...
E assim foi...
...Um dia eu eu estava descendo o Bairro do Cabanas, quando uma senhora me parou e me perguntou:
- Ei! Você que é o namorado da Teka?
- Sim sou eu...
-Oh, Teka é uma menina especial, você tá bem de namorada, leva ela a serio que vocês vão ser muito felizes, eu gosto muito dela...
- Eu a amo demais...
A mulher elogiava muito a Teka, eu ficava feliz, logo nos despedíamos, ela estaria com Teka depois e falaria bem de mim.
E assim foi...
...Outro dia fomos eu, Teka, Seu João e Ivani em Pouso Alto, tiramos até fotos na casa da Dona Luzia mãe de Elaine...



...Depois fomos para casa dos pais da Teka, lá pegamos minha sogra e dois cunhados meus e fomos a casa do avô de Teka o qual estava bem ruim na cama, isso foi oito dias antes de ele morrer. Teka e Ivani tiraram retratos com o velho, o qual estava deitado na cama...





...Ivani até falou uma coisa engraçada que até hoje lembramos, pois o avô dela bem dizer moribundo na cama e ela disse que as fotos são para guardar de lembrança do velho, gorando a morte do avô. Foi engraçado, a gente  dentro do quarto olhava para ela e ria...

E assim foi...
...Alguns dias depois, oito dias, eu estava na casa de Dona Elizete, quando Ivani chegou me falando que seu avô tinha batido as botas e que estava tentando arrumar uma condução para ir ao velório, então resolvi ajuda-la, fomos na prefeitura tentar arrumar, eu estava até conseguindo, mas Ivani lembrou de seu professor e resolveu falar com ele, nisso já tínhamos falado com Teka e ela esperava a gente com a condução, a qual foi o professor da Ivani que iria nos levar. Então fomos para o velório do velho, numa antiga Brasília do professor da Ivani. Íamos eu, Teka, Ivani, Rosa com o filho Marlon no colo. Pelo caminho nem parecia que estávamos indo para um velório, dentro do carro fazíamos bagunça, foi divertido. Também o velho era tão ruim que não merecia nosso respeito não. Já estávamos na roça próximo ao velório quando o carro morreu e fomos empurrar, eu e Teka brincávamos empurrando só com os dedos, foi divertido. Teve um momento lá que paramos para tirar a água do joelho, foi ai então que o professor paquerou Ivani, mas ela não deu chance para ele, ficou no vácuo  Chegávamos no velório do velho, e o defunto estava lá esticadinho dentro do caixão, nem parecia velório, ninguém chorava, alguns riam, outros tomavam pinga, coisas da roça. Depois pegávamos a mãe de Teka e fomos para casa dela, e lá comíamos algo, comíamos frango, eu até brincava com Teka, pois ela queria pegar meu pedaço de carne e eu rosnava para ela como um cão brabo. Foi engraçado e até hoje lembramos. Fomos embora de volta para Mariana e pelo caminho fazendo bagunça dentro do carro. Momentos maravilhosos com Teka, brincávamos e nos amávamos  tudo para nós era perfeito, ela sorria muito, estávamos felizes.


Major Tom - Peter Schilling


...Essa musica fez parte de nossa história pois eu ouvia muito naquela época.

E assim foi...
...Um dia eu e Teka ficamos de nos encontrarmos, eu estava sem dinheiro, então Rosa, irmã de Teka me emprestou, ela  me dava o cartão do banco  para eu ir lá e sacar. Eu descia o Cabanas em direção ao banco, no caminho me encontrei com Teka e juntos fomos ao banco, pegamos o dinheiro, R$ 20,00 emprestado, e quando Seu João me pagasse eu acertaria com Rosa. Depois de irmos ao banco, eu e Teka resolvemos irmos a Vila Samarco, ver Neide sua irmã que trabalhava e morava lá, essa seria a segunda vez que fomos lá. Pegávamos o ônibus  e logo chegávamos e fomos direto procurar Neide, só que ela não estava  em lugar nenhum na Vila Samarco, então fomos passear por lá. Subíamos numa pedra que tinha lá, e lá em cima nos amávamos  e nos acariciávamos  de lá olhávamos tudo a nossa volta. Depois descemos e fomos almoçar no restaurante, depois de almoçarmos, fomos andar por lá, Teka tinha me falado que Neide dissera que por ali tinha um rio que dava para tomar banho, então fomos procurar, até que encontramos, um lindo rio de águas cristalinas. Eu estava de calça e Teka de vestido, mas tiramos só os calçados e entramos no rio de roupas mesmo. Foi muito gostoso, pois fazia muito calor, nós dois nos refrescando, ali naquelas águas cristalinas. Nos beijávamos e nos abraçávamos  Depois de curtimos bastante ali, aquela natureza maravilhosa, obra fantástica de Deus, fomos para o outro restaurante, aquele da primeira vez que estivemos ali, onde Neide trabalhava no qual tinha uns sofás grandes e bem confortáveis  Neide não estava lá, só sua colega de trabalho a Selma. pedíamos uma porção de carnes e ficamos lá dentro comendo, logo a chuva vinha. O dia foi maravilhoso, chegava a hora de irmos embora para Mariana, então pegávamos o ônibus.
Chegando a Mariana fomos a casa de Dona Sônia, Teka foi tomar banho e trocar de roupa, pois as roupas que estávamos vestidos estavam sujas, mas só ela trocaria,  pois eu não queria perder tempo subindo lá na casa de Dona Elizete, pois cada minuto com ela era precioso. Depois que Teka ter tomado banho e trocado de roupa, juntos fomos a missa na igreja da Sé, e depois Maria Fumaça e aquela noite seria maravilhosa para nós.
E assim foi...
...Teve uma outra vez  que eu, Teka e Seu João, fomos em Pouso Alto, e lá  enquanto que Seu João conversava com o pessoal da casa de Dona Luzia, eu e Teka fomos das umas voltas por lá.  Brincávamos de correr atrás do outro pelos campos, eu a pegava no colo, nos amávamos dentro da pequena igreja de Pouso Alto, foi maravilhoso, dias inesquecíveis com Teka...
Nessa época ouvíamos também a musica " Canção em Volta do Fogo" Uns e Outros.
                                             1996...


Canção em Volta do Fogo - Uns e Outros.


...Quando eu estava fazendo curso de batismo, eu não sabia rezar, então Teka me ensinava com toda paciência do mundo e com carinho, ficávamos dentro da Maria Fumaça e ela me explicava algumas coisas do catolicismo e eu prestava muita atenção...

E assim foi...
...Teve uma vez que Teka ia subindo o Bairro Cabanas, indo para casa de Dona Elizete e se deparou com seu ex-namorado Beto, o qual disse para ela que ela ia se dar mal comigo, que eu sendo do Rio de Janeiro, ia sacaneá-la. Mas Teka não deu ouvidos a ele e continuou a caminhar. No futuro mostraríamos para ele e para muita gente o nosso amor e nossa eterna felicidade.
E assim foi...
...Um dia eu e Teka já estávamos namorando e eu já a amava, Seu João chamava Elaine para ir a Cachoeira do Brumado, uma cidadezinha perto de Mariana, na qual tinha uma cachoeira linda, a irmã de Elaine que era casada e que se chamava Márcia, iria junto, e Seu João me chamou para ir também, eu chamei Teka para ir com a gente, só que ela estava trabalhando e não poderia ir, então fomos nós quatro. Lá chegando, fomos comer e beber algo no restaurante, depois de bebermos muito, Seu João, Elaine e a irmã dela ficaram conversando lá dentro do restaurante, enquanto que eu fui dar uma olhada na cachoeira, depois perto de irmos embora, eu fui para o carro ouvir musicas sozinho, até que Márcia, já chapada de álcool  entrou no carro e sentou no banco da frente, eu estava no banco de trás, ela começou a falar coisas para mim e chegando perto, como se quisesse me beijar, eu começava a falar de Teka, do nosso amor, ai ela pedia para eu parar de falar em Teka e vinha querendo me agarrar, ai eu saia fora e falava mais de Teka, até que fui salvo por Seu João que chegava e íamos embora, e Graças a Deus nada aconteceu entre eu e aquela doida da Márcia irmã de Elaine, pois meu coração já tinha dona e era Teka... Mas uma Márcia que passava por minha vida, mas eu já tinha encontrado a Márcia de meus sonhos e já estava amando, Senhorinha, indefinidamente Márcia, Teka, Tetel e teve um dia que realmente por uma foto eu vi que Senhorinha é a Márcia de meus sonhos, por tantos sinais e para concluir com uma a foto no ano de 2000 que mais para frente vou estar contando....
E assim foi...
...Um dia eu e Teka não marcamos encontro, eu estava na casa de Dona Elizete, já era noite e eu estava em pé encostado na porta olhando para rua, para a esquina mais a frente, imaginando Teka aparecer, pois eu estava com muita saudade dela e naquela noite não marcamos de nos encontrarmos. Eu estava lá triste na porta da casa de Dona Elizete olhando para a esquina na rua, quando aparece quem eu mais queria, Teka que vinha e como sempre sorrindo para mim, eu fiquei muito feliz, nos abraçávamos e nos beijamos, eu dizia:
- Nossa! Estava justamente pensando em você, estava com muita saudade, imaginava você aparecendo naquela esquina, e você veio, eu te amo...
- Eu também estava com muita saudade, é por isso que eu vim te ver, te amo... Disse Teka.
E naquela noite ficamos juntos ali na casa de Dona Elizete, Teka dormiria no quarto com Marisa e sua irmã Rosa e eu na sala. Mas antes de irmos dormir a gente namorava gostoso. Não dormimos na mesma cama, mas só de saber que ela estava ali bem pertinho de mim, já estava bom...
....Aconteceu outro dia também que eu e Teka não marcamos encontro, e eu estava na casa de Dona Elizete e já era noite e a saudade doía, então resolvi ir lá no Galego ver ela. Teka estava em casa e também estava com saudade de mim e resolveu ir a casa de Dona Elizete me ver, só que ela pegava um táxi para leva-la ao bairro Cabanas, onde eu estava. No caminho eu caminhava indo para o Bairro Galego, quando eu vi um táxi passando por mim, e alguma coisa me disse que Teka estava nele, e estava, o táxi parava mais a frente em direção oposta a minha e ela saía de dentro dele. Nos abraçamos, voltamos para casa de Dona Elizete e mais uma vez Teka dormiu lá, é claro no quarto da Marisa.
Era muito bom quando estávamos com saudades um do outro e nos encontrávamos. Somos interligados, mesmo estando longe um do outro, nossos corações se comunicam, isso é uma de muitos sinais que ela é a menina de meus sonhos e somos feitos um para o outro...
E assim foi...


Straight From The Heart ( Diretamente do Coração ) Bryan Adams.


...Tínhamos muitas fotos juntos que tiramos no decorrer do nosso namoro e as mostrava para todo mundo. Nas fotos estava estampado nossa felicidade, isso até as pessoas falavam. Com carinho guardaríamos para sempre, fotos marcantes de uma trajetória de obstáculos  sofrimentos, alegrias, tristezas, felicidades e o principal, um verdadeiro amor.

Infelizmente a tragédia do dia 12 de janeiro de 20011 perdemos muitas fotos, algumas eu já as tinha no computador mais a maioria se perdeu, mas o mais importante ninguém tira o que está gravado no coração e na memória. Isso vamos levar para eternidade. Nosso amor e nossas amizades, um tempo maravilhoso, principalmente o ano de 1996 que foi o melhor ano de toda a minha vida. Teka, meu grande amor, Cindy e Marisa as irmãs que eu não tive e naquela época e até hoje são muito importante para mim.

                                          1996...

...Muitos nos elogiavam, diziam que eramos um casal diferente, que nos amávamos  A cada lugar que íamos, agradávamos as pessoas com nosso jeitinho humilde de ser. E assim todos nos elogiavam. Até hoje é assim, conseguimos conquistar pessoas com nossa sincera humildade. E só encontramos pessoas boas pelo caminho de nossa vida. Deus está olhando por nó, e creio que até mesmo antes de nascermos, Deus já reservava algo de bom para eu e Senhorinha. E é por tudo de bom que está acontecendo em nossa vida que nós dois de mãos dadas agradecemos a Deus.
E assim foi...
...Os meus dias na casa de Dona Elizete, nossa! Se não fosse aquela família  não sei o que seria de mim, pois e na  época em que eu namorava Teka, eles me deixaram morar com eles. Deus os colocou em meu caminho e eles me ajudaram muito, só de deixar eu dormir e comer lá, de graça. Eles me tratavam como um filho, e suas filhas, Marisa, Cindy (Cidinha) me tratavam como um irmão. Eu podia chegar tarde da noite que Dona Elizete queria preparar minha janta, ou as vezes já deixava preparada para mim. Se eles levantassem a noite e me vissem destapado, me cobriam para não pegar friagem, se preocupavam comigo, como se eu fosse filho. Confiavam muito em mim e eu procurava não decepciona-los, fazia de tudo para agrada-los. E para sempre eles ficarão "Aqui dentro de Nós" em nosso coração. Pessoas maravilhosas que as amo muito.
E assim foi...
...Algumas vezes Teka dormiu na casa de Dona Elizete, não na mesma cama que eu, ela dormia com as meninas no quarto e eu na sala num colchão. Mas era maravilhoso, só de saber que ela estava ali perto de mim, já estava bom, da sala eu escutava sua voz conversando com as meninas, e nos despedíamos com um boa noite.
...Muitos falavam de Beto, o ex namorado de Teka, falavam para mim que ela o namorou uns seis anos e que ela ainda poderia gostar dele, ou outros me diziam que não acreditavam que ela não sentia mais nada por Beto, que ainda iam ficar juntos, mas eu não ligava para que os outros falavam, pois Teka me dizia que na verdade nunca foram namorados, foi mas coisa de infância, que com o passar do tempo acabou, e não rolou nada de especial entre eles, nem mesmo toque físico  que o tempo todo que eles namoraram raramente se beijavam e muito mal. Ela me dizia que especial mesmo era o que ela estava vivendo comigo, coisas que nunca fizera antes, ela me dizia de coração e me diz até nos dias de hoje...

                                                        " Eu te amo Heziel..."


E assim foi...



Eu e Teka passeando por Mariana Neide batia a foto...


Eu tirava a foto de Teka e Neide...

...Um dia estávamos eu, Teka e sua irmã Neide, passeávamos por Mariana, quando um cara de um Gol verde que estava afim de Neide, parou perto de nós, e chamou Neide para passear, então Neide voltou até nós e nos chamou para irmos na Vila Samarco com ela, pois o cara estava grudado em seu pé. Então fomos, chegando lá, um temporal caía, nem dava para sairmos do carro. Não demoramos muito, logo voltamos para Mariana e Neide não deu nem se quer esperança pro cara. Ele nos deixou na casa onde Neide morava e trabalhava, e ficamos lá, e o cara foi embora. Lá na casa ficamos nós três conversando e vendo o enxoval que Teka tinha comprado para o nosso casamento. Ficamos ouvindo musicas e conversando, a hora foi se passando e já era a hora de eu ir embora, e Teka ia dormir lá, então eu de brincadeira pedi Neide se eu podia dormir debaixo da cama dela, era o único lugar que tinha, mas era só de brincadeira. Achamos engraçado aquilo, pois já pensou se o patrão ou a patroa dela soubesse que eu estava dormindo debaixo da cama? E se eu ficasse agarrado?  foi engraçado a gente imaginando. Então eu me despedi de Teka com longos carinhos e fui para casa de Dona Elizete...


Run Like hell - ( Corra como inferno) Pink Floyd

E assim foi...

...Dona Elizete, seu Nonô, Marisa, Cidinha (Cindy) e Seu João, foram personagens importantes nessa nossa história, pois foram os quais nos ajudaram muito, antes do nosso casamento, nunca esqueceríamos do grande amigo que Seu João foi e é e da fraternal amizade de Cindy e Marisa e da paternal amizade de Seu Nonô e Dona Elizete. Amo vocês.

DEUS Foi o personagem principal dessa nossa história, foi ele que fez a ligação de tudo e de todos, para que eu e Senhorinha pudéssemos ficar juntos e nos casarmos.

                                             " Obrigado Deus Jeova "

...Lembram da carta que fiz para Teka? Quando pensei que eu não ia mais poder viajar? Então, essa carta nem cheguei a entrega-la, e hoje eu ainda a guardo e até Teka já a leu. A guardo de lembrança daqueles dias em Mariana, de todas as coisas que eu e Teka passamos juntos.
Deus deu a solução para todos os obstáculos e com a ajuda dele conseguimos nos casar.
E assim foi...
Tudo que foi contado até aqui aconteceu de junho a vinte e três de novembro de mil e novecentos e noventa e seis. Desde esse dia adiante aconteceram outras coisas mais.

( Isso eu escrevi em minha maquina de escrever primeira edição em 22.03.1999 e desde abril de 2011 até hoje 27.07.2013 estou escrevendo isso nesse blog e ainda vem mais. Nossa ida para Diogo de Vasconcelos, para casarmos...)




Ticket to Heavem ( Bilhete para o Paraíso) Dire Straits

Em Busca do Paraíso...
E assim foi...

Posto do Raul - Mariana - Minas Gerais - Sábado, 23 de Novembro de 1996 - 15:00 horas..


Eu esperava Teka no posto onde pegaríamos o ônibus para casa de seus pais. Eu já tinha me despedido do pessoal da casa de Dona Elizete, e fiquei de eu vim avisa-los a data do casamento, Pois Cindy ia ser a madrinha junto com Seu João, o qual ficou de me dar a roupa do casamento e pagar o cartório para mim.

Logo Teka chegava, de carona, pois estava cheia de bolsas. Esperávamos ônibus, íamos no ônibus do Vicente, mais conhecido como "Galinheiro" tipo aqueles de filmes, que é bem velho e várias pessoas viajam nele, uns fumando, outros levando galinhas, outros com cabrito, outros sujos, outros com espingardas, etc.Só sei que viajar naquele ônibus é uma aventura, pois passava em lugares perigosos. Naquele dia o tempo estava chuvoso, então o ônibus só foi até certo ponto, depois iriamos de Toyota.
Aquele ônibus só andava na roça, de um lado e do outro, só se via mato, belas paisagens. Ele parou num vilarejo e de lá em diante iriamos de Toyota. Quando estávamos para subir na carroceria, veio um cachorro brincando e sujou a roupa da Teka com as patas, foi tão engraçado. Já estávamos todos na carroceria da Toyota, uns sentados e outros em pé, eu e Teka estávamos em pé, estava chuviscando, e tinha um plastico preto para nos cobrirmos da chuva, eu não ligava, eu fazia era bagunça, brincava com Teka. Teve um lugar que era uma subida e cheia de lamas e obstáculos  então o motorista parou a Toyota e com uma chave de fenda foi por baixo do jipe e colocou a tração nas quatro rodas, pois não funcionava na alavanca dentro do carro. Passávamos por lugares perigosos, a Toyota dançava pra lá e pra cá na estrada cheia de lamas. Até chegar no armazém do Rubem, onde ficaríamos e onde era o ponto final.
Descemos da carroceria e cheio de bolsas seguimos o caminho para casa dos pais de Teka, seu irmão Divino veio encontrar com a gente, Teka pediu a ele para ir ao armazém comprar mortadela e esperávamos ele. logo ele voltava e seguimos para casa de meus sogros.
Ia começar uma nova fase da nossa história, agora a do nosso casamento...
Já estávamos na casa dos pais da Teka e ali passaríamos por muitas coisas. Um lugar maravilhoso, como toda roça, ali habitava a paz.
Na época, lá  não tinha energia elétrica, o que dava mais tranquilidade. Apesar de algumas dificuldades. Fogão? Só a lenha, da onde saia uma deliciosa comida minheira. Para cagar, tinha que ir num banheiro que era retirado da casa, o qual ficava em cima de um corregozinho. Ni futuro construiriam um banheiro melhor na casa. A maioria das coisas que comíamos lá, era da própria terra, eles que plantavam e colhiam. A vida lá era maravilhosa.
O nome do lugar onde ficava a casa deles se chama Cabeceira do Ajudante, que faz parte de venda Nova, do Município de Piranga, Minas Gerais, as terras de meus sogros ficam na divisa de Piranga com Diogo de Vasconcelos e é por ficar mais perto do pequeno Centro de Diogo de Vasconcelos do que do Centro de Piranga que a gente fala que meus sogros moram em Diogo de Vasconcelos e é lá que eles resolvem tudo, médico, mercado, igreja, outras lojas, cartório, um posto bancário, posto médico e posto telefônico, farmácia  padaria, correios, policia etc. Pois o Centro de Piranga fica muito longe da casa deles, então podemos considerar que meus sogros moram em Diogo de Vasconcelos. E foi lá em Diogo que demos entrada no nosso casamento.
Era sábado, vinte e três de novembro de mil e novecentos e noventa e seis, quando chegamos definitivamente a casa de meus sogros. Curtimos ali na roça o resto do sábado e o domingo. Na segunda-feira fomos a Diogo de Vasconcelos dar entrada no nosso casamento. Primeiramente fomos ao cartório, deixamos tudo resolvido lá, só faltavam algumas coisinhas simples, depois fomos a igreja, lá marcamos o curso de noivos para o dia primeiro de dezembro daquele ano, e o casamento e o batismo que seriam no mesmo dia, marcamos para o dia vinte oito de dezembro daquele ano. Ficamos muito felizes de conseguir aquilo, pois da primeira vez, deu problema na minha certidão e de eu não ser batizado.
O pessoal da igreja e do cartório ficaram encantados com eu e Teka, gostaram muito de nós.
Então ficou tudo resolvido o nosso casamento já estava marcado, agora só faltava se comunicar com minha mãe em Nova Friburgo, avisando a data do casamento, para ela dar um jeitinho de ir. E também eu teria que ir a Mariana avisar o pessoal lá da casa de Dona Elizete, pois se minha mãe não fosse, ia ser Dona Elizete que ia entrar comigo na igreja e também ia ser Cindy com Seu João meus padrinhos, e os padrinhos da Teka de Mariana seriam Dedé e Elaine, teria que avisa-los também, e ligar para Seu João em Belo Horizonte avisando-o, além de ele ser o meu padrinho também seria ele que ia pagar o cartório e me dar a roupa do casamento.
Não tínhamos dinheiro para telefonar para minha mãe em Nova Friburgo, então fomos pedir o padre se podíamos usar o telefone da igreja e ele deixava. Então eu me comunicava com minha mãe avisando a data do casamento.
Pronto, minha mãe já estava avisada, agora teríamos que avisar Seu João e o pessoal de Mariana.


Mother of the Disappeared (Mães dos desaparecidos) U2


Cabeceira do Ajudante - Minas Gerais - Quarta-feira 27 de novembro de 1996.


Dona Tereza arrumou um dinheiro emprestado com seu cunhado  para eu ir a Mariana avisar o pessoal, pois eu estava sem dinheiro, isso foi numa terça-feira e eu iria na quarta-feira bem cedinho pegar o ônibus dás 06:00 horas. Eu fui sozinho, pois o dinheiro era pouco e não dava para Teka ir. Foi uma época difícil  pois eu estava desempregado, não tinha mais dinheiro, eu contava com Seu João vim no meu casamento para pagar o cartório, eu não tinha dinheiro pra nada. Eu tinha esperança que as coisas iam melhorar, depois que eu cassasse e fosse para Friburgo e começasse a trabalhar, melhoraria. Muitos até falavam pelas cosas do cara pé rapado em que Teka estava casando, e lá na roça também falavam que eu era bandido do Rio de Janeiro, que Teka ia se dar mal casando comigo.

Chegava a quarta-feira, acordávamos de madrugada, Teka me dava café, lá fora a escuridão tomava conta de tudo, era mais ou menos umas 04:00 horas da madrugada. Depois de tomar café, eu me despedia da Teka e ia.
Eu fui pelo caminho conversando com Deus, pedindo proteção a ele, não se via nada na escuridão, muito mau meus pés caminhando. Pois além de ser só mato envolta, não havia casas por perto.
Eu continuava a seguir, o lugar que minha sogra falou que era perigoso por causa de onça que era o cascalho eu passei e cheguei na estrada mais larga, eu estava com um pau na mão. Foi ai que uma coisa estranha aconteceu, no meio da escuridão surgiu um zoado, como se fosse de algum pássaro noturno, parecia mais uma risada horripilante, nesse momento senti um peso em minhas costas, como se eu estivesse carregando alguém, eu me arrepiei todo, e a risada continuava, eu olhava em volta, não via nada. Então pensando em Deus eu começava a falar o Salmo 91, só que não conseguia termina-lo, eu esquecia o final, até que bem alto consegui dize-lo e ai tudo sumiu, a risada, o peso nas costas e o arrepio. Agradeci a Deus por ele ter me ajudado e segui rapidamente para Diogo, andando mais rápido do que o normal. Pelo caminho eu até vi um homem esquisito, mas eu andava tão rápido que se ele fosse uma assombração para me assustar não funcionou, pois eu quase que corria e logo cheguei a Diogo, e cedo, bem antes dás 06:00 horas, que era a hora do ônibus sair. Então fiquei sentado num banco em frente a igreja, esperando a hora passar, até um homem vim e eu confirmava com ele a hora do ônibus e ele me convidava para eu esperar a hora do ônibus em sua casa, eu o agradeci mas não aceitei, preferi ficar sentado ali. Se fosse numa cidade grande, ele não faria isso, ao contrário, desconfiaria de mim.
Nunca vi pessoas iguais aquelas da região da Teka, confiavam em todo mundo, eram hospitaleiros, de bom coração. A maioria dos mineiros são assim, mas também, se sacaneá-los, eles viram feras.
O ônibus chegava, eu comprava a passagem e me embarcava e logo já estávamos na estrada,
O Pássaro Verde seguia rumo a Mariana e eu lá dentro pensando em Teka, já estava com saudade dela. Logo O Pássaro Verde pousou em Mariana, eu desembarcava e seguia em frente, fui a casa de Neide, irmã de Teka e falei da data, ela me falava que Beto ex namorado da Teka estava triste por causa que Teka iria se casar comigo, eu não podia fazer nada, nem liguei, pois o destino de Teka não era ele e sim eu. Depois de conversar com Neide e comer alguma coisa eu fui para casa de Ivani, outra irmã de Teka, eu a encontrei na padaria, ela comprava pão fresquinho e me chamou para ir tomar café com ela em sua casa, e eu fui, chegando lá eu falava da data do casamento e ela me dizia que parecia mentira que Teka estava casando comigo, todos achavam que ela ia casar com Beto, mas Deus mudou tudo. Depois sai da casa de Ivani e fui a casa da Elaine, avisei ela rapidinho e ainda tinha que ligar para BH e ir a casa de Dona Elizete, mas aproveitando que estava em Mariana dei uma passadinha na Maria Fumaça e foi a ultima vez que a vi, naquela quarta-feira vinte e sete de novembro de mil e novecentos e noventa e seis. Eu olhava o trem antigo o qual foi um dos personagens importantes na nossa história, aonde eu e Teka passamos momentos maravilhosos. Depois de olhar um pouco ela eu já ia embora, quando me deparei com aquele cara que a tempos atrás apontou uma garrucha pra mim, só que dessa vez não houve discussão, ele se lembrou de mim, conversávamos numa boa, um pedindo desculpa para o outro e ficamos amigos ele até me convidou para entrar em sua casa, me disse para eu aparecer qualquer hora, para tomarmos uma cerveja. Depois de uma boa conversa, nos despedimos e eu fui embora. Eu ligava para BH, para casa da Quitéria e deixava recado para Seu João, da data do casamento. Depois segui para casa de Dona Elizete, e lá eu descansava e almoçava. Eu falava para eles a data do casamento e ficaram de ir, principalmente Cindy que ia ser minha madrinha junto com Seu João. Depois de conversarmos um pouco, eu decidir não esperar o ônibus que saía só ás 16:00 horas e resolvi ir mais cedo, num ônibus que saía ás 14:00 horas, ele não ia para Diogo mas passava no trevo que vai pra lá e lá eu arrumaria carona. E foi, me despedi do pessoal da casa de Dona Elizete os aguardando no meu casamento e fui e peguei esse ônibus dás 14:00 horas, e logo chegávamos no trevo. Na sorte tinha um policial pedindo carona na estrada que vai para Diogo de Vasconcelos eu conversava com ele, até que um caminhão de leite veio e nos deu carona até Diogo. Chegando lá, agradeci o motorista e segui a pé para cabeceira do Ajudante, para casa dos pais da Teka para está com ela a qual eu já estava com saudade. Minha Senhorinha.
Eu chegava cedo em casa, eles até estranharam, eu contava o que fiz, Teka ficou feliz de eu ter chegado cedo. Nos abraçamos e nos beijamos.
Pronto, aquela missão já estava cumprida, todos que eram para ser avisados, eu avisei, agora só faltava fazer o curso de noivos no dia primeiro de Dezembro e depois nos casarmos no dia 28 de dezembro de mil e novecentos e noventa e seis...
Mas enquanto isso...
E enquanto isso, antes do nosso casamento, eu e Teka fomos curtindo a vida ali na roça e muitas coisas aconteceram...


In God'S Country (No Pais de Deus) U2


Diogo de Vasconcelos - Minas Gerais - 01 de Dezembro de 1996.


" Ainda que eu fale as línguas dos anjos, se não tiver amor nada serei...." 

Chegava o dia do curso de noivo, eu, Teka e Dona Tereza fomos a Diogo. Dona Tereza ficou na casa de sua cunhada Preta, enquanto que eu e Teka fomos para o salão paroquial da igreja para o curso de noivos. Lá aprendemos muitas coisas boas, deram nos conselhos , tivemos palestras, vimos vídeo tudo relacionado a vida de casal. Lá usamos o Novo Testamento em especial Primeira carta do Apostolo Paulo aos Corintios capitulo 13 qual falava do Amor supremo. E isso foi é e sempre será a base do meu casamento, a palavra de Deus em especial 1 Corintios 13.


1 Coríntios – Capítulo 13 O amor 


"1 Ainda que eu fale as línguas dos homens e dos anjos, se não tiver amor, serei como o bronze que soa ou como o címbalo que retine.

2 Ainda que eu tenha o dom de profetizar e conheça todos os mistérios e toda a ciência; ainda que eu tenha tamanha fé, a ponto de transportar montes, se não tiver amor, nada serei.
3 E ainda que eu distribua todos os meus bens entre os pobres e ainda que entregue o meu próprio corpo para ser queimado, se não tiver amor, nada disso me aproveitará.
4 O amor é paciente, é benigno; o amor não arde em ciúmes, não se vangloria, não é soberbo,
5 não se conduz inconvenientemente, não procura os seus interesses, não irrita, não se ressente do mal;
6 não se alegra com a injustiça, mas regozija-se com a verdade;
7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
8 O amor jamais acaba; mas, havendo profecias, desaparecerão; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, passará;
9 porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos.
10 Quando, porém, vier o que é perfeito, então, o que é em parte será aniquilado.
11 Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, pensava como menino; quando cheguei a ser homem, desisti das coisas próprias de menino.
12 Porque, agora, vemos como em espelho, obscuramente; então, veremos face a face. Agora, conheço em parte; então, conhecerei como também sou conhecido.
13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor, estes três; porém o maior destes é o amor."

Primeira carta do Apostolo Paulo aos Corintios Capitulo 13. Novo Testamento. RA.



O curso começou ás 08:00 horas da manhã e durou até ás 16:00 horas, foi um pouco cansativo, mas valeu muito.



Monte Castelo - 1 Corintios 13 - Legião Urbana.



1 Corintios 13 - Cid Moreira.


Terminado o curso nos encontramos com Dona Tereza e fomos embora para casa.

Agora era só aguardar o dia do casamento, enquanto isso fomos curtindo a vida ali na roça, e foram acontecendo várias coisas...
Na casa de Teka moravam, Minha sogra Tereza, Joaquim, meu sogro, Soninha e Divino irmãos de Teka, e fiquei morando lá com eles para casar, os dias lá foram bons, eu brincava muito com Divino e Soninha, junto com Teka nos divertíamos muito dentro da casa, ainda mais na escuridão fazendo bagunça, pois na época lá não tinha energia elétrica. 
João do Mundo um homem que era sem família que andava por lá e ajudava minha sogra a pegar lenha, conversávamos muito e brincávamos com ele, até hoje ele aparece por lá, ele é analfabeto, muito simples. 
Ficávamos horas e horas próximos ao fogão de lenha contando casos. 
Os dias que fiquei morando na casa de meus sogros, para me casar, foram maravilhosos. Toda noite Teka vinha se despedir de mim dizendo boa noite e me acariciando, e ao amanhecer, no qual acordávamos com o galo cantando e com minha sogra moendo café, e com cheiro de café fresco, Teka vinha me dar bom dia e me trazia uma caneca de café. Isso todos os dias.
Eu,Teka e seu irmão Divino que tinha uns treze anos na época, íamos pescar de vez enquanto, e era legal e até engraçado, pois Teka ia com uma galocha no pé e cheia de roupas por causa dos mosquitos e cobras.
Íamos várias vezes no pé de manga, e lá Teka me contava muitas coisas de seu passado ali na roça, muitas delas passadas ali no pé de manga. Um lugar que faz até a gente esquecer de tudo, e só ficar descansando.
Lá tinha um lugar chamado Baú, que era legal,  tinha uma paisagem bonita. Eu gostava de passear com Teka lá. 
Cabeceira do Ajudante, lá tinha lugares maravilhosos, contanto com o Baú  e o pé de manga, lugares que estão gravados em minha memória, e para sempre  ficará.
As coisas antigas, as porteiras, os caminhos e as estradas da roça, os mata-burros , bois  no pasto, as pessoas da roça e seus costumes, os cavaleiros e seus cavalos, homens da roça pitando o fumo de corda e cheirando rapé, outros a tomar pinga. Aquele cheiro gostoso de roça, o cheiro do fogão de lenha, cheiro do querosene da lamparina, o cheiro do café torrado e do café fresco sendo coado, cheiro de broa, da comida, até das bostas de gado. Os boias frias  a caminho de suas tarefas.  As imensas casas de cupim pelos pastos, as lendas, os animais selvagens, lobos, onças, corujas, seriemas, jacu, etc. A fruta do lobo, uma fruta estranha de aparência bonita mas não poderia ser ingerida. Lugares  maravilhosos, inesquecíveis.
A casa de meus sogros, grande casa, de oito cômodos, tipica da roça, com  uma grande cozinha, que diferente da cidade, era aonde as visitas ficavam a contar casos, acompanhado de um bom café. O quarto em que eu dormia e que futuramente Teka também dormiria comigo, depois do nosso casamento, era gostoso, com duas janelas, as quais avistavam paisagens lindas, e que as vezes eu ficava olhando, pensando em Deus, Teka e na vida. Na época, próximo a esse quarto pelo lado de fora tinha um paiol, onde muitas vezes eu também ficava lá dentro a pensar, e outras vezes eu e Teka namorávamos.
No tempo em que fiquei morando na casa de meus sogros, o pessoal lá da roça falavam de mim, uns me elogiavam, gostavam de mim, outros falavam mal, como por exemplo, diziam que eu era maconheiro, que eu trazia droga do Rio para vender lá, que eu era muito brincalhão, que eu não teria responsabilidades, que Teka ia sofrer. eu não ligava, ao contrário até gostava que eles falavam de mim, pois eu era o assunto lá da época. Isso era a rapaziada lá com ciúmes, pois eu sair de longe e cheguei lá, sendo estranho, já estava casando com Teka, que sendo uma linda menina a qual eles era tudo afim, não conseguia nada com ela e eu vindo de longe fiquei com ela, e estava me casando com ela, isso os deixava com raiva.
Lá é maravilhoso, naquele tempo eu catava milho para assar na brasa do fogão de lenha. Que delicia! Isso dá muita saudade...
Minhas brincadeiras com Dona Tereza, com Soninha, Divino e com Teka, eu peidava perto de Dona Tereza, brincava com ela, e ela comigo, eu chamava Soninha de Camburão, cantando uma musiquinha para ela, tudo brincadeira, ferrava lutazinha com Divino, era muito legal viver lá.
Certa vez estávamos  eu, Teka e Soninha no Posto de Saúde de Diogo, eu soltei um peido arrumado no meio de todo mundo, foi muito engraçado. Outra vez, estávamos indo de Diogo  para casa, estávamos, eu, Teka, Dona Tereza, Soninha e Divino, estávamos na estrada e nos encontramos com uns conhecidos de minha sogra, que estavam indo para Diogo, de repente minha barriga deu uma revolução e eu soltei um peido daqueles, o pessoal até ficaram assustado  eu com a cara de que nada aconteceu, os cumprimentava, depois que nos despedimos deles, caímos na risada. 
Teve um dia, bem perto do nosso casamento, que eu fui a Diogo levar um documento do nosso casamento que os pais da Teka tinham assinado e eu o levava para o cartório; o tempo estava chuvoso e a estrada cheia de lamas, eu fui a pé, calcei uma galocha que dava dois de meus pés, fui rapidinho, doido para voltar e estar com Teka. Foi engraçado que a bota era muito grande e mesmo assim eu a usei.

Confusão a vista...


Foi num dia lá já estava bem perto de a gente se casar, que eu e Teka fomos a casa de seu falecido avô, isso foi na sexta-feira. Lá morava um tio da Teka, Joaquim Lisboa, junto com a esposa e os filhos. Lá tinha um moinho, eu, Teka, Divino e os dois filhos de Joaquim Lisboa fomos no moinho, fui lá ver, pois era daqueles moinhos de moer milho antigo, depois fomos embora....

No sábado próximo, que foi o dia da partilha das coisas do falecido velho avô de Teka, a casa estava cheia, todos tios, tias primos, primas muita gente, pois ia dividir com a família as coisas da casa do velho, então voltamos lá, eu, Teka, Divino e Dona Tereza, Seu Joaquim iria depois. Chegando lá,  vi que tinha muitas pessoas, a maioria irmãos de Dona Tereza, filhos do velho que tinha falecido e estavam ali para a partilha. Eu e Teka estávamos no quarto do falecido, vendo as coisas e lembrando o dia que estivemos ali e até tiramos fotos de seu avô quando ainda estava vivo,  de repente seu tio Joaquim Lisboa, o qual morava ali, com ignorância chegou e mandou a gente sair do  quarto, falando um monte de besteiras, inventando coisas, dizendo que na sexta-feira tínhamos ido no moinho, que lá transamos e quebramos o moinho. Inventando isso pois na sexta-feira fomos ao moinho sim, mais fomos acompanhado das crianças e apenas olhamos. Pronto estava começada a confusão, eles nos mandava embora, coisa que a casa nem era dele, Teka falou algumas coisas com ele e me puxou para cozinha. Estávamos na cozinha, quando Divino, irmão de Teka veio e nos disse que seu tio Joaquim estava falando um monte de besteira de nós lá fora pro pessoal, ai Teka se estourou e foi lá e chamou a atenção dele, falando umas verdades pra ele, eu fui atrás dela tentando acalma-la. Depois voltamos para cozinha, quando seu tio veio com uma espingarda cartucheira e apontava para Teka, eu imediatamente entrava na frente; seu tio falava um monte de coisas e eu o chamava de maluco, pela atitude que ele estava tendo, até alguém o tirar de lá e o levar para fora da casa. parecia que tinha cessado a discussão e voltado ao normal, até que Teka sentada e nervosa pela confusão e pelo que seu tio tinha falado, começou a chorar, quando eu vi aquele rostinho lindo banhado em lágrimas por causa da ignorância de seu tio, bateu uma revolta e uma raiva em mim, que nem me lembrei que estava perto do casamento, que estava entrando naquela família e que tinha muita gente ali, corri lá fora aonde estavam todos, inclusive o idiota do tio Joaquim Lisboa, Divino veio atrás de mim, da varanda onde eu o avistava eu mandei ele largar a espingarda e o facão, eu dizia:
- Olha! Você fez Teka chorar, e ela está lá dentro chorando nervosa por causa de você, ouviu? Agora, se você é homem de verdade, larga essa espingarda e esse facão e vamos tampar na porrada ai no terreiro, que vou te mostrar o que é um homem de verdade, seu chifrudo! Frouxo, só é homem com essa porra na mão...
Ele disfarçando, foi entrando para dentro do paiol, deve até ter se cagado, não falou nada, ficou lá dentro do paiol escondido. João irmão dele e também irmão de minha sogra, veio até a mim e me acalmava, um bom homem e me dizia:
- Deixa pra lá...
- Teka está lá dentro chorando por causa dele...
Nisso Teka aparecia e me acalmava e seu Tio João continuava a falar:
- Liga não! Eu sei que você é um garoto bom, está entrando pra nossa família, ele tá nervoso, é meio doente...
Eu me acalmava e seguia com Teka para dentro de casa e tudo voltava  ao normal, logo depois resolvemos ir embora.  Eu e ela fomos para casa, lá não tinha ninguém, todos ficaram na partilha, ainda emocionados pela confusão, eu a acariciava, a consolava, faltando poucos dias para casarmos, rolava um clima fervente que não dava para nos segurar, aproveitando que estávamos a sois nos amávamos loucamente eu viajando em seu lindo e escultural corpo, dentro daquela imensa casa vazia, eu dava e recebia carinhos e prazer. 
Teka se entregava para mim de corpo e alma, e nos amávamos sem pressa e sem culpa, pois nos amávamos e já estava perto de nos casarmos. Ela louca por mim, e eu doido por ela.


Clazy for you (Louca por você) Madonna


O clima entre eu e o Tio Joaquim Lisboa ficou ruim, mas alguns anos depois nos reconciliamos, pois eu não tenho inimigos, pois nossa guerra não é contra carne nem sangue, mas contra os principados e potestades.

Teve um dia, pouco antes do nosso casamento, que eu ajudava meu sogro a construir uma coberta para o dia do nosso casamento, para as cozinheiras terem mais espaço para cozinhar. Todos ajudavam até o cachorro, pois estávamos trazendo uns paus finos que seriam colocados no telhado da cobertura, então eu e Teka resolvemos amarrar alguns no Titil (o cachorro) para ele levar um pouco, e não era pesado para ele, mas ele nem se quer saiu do lugar, ficou paradinho, até que de repente, estávamos distraídos, e quando fomos ver, ele saiu em disparada, pensamos que ele levava os paus, mas não levou, ele conseguiu se desamarrar e saiu batido. Foi muito engraçado, até hoje lembramos disso e rimos.
Num outro dia, eu e  Divino fomos buscar leite na casa de uma mulher lá e pelo caminho ele foi me atentando, na volta a mesma coisa, ele com um pedaço de pau na mão, ficava me passando, eu tomei dele a primeira vez e lhe dei uns tapas devagar, mas ele pegou o pau de novo, e já estávamos perto de casa, ele continuava a me atentar, até que me queimou, tomei o pau dele e lhe dei um "Sossega Lourenço" ai ele começou a chorar, eu cambava fora, quando fui passar debaixo da cerca, ele me jogou um toquinho na cabeça, que chegou até doer. Eu contava para sua mãe, ele ficava com raiva de mim, mas logo ficamos numa boa. No outro dia eu e ele capinávamos a estrada juntos, para o casamento, eu e ele conversávamos algumas coisas.
João do Mundo, esse era o nome, ou seja, assim o pessoal lá chamava um cara, ele é humilde e de vez enquanto ele aparece na casa de meus sogros e até ajuda minha sogra. Ele se chama João do Mundo por que não tem destino certo, cada dia ele passa na cada de alguém, ele é aquele tipo que muitos chamam de abobado, mas é uma excelente pessoa e logo nos acostumamos um com o outro.
Ia chegando o dia do casamento, eu aguardava que Seu João mandasse minha roupa e o dinheiro do cartório que ele prometeu. Os dias se passavam e já estava bem perto do casamento e ele ainda não tinha trago, nem mandado, eu e Teka ficávamos preocupados, pois Teka já tinha o vestido de noiva, mas eu ainda não tinha a roupa, e já estava pertinho do casamento. Até que um dia chegava a minha roupa, Seu João deixava com Neide, irmã de Teka em Mariana e ela pedia um conhecido para me entregar na roça. Mas Seu João só mandava a roupa, o dinheiro ele não mandou, então imaginei que ele traria o dinheiro no dia do casamento. A roupa não era bem apropriada para um noivo, uma calça de brim e uma camisa social, só, mas era o que eu tinha e ficou boa, sapato eu usei o meu tênis mesmo, o importante era casar, não a minha roupa para mostrar nas pessoas. Minha sogra arrumou um colete para eu colocar por cima e quiseram até me colocar uma gravata que arrumaram lá, mas eu não quis usar não.
Na véspera do casamento enfeitamos o nosso quarto, algumas irmas e seu irmão mais velho tinham chegado e a casa ficou cheia de gente. Foi enfeitado a entrada na porteira a entrada da casa, os preparativos para a festa estava sendo feito.
Alguns dias antes, tínhamos ido a Diogo ao Posto de saúde, foram eu, Teka, Divino e Soninha, eu e Divino fomos conversar com um senhor lá que tinha um Jipe e eu pedi a ele se podia no dia do nosso casamento nos levar a igreja e trazer de volta para casa e ele aceitou, dei a data a ele e ficou também de Seu Joaquinzinho, pai de Teka confirmar com ele...


Quatro Estação - Zezé di Camargo & Luciano.


Minas Gerais - Sexta-Feira, 27 de Dezembro de 1996.


Véspera do casamento...

Eu e Teka fomos a Diogo ver se minha mãe tinha chegado e lá esperamos o ônibus chegar, e quando ele chegou minha mãe não veio nele, só Neide irmã de Teka, que vinha para o nosso casamento, ela não nos esperou foi para casa e eu e Teka ficamos lá, pois eu tinha ligado para Nova Friburgo e minha prima me disse que minha mãe e uma velha tinham ido para lá. aquilo me deixou preocupado, elas estavam vindo de ônibus e teriam que pegar vários ônibus, e elas não chegaram no ultimo e único ônibus daquele dia no qual Neide veio. Esperamos até ás 20:00 e nada, então fomos embora, já estava bem escuro. Eu e Teka caminhávamos rápidos, até que perto de uma casa velha eu tive um mal pressentimento o qual fez eu parar de repente e suspirar fundo, eu abraçava Teka assustado, a qual se assustava, pensando que eu estava vendo assombração, eu explicava a ela e continuávamos a seguir. Chegávamos em casa e lá estava Moisés, marido de Cida irmã de Teka, ele veio para o casamento, Cida não ia vim, pois estava gravida e de barriga grande, então só veio o marido. Conversávamos um pouco e depois fomos dormir. Teka como sempre me despedia no quarto e me dizia para eu não ficar preocupado, que ia dar tudo certo, que na hora do casamento, minha mãe estaria lá. Como sempre Teka, tem palavras positivas.

Diogo de Vasconcelos - MG - Sábado, 28 de Dezembro de 1996.


Acordávamos, todos estavam agitados, preparando as coisas para a festa, eu e Teka íamos nos ajeitando, depois tomamos banho, a hora ia se passando, estávamos ansiosos. Até que chegava a hora de irmos para Diogo, o cara do Jipe já tinha chegado...

Um dos enfeites que fizemos, eu e Teka fizemos dois corações, cada um com nossos nomes e os colocamos na porta do nosso quarto e entre eles eu coloquei uma frase:




Heziel   Para Sempre, Eternamente...   Senhorinha.


Eu tirei uma foto da porta com esse enfeite antes de irmos para Diogo.

As janelas e portas da casa estavam enfeitadas, a porteira foi enfeitada com bambus. Chegava a hora de irmos para Diogo. Nunca em minha vida eu tive uma festa para mim, e naquele dia eu e Teka eramos o centro das atenções, eu me sentia bem, muito feliz, importante...
No Jipe fomos, o motorista, eu, Teka, Dona Tereza, Zé (irmão de Teka) Neide, Soninha, Moisés e a dama de honra. Seu Joaquinzinho foi a cavalo. Chegamos cedo em Diogo, eu e Teka fomos a uma loja saber se eles não sabiam se tinham chegado alguém da cidade a nossa procura, no caso, a minha mãe, e eles nos disseram que tinham duas mulheres procurando por nós, eu imaginei ser minha mãe. Teka comprava um filme para tirarmos fotos do casamento, eu e Teka achávamos que seu João e o pessoal de Mariana não iam vim, por isso fomos ao cartório conversar com o tabelião. Eu falava para ele quem ia pagar seria Seu João, que também seria meu padrinho e se caso ele não viesse, eu pedi ao tabelião  se ele poderia fazer o casamento e assim que eu arrumasse o dinheiro eu lhe dava, e ele me entregaria a certidão. Ele aceitou em fazer o casamento, mas só me entregaria a certidão, mediante o pagamento.
Por uma lado eu estava muito feliz, estava casando com a mulher da minha vida, mas por outro lado eu estava triste, pois Seu João e o pessoal de Mariana não viria, pois já eram para estar lá, e Seu João tinha me prometido em pagar o cartório, se eu soubesse que Seu João não viria, eu já tinha dado um jeito antes em arrumar o dinheiro do cartório, pois Seu João me prometeu, e já estava em cima da hora do casamento, como eu arrumaria R$ 125,00 ali, ninguém teria para me emprestar, não era a minha cidade, e eu estava desempregado.
A hora se passava, depois de termos conversado com o cara do cartório, eu e Teka seguimos para casa de Dona Rosinha, onde iriamos nos arrumar, foi quando vi minha mãe e a outra mulher que viajava com ela, fiquei muito feliz, nos abraçamos, depois fomos para casa de Dona Rosinha.
Lá na casa, minha mãe e minha sogra se conheceram. Tiramos fotos juntos.












Eu terminava de me arrumar, e a hora passava, Nênego, marido de Rosinha levava eu, minha mãe, minha sogra e Dona Nelinha a mulher que viajava com minha mãe  nos levava de carro para igreja e nos deixava lá e voltava para pegar Teka, Neide, sua esposa e a dama de honra.

Lá na igreja  eu estava ansioso e ainda tinha esperança de Seu João e o pessoal de Mariana da casa de Dona Elizete chegar, mas não apareciam.
Na igreja, estava terminando de celebrar um casamento e o próximo era o nosso. teríamos que arrumar outros padrinhos ali. Eu pedia para minha mãe pagar a filmagem do nosso casamento e fomos combinar com o cara da filmagem, pois era baratinho.


Chegava a hora do nosso casamento, os padrinhos foram improvisados, minha mãe entrava comigo, seguido de meus padrinhos. Na igreja tinha poucas pessoas, pois era longe da casa dos convidados, por isso muitos nos aguardavam na festa na casa de meus sogros.


Alguém lá fora nem acreditava que Teka estava casando e ainda mais com um estranho... 

Eu esperava Teka no altar, e logo ela chegava, linda e maravilhosa, e pensava em Deus.




Primeiro ia ser o meu batismo, depois o casamento. Seu Joaquim entrava com Teka na igreja, e nesse momento era tocado a musica da marcha nupcial, eu ia ao encontro dela e ela sorria para mim, era o dia mais feliz de nossas vidas. Eu tenho certeza que Deus estava ali com a gente. Eu dava a mão a ela e juntos caminhávamos para o altar, ia começar a cerimônia do batismo. O padre falava muitas coisas e ouvíamos atentamente, ele me dava uma vela enorme para segurar, depois no final, ele me batizava, e naquele dia estava muito calor, eu suava e foi até bom quando o padre derramou a água em minha cabeça me batizando, até refrescou. Durante a cerimonia meu pensamento estava em Deus.

Ainda eu tinha esperança de o pessoal de Mariana e Seu João chegar, teve até um momento lá que escutei um roncado de caminhão imaginei ser meu irmão, mas a esperança era em vão, não vieram mesmo.
A cerimonia do batismo terminava e em seguida deu inicio a cerimonia do casamento. Estávamos emocionados, ouvíamos atentamente o que o padre falava. Eu e Teka trocávamos olhares e sorrisos, de vez enquanto e  na hora de trocarmos as alianças. 






Logo terminava a cerimonia de casamento, o Padre nos abençoava em Nome de Deus e de certo nos abençoou até nos dias de hoje. Naquele momento eu e Teka deixávamos de ser duas vidas e passávamos a ser uma só vida em Cristo.

Lá fora um conhecido de Teka e da família, Nil, perguntava a Neide se Teka estava casando-se com o Beto, pois muitos achavam que eles iam se casar um dia. Nil ficou surpreso de saber que Teka estava se casando com um forasteiro, desconhecido. eu.
Depois da cerimônia do casamento, fomos para o jardim tirar retratos e filmar. O cara que estava filmando, o qual já tinha filmado muitos casamentos ali, ficava impressionado com eu e Teka e nos disse que eu e ela foi o único casal que ele viu que nos nossos rostos estava estampado claramente o amor de um pelo outro.






Nosso casamento foi muito simples, mas foi grandemente valioso, Deus estava ali com a gente.

Depois de terminar a filmagem, fomos embora, nos despedimos de Rosinha, Nênego, Tia Preta, Tio Gustinho e outros, agradecemos muito a eles, pois esses não iam para a festa pois ficava longe a casa. Voltamos de  Jipe.
Pelo caminho, quase perto da casa de meus sogros, onde muitas pessoas nos esperavam, eu e Teka soltávamos foguetes, ela acendia e eu segurava para fora do Jipe. Soltamos muito, nisso o pessoal lá na casa já sabiam que estávamos chegando, e preparavam a recepção com confetes.
Logo chegávamos e nos recebiam com confetes (Papeis picados) e parabéns. Ganhávamos presentes, e os colocávamos em nosso quarto, aonde tiramos fotos. Eramos o centro das atenções, nunca em minha vida eu me sentir tão importante, todos ali queriam me conhecer, saber quem era o forasteiro que Teka estava casando.








Depois fomos para o come e bebe. Nossa! A mesa estava farta, tinha muita comida e bebida, e muita gente também. Tirávamos fotos, uma delas tirei abraçado com Teka e segurando um frango assado, caso que todos riam.










Em toda a nossa vida, antes daquele dia, nunca tivemos um dia como aquele, eu e Teka éramos o centro das atenções, todos olhavam para nós, todos queriam conversar com a gente, falavam da gente, com isso tudo, ainda eramos humildes. Muitos que ainda não me conheciam viam querendo saber quem era o noivo forasteiro do Rio de Janeiro.

A comida já tinha acabado, que nem deu tempo de eu e Teka provar mais alguma coisa. Também tínhamos que dar atenção a todos, pois todos queriam conversar com a gente.
A hora se passava, eu e Teka já tínhamos trocado de roupa, e dávamos mais atenção ao pessoal que ainda estavam lá e outros que apareciam.
A noite foi se passando, e já  eram umas 21:00, despedíamos do pessoal e fomos para o nosso quarto e aquela seria uma noite intensa para eu e ela, nos amaríamos sem medo, pressa e culpa. Nossos corpos estavam loucos de desejos um para o outro. Arrumávamos a cama, Teka colocava um Baby-dool, eu viajava naquele corpo que nunca tinha sido tocado e eu fui o primeiro e único. aquele corpo escultural, nos amávamos loucamente, e com carinho dava e recebia prazer, ardianos de desejos e prazer um para o outro. Um amor puro, verdadeiro, feito ritual. Ali começava o encanto e ficaria por toda a nossa vida juntos. Aquela noite foi maravilhosa. 28.12.1996. Dia do nosso casamento.
A noite se esvairou a dentro, ainda estávamos acordados e nos amando. Do nosso quarto ouvíamos a conversa do pessoal da casa. Minha mãe com frescuras estava com medo de dormir no escuro e pedia para deixar o lampião aceso.
A casa estava cheia, e todos foram dormir. Eu e Teka ainda acordados nos amávamos, enquanto que todos dormiam, até que bem de madrugada o sono nos pegava e caiamos no sono.
Amanhecia o dia, logo acordávamos, era hora de arrumar a bagunça do dia anterior. Eu e Teka estávamos muito felizes. 
A hora se passava e alguns irmãos de Teka foram embora, e logo chegava a hora de minha mãe ir também. eu e Teka fomos leva-la até certo lugar. Antes de minha mãe ir, ela prometeu a minha sogra que quando a gente fosse para Nova Friburgo definitivamente, e morar com ela, ela ia cuidar da Teka como uma filha, mas só foi promessa.
Eu e Teka levamos minha mãe e a dona até certo ponto, depois nos despedimos. Eu ficava meio triste de ver minha mãe indo embora. Ela falou para a gente irmos logo embora para Friburgo, ela também me disse que se caso ela visse Seu João, ela o pediria para ele ir nos buscar. Nos despedíamos. Eu e Teka voltávamos e de longe avistávamos elas duas sumindo na curva.
Eu e Teka estávamos doidos para irmos embora para minha cidade, para começarmos logo a nossa vida, para eu apresenta-la aos meus conhecidos. Para podermos organizar a nossa vida, a qual não seria facil. Arrumar serviço, pagar o cartório, se caso Seu João não pagasse. Pois até aquele momento ele não aparecera, e nem apareceu.
Os dias foram se passando, e enquanto que não fomos embora, fomos curtindo a vida ali na roça. Fomos a vários lugares, até fomos num forro na casa dos padrinhos de Teka, e lá eu e Teka dançamos, dancei com umas coroas, foi muito divertido, todo mundo unido, um ambiente familiar. Todos olhavam para eu e Teka, alguns comentavam sobre a gente. Beto o ex namorado de Teka estava lá e quando nos viu, desapareceu com raiva de ter perdido Teka para sempre.
Enquanto que não íamos embora fomos vivendo ali...

As assombrações...


Três vezes em seguida aconteceram umas coisas lá na casa de meus sogros que achamos que foi assombrações: A primeira vez, já estávamos todos deitados e João do Mundo estava dormindo lá aquela noite e ele tinha uma mania de de vez enquanto ir urinar no terreiro. Já passavam dás 22:00 horas, teve um momento de umas de essas indas e vindas dele que ele estava urinando no terreiro e ele entrou para casa chamando Dona Tereza dizendo ter visto uma mulher de branco no milharal próximo ao paiol, o qual ficava perto de nosso quarto. Teka se assustou e me abraçou se cobrindo toda com a coberta. Estranho uma mulher aquela hora da noite no milharal. Seria uma assombração? Ou o que? A segunda coisa foi mais estranha ainda, no outro dia a noite, todos já estávamos deitados, e a casa toda escura, nessa época não tinha energia elétrica, e de repente a porta do quarto do Divino meu cunhado a qual era agarrada ao chão, começou a se mover sozinha, vento não era, pois a porta precisaria de alguém para move-la por ser agarrada ao chão. Divino se assustava e gritava por seus pais, ele até achou que poderia ser seu pai de brincadeira, mas não era, pois ele já estava deitado em seu quarto com Tereza. Outra coisa sem explicação. Na terceira vez e no terceiro dia, todos dormiam tranquilamente e já era bem de madrugada quando Teka deu um pulo na cama assustada e até hoje ela não sabe o que lhe assustou, só sei que me deu um tremendo susto. Essas três coisas aconteceram depois de nosso casamento, e sem explicações logicas.


Cabeceira do Ajudante, Minas Gerais - 11 de janeiro de 1997.


Os dias tinham se passado, e era sábado, onze de janeiro de mil e novecentos e noventa e sete. Aquele ano maravilhoso de 1996 tinha chegado ao fim , depois de muitas coisas que aconteceram na vida de duas pessoas que agora eram uma só vida em Deus: Eu e Senhorinha (Teca, Teka - Márcia) Foi o ano que marcou nossa vida, pois nele vivemos intensamente. Já era 1997 e a qualquer momento poderíamos ir embora, bastava Seu João chegar para nos buscar.

Nesse dia não estávamos esperando, Dona Tereza fez uma sopa de frango para nós. Foi quando Divino viu pela janela um carro branco surgindo de longe, e nos gritou, achamos que era brincadeira dele, mas quando chegamos a janela, eu vi que era o carro de Seu João que vinha. Eu e Teka ficamos alegres e começamos a pegar as coisas, mas quando caímos na real, vimos que não era aquilo que queríamos, a nossa vontade era de ficar naquele lugar maravilhoso para sempre, mas tínhamos que ir, era a nossa vida  que tínhamos que mudar. A tristeza tomou conta de todos ali, todos choravam por causa da nossa despedida, até seu Joaquinzinho pai de Teka que era um homem durão, chorava, disfarçadamente, é claro.
Seu João já estava lá, colocávamos as coisas no porta malas do carro, almoçávamos, e na hora de partir, ai a choradeira foi total, eu gostava muito de lá, ou seja, ainda gosto, amo, e não queria ir embora, mas tínhamos que ir, era o nosso destino que tinha que ser cumprido, como Deus achava melhor para nós.
Depois de abraçarmos todos várias vezes e chorando muito, entravamos no carro. Até os dois cachorros pareciam estar tristes por causa da nossa partida. Soninha ia para o quarto chorar, Divino da janela chorava, seu Joaquinzinho no banco da sala, estava triste e Dona Tereza, a Super Dona Tereza estava em pé na porta, e em lágrimas. O carro já em movimento, eu e Teka no banco traseiro, olhando para trás pelo vidro, acenávamos adeus chorando, e logo a paisagem da casa de meus sogros sumia.
Estávamos tristes, mas tínhamos que nos conformar, e tentar lutar na vida para podermos voltar ali.
Seu João ia dirigindo, seu filho Marcos ia do seu lado na frente, enquanto que eu e Teka fomos atrás, ainda estávamos tristes. Passamos no cartório para conversar com o cara, pois Seu João não tinha dinheiro ali, mas sendo sábado o cartório estava fechado e o cara não estava em casa, então fomos embora, depois eu telefonaria de Friburgo para ele.
Seu João ia a Belo Horizonte encontrar sua filha Marilete, a qual estava lá, para depois irmos embora. Teka passava um pouco mal por causa da viagem. Seu João explicava por que não veio no nosso casamento, disse que o carro quebrou.
Chegávamos em BH, no depósito onde estava Marilete e o outro filho de Seu João, o mais velho, o Zé Carlos, arrumando o carro, ele também iria embora. 
Teka não estava muito bem, então Marilete nos deu um dinheiro para comprarmos Dlamim, um remédio para enjoo. Pois estávamos duro, sem dinheiro nenhum. Marilete iria no carro do Zé Carlos até certo ponto, pois Zé Carlos ia para outro lugar, ai Marilete passaria para o carro do Seu João.
Enquanto que ainda estávamos em Belo Horizonte, Seu João resolveu ir a casa da Quitéria, se despedir dela, chegando lá, ela estava chupando manga, pois tinha um pé em seu quintal, eu pedi algumas para Teka e ela deu. Depois de despedirmos dela fomos para oficina, lá Teka chupou as mangas, e em seguida fomos embora.  Logo mais a frente, bem longe de BH já no estado do Rio, Marilete passava para o nosso carro e continuávamos a viaje com destino a Nova Friburgo. e logo, logo chegamos, de madrugada.


Tudo Juntos...


Chegamos em Nova Friburgo naquela madrugada de domingo, dia 12 de janeiro de 1997. Seu João parava em frente de casa, eu e Teka saíamos do carro, e nos despedíamos deles. Ficou de eu ir trabalhar na confecção da Marilete, na segunda-feira e conversaríamos sobre isso.

Entravamos em casa, quando minha mãe nos viu, ficou muito feliz, comíamos algumas coisas e fomos dormir.
Começaria uma nova fase em nossa vida. Juntos passaríamos por muitas coisas...

Talismã - Elson.



12 de Janeiro de 1997...


Não vou contar tudo, pois seria muita coisa, vou é fazer um resumo das principais coisas.


Passamos por muitas coisas juntas e já estamos 20 anos juntos nesse dia 08/11/2116



vivemos intensamente, por motivo de força maior em que ingressei na Universidade eu dei uma parada,  pois não tenho tempo para escrever, mas futuramente eu volto a escrever.


Daqui para frente eu copiei do word no meu PC e colei aqui 06/10/2017.



Janeiro de 1997


Não vou contar tudo, pois seria muita coisa, vou fazer um resumo dos principais fatos…

No domingo, dia doze de janeiro de mil e novecentos e noventa e sete, eu e Teka passeávamos e fomos a alguns lugares, e conversamos com alguns conhecidos meus. Em casa arrumávamos nossas coisas, pois moraríamos com minha mãe, eu ia trabalhar e ajudar na despesa da casa.
Não tínhamos dinheiro, nem cama de casal, eu e Teka dormíamos num colchãozinho de solteiro no chão.
Teka e minha mãe lavaram o vestido para entregá-lo na dona dele. Naquele domingo, fomos a alguns lugares e algumas pessoas estiveram lá em casa para nos ver.
Tudo parecia que ia dar certo, a gente morar com minha mãe, pois nossos planos eram de nós três lutarmos juntos e vivermos numa boa em harmonia para sempre, mas o destino não era esse, Deus tinha outros planos para nós.

Segunda-feira, 13 de janeiro de 1997


Eu começava a trabalhar na confecção da Marilete, na embalagem, e Teka ia todos os dias lá depois do almoço para ficar comigo. Eu tinha a esperança de seu João me dar o dinheiro para eu pagar o cartório.

Devolvíamos o vestido de noiva a Enelzimar, esposa do Oseías e ela nos disse que não precisava ter lavado. No começo em que Teka chegou a Friburgo, Enelzimar a cumprimentava e até conversava com ela, mas depois começou a ignorar Teka e só me cumprimentava. Quando nos encontrávamos nós quatro, Oseías nos cumprimentava, mas Enelzimar só cumprimentava a mim, não fazia caso da Teka, a ignorava. Teka começou a notar isso e me falou, até que eu também notei, então eu passei a ignorar Enelzimar e só cumprimentava Oseías seu esposo. Até hoje não sabemos o porquê de Enelzimar agir daquela forma com a Teka.
Ainda não tínhamos cama de casal, então chamei minha mãe para irmos ao Centro procurar uma cama de casal com colchão barato, pois eu trabalhava na Marilete, então eu pagaria a prestação, pois eu acreditava que o serviço lá ia durar um bom tempo.
Então fomos, eu, Teka e minha mãe no Centro e rodamos vários lugares, até que achamos um lugar mais barato, e compramos a cama com colchão e para pagar em três prestações, as quais dava o total de R$ 100, 00. Agora tínhamos nossa cama de casal, não precisávamos mais dormir no colchãozinho no chão.



Tudo Juntos…


Fui trabalhando na Marilete naquele mês de janeiro de mil e novecentos e noventa e sete, e como eu já disse, Teka ia todos os dias depois do almoço ficar comigo lá. E lá passei por humilhações, trabalhando sabendo que aquele serviço não ia pra frente. Até que já tinha se passado um mês que eu estava lá, e eu recebia o meu primeiro salário, R$ 100,00. Mas o serviço não foi para frente, eles entravam na falência, aí eu ficava desempregado e o dinheiro que recebi lá mal deu para pagar a cama, o qual tive que dar os R$ 100,00, que era o valor total da cama.

Agora eu estava desempregado mesmo, e nem o cartório eu tinha pagado ainda. E aí começavam os transtornos a caminho da progressividade.
Muitas coisas aconteceram depois que chegamos a Friburgo, umas coisas boas e outras ruins.
Teka começava a estudar por módulos em casa, eu a ajudava nos estudos, ela ia uma vez por mês ao colégio fazer a prova, mas não durou muito tempo, ela até estava indo muito bem, mas descobriu que sua vocação era outra, ser costureira. Pois como nossa situação estava braba, Teka até quis trabalhar de doméstica na casa da minha prima Delma, mas eu dizia para ela aprender costurar, pois o mercado de trabalho para costureira ali em Friburgo era vasto, então eu apoiei ela aprender a costurar.
Eu estava desempregado, em casa só minha mãe trabalhava, e vivia jogando na minha cara “que dentro de casa não arruma serviço!”
E olha que eu procurava! Andei tanto a pé, teve uns dias que eu fui procurar serviço e Teka foi comigo, no caminho na volta pra casa, Teka viu um pezinho de tomate na beira do caminho, ela pegou os tomates que estavam no pé, os quais eram pequenos e os levou para casa para comermos. Lá em casa a comida era pouca, comíamos arroz com feijão só, e de vez enquanto que aparecia alguma coisa diferente.
Certa vez, Teka foi novamente procurar serviço comigo e nada, eu e ela estávamos no bairro do Prado, sentamos numa calçada perto de um colégio, aonde vários alunos iam para lá, estávamos sentados, como se estivéssemos sem destino, estávamos triste, queríamos melhorar de vida, eu arrumar um bom emprego, ter uma vida tranquila com Teka. Pois Ela veio de longe para sofrer aqui? Eu não podia deixar isso acontecer.
Em casa a comida era escassa, um dia eu e Teka fomos a casa do Wilson e ele nos ofereceu dobradinha com batata, nossa! Eu e Teka lavamos a égua, aproveitamos, pois estávamos com fome e tiramos a barriga da miséria. No quintal da casa do Wilson tinha uma parreira de chuchu e algumas taiobas os quais pedimos a ele e ele nos deixou pegar e levamos para casa; e de vez enquanto quando tinha lá pegávamos.
Eu tinha R$ 20,00 no banco, e tirei R$ 10,00 para fazermos uma comprinha, pois em casa tinha pouca coisa.
Nossa vida estava meio dura de viver, eu e Teka íamos à igreja de vez enquanto, quando não era na Católica era na Casa da Benção. As coisas estavam ruins, mas de Deus não esquecíamos. Mas eu cometi um grande erro com Deus, não só o motivo de estar indo a igreja Católica, mas outro os quais eu me arrependo e peço perdão a Deus; pois era época de carnaval e nossa situação financeira estava péssima, Marcelo tinha me arrumado R$ 2,00, de vez de comprar alguma coisa para casa para comermos, eu resolvi sair no carnaval, e com o dinheiro eu pagaria a passagem de ônibus para eu e Teka. Eu ia sair fantasiado de mulher e Teka de homem; Teka não queria ir, pois ela não gosta dessas coisas, carnaval, bagunça etc. Mas eu forcei a barra e insistir tanto até que ela aceitou ir e fomos, mas voltamos cedo, pois o bloco já tinha passado. Teka é tão linda que até vestida de homem os outros mexeram com ela. Eu apenas queria que ela vivesse algo que não tinha vivido ainda.
Eu me arrependi alguns tempos depois, pois nossa situação estava ruim e no momento que era para nos apegarmos mais a Deus, fomos para a bagunça. E a culpa foi minha, pois Teka não queria ir, eu que a levei contra a sua vontade. Mas hoje vejo o grande erro que cometi contra Deus, me arrependo muito, reconheço o meu erro e peço perdão a Deus e espero que ele tenha me perdoado.


Tudo Juntos…


Eu continuava a procurar serviço, era o mês de fevereiro, e eu conseguia fazer ficha em algumas empresas, fiz ficha numa fábrica chamada M.H.S, e na POLITUBOS, e um dia lá procurando serviço junto com Teka, eu consegui fazer ficha na Empresa de Ônibus FAOL. Mas todas essas eu tinha que esperar chamar.

Eu e Teka íamos num terreno do lado da casa da Tia Laide pegar chuchu, taioba e banana, e Teka sendo uma menina não tinha vergonha de fazer aquilo, ainda carregava as bolsas na rua. Por isso eu a amo muito e lhe dou um grande valor, pois ela é diferente de todas as garotas que conheci, ela é humilde.
As coisas começavam a melhorar, eu e Teka não deixávamos de confiar em Deus, e lhe pedíamos ajuda, e ele nos ouvia…
Tio Zé, esse foi quem nos ajudou muito, ele fez uma vaquinha lá com o pessoal de sua casa, e arrumou R$ 125, 00 e me deu para eu pagar o cartório. Homem bom, que já não existe em nosso meio, partiu dessa vida, já faleceu, deixou saudades. Além do dinheiro, ele me chamou para trabalhar com ele de servente numa obra em sua casa e me pagaria R$ 50,00 por semana, eu ia ralar pra caramba, mas valeu. Eu agradecia muito a Deus por aquilo; e depois agradecia tio Zé. Até hoje eu lembro do que ele fez por nós, foi um dos poucos que nos estendeu a mão.
Eu mandava o dinheiro para Minas Gerais, para o cartório e eles lá mandavam a certidão pelo correio para mim. Pronto, esse peso na cabeça já estava resolvido, agora eu podia arrumar um serviço de carteira assinada, pois a certidão já estava a caminho. O serviço de carteira assinada que seria difícil.
Eu fui trabalhando com tio Zé, e lá o serviço era barra pesada, eu trabalhava muito. As coisas melhoraram um pouco, eu ganhando R$ 50,00 por semana, dava para viver melhor um pouco. Minha mãe trabalhava também, e dividíamos as despesas da casa. Teka ia de vez enquanto depois do almoço lá na obra onde eu estava e ficava lá comigo, me vendo trabalhar, e quando tio Zé não estava lá, ela ficava martelando pregos, isso era engraçado e lembramos até hoje.
Augusta, uma mulher que tinha uma confecção, resolveu ensinar Teka a costurar e todos os dias depois dás 17h00min Teka ia lá treinar, eu ia com ela, pois eu largava do serviço às 17h00min e íamos juntos.
Minha mãe de vez enquanto enchia o nosso saco, e pegava no pé da Teka. Antes de eu me casar com a Teka e irmos morar com minha mãe, nossa casa não era bem-arrumada, minha mãe não tinha muito capricho com as coisas, limpava, mas não aquela limpeza! Mas depois que me casei e moramos com ela, Teka deu uma geral na casa, até uns lodos que tinha na pia que já estava até dando couve, Teka tirou, e a pia ficou branquinha, coisa que minha mãe nunca tentou limpar; mesmo assim ainda minha mãe implicava com a Teka dizendo que ela não arrumava a casa, direito. Quando eu e Teka nos abraçávamos, minha mãe fazia cara de debocho, como se estivesse com ciúmes, achando aquela cena ridícula. Teka ia tomar banho, mal entrava no banheiro, minha mãe falava para ela não demorar. E teve um dia lá que minha mãe veio me dando maus conselhos contra Teka. Não foi só isso, durante os seis meses que moramos com minha mãe, ela nos atentou e humilhou muito a Teka, ela não cumpriu o que prometeu a Tereza.
Eu e Teka nos amamos, e superávamos aquilo, pois estava para chegar ao fim, às coisas iam melhorar e a gente ia alugar uma casinha para nós. Nossa união era e é fantástica, Teka fazia uma voz que até hoje faz, que eu também faço que é legal e gostoso de se ouvir, brincando um com o outro, um jeitinho meigo. Já são quase dezesseis anos e ainda brincamos e nos amamos hoje nesse dia em que escrevo 23.04.2012 feriado. Voltando aquela época…
Eu continuava a trabalhar com tio Zé, ralava muito, teve um dia que deu uma dor tão forte na minha coluna que cheguei em casa chorando de dor, mas tinha que trabalhar, não podia ficar desempregado. A fé em Deus e o pensamento positivo de Teka a qual sempre dizia que as coisas iam melhorar, que Deus ia nos ajudar, eram essas coisas que me davam forças.
Teka não treinou muito tempo na Augusta, uns três dias só, e depois parou, pois Teka achou que não ia dar em nada, pois a Augusta não estava treinando do jeito que ela aprenderia; mas Deus reservava algo de bom para ela no futuro.
Tudo juntos…

A certidão já estava em minhas mãos, e eu esperava as empresas que eu fiz ficha me chamar, mas nada, estavam demorando muito. Tio Alceu conversava para mim lá na Faol, pois ele era funcionário antigo lá. Enquanto isso eu ia aguardando.

Eu tinha um dinheiro do FGTS da Stam para receber, então fui recebê-lo, R$ 45,00, o qual revelei às fotos do nosso casamento e comprei algumas coisas para casa.
Delma minha prima, tinha uma bicicleta lá, e estava parada, ninguém a usava, então ela fez uma proposta a mim, se eu desse uma geral no seu quintal, ela me daria à bicicleta, e eu precisava de uma para procurar serviço, então aceitei a proposta. Depois de eu acabar a geral em seu quintal, eu levei a bicicleta para casa.
Eu e Teka também curtíamos a vida numa boa. Fomos ao Cão sentado, na Pedra, passeávamos no centro. Quando sobrava um dinheirinho do salário que tio Zé me pagava, comprávamos coisas diferentes para comer, teve um dia que deu até para comprar uma calça para Teka.



Teka Braga nas Furnas começo de 1997.


Eu nas Furnas começo de 1997.


Teka em casa começo de 1997.

Às vezes ficávamos tristes, e até chorávamos de saudades de Minas Gerais, daquela terra maravilhosa, da família da Teka e de outras pessoas.
Mas tentávamos superar essas tristezas lutando para que um dia pudéssemos voltar lá e em grande estilo, pois saímos de lá de mãos vazias.
Um dia quando a nossa situação financeira estava ruim, eu fui ao bar conversar com meu irmão e um colega e meu irmão me pagou um lanhe; um refrigerante e um salgado, eu disfarcei e fui em casa e dividir com Teka, pois eu não conseguiria comer aquilo sozinho, sabendo que Teka não ia comer.
Deus olhava por nós…
Minha mãe continuava a humilhar Teka, os dias se passavam e ela não melhorava.
O serviço do tio Zé não durou muito, terminou, e eu voltava a ficar desempregado. Eu saía de bicicleta a procura de serviço. Teve um dia que eu estava a procura de serviço e já fazia alguns dias que estava desempregado, eu estava angustiado, pois não encontrava nada, então eu parei num lugar onde só tinha mansão de rico, sentei na calçada e triste com lágrimas correndo pelo rosto eu suplicava a ajuda de Deus, e foi ali que ele me atendeu, pois eu tinha que trabalhar, Teka não veio de longe para sofrer ali?
Um dia eu e Teka passeando numa estrada a beira do rio, atrás do Colégio Feliciano Costa, sentamos num lugar lá, Teka pegou uma plantinha e plantou no meu joelho, foi tão engraçado que até hoje lembramos.

Começa a melhorar...


Uma semana depois daquele dia em que supliquei a Deus chorando, tio Alceu chegava em casa com a carta da Faol me chamando para fazer o teste. Agradeci muito a Deus por aquilo.

O nosso colchão estava nos dando muitas coceiras, então Marta uma prima minha, nos deu um colchão melhor, ortopédico, ficamos felizes, pois não tínhamos dinheiro para comprar um novo e Marta nos deu aquele, mas depois o que ela fez, veremos mais a frente.
Eu começava a agir a documentação para entrar na Faol, eu ia ser cobrador de ônibus. Eu tinha feito o teste e passei. Sempre agradecendo a Deus por tudo.
E no dia três de junho de mil e novecentos e noventa e sete, eu começava a trabalhar de carteira assinada na Faol. E as coisas começaram a melhorar.
Minha mãe era chata demais, e eu ficava com pena da Teka, ela não merecia aquelas humilhações, eu teria que fazer alguma coisa.
Na mesma época que comecei na Faol, Teka foi aprender a costurar com uma vizinha, a Geisa, e treinou três dias até numa sexta-feira, e quando Teka foi perguntar a ela se poderia voltar na segunda-feira para continuar treinando, Geisa disse que Teka ia voltar para trabalhar como empregada costurando, bem-dizer com três dias Teka aprendeu a costurar e na segunda-feira começou como empregada.
E também na mesma época, minha mãe foi mandada embora do serviço, então eu e Teka trabalhávamos e minha mãe ficava em casa. Ai minha mãe veio com a idéia ridícula de ficar em casa à-toa, enquanto que eu e Teka trabalharíamos para sustentá-la. Vê se pode? O que Teka tinha a ver com ela, ainda mais com as humilhações que minha mãe fazia a ela. È claro que eu não ia aceitar isso. Pois ali nós três tínhamos que trabalhar e dividir as despesas.
Minha mãe era tão chata, que ela ficava o dia inteiro à-toa, enquanto que eu e Teka trabalhávamos, e às vezes eu chegava bem de noite em casa, e era a única hora que eu e Teka tínhamos para conversar, minha mãe com ignorância mandava a gente calar, que ela queria dormir, depois de ficar o dia todo à-toa.
Nessa época eu incentivei Teka a voltar a estudar, e ela se matriculou no GP e estudava por modulo, eu a ajudava, mas com o tempo como ela começou a trabalhar de costureira ela parou.
Meu pai nos visitava por aquele tempo, e passou uma noite lá em casa, minha mãe não gostou, e foi logo fofocar com os parentes, dizendo que eu queria enfiar meu pai dentro de casa para morar, coisa que meu pai só dormiu uma noite lá, e estava só de passagem. Naquele dia eu estava entrando na Faol para pegar no serviço, quando tio Alceu me parou e me perguntou se eu ia colocar meu pai dentro de casa para morar com a gente. Que absurdo! Não sei da onde minha mãe tirou isso, e nem meu pai pensava nisso e nem queria. Eu disse para tio Alceu, e ele me disse, caso fosse a verdade, ele ia fazer um quartinho para minha mãe no seu quintal. Então eu disse a verdade para tio Alceu, que minha mãe estava implicando muito com Teka, e se ela continuasse, eu ia mudar.


Eu e meu pai em frente a rodoviária quando ele esteve em casa em 1997.

Minha mãe não melhorava, então eu e Teka começamos a procurar uma casa, mas nada de acharmos uma casinha barata de acordo com a gente, até que um dia, mais ou menos no começo de agosto de mil e novecentos e noventa e sete eu estava na rodoviária e fui conversar com Aldecir Pinheiro, que também trabalhava na Faol, eu perguntei a ele se não sabia de quem tinha uma casa para alugar e ele me disse que tinha uma casinha e que estava vazia a uns dois anos, que se eu quisesse ele me alugava, disse mais que ele não esquentava em alugá-la pois não vivia disso, ele me perguntou quantas pessoas eram, e eu respondi que era somente eu e minha esposa, então ele me disse para irmos lá ver a casa. Eu sabia mais ou menos onde era então no outro dia eu e Teka fomos ver.
Víamos a casa e era bonitinha, a nossa cara, gostamos muito e ficamos com ela, combinamos tudo e eu fiquei de lhe dar o aluguel no dia vinte de agosto que já estava próximo.
Minha mãe ficou triste com a notícia de que íamos mudar, e nos pediu para ficarmos que ela ia melhorar, que não ia ser mais chata, mas eu não voltei atrás e decidi mudar mesmo.
Compramos o fogão na loja a prestação, não tínhamos quase nada, uma estante, um aparelho de som, minha máquina de escrever, essas coisas eram minhas desde o tempo de solteiro, e tínhamos a cama, o fogão novo que compramos, um guarda-roupa que minha mãe tinha nos dado. Eram poucas coisas.
No dia vinte de agosto de mil e novecentos e noventa e sete eu pagava o aluguel ao Aldecir, só faltava mudar.
Tudo Juntos…
Teka tinha recebido seu primeiro salário na confecção, e compramos algumas coisas para casa, chuveiro, botijão de gás, faqueiro, garrafa térmica etc. Levamos tudo para a nova casa. Cirlene minha prima nos deu alguns pratos.
Minha mãe estava triste, mas eu não podia voltar atrás, eu só fiquei de pagar o aluguel da casa dela até ela arrumar um emprego.
Mudávamos, foi no mês de agosto de mil e novecentos e noventa e sete, e nesse mesmo mês eu também pegava um horário fixo na FAOL.
Fomos levando a nossa vida nessa casinha, eu e Teka trabalhamos, lutando juntos, e no final do ano de mil e novecentos e noventa e sete, já tínhamos comprado algumas coisas novas para a casa, até geladeira…
No dia vinte e oito de dezembro daquele ano, comemorávamos um ano de casados e felizes da vida.
Já estávamos morando alguns dias lá, quando minha prima Marta a qual tinha nos dado o colchão, veio dizendo que queria cinquenta reais nele, eu não entendi, não sei se minha mãe tinha entendido errado, mas até então ela tinha nos dado o colchão e agora estava cobrando, ela disse que precisava do dinheiro. Em casa tínhamos R$ 30,00 guardado, que estávamos juntando para algo importante, mas graças a Deus temos caráter, Teka decidiu dar o dinheiro, isso era em novembro e ficamos de dar o resto em janeiro, foi Marta mesmo que propôs isso, e até disse que poderíamos pagar quando pudéssemos.
Não entendemos nada, primeiro ela nos deu o colchão, depois nos cobra, demos uma parte do dinheiro, o restante ela nos disse que poderíamos pagar o resto quando quiséssemos, mas marcamos de pagar em janeiro do ano seguinte que não estava tão longe, pois já era novembro de 97, faltavam nem dois meses. Mas Marta fez algo que nos fez cortar a pouca amizade que ainda tínhamos com ela, num dia lá logo depois disso, eu e Teka estávamos descendo de casa, isso era mais ou menos no começo de janeiro e passávamos perto da casa dela, onde Marta se encontrava na rua conversando com algumas pessoas, ela nos parou e nos cobrou perto de todo mundo, como se estivéssemos devendo uma fortuna e a muito tempo, aquilo me deixou com raiva, mas graças a Deus, pagamos a ela e não fez nem falta para nós. Eu não entendi daquilo, pois no começo ela veio dando uma de boazinha, nos dando o colchão, mas depois mostrou as garras, se eu soubesse que ela ia cobrar, eu não tinha aceitado.
Mas graças a Deus aquilo não foi nada para nós, nem se quer fez diferença em nosso orçamento vencemos e hoje não temos raiva dela, só não damos muita idéia.




 Eu cobrador da Faol 1997

Aldecir e Leni, eram os donos da casa onde morávamos, tinham dois filhos, o mais velho Wellington e o mais novo Wilkens. Um casal maravilhoso eram cristãos da Igreja Presbiteriana, e moravam em frente de nossa casa no mesmo quintal, passamos a ter uma grande amizade.
Minha mãe se mudou para um quartinho com banheiro, na casa da sua irmã Tia Irene, e não ia pagar aluguel. Numa parte melhorou para ela.
Eu e Teka fomos levando a nossa vida, no ano de mil e novecentos e noventa e oito. Em fevereiro, mais ou menos, foi quando sua irmã Ivani veio nos visitar pela primeira vez, Teka ficou muito feliz, pois estava com muita saudade dela e dos outros, principalmente de sua mãe. Mas só Ivani veio seus pais só nas férias que veríamos. Passeamos com Ivani por aqui, fomos a Pedra do Prado e lá assamos linguiça. Ivani não demorou muito tempo na nossa casa e logo foi embora, pois Seu João que a levaria de volta para Minas e foi com ele que ela veio, mas ela voltaria.

Tudo Juntos… 1998…


Teka já estava trabalhando em outra confecção, pois na Geisa pagava pouco pelo fato de ter a ensinado, então ela arrumou na confecção da Marilaine e ganhava mais um pouco do que na Geisa, mas Teka agradeceu muito a Geisa por tê-la ensinado a costurar, infelizmente anos depois ela morreu na tragédia do dia 12.0l.2011.

Deus estava nos ajudando muito, nem parecíamos os mesmos de antes quando casamos na situação financeira, a nossa vida melhorou muito.
Em fevereiro de 98 eu e Teka fomos à praia em Rio das Ostras, foi a primeira vez na vida que Teka via o mar de perto, ela ficou muito feliz. Passamos dois dias lá, dormimos no Hotel Mirante, tiramos fotos e curtimos numa boa, foi maravilhoso.










Uma linda menina mulher....

Teka Braga.







Fevereiro de 98 Primeira vez que Teka foi à praia. Linda Teka Braga.



Fevereiro 1998 – Teka Linda!

Linda Teka 02/1998.


 Eu fevereiro de 1998.

Mais ou menos em abril de 1998 Ivani voltou em nossa casa, Seu João a trouxe. Ai saímos para passear no Centro, tiramos fotos, brincamos nós três. Aldecir e Leni ficaram encantados com ela. Mas ela não ficou muitos dias e logo foi embora.


Eu, Teka e Ivani – Ivani&Teka 04.04.1998.


Teka ia de vez enquanto passear comigo no ônibus em que eu estava trabalhando, ela ia sentada num banco perto de mim, conversando comigo, enquanto que eu trabalhava.

Nossa vida tinha mudado muito, graças a Deus. O ano de mil e novecentos e noventa e oito foi se passando, eu e Teka curtíamos muito a vida, juntos. Passamos a ter uma amizade tão grande com Aldecir e Leni, que se tornaram mais importantes na nossa vida do que certas pessoas, até mesmo, do que certos parentes.
Um dos meus sonhos era tirar a carteira de habilitação e ter um carrinho. Nossa casa já estava com tudo de necessário e tudo novinho, então eu pensei em juntar um dinheiro para comprar um carro, treinar nele e depois tirar a CNH, mas a sabia Teka deu uma idéia melhor, de eu tirar a carteira, primeiro e depois comprarmos o carro. Então eu fui à luta e dei entrada na CNH isso foi no dia sete de julho de mil e novecentos e noventa e oito. Seria meio difícil, ia ser uma fase cansativa, mas eu pedia Ajuda a Deus e ele como sempre me ajudaria.
Teka tinha saído da confecção da Marilaine e entrava na confecção da Cleise e foi melhor para ela, lá ela fez grandes amizades, principalmente com Dona Noêmia, mãe da Cleise, eles eram crentes.
Fomos vivendo, Teka foi trabalhando na Cleise.
Lembro-me um dia em que eu estava em casa, quando Teka chegou dizendo que tinha se machucado no dedo com a agulha da máquina e achava que tinha um pedaço da agulha dentro do dedo, Cleise e seu marido estavam de carro para levar Teka no Posto de Urgência, e eu fui junto. Chegando no P.U eu entrei com Teka, o enfermeiro disse que não tinha nada dentro do dedo e só deu uma injeção na Teka. Na mesma sala de curativo que estávamos, tinha um homem que estava costurando o dedo, Teka viu aquilo e começou a chorar, me pedindo para irmos embora, eu fiquei com pena dela, eu a consolava, tinha que esperar o enfermeiro aplicar lhe a injeção, depois iríamos embora.
Por aqueles dias Aldecir e Leni nos chamaram para visitar a sua igreja, a Presbiteriana e fomos, não só uma vez, mas passamos a ir várias vezes. Lá fizemos amizades com Luciene e até fomos a um sítio dela lá em Boa esperança, um lugar legal, e foi lá que eu e Teka jogamos futebol, fizemos um timinho, eu, Teka e Wilkens filho de Aldecir, jogamos contra outro time, que era um grandalhão, outro garoto e uma menina, e ganhamos deles, o cara ficou com raiva de estar perdendo que dava um bicudão na bola, Wilkens que estava agarrando e se pega nele, nossa! Machucaria, eu tive que falar para ele chutar a bola mais devagar. Teka tadinha destroncou o dedo, mas não foi nada grave.



Tudo Juntos…



Fomos vivendo nossa vida, eu e Teka trabalhando. Eu tinha falado para Lucilene a data do aniversário da Teka e ela combinou comigo, Aldecir e Leni em fazer uma festa surpresa para ela no dia 15 de setembro de mil e novecentos e noventa e oito, o dia do aniversario dela. E no dia do seu aniversário, que foi numa terça-feira, o pessoal da confecção onde Teka trabalhava, lhe fizeram uma surpresa, lá na Cleise. À noite em casa, fizemos outra festa surpresa para ela e um culto a Deus, lhe agradecendo e lhe pedindo bençãos. Teka estava muito feliz, pois foi a primeira vez na vida dela, que teve festa para comemorar seu aniversário, e duas festas no mesmo dia.

Teka tinha, ou quer dizer tem, o poder de conquistar as pessoas, muitos gostam demais dela.
Fomos vivendo, indo na igreja, passeando, trabalhando, até que em novembro Teka saiu da confecção da Cleise, pois ela queria descansar um pouco, por que em dezembro eram as minhas férias e íamos para Minas Gerais, para casa de seus pais, então ela ia descansando.
Compramos roupas novas e fomos nos preparando. No dia trinta de novembro de mil e novecentos e noventa e oito, eu pegava minha carteira de habilitação, eu ficava super feliz, passei em todos os exames, era mais um sonho realizado.
No dia cinco de dezembro de mil e novecentos e noventa e oito eu saí de férias e viajamos para Minas Gerais, para casa de meus sogros, naquele lugar maravilhoso, e com dinheiro no bolso. Fomos de ônibus.
Até esse dia, eu e Teka fizemos muitas coisas e aconteceram muitas coisas também, algumas já até contei, mas outras que não lembro a data certa começo a contar agora…

Uma breve retrospectiva…


Eu quando era solteiro, tive muitos colegas e amigos, tanto mulheres como homens e depois que me casei e vim para Friburgo, eu cortei muitas amizades, principalmente com as mulheres, pois eu falava e até hoje falo, o que eu fazia com meus amigos e colegas, agora só faço com uma só pessoa, Senhorinha, minha esposa, que é minha amiga e meu amigo. Pois tinha muita gente falsa em minha vida, e algumas “amigas” que na verdade queriam algo a mais. É claro alguns amigos ficaram e até de vez enquanto conversávamos, como Dersão, Dedé, Luciano e Marcelo. Ainda eu sentia falta de Jaqueline, Fábio e Rafael que tinham mudado para longe, há alguns anos. Mas meu melhor amigo mesmo passou a ser Jesus e minha melhor amiga, minha esposa.

Curtíamos muito a vida, numa boa é claro! Sempre confiando em Deus. Depois que passamos por muitas coisas ruins, nossa vida estava controlada.
Um dia fomos eu, Teka e minha mãe no Centro, estávamos perto do Fórum, e numa banca de jornais olhávamos um jornal que cujo tinha uma foto com um homem com a cabeça esfacelada, Teka viu aquilo, deu um balançado, quase que desmaiou, então eu a segurei e a coloquei sentada na escada do Fórum, até ela melhorar. Tadinha fiquei com pena dela, mas foi engraçado.
Fomos eu, Teka, Wilkens e outro garotinho de bicicleta na prainha, uma bela cachoeira, foi muito legal.
Íamos de vez enquanto na Pedra e lá eu contava a ela várias coisas de meu passado, conversávamos muito lá observando a paisagem. Teve até uma vez que eu e ela assamos linguiça lá.
Fomos eu, Teka, Luciano e Silvana de carro no Pico da Caledônia, um lugar alto pra caramba.
Às vezes passeávamos no Centro. De vez enquanto fazíamos caminhadas por uma estrada de chão perto de casa.
Em casa, tínhamos e temos uma união fantástica, brincamos feito crianças.
Aldecir, Leni e seu filho caçula Wilkens foram várias vezes na Pedra com a gente. Na Copa do Mundo de 98, eu e Teka juntos torcíamos pelo Brasil, infelizmente aconteceu aquele mistério, que quem acabou ganhando foi a França.
Fomos a Benfica, interior de Friburgo, uma roça na casa de uma menina que trabalhava com Teka, lá passamos o sábado e o domingo tranquilamente.
Curtíamos a vida numa boa, aquele ano de 1998 foi maravilhoso para nós. Eu e Teca tínhamos créditos em vários lugares, pagávamos nossas contas certinho. Muitas outras coisas aconteceram, mas não caberiam em folhas e levariam muito tempo para escrevê-las.


05 de Dezembro de 1998 – Nossas Férias…

E também nascimento do filho primogênito do Eliel, Pablo.


Partíamos para Minas Gerais, fomos de ônibus. Depois de um dia todo de vigem e de ter pegado três ônibus, chegávamos a Mariana, deveria ser umas 18hs30min da noite, não tinha ônibus para casa dos pais da Teka, só táxi, mas decidimos ficar aquela noite em Mariana (a cidade que nos encontramos pela primeira vez e passamos momentos maravilhosos no ano de 96) então fomos para o hotel, já conhecido do nosso passado.

No hotel tomávamos banho e depois fomos num restaurante jantar. Depois de jantarmos, fomos para praça aonde se encontrava o aglomerado de pessoas e lá esperávamos encontrar Rosa e Ivani, irmãs de Teka, mas só encontramos Rosa, ficamos muito felizes, nos abraçamos. Ficamos conversando, dando voltas por Mariana. A hora foi se passando, até que nos despedimos de Rosa e ficamos de nos ver na casa de seus pais. Fomos para o hotel dormir, estávamos muito cansados da viagem, dormimos.
No outro dia levantamos cedo, fomos tomar café e depois pegamos um ônibus que passava pelo trevo que vai para Diogo de Vasconcelos, pois o ônibus que vai direto para lá, só sairia as 16hs00min e ia ser muito tarde e estávamos ansiosos para chegar logo na roça e ver os pais dela.
Chegando ao trevo, pegamos um táxi e pedimos ao taxista para nos levar até a casa dos pais da Teka. A estrada estava ruim, pois tinha chovido, então ele nos levou até perto do nosso destino. Nos deixou perto da casa de meus sogros, depois seguimos a pé até a casa, pelo caminho nos encontramos com meu sogro que vinha com Marlon, seu neto, filho da Rosa, irmã da Teka, ficamos felizes, ele voltou com a gente, nos ajudando com as bolsas até a casa. Depois de quase dois anos que não íamos ali, chegávamos à casa de meus sogros, naquele lugar maravilhoso.
Nossos dias ali foram maravilhosos, íamos pescar todos os dias e éramos falados por algumas pessoas, passeamos por vários lugares lá, fomos ao forró, foi aonde Beto, o ex-namorado de Teka estava e não tirava os olhos de Teka, disfarçadamente ele olhava para ela a admirando, pois ela estava linda.
Curtíamos nossas férias ali numa boa. Até com Joaquim Lisboa conversei, lembram-se dele? No natal tinha muita gente na casa de meus sogros, os irmãos da Teka cada um ajudava numa coisa, nos preparativos para a ceia de natal.


Teka Braga linda e seu irmão Divino perto a porteira dezembro de 1998.

Márcia Durleval Pereira.

Tirávamos fotos, brincávamos todos, até de cabra-cega. Houve uma briguinha lá entre Teka e suas irmãs, mas não foi nada.

Lugar maravilhoso, lá o tempo não passava, lá a tristeza não doía e a saudade não existia. Queria ficar lá para sempre, mas não podíamos, tínhamos a nossa vida em Nova Friburgo e alguns sonhos para realizar.
Os dias se passaram e tristemente chegava o dia de irmos embora, depois de descansarmos bastante e de ter curtido bastante ali.


Tudo Juntos...



Lá até de cavalo eu andei, e fui longe, eu e Teka, cada um em um cavalo, fomos à casa de uma irmã dela, Fátima e foi a primeira vez que andei a cavalo, e até fui bem, mas o cavalo em que eu estava só corria se o cavalo que Teka estava fosse na frente. Teve um momento lá na volta para casa de meus sogros, em que eu e Teca conversávamos, ela na frente e eu atrás e me distrai e até esqueci que eu estava a cavalo e quando me dei conta o cavalo já estava entrando dentro de um boteco, foi muito engraçado, o pessoal até se assustou vendo eu com o cavalo dentro do bar, então eu puxei o cavalo de volta para estrada.

O tempo que ficamos ali de férias, todos os dias íamos pescar, e eu só peguei três peixinhos, enquanto que Teka pegou uns quarenta peixes.
Tiramos mais fotos com a família reunida e depois no natal, o pessoal foram embora.
Os dias lá foram maravilhosos, pois eu estava vivendo a vida do jeito que eu gostava e junto com a mulher da minha vida, mas chegava o dia de irmos embora.

Dias maravilhosos, dezembro de 1998.



Segunda-feira, 04 de janeiro de 1999.




Dezembro de 1998.


Segunda-feira, 04 de janeiro de 99, a tristeza foi geral, pois estávamos indo embora, meu sogro nem dormiu em casa para não nos ver partir, Sôninha iria com a gente até Diogo, ela iria com o cavalo para levar nossas bolsas. Despedíamos de minha sogra, Divino e Marlon, os únicos que estavam lá, pois Sôninha iria com a gente até Diogo, e meu sogro nem dormiu em casa para não nos ver partir. Tentávamos esconder as lágrimas, mas não conseguíamos. Partíamos.

Chegávamos a Diogo, nos ajeitamos e depois fomos comprar as passagens, iríamos para Ponte Nova e lá pegaríamos um ônibus para o Rio o qual sairia de Ponte Nova às 09hs00min da manhã.
Em Diogo eram umas 07hs00min da manhã, Sôninha ainda estava com a gente, e na hora de embarcarmos no ônibus, choramos nós três e nos despedíamos em lágrimas, pois sabíamos que levaria um bom tempo para nos vermos novamente. Só que ia ser menos do que da primeira vez. O ônibus partia e de longe acenávamos para Sôninha a qual logo desaparecia na curva. Diogo de Vasconcelos ia ficando para trás também.
Logo chegávamos a Ponte Nova, mas não deu para pegarmos o ônibus das 09hs00min para o Rio de Janeiro, não tinha mais vaga, teríamos que fazer baldeação.
Depois de pegar vários ônibus, um até furou o pneu e ficamos na beira da estrada esperando a troca de pneu, eu até ajudei a trocar e logo chegávamos à Nova Friburgo, eram umas 22hs30min, a tristeza ainda doía, junto com a saudade.
Pegávamos o ônibus para casa. Chegando em casa, abríamos a porta e entravamos, tudo estava do jeito que deixamos. De repente Aldecir e Leni bateram à porta, eu abri e eles nos receberam com abraços de felicidades e disseram que estavam com muitas saudades. Conversávamos, falávamos para eles como foram nossas férias lá em Minas Gerais, eles nos contaram as novidades de que compraram um carro e nos mostraram o Fusca na garagem. Conversamos mais um pouco e depois fomos dormir.
No outro dia aco9rdavamos e fomos ver o Fusca e dar uma volta, fui ver minha mãe, fui ver minha escala na FAOL e me deram folga no dia de começar a trabalhar.


Começo de 1999…



O começo de 1999 foi bom, eu, Teka, Aldecir, Leni e Wilkens saíamos muito de carro eu ia dirigindo, e treinava Aldecir. Fomos para vários lugares como o carro e eu fiquei bom no volante, graças a Deus, e ele é quem me direcionava no volante e até hoje.

Em março eu e Teka entravamos para igreja Presbiteriana e começávamos a nos preparar para sermos membros definitivos da igreja.
Fomos vivendo a nossa vida, juntos, tudo juntos e agora mais perto de Deus. Nossa vida estava muito boa.
Teka tinha voltado a trabalhar na confecção da Cleise, mas a confecção mudou para um lugar muito longe e Teka quis sair e logo arrumou outro, na confecção Neusa Darriu, lá ela trabalhou pouco tempo, pois não estava se adaptando com o pessoal lá, eles não eram cristãos e falavam muitas besteiras, então Teka voltou a trabalhar na Cleise, mas o destino a Deus pertence. Como a confecção da Cleise era longe, ela levava almoço, ai ficávamos o dia inteiro longe um do outro e Teka se cansava muito, pois tinha que acordar cedo para ir de ônibus e chegava tarde em casa, pois era no Cascatinha a confecção. A gente só se via depois das 19hs30min quando eu chegava do serviço, ficávamos o dia todo sem nos ver, mas Deus agiria...
No dia quatro de junho de 1999 eu realizava mais um sonho, comprávamos nosso carro, um Passat 81, um carro bom. Era mais um sonho realizado, graças a Deus.


Nosso primeiro carro Passat TS 81 04.06.99 quando compramos.

Fomos vivendo, cada dia era importante para nós, pois cada dia nossa situação financeira melhorava um pouco.
Depois eu peguei um horário melhor na FAOL que dá para eu descansar bastante e irmos tranquilamente à igreja. Nessa época estávamos felizes e desejávamos que a felicidade durasse para a vida toda.
Naquela época estávamos pensando em nos membrar de vez na igreja, o inimigo tentava nos desanimar e atrapalhar, mas clamávamos o Sangue de Cristo e ele nos guardava de todo mal.
Teka decidiu sair da Cleise e voltou a trabalhar na Neuza Darriu que era bem mais perto, lá o pessoal era tudo gente boa, a maioria não eram cristãos, mas foi lá que Teka fez grandes amizades. E por incrível que pareça até se tornou amiga das irmãs Andreia e Márcia Maria Darriu, pois eram sobrinhas da Neuza, e eu contei a Teka que já tinha namorado Márcia. Lá Teka trabalharia muitos anos e lá ela se tornaria uma excelente costureira, e lá não fez amizade só com Andreia e Márcia, também fez amizade com Ana Paula (Paulinha) Márcia (Márcia preta para diferenciar da outra, chamavam assim, coisa que não era preta só morena) Michele, Delba etc. Amizades que duram para vida toda.
Então terminávamos o ano de 1999 eu trabalhando de cobrador na FAOL num horário bom, eu pegava às cinco horas da manhã e largava ao meio dia, Teka trabalhava na Neuza Darrihu, eu tinha tempo para ajudar Teka em casa e ainda escrever minhas histórias. Naquele ano no natal não fomos para Minas, pois a FAOL só me deu férias em janeiro, e já estava perto. Passamos natal em Friburgo mesmo, mas ainda tínhamos sonhos de um dia mora lá.

Teka, linda em casa 1999.


O natal de 99, passamos em casa, junto a família de Aldecir, no dia 28 comemoramos três anos de casados, e na virada do ano teve na igreja Presbiteriana vigília até a meia-noite e eu ia trabalhar de reforço no ônibus na festa de virada no Centro, eu estava muito desanimado e temia pois ia ser muita bagunça de passageiros no ônibus. Eu levei Teka, Leni, Aldecir e Wilkens de carro e os deixei na igreja para vigília e fui para Garagem da FAOL, e pedia a Deus que mandasse uma chuva para atrapalhar a festa. Já tinha chovido um pouco, eu passando pela ponte tinha poça d’água o qual fez meu carro morrer, mal deu para eu chegar ao posto de gasolina e depois ele não pegava de jeito nenhum, o tranquei e fui até a garagem e chamei meu parceiro de trabalho, o motorista Orceli, o qual parecia que já estava até chapado, ele foi lá e me ajudou a empurrar o carro para levá-lo e deixá-lo no estacionamento da FAOL. Eu pedia a Deus que mandasse chuva para não ter festa, e começou a chover e uma chuva forte, nós cobradores e motoristas ficamos esperando a chuva passar na garagem, mas ela cada vez mais ficava forte, então nada de festa o chefe dispensou todo mundo pra casa e eu fiquei muito feliz, nessa hora Teka e o pessoal do Aldecir já tinham ido para casa, pois já passavam da meia-noite. Cheguei, Teka ficou feliz, pois ela estava preocupada comigo, pois fazer reforço de madrugada no ônibus em festa de virada do ano era muito perigoso, mas graças a Deus ele mandou uma chuva pesada e dispersou todo mundo e eu já estava no aconchego do meu lar com minha esposa.


Ano 2000...


Logo no começo do ano de 2000 a FAOL me deu férias e naqueles dias Luís Cláudio (chuchu) estava em Friburgo com sua esposa Elisângela e eles sabendo que nós íamos para Minas pegaram uma carona com a gente, pois eles moravam em Belo Horizonte e foi a primeira vez que eu fui dirigindo um carro para Minas e meu carro. Chuchu e Elisângela dormiram lá em casa para sairmos cedo. E bem de manhã já estávamos na estrada e foi uma viagem maravilhosa, Chuchu dirigiu um pouco, tiramos fotos, eles iriam para casa de meus sogros e ficariam lá dois dias e depois eu os levaria na rodoviária de Mariana para eles pegarem um ônibus para BH. Teka estava linda, vestida toda de jeans colado ao corpo e foi naquela viagem que tiramos uma foto que marcou nossa vida, uma foto que depois que revelei que eu vi algo que me chamava a atenção, Teka, verdadeiramente era a Márcia que eu sonhara a vida toda, pois ela na foto era a mesma que eu via em meus sonhos.


A Eterna Márcia…                        




No Alto do Coimbra MG, Chuchu que tirou, e lá estava ela a ETERNA MÁRCIA (Teca, Teka Braga Senhorinha) Janeiro de 2000.













Foi uma viagem maravilhosa, essa foto foi muito importante, pois era desse jeito que eu via a mulher de meus sonhos, a saber, Teca (Márcia, Senhorinha, Tetel, Teka Braga etc.)

Já na casa de meus sogros Chuchu e Elisângela gostaram muito de lá e ficaram dois dias conosco, depois eu os levei a rodoviária de Mariana.


Nós no Alto do Coimbra eu que tirei a foto, e eu Chuchu e Marlon na rede na casa de meus sogros. Janeiro de 2000.


Chuchu e Elisângela gostaram muito der lá, e a família da Teka gostou muito deles. Chuchu pescou, andamos a cavalo, fizemos bagunça e logo chegou a hora de eu levá-los a Mariana, e Divino ia com a gente.
Já em Mariana tiramos mais fotos na rodoviária. Foram momentos maravilhosos com eles.


Chuchu, Elisângela, Joaquinzinho, Tereza, Denílson, Soninha, Divino, Marlon, Eu e Teka, dias maravilhosos. Janeiro de 2000.




Nós com Chuchu, Elisângela e Divino na rodoviária de Mariana. Janeiro de 2000.


Na hora do embarque nos despedimos. Janeiro de 2000.

Depois de nos despedimos deles e fomos andar por Mariana, fomos ao serviço da Cida irmã de Teka, pois eu ainda não tinha a conhecido direito e lá tiramos fotos.




















Com Cida irmã de Teka. Janeiro de 2000.


Naqueles dias em Mariana nos encontramos com Arlindo primo de Teka e demos carona para eles, pois estávamos voltando para roça e ele foi com a gente.
Fomos a Pouso Alto primeiro na casa de Dona Elizete aquela família maravilhosa. E lá tiramos mais fotos.


Na igrejinha de Pouso Alto e na casa de Dona Elizete com o neném de Marisa. Janeiro de 2000.





Marisa, Dona Elizete com o neto e Teka, e Cidinha sentada no banco em Pouso Alto. Janeiro de 2000.

Depois despedimos deles e fomos embora para roça, passamos por Diogo e deixamos Arlindo lá.
Já na roça poucos dias depois chamamos Dona Tereza para irmos à casa de Fátima lá no Santo Antônio do Leite e fomos, Fomos eu, Teka, Divino e Dona Tereza com o neto Marlon.

Divino, Teka, Carlinhos, eu, Ronei, Josi, Fátima e Dilair, em Santo Antônio do Leite. Janeiro de 2000.

Ficamos um pouco na casa da Fátima e logo decidimos ir a Belo Horizonte na casa da Neide, pois ela estava passando por problemas então resolvemos ir lá e fomos. Partimos para Belo Horizonte em especial o Bairro Milionários onde Neide morava. Não sabíamos direito onde era, Dilair nos explicou, mas não soube explicar direito. Já estávamos no Bairro Milionários, estávamos parados com o carro numa rua bem movimentada, procurando o endereço que tínhamos em mão o qual não ajudava muito, perguntávamos pelo bar do Geraldino “marido” da Neide, foi aí que Tereza pergunta por compadre Afonso a um homem que passava, riamos muito disso, pois num lugar daquele tamanho alguém ia conhecer compadre Afonso. Logo conseguimos telefonar para ela a qual nos explicou melhor e logo achamos sua casa. Já na casa de Neide ficamos sabendo de sua situação na qual ela estava se separando de Geraldino, pois seu casamento com ele não estava bem. Ali na casa de Neide nos encontramos com Ivani também, tiramos fotos.


Ivani, eu, Teka e Neide na estátua do Cristo Redentor no Bairro Milionários. Janeiro de 2000.



Na casa de Neide. Janeiro de 2000.

Teka linda…




Teka linda na casa de Neide. Janeiro de 2000.

Teka na casa de Neide. Janeiro de 2000.

Neide iria embora para casa da Fátima, e eu a levaria em meu carro, ela, sua filha Jeniffer e alguns pertences dela.
E voltamos para casa da Fátima, o meu Passat foi lotado de pessoas e objetos. Logo já estávamos de volta em Santo Antônio do Leite.
Depois voltamos para roça, para casa de meus sogros, Neide e Jeniffer ficaram na casa de Fátima.
Passando pela estrada de chão que vai de Diogo de Vasconcelos a casa de meus sogros, eu reclamava dos buracos, pois a estrada estava muito ruim, mas dava para passar, eu não sabia que ficaria pior que nem daria para passar no dia de irmos embora.
Ficamos mais uns dias ali na roça e choveu muito que até deu um temporal, até enchente aconteceu em Diogo, à estrada acabou, se eu reclamava da estrada antes agora nem existia mais e já estava perto de irmos embora. Eu fui até Diogo ver como estava à estrada, e nem a pé direito dava para passar, pois tinham caído muitas barreiras pela estrada a qual ficou intransitável. Então eu teria que passar por outro caminho, teria que ir pela estrada que ia para Piranga e saia em Viçosa.
Chegava o dia de irmos embora, meu cunhado Divino iria com a gente, moraria por uns tempos conosco. O caminho que eu faria era muita estrada de chão, e muitos buracos, mas era o único jeito para irmos embora. Depois de curtimos bastante as nossas férias ali, partíamos para nossa casa em Nova Friburgo, Divino foi morar com a gente, pois eu disse que ajudaria ele com os estudos, cuidaria dos seus dentes e arrumaria um serviço para ele.
Despedíamos do pessoal e fomos embora por outro caminho, e andaríamos uns trinta quilômetros de estrada de chão esburacada até chegar ao asfalto. O meu carro não estava bom, rateada muito, tive que ir trocando vela ao ponto de não ter mais velas para trocar, e como era domingo, não encontrava uma loja aberta para comprar, foi numa oficina na cidade de Piranga que eu comprei uma vela e o cara me cobrou um absurdo, mas como eu precisava tive que comprar, mas logo depois o carro voltava a ratear e foi um custo chegar em Friburgo com ele, mas chegamos. E em casa apresentávamos Divino a família do Aldecir, e lá ele fez amizade com Wilkens. Na segunda-feira eu trocava o jogo de velas do carro ai ele melhorou. Em fevereiro decidimos ir a Rio das Ostras na praia passearmos junto com Aldecir, Leni e Wilkens, eles arrumaram uma casa emprestada lá na praia de uns conhecidos deles, tal de Seu Dengo e Dona Zelina, os quais eu nem conhecia, mas tempos depois eu viria a conhecer e também trabalhar com eles, pois eles tinham confecção. Mas voltando falar da praia, fomos pela estrada Serramar que na época nem era asfaltada e tinha bastante buraco caso que fez até me carro quebrar uma mola, mas, mesmo assim, fomos para praia. Lá foi divertido, apesar de Divino nos atentar um pouco.
A casa que ficamos era grande, e tinha espaço para todos nós, a noite Divino dormiu em nosso quarto, antes mesmo de decidimos onde ele dormiria ele já deitou em nossa cama, atrapalhando nossa privacidade, que Wilkens também dormiu no quarto de Aldecir e Leni, e olha que tinha espaço a vontade na casa. Isso me deixou com raiva. Pois Divino e Wilkens não eram mais criancinhas, poderiam dormir em outro lugar, mas atrapalharam a nossa privacidade. Outro caso que aconteceu lá também foi que estávamos pagando tudo para Divino e teve um momento lá na praia que ele se afastou de nós e quando fomos vê-lo, ele tinha comprado cinco picolés de uma vez só e estava chupando escondido de nós, os quais estavam derretendo tudo em sua mão, de olho grande se escondia para não dar a ninguém. Mas tirando essas coisas foi divertido.

Teka, eu, Divino e Wilkens na praia em Rio das Ostras. Fevereiro de 2000.


Teka junto ao nosso carro em Rio das ostras fevereiro de 2000

Divino ficou morando com a gente, eu o matriculei no colégio, mas ele não levou muito a sério, quis matricular ele no CAMP, mas também não quis, arrumei para ele trabalhar na quitanda do Arlindo e lá ele trabalhou poucos dias.
Na Faol tinha um consultório odontológico no qual eu paguei para tratar dos dentes do Divino os quais estavam bem ruins, e lá ele cuidou.
Eu estava querendo trocar de carro, e vi um Del Rey na garagem da casa de Seu João o qual era do Zé Carlos filho dele, e vi se ele queria trocar. Ele me pediu uma volta, pois o Del Rey era mais novo do que meu Passat, o Del Rey era 84, quatro portas e estava bonito. Então dei o Passat e mais R$1000,00 de volta. O Del Rey era um carro confortável, bem mais do que o Passat.
Quando Divino terminou o tratamento nos dentes, decidimos mandar ele de volta para casa, então como eu trabalhava de cobrador de ônibus, não tinha muito tempo, pedi a Seu João para levá-lo no meu carro. Me lembro que meu Del Rey na época não estava muito bom do freio, teve até um dia eu descendo o Bairro Três Irmãos, Divino estava comigo, o freio falhou e eu mandei Divino se segurar e por um milagre eu consegui fazer uma curva. E no dia que Seu João levou Divino para Minas, lá na casa de meu sogro o carro falhou novamente o freio, caso que fez Seu João comprar uma peça e trocar, ai ele ficou bom. Depois que Divino foi embora, Ivani irmã de Teka que veio morar com a gente. No começo foi bom, nos dávamos bem, ela arrumou um emprego, eu não co0brava nada dela, mas no dia em que fomos fazer compra, na época eu bebia, então eu comprava um fardo de cerveja em lata, e Ivani também bebia, eu comprava uma caixa de biscoitos, e um fardo de leite, eu só fui pedir para Ivani nos ajudar a comprar essas coisas já que ela também usufruía delas, ai ela virou o bicho, puxa era apenas para me ajudar a comprar as cervejas, os biscoitos e o leite, ela virou o bicho, dizendo que eu estava cobrando dela, mas não era, era só uma ajuda, pois ela todo dia chegava do serviço e ia a geladeira e pegava uma cerveja, todo dia ela além de tomar o leite e comer o biscoito ainda levava para o serviço, custava nada ela nos ajudar a comprar essas coisas, era só isso que pedi, o resto, comida dormida ela tinha de graça, mas ela achou que eu estava cobrando dela e jogando na cara dela o que ela comia. Caso que ela chegou até pedir Aldecir para dormir num quartinho vizinho a nossa casa, e ela dormia, mas continuava a comer lá em casa, e a tomar banho e não nos ajudou em nada. Foi nessa época que Aldecir começou a aprontar, traindo Leni e ainda me colocou como cúmplice dele, pois ele ainda tinha o Fusca branco e não dirigia, e eles tinham uma cadela poodle com o nome de Suzy se não me falhe a memória e estava com uma amante lá no morro do Rui, e ele me pedia para levar a cadela no Pet Shop desculpa que ele dava a Leni para se encontrar com a amante que também tinha um cachorro e levava ao Pet Shop, eu ia dirigindo para eles. Minha consciência doía, pois Leni é uma boa esposa não merecia aquilo, e também era errado diante de Deus, Aldecir por dizer ser um homem cristão estava cometendo um grande erro. Não sei da onde ele pegou confiança em mim para eu guardar aquele segredo, coisa que eu não guardei, eu não tinha coragem de contar para Leni, mas contei para Teka, a qual era muito amiga de Leni e depois de pensarmos bem, com Ivani achando que ia dar merda, Teka foi e contou tudo para Leni, a qual fez Aldecir confessar, sem dizer para ele que foi Teka quem lhe contou, e ele nunca ficou sabendo e nunca comentou comigo a respeito, só sei que o pau quebrou, eles brigaram muito, Leni chorou, ele confessou a verdade, lá de casa ficamos nós três escutando tudo.  
Depois Leni o perdoou e voltaram entre aspas ao normal, mas Aldecir nunca ficou sabendo que fomos eu e Teka que contamos para Leni e nunca comentou comigo do assunto, morreu o caso e ele se regenerou.
Mas antes disso tudo Aldecir tinha umas atitudes meio estranha, ele era uma boa pessoa, mas tinha umas atitudes que às vezes desconfiávamos que ele desmunhecava, pois teve um dia lá que fomos eu, Teka, Wilkens, Leni e Aldecir passear no Country Clube, e lá estávamos nós andando e conversando, Teka, Leni e Wilkens iam a frente enquanto que eu e Aldecir íamos atrás conversando, e quando estávamos passando perto de uma pontezinha ele disse:
 – Se essa ponte falasse!
Eu achava que ele ia contar o seu tempo de solteiro que ele trazia mulheres para ali, mas, de repente, ele disse:
-… Se essa ponte falasse, pois quando eu era solteiro já fiz bem sexo oral ai debaixo com um cara.
Quando eu escutei aquilo, eu não estava acreditando mesmo o que eu tinha ouvido, fiquei pasmo e mudamos de conversa é claro como não escondo nada de Teka, lhe contei depois isso lhe pedindo para guardar segredo.
Aldecir é um homem misterioso, as vezes eu até desconfiava que ele tinha ciúmes de mim, pois quando alguém chegava em casa e conversava comigo, ele ia ver quem era e se envolvia na conversa sem ser convidado. Até meus amigos notavam isso e ficavam me zoando.

Maria Lucia Rabello “Braga” Divorciada, e uma nova fase na vida.
Eu tinha pagado 3 meses de aluguel para minha mãe, como ela estava sozinha tia Irene a chamou para morar num quartinho que ela tinha no quintal, era pequeno com banheiro, mas para ela sozinha, ela foi, mas por pouco tempo, pois no dia 16 de março de 2000, ela conheceu Eugênio, e no dia 26 de julho de 2000 foram morar juntos na casa dele, e por sinal uma boa casa no bairro Jardilândia, ai a vida da minha mãe começava a melhorar também, pois morando com Eugênio ela não trabalhava fora, era dona de casa, e passou a ter uma vida confortável e um alguém que realmente cuidava dela e respeitava. Um bom homem, e juntos passaram a curtir a vida juntos, coisa que minha mãe não fazia, pois antes só reclamava e sofria, mas desde quando conheceu Eugênio sua vida melhorou muito. E em 2007 como minha mãe já era divorciada e Eugênio viúvo, casaram no civil, estarei falando mais para frente.

Minha mãe e Eugênio curtindo em Rio das Ostras no ano de 2000



Já com o Del Rey, e era um carro bom a princípio, passeávamos muito, inclusive outubro de 2000 fomos a Fazenda do Jorge Tardem em Barra Alegre, aonde tem algumas piscinas, fomos eu, Teka, Ivani, Wilkens, Aldecir e Leni no meu carro, foi muito bom tiramos fotos, aproveitamos bastante.


Teka linda no Del Rey, eu, Leni, Ivani e Teka, na piscina, e eu e Wilkens no Del Rey na Fazenda Jorge Tardem outubro de 2000.




Eu e Teka no Balanço na fazenda JT outubro de 2000.

Aquele dia foi maravilhoso, depois de aproveitarmos bastante fomos embora.
Nessa época meu irmão tinha comprado uma casinha nas Furnas, e seu filho Pablo estava bem novinho, a gente até passou lá. Eliel estava bem, realizara seu sonho de infância trabalhava com uma carreta como motorista, comprou uma casinha, morava com Kelly e tiveram um filho, Pablo. Eliel não tinha muito juízo, gostava muito de farra, com o passar do tempo as coisas mudaram para ele, as quais relatarei aqui também. Com Kelly Eliel algum tempo depois tiveram outro filho Breno, mas o relacionamento deles não durou, isso é mais para frente.

Kelly, seu irmão, Eliel e Pablo ano 2000.


Eu, Pablo, Eliel com o irmão da Kelly no colo, outubro de 2000.

Fomos levando nossa vida, e já estava se aproximando do final do ano de 2000 e a FAOL já tinha anunciado minhas férias que seria no começo de dezembro, então começamos a preparar as coisas a fazer nossos planos. Ivani nos disse que conversaria com sua patroa pedindo demissão para ir com a gente, eu falei para que iríamos viajar as nove horas da manhã, até ia trocar com o cobrador que me rendia para podermos viajar mais cedo. Eu apenas pedir para Ivani ajudar um pouco no combustível, mas ela se negou a ajudar, mas, mesmo assim, eu a levaria, mas eu disse para ela que eu ia sair ás nove horas da manhã.
Chegava a hora de viajarmos e Ivani disse que ia trabalhar até as 14h00min eu não podia esperar então fomos somente eu e Teka, ela ficou com raiva. Eu não podia esperá-la, ainda mais que ela nem ia ajudar no combustível. Fomos, depois ela foi de ônibus. Pegamos estrada. E foram dias maravilhosos lá em Minas…









Ivani depois chegava cuspindo maribondo na casa dos pais, mas foi uma lição para ela.

Final do ano dois mil, maravilhoso.

Teka linda e seu irmão Divino na Vila Samarco dezembro de 2000.



Teka com sua mãe em Furquim dezembro de 2000.
Chegava o fim de nossas férias e voltávamos para Nova Friburgo. Começava o ano de 2001.
Ano 2001
Começava o ano de 2001, e em minha mente eu queria muito mudar para Minas Gerais. Teka continuava trabalhando na Neuza e eu na Faol, e fomos vivendo, nossa casinha com tudo arrumadinho, não pagávamos um aluguel caro, dava para vivermos muito bem, tínhamos o nosso carro pago, vivíamos tranquilos, mas meu coração queria mesmo era ir para Minas Gerais. E foi logo no começo do ano que eu estava numa padaria no Bairro do São Jorge e conversava com Geraldo, filho de Seu João, e ele morava em Belo Horizonte e tinha deposito de sacoleiro lá e ele me chamava para trabalhar para ele, eu teria que morar lá, e eu fiquei muito empolgado com a ideia e falei com Teka e começamos a pensar nisso, e estávamos decididos a ir embora para Belo Horizonte. Eu e Teka estávamos bem empregados, estávamos membrados na igreja Presbiteriana de Conselheiro Paulino. Tínhamos uma vida tranquila, nosso carro pago, passeávamos, vivíamos intensamente, mas queríamos ir embora para Minas Gerais e como Geraldo tinha me feito uma proposta começamos a pensar, então eu fui a Pedra do Prado e conversando com Deus eu disse a ele se fosse da vontade dele a gente ir para Minas tudo daria certo, mas se não fosse que ele colocasse um obstáculo.
Foi nessa mesma época fevereiro de 2001 em que eu e Teka pensamos em ter filho. Eu já ia fazer 26 e ela ia fazer 25 anos e já estávamos a cinco anos juntos, então ela conversou com a doutora Alessandra a qual me mandava fazer um exame de espermograma, pois aparentemente com Teka estava tudo bem, foi ai que eu fazendo o espermograma descobrimos uma baixa quantidade de esperma que não era o suficiente para engravidar. Eu teria que procurar um especialista no caso e fazer outros exames. Um dos meus sonhos que eu não realizara, pois ser pai era um dos meus sonhos, e seria a nossa grande prova nessa terra e eu nem imaginava o que viria pela frente.

Meu primeiro exame de espermograma, o primeiro de muitos que viria…

Mas logo a gente começou a mexer com nossa mudança para Minas Gerais. Não era a vontade de Deus a gente mudar para Minas, mas desobedecemos à vontade dele, ele colocou um obstáculo, pois eu fui conversar na Faol onde eu trabalhava e eles não quiseram me liberar numa boa, não quiseram fazer acordo, foi um obstáculo que Deus colocou para gente não ir, mas eu estava tão empolgado em ir que nem se quer pensamos nas consequências. A confecção que Teka trabalhava a liberou numa boa, mas na Faol eu tive que pedir demissão então não tive direito a receber nada.
Eu tinha combinado com Geraldo em trabalhar de vendedor para ele em Belo Horizonte, então pedir demissão na Faol, Teka fez acordo na Neuza, combinamos com Aldecir de deixar nossos moveis na casa até encontrarmos uma casa lá em Belo Horizonte, apenas levamos nossa televisão. Nessa época Neide irmã de Teka que já até tinha uma filha Jeniffer morava num bar no Bairro Milionários, o qual era dela, e foi lá que moramos nos primeiros dias em BH até arrumarmos uma casa. Morando no bar tinha momentos bons e ruins, pois às vezes tínhamos que esperar o bar fechar para dormimos e guardar o carro.

Bairro Milionários, Praça do Cristo.

As vezes íamos dormir quatro ou cinco horas da manhã. Lá às vezes era uma bagunça de homens bêbados, pessoas de todo tipo, um ambiente que não era muito bom. Moramos ali uns quinze dias, fomos à igreja Batista ali perto. No bar cantávamos no karaokê, tivemos momentos bons e ruins ali morando no bar. Logo arrumamos uma casa no Bairro Jardim Comerciários em Belo Horizonte, abri quatro praças de vendedoras cada uma com cinquenta vendedoras dentro da grande BH. Arrumei um caminhão para ir a Friburgo buscar nossa mudança, foi o mais barato que arrumei, uma Mercedes 608 baú, e o cara ainda levou sua namorada junto, uma mulher um pouco tapada. Viemos a Friburgo e buscamos nossa mudança, e pronto já estávamos definitivamente morando em Belo Horizonte com quatro praças de vendedoras vendendo para mim dentro da Grande BH. Eu estava muito feliz de morar lá, nessa mesma época Chuchu e Elisângela moravam lá em BH e convivíamos muito com eles.
Eu e Teka estávamos tão felizes de estar morando lá que nem se quer lembrávamos de que não era a vontade de Deus de estarmos ali, e as coisas começariam a acontecer.
No começo Teka trabalhava comigo, me ajudando, e Geraldo tinha combinado uma comissão em Friburgo, mas lá em BH ele me pagava outra, menos. Ele só me dava mercadoria ruim para vender. Moramos numa casinha da Dona Lia no Jardim Comerciários em BH, lá tinha garagem, uma casinha até boa, mas, de repente, começou uma coceira na gente, que não sabíamos da onde vinha. Eu também abrir uma praça na Região de Ouro preto a Viçosa e quando fui abrir essa praça lá Teka não foi comigo.
As vendas não iam pra frente, vendedoras viviam parando e eu ter que arrumar mais. Íamos vivendo ali, as vendas não estavam boas, não descobríamos o que dava aquela coceira em nós. O caso de termos um filho ainda pensávamos, mas tínhamos que procurar um médico ali em Belo Horizonte, mas estávamos adaptando melhor a nossa vida ali, e os dias passavam rápidos, e como eu estava abrindo vendedoras, tentando melhorar as praças, não tinha tempo.
No Meado do ano chamamos Chuchu e Elisângela para ir com a gente na roça e eles foram.













Curtíamos juntos ali na roça, Chuchu e Elisângela gostavam muito de lá, nessa época eles já tinham sua filha Bruna que estava bem pequena…

Mais ou menos junho de 2001.

Fomos vivendo em BH, as vendas não iam bem, no começo eu e Teka para economizar dividíamos um marmitex para nós dois, ela levava um prato e dois talheres para dividir a comida, e na hora de arrumar no restaurante a gente colocava bastante. Parávamos numa sombra e almoçávamos.

 Jardim dos Comerciários em Belo Horizonte onde moramos.

Morando ali no Jardim Comerciário visitávamos a Igreja Batista do Jardim Estrela, perto de casa, estranho que lá no dia da ceia eles quando chegava a nossa vez o obreiro levantava a bandeja para a gente não pegar, achávamos aquilo errado, pois a bíblia disse examine o homem a si mesmo, é a gente que tem que saber o não se deveríamos tomar a ceia. E teve um dia que o pastor de lá nos visitou, ele veio a nossa casa sozinho, mas uma visita relâmpago, nem lembro direito, só sei que foi uma visita muito rápido e pouco-caso.
Depois, naquela época Neide irmã de Teka estava precisando de ajuda, pois estava separada do marido e desamparada e precisava trabalhar para cuidar da filha, não tinha mais o bar, então ela falando com a gente eu dei uma ideia, pois naqueles dias a Elzinha esposa de Geraldo meu patrão estava precisando de uma empregada doméstica, então eu dei a ideia de Neide vim morar com a gente, e ir trabalhar lá, e trazer sua mãe para ficar com sua filha em nossa casa até encontrar uma creche para ela. E fomos buscar minha sogra, no dia o tanque do meu carro estava bem cheio então não precisava de muito dinheiro, na época R$ 20,00 dava, então fomos na roça e buscamos minha sogra, nessa época ela também tomava conta de Marlon seu neto filho da Rosa, e teve que levar ele junto.
Então ficou morando com a gente Neide a qual trabalhava na casa do Geraldo, sua filha, minha sogra com o neto Marlon. Foram poucos dias, e tinha vez que juntava as duas crianças e me deixavam doido, pois eu já tinha meus problemas, eu chegava em casa cansado e as crianças fazendo bagunça. Mas alguns dias se passaram e Neide decidiu ir embora e queria levar sua mãe de volta, ai surgiu uma discussão entre a gente, pois Neide veio me pedindo para levar minha sogra de volta para roça e eu disse para ela que teria que ser uns R$ 40,00, ai Neide veio brigando comigo me dizendo que se quando eu fui buscar foi R$ 20,00? Por que agora para levar ela era R$ 40,00? Eu explicava para Neide que quando eu fui buscar Tereza o tanque do carro estava cheio, mas naquele momento estava bem vazio e eu não tinha dinheiro para encher, ela me chamou de pão-duro, e disse que até a comida de minha sogra eu cobrava, tudo mentira, foi um bate boca danado, Neide com raiva falava até coisas quem não existiam, mas depois nos acalmamos e ela arrumava o dinheiro e eu levava minha sogra embora e Neide também foi embora, resolveu morar em Mariana e arrumar serviço por lá.
Eu estava realizando um sonho de ser vendedor, mas as vendas não andavam boas, Geraldo só me dava mercadorias ruins para vender. Não firmava as vendedoras.
Visitamos algumas igrejas por ali, igrejas boas, Igreja Batista aonde o irmão da Elisângela ia, e lá era uma benção. E íamos à igreja perto de casa a qual já citei aqui. Os dias seriam difíceis para eu e Teka ali em BH, as vendas estava indo ruim, umas coceiras pelo nosso corpo inexplicável nas paredes de fora da casa apareciam muitas pintas pretas, cheguei até desconfiar que fossem bostas de morcego, mas não era.
Por aquela época também meu cunhado Divino teve problema, pois ele estava morando com Geraldino ex-marido de Neide e estava sendo humilhado por ele, então Divino nos ligou reclamando então fui buscá-lo no Bairro Milionário para ele ficar morando com a gente, e ele morou com a gente alguns dias até o dia de irmos para roça e ele ir com a gente.
Por aqueles dias eu tinha a praça que ia de Ouro Preto até Viçosa e passava pela roça, e lá eu ia sozinho, não me lembro direito mais acho que já tinha sido na época em que Teka foi trabalhar na casa do Geraldo e eu viajava sozinho, e um dia lá eu trabalhando naquela área estava num lugar chamado Vau Açu, isso era umas 09:00 horas, eu tinha acabado se fazer o acerto da Jaqueline, uma vendedora e já ia para Viçosa quando o Del Rey do nada não pegava de jeito nenhum, e eu estava com pressa pois tinha que ir a Viçosa e voltar e dormir na casa de meus sogros, e ali eu estava em Vau Açu próximo a um bar e meu carro não pegava de jeito nenhum, eu desmontava o carburador e nada, as horas iam se passando, e nada do carro funcionar, a essa altura eu já tinha feito algumas amizades com alguns moradores dali, e até um deles me disse para eu não ficar com raiva pois Deus sabe o que faz, o tempo que eu estava perdendo ali, Deus poderia estar me livrando de algo pior mais a frente e ainda por cima, nos tornamos amigos ali, e até brincava comigo dizendo que lugar para dormir tinha a casa da vendedora Jaqueline que por sinal era uma morena bonita, claro que era brincadeira né. A hora se passava, eu temia escurecer e sozinho depois indo para roça. Então pela quinta vez que desmontei e montei o carburador do Del Rey orei ao Senhor lhe pedindo ajuda, quando virei à ignição o carro pegara agradeci a Deus, pagava uma Coca-Cola e uma pinga pro pessoal ali os agradeci por ter ficado o tempo todo comigo e fui embora para Viçosa e sem almoço, fiz os acertos lá e voltei rapidamente para roça na casa de meus sogros, pelo caminho uma blitz, mas não me pararam. Chegando à casa de meus sogros com os olhos fundo de fome Neide minha cunhada que estava lá preparava um rango para mim e ficava de ir de carona comigo para Belo Horizonte. Hoje eu me lembro daquele acontecido e sei que naquele dia Deus me livrou de algo grave que poderia ter me acontecido se eu não perdesse tempo ali em Vau Açu. Deus está no controle de tudo.
Outubro de 2001 foi aniversário na casa do Chuchu, e fomos, e lá no churrasco, numa rodinha bebendo e falando muita besteira eu enchia a cara, e via Teka dentro da casa tomando refrigerante conversando com o irmão de Elisângela o qual estava com a bíblia debaixo do braço, eu bebi muito aquela noite  foi a última vez que bebi, pois fiquei meio chapado e três dias passando mal ao ponto de vomitar na calçada da casa da vendedora e nem conseguir trabalhar direito, a noite era do trono para cama com Teka me perguntando se eu queria mais bebida, jurei nunca mais beber e nunca mais bebi.
Teve um dia lá na época em que Divino morava conosco, e eu tinha R$ 0,30, e pedi a Divino para ir a padaria que ficava próximo de casa para comprar três pães, mas Divino comprou dois pães e um cigarro para ele, preferiu o cigarro do que o pão. E naquele dia saímos com Chuchu e Elisângela fomos à feira de automóveis no Mineirão, e lá demoramos, ai Divino como não tinha comido pão de manhã, pois preferiu o cigarro, estava com fome e reclamando ai não perdi tempo, lhe chamei a atenção, por ele ter preferido comprar um cigarro do que o pão. Até hoje lembramos isso.


11 de Setembro de 2001 – Ataque terrorista nos estados Unidos.

Os ataques ou atentados terroristas de 11 de setembro de 2001 (às vezes, referido apenas como 11 de setembro) foram uma série de ataques suicidas contra os Estados Unidos coordenados pela organização fundamentalista islâmica al-Qaeda em 11 de setembro de 2001. Na manhã daquele dia, dezenove terroristas sequestraram quatro aviões comerciais de passageiros.[1][2] Os sequestradores colidiram intencionalmente dois dos aviões contra as Torres Gêmeas do complexo empresarial do World Trade Center, na cidade de Nova Iorque, matando todos a bordo e muitas das pessoas que trabalhavam nos edifícios. Ambos os prédios desmoronaram duas horas após os impactos, destruindo edifícios vizinhos e causando vários outros danos. O terceiro avião de passageiros colidiu contra o Pentágono, a sede do Departamento de Defesa dos Estados Unidos, no Condado de Arlington, Virgínia, nos arredores de Washington, D.C. O quarto avião caiu em um campo aberto próximo de Shanksville, na Pensilvânia, depois de alguns de seus passageiros e tripulantes terem tentado retomar o controle da aeronave dos sequestradores, que a tinham reencaminhado na direção da capital norte-americana. Não houve sobreviventes em qualquer um dos voos.





Aqueles ataques terrorista, ficou na história e desde aquele dia o mundo começava a mudar, dali em diante o mundo começava a virar um caos. Cada dia mais próxima a ascensão do anticristo e a vinda de Cristo.

Chegava final de ano de 2001, me lembro que no dia que íamos para roça, Teka e Divino me esperava em casa enquanto que eu terminava as cobranças para depois pegá-los para irmos, e nesse dia eu estava ansioso para terminar o serviço, e faltava uma vendedora.
Eu errei o caminho para a vendedora e fui procurar um retorno e acabei caindo numa blitz, e os policiais me pararam, e como eu estava com mercadoria sem nota eles me disseram que me levariam para um posto da fiscalização que ficava ali perto, eu tinha dito a eles que tinha errado o caminho, e me humilhava a eles dizendo que era véspera de natal e estava correndo atrás, nisso vinha um carro todo errado, sem farol e foi parado. Com meus documentos nas mãos os policiais mandaram eu segui-los até o posto policial e onde tinha a fiscalização do ICMS, os outros carros que foram apreendidos também seguiram eles, eu ia pedindo a Deus ajuda, pois só faltava uma vendedora para eu pegar Teka e Divino para irmos para roça passar o natal, não queria que nada atrapalhasse.
Chegando ao posto policial eu parei bem longe, e nem se quer sair do carro o policial veio a minha direção me entregou os documentos e ainda me explicou o caminho para o bairro que eu tinha que ir, e me desejou um feliz natal, e eu o agradeci e lhe desejei também. Depois de acertar com a vendedora fui para casa, peguei Teka e Divino e fomos para roça.
E como sempre foi um natal maravilhoso ali na roça, tiramos fotos, muitos da família da Teka estavam lá.
Dezembro de 2001.
















Natal 2001

Dias maravilhosos ali na roça naquele natal de 2001, e logo chegava o ano 2002, e voltaríamos para Belo Horizonte. Divino ficou na roça.


Ano 2002

Começo de 2002 Dias difíceis…
12 de janeiro de 2002, aniversário de Eliel e quando também nasceu seu segundo filho Breno, com Kelly.

Depois de tirarmos umas férias maravilhosa, voltávamos para nossa vida em Belo Horizonte e começava o ano de 2002. E aquele começo de ano seria difícil para nós. As vendas não aumentavam, como na casa de Dona Lia no comerciário estava dando umas coceiras na gente e era um pouco afastado da casa do Geraldo onde eu trabalhava, arrumamos uma casa perto de lá. Como a situação não estava nada boa, Teka para me ajudar foi trabalhar de doméstica na casa do Geraldo. Foi também nessa época que fui me consultar com um médico ali perto da onde a gente morava e este médico doutor Lucas passou uns exames para mim, a respeito de fertilização. Eu fiz uma ultrassonografia, no dia 05 de abril de 2002, e foi algo meio sem jeito, pois tive que tirar a calça e duas mulheres que fizeram o exame na minha bolsa escrotal (meu saco) onde foi constatado que eu tinha varicocele, problema que impedia de eu engravidar Teka. Por aqueles dias a nossa situação financeira andava ruim, eu trabalhava sozinho enquanto Teka trabalhava de doméstica para me ajudar, e para piorar a situação eu descobrira que não podia ser pai que eu tinha varicocele e tinha que fazer uma cirurgia. Eu dirigia o meu carro pela Avenida Vilarinho, sozinho e pensando em minha vida, conversava com Deus, refletindo o porquê de eu não poder engravidar uma mulher, pois um de meus sonhos era ter um filho meu e ver Teka grávida, algo que era impossível aos nossos olhos, pois eu não sabia que tinha varicocele, até então eu achava que era perfeito como qualquer homem e eu e Teka já estávamos quase seis anos juntos e nem remédio ela tomava para evitar uma gravidez, e não engravidava, então agora eu sabia o porquê, eu não poderia fazer de Teka mãe. Isso era um peso em minha vida, pois não só dependia de mim querer ter um filho, tinha também Teka o sonho de ser mãe. Eu dirigia pela Avenida Vilarinho quando reparei mais a frente uma multidão em volta de um caminhão de lixo, com uma viatura da polícia parada perto, eu parei o carro e fui lá ver o que era. E pela ironia do destino, ou se Deus estava me provando ou Satanás me torturando, alguém jogava um recém-nascido no lixo, e os policiais o colocaram deitado no chão, aquela coisa pequenina morta, que alguma mãe sem coração o matou, e a máquina do caminhão ainda arrancara uma perninha e os policias estavam a procura dela, e eu assistia tudo aquilo, vendo aquele bebezinho recém-nascido morto ao chão faltando uma perninha, eu olhava para os céus e dizia:
 – Por quê? Eu descobrindo que não posso ser pai, e pessoas jogando criança no lixo, por que Deus? É uma provação? Ou Oque?
Meu coração doía de tristeza, ainda mais vendo aquilo, eu não sabia que era uma provação que eu estava vivendo ou o que, ou se fazia parte de “coisas da vida.” À noite em casa eu contava para Teka.
Eu tinha que fazer uma cirurgia, e era uma cirurgia paga, pois dificilmente o SUS fazia de graça, e eu não tinha muito conhecimento ali em BH.
Já morando na casa de Dona Geralda no Bairro Letícia, tínhamos poucas amizades, nessa casa não tinha garagem e para meu carro não ficar na rua Chuchu deixou eu guardá-lo na garagem em sua casa. Pois nessa época a situação estava tão feia para mim que eu combinei com Geraldo de ser ajudante dele, ele me pagar um salário até as coisas melhorarem. Teka ralava de doméstica enquanto que eu trabalhava de ajudante com Geraldo e às vezes viajava eu e Chuchu juntos, para o Geraldo. Íamos a Igreja Batista de Sião ali perto de casa. As coisas para nós estavam difíceis. Teka depois de ser uma costureira profissional, voltara a ser doméstica e eu voltara a ser ajudante, da mesma forma da época que nos conhecemos em 1996. Isso tudo por causa da desobediência, não era vontade de Deus estarmos li em BH, mas desobedecemos, então nossa vida em vez de progredir ela regrediu. Ai começamos a reconhecer nossos erros para com Deus. Naqueles dias tudo de ruim estava acontecendo, o serviço ruim, pois as vendas ficaram ruins que cheguei ao ponto de juntar as vendedoras e as passar para o Geraldo e eu ficar de ajudante com ele, meu carro tinha que pagar o IPVA, os pneus bem gastos e eu não tinha dinheiro para isso, então como eu trabalhava com Geraldo no carro dele eu deixava o meu parado na garagem na casa do Chuchu. Estava acontecendo coisas ruim com a gente, Teka ralando, esfregando chão, e ainda por cima com crianças enchendo o saco e eu vendo aquilo, depois de ela ser uma excelente costureira, tudo por desobediência que sair da Faol sem direito nenhum, e olha que por ironia logo depois que sai da Faol ela fez acordo com muitos funcionários, só para provar que não era a vontade de Deus estarmos ali. Tudo estava dando errado, o inimigo estava me tomando tudo que consegui, mas uma coisa eu pedi a Deus, para ele não tocar no meu casamento, e algumas vezes de madrugada em casa, enquanto Teka dormia, eu na sala assistindo a um programa evangélico na televisão e lendo a bíblia 1 Coríntios 13 que é a base do nosso casamento, eu orava a Deus lhe pedindo para proteger o meu casamento, eu dizia a Deus:
- “Senhor! Satanás pode me tirar tudo, mas não deixa ele tocar no meu casamento”
Pois também não faltou oportunidade para eu cair em adultério, pois o inimigo colocava mulheres em meu caminho.
Viajando com Geraldo para a Cidade de Coronel Fabriciano, lá estava eu e Geraldo na casa de uma vendedora, eu estava na mala do carro pegando mercadoria, enquanto Geraldo estava na sala conversando com a vendedora donde ele me via, de repente apareceu uma loira linda e sensual e me entregou um bilhete dizendo que ficara a fim de mim, para eu ligar para ela, eu na hora fiquei surpreso donde saiu aquela loira, deveria estar me observando sem eu saber, deixou o bilhete falou comigo e foi embora andando, Geraldo veio até a mim e me perguntou o que ela queria, eu mostrei o bilhete com o telefone dela e dizia que ela queria me conhecer, Geraldo ficou louco pela mulher, pois a loira era linda demais, então ele ligou para ela como se fosse eu marcando encontro com ela para ela levar uma colega igual a ela, ele se passando por mim dizendo que eu estava com um amigo em viagem por aquela cidade, para ela levar uma amiga junto, eu disse para ele:
 – Geraldo você é doido, eu não vou não…
 – Você vai dispensar aquela loira? Ela vai levar uma colega parecida com ela, sair nós quatro…
 – Vai você com elas!
 – Ambrósio, estamos longe de casa, Teka não está aqui…
 – Não Geraldo, vai você, eu não estou afim.
Geraldo ficou com raiva de eu não querer ir, a loira era linda, mas meu amor por Teka supera qualquer beleza em outra mulher. Satanás queria que eu caísse nessas armadilhas, pois ele não parou por ai.
Num outro dia viajando com Chuchu para João Monlevade, uma vendedora dele cujo nome era Fabiana ficou a fim de mim e ele armando com ela marcava encontro de ela com uma colega e nós dois, mesma coisa aconteceu. Fabiana era linda, mas eu disse para Chuchu ir e ficar com as duas ele dizia:
 – Vamos lá Ziel, vamos a um lugar tomar uns negócios, você fica conversando com ela na mesa…
 – Fala sério Chuchu! Vou ficar com uma gata daquela só conversando numa mesa, a menina está afinzona de mim, e vou ficar só conversando com ela, vai você e fica com as duas, comigo não Chuchu, não estou afim…
 – Vai dispensar?
 – Vai você!
Chuchu ficou com raiva, mas eu não quis ir. Minha vida estava uma bagunça, tudo de ruim acontecendo, eu não iria também piorar a situação, isso era coisa do maligno para destruir meu casamento e piorar a situação para mim. Mas graças a Deus ele sempre me ajuda, me dando forças e ter meu coração e meu amor somente para Teka.
Teve outro dia também ali em João Monlevade trabalhando com Chuchu, chegávamos a cidade e nos encontramos com alguns conterrâneos nossos de Nova Friburgo, coisa que fazia até Chuchu se transformar quando ele encontrava outros sacoleiros, começava a tirar onda. E estava tendo festa na cidade e eles nos chamaram para ir. Fomos para o hotel tomar banho, chegando no hotel, eu disse a Chuchu que não iria para festa que ficaria no hotel, este não quis insistir muito me chamando, só me chamou algumas vezes mas vendo que eu não iria, apenas pediu para eu embalar algumas devoluções, coisa que não precisava e eu não embalaria iria dormir. Nisso notei que ele antes de sair tirava a aliança do dedo e guardava na carteira e se despedia de mim e ia. Nisso naquele dia mesmo, coisa que fiquei sabendo depois que Teka me contara, Elisângela, esposa do Chuchu, não tinha dinheiro para comprar leite para sua filha teve que arrumar emprestado, e Chuchu indo pra farra e chegou altas horas da madrugada chapadão e dizendo que tinha gastado um bom dinheiro na festa e ficado com uma mulher lá, enquanto que sua esposa passando por dificuldades.
Mas eu não tinha nada a ver com a vida dele, e não se metia até que estávamos fazendo acerto com uma vendedora e ele começou a me zoar, falando sobre a festa da cidade que ele foi e eu fiquei no hotel, e dizia que Elisângela em BH foi num aniversário e ele foi à festa na cidade, ele me zoava por eu ter ficado no hotel ai eu disse perto da vendedora:
 – Chuchu, Elisângela foi a um aniversário infantil, cedo, e lá ela não tirou a aliança como você tirou...
Quando eu falei isso ele mudou a conversa na hora e já dentro do carro me dizia:
 – Cara você é doido? Falar aquilo para a vendedora que eu tirei a aliança para ir à festa, ela conhece a Elisângela…
 – Chuchu! Vou te falar uma coisa, eu não sou o cara certo para sair com vocês, eu atrapalho, pois meu estilo de vida é diferente do de vocês. Eu amo Teka e quero levar uma vida corretamente. Então não conta comigo pra suas farras, somos de mundos diferentes.
Eu deixava bem claro para Chuchu, e ele sabia respeitar isso em mim e logo mudara de assunto.
As coisas para nós em Belo Horizonte não melhoravam, tentamos até arrumar empregos lá. Eu procurei serviço nas empresas de ônibus, mas nada de conseguir, Teka até fez teste numa confecção de roupas grandes, mas não passou, ela continuava a trabalhar de doméstica na casa do Geraldo ganhando pouco e eu de ajudante com ele. As coisas para nós só davam para trás, teve um dia que o único cartão de telefone que tínhamos que eu estava usando ligando para Friburgo, pois já estávamos com a intenção de voltar, o telefone o engoliu que me deu uma revolta que quis até quebrar o aparelho cheguei até ligar para polícia dizendo que eu ia quebrar ele para pegar meu cartão, mas eles me disseram para eu não fazer aquilo se não me prenderiam, então liguei para companhia de telefone e eles falaram que iam me dar outro, enviando para minha casa, mas nunca me deram.
Um dia lá eu chegava à casa do Geraldo e pela janela eu via Teka limpando o chão, seu semblante era triste, ela olhava para mim e veio me dizendo:
 – Heziel, vamos voltar para Friburgo, se a Neuza me aceitar de volta vamos voltar?
 – Vamos sim Teka, foi um erro termos vindo, não era a vontade de Deus a gente ter vindo; a FAOL não me aceita, pois tem pouco tempo que sair de lá, mas se a Neuza te aceitar, a gente vai embora para lá…
 – Eu vou ligar pra ela…
E Teka ligou e Neuza disse que a vaga dela estava garantida lá, ai começamos os preparativos para voltarmos para Nova Friburgo.
Meu carro não tinha condição de viajar pois estava com documento atrasado e pneus carecas. Eu devia um dinheiro no Geraldo, então vendi o carro para ele, e este me deu a diferença, mas não me pagou tudo, ficou de me dar o restante depois, mas o dinheiro que peguei eu acertava umas coisas ali em BH e pagaria o frete, nessa mesma época Chuchu também estava de mudança para Friburgo, mas não tinha dinheiro para pagar o frete, então eu combinei com ele, de eu pagar depois ele me dava o dinheiro em Friburgo. Geraldo também foi esperto, sabendo que o Del Rey não podia viajar, disse que eu podia ficar com o carro que se eu conseguisse fazer negócio com ele em Friburgo eu o pagaria em dinheiro, então eu levaria o carro junto com a mudança no caminhão.
Eu ia a procura de um caminhão, mas até aquele dia de mudarmos muitas coisas aconteceram com a gente as quais a data certa não me lembro mas foi no período de abril de 2001 a mais ou menos maio de 2002.

No começo que eu estava abrindo as praças, trabalhando para o Geraldo tinha que consultar o nome das mulheres pelo SPC, e muita das vezes a maioria das mulheres que arrumávamos o nome estava sujo, então era difícil de abrir vendedoras. Eu e Teka juntos e até era engraçado quando algumas vendedoras falamos que o nome estava sujo, tinha outras que eram tão boazinha que dávamos uma desculpa, e íamos embora, teve um dia lá que uma mulher nos tratou bem, fez um banquete para comermos, bolos, pães, sucos, café etc. e era a Elzinha esposa do Geraldo que retornava para mim dizendo se o nome da mulher estava limpo ou não, nessa época Geraldo me dava um celular para trabalhar, e nesse dia o nome dessa mulher estava sujo no SPC, ai como eu falaria para mulher pois ela estava nos tratando muito bem, tive que dizer que o computador lá da firma saiu do ar que depois voltaríamos; Nos despedimos da mulher agradecendo pelo café e falamos que voltaríamos depois; Fomos embora com pena da mulher, não poderíamos deixar mercadorias com ela.
Geraldo não me dava mercadoria boa, a mercadoria boa ele dava para o Zé seu irmão, que nessa época também era vendedor lá. E muitas das vezes eu levava uma mercadoria tão ruim que as vendedoras depois até ligava para eu ir lá pegar a mercadoria de volta, pois eram muito ruins.
Meu Del Rey deu um problema na caixa de marcha, e eu estava trabalhando na cidade de Mariana, caso até que Geraldo foi lá levar o Passat Preto para mim, foi com um mecânico e buscou o Del Rey para concertar. Eu trabalhei no Passat Village 86, uma carreta, em nem sabia que um dia seria meu.
Depois eu já em BH tive que ir ao Centro, na Ford comprar umas peças para caixa de marcha do Del Rey; numa das peças um rolamento que custou R$80,00 a minha sorte que marquei a cor dele, cor de abóbora. Deixei as peças na oficina e fui em casa almoçar, quando voltei, o mecânico o qual a gente o chamava de Japão já tinha montado a caixa e só faltava colocar a quinta que era por fora, minha sorte que eu vi o rolamento que ele colocou e era de cor preta, ou seja, o velho que ele tinha tirado, pois o novo estava lá ainda dentro da embalagem e por sorte era de cor de abóbora, então eu tive a certeza que ele não trocara o rolamento e que a impressão que me dava que eu estava sendo otário, ter ido ao Centro de BH comprado um rolamento caro e ele não o colocou. Então falei com ele ai ele veio dizendo que estava esquecendo, um mecânico de merda! Pois mesmo ele montando a caixa com as peças novas, ela nunca ficou 100% boa, às vezes a segunda arranhava.
O Del Rey precisava de uma reforma, uma pintura, então eu fiz com um conhecido do Geraldo que fazia mais barato, e me arrependi, pois ele mudou a cor do Del Rey, pintou o carro com um verde esquisito, caso que o pessoal passou a chamar meu carro de lagartão. Mas ficou assim mesmo.
Foi nessa época mesmo que eu e Teka fomos à roça e num batizado de um sobrinho dela filho da Soninha, já na casa de meus sogros, Divino iria no meu carro, mas Joaquim meu sogro mandou Divino sair do carro que ele iria no lugar dele, isso eu já não gostei, pois quem decidia quem ia no meu carro seria eu. Pelo caminho Antônio Pedro (in memoriam) tio de Teka tinha deixado as porteiras abertas para os carros passarem para o batismo, e meu sogro dentro do carro dizia que tinha que fechar senão os bois iam sair, e ainda eu falei que Antônio Pedro deixara ficar aberto, e do banco traseiro pela janela meu sogro me puxa a porteira na hora que eu estava passando, só escutei o barulho dela batendo no carro, foi ai que parei o veículo e xinguei muito meu sogro, a sorte que a porteira bateu no borrachão do carro, mas eu o chamei muito de burro. Ele ficou tão sem graça que nem no batizado ficou e voltou a pé para casa. Depois eu me arrependi de ter xingado ele tempos depois eu o chamei para tomarmos uns negócios e fiquei numa boa com ele, mas não dou muita ideia a ele, pois ele e meu pai tinham que dar as mãos, tanto um quanto o outro são moralistas e mentirosos e adúlteros. Hoje em dia converso pouco com meu sogro. Mas que foi muita burrice da parte dele foi, fechar a porteira de dentro do carro, e se ela pega na lataria?
Na época que moramos lá me lembro de lugares e momentos bons; Como o trailer de hambúrguer do Toninho que sempre íamos e lá encontrávamos com Chuchu e Elisângela. O Shopping Norte que íamos e até onde Teka comprou seu celular. Via Brasil que ficava aberto 24 horas por dia, o sacolão ABC da prefeitura que era tudo barato. Do sorvete que tomávamos na pracinha do Letícia que era gostoso e barato, da Padaria Letícia etc.
Passamos por maus momentos em Belo Horizonte, mas nosso amor nunca se esfriava, juntos lutávamos e sempre com fé em Deus.
Um dia eu e Chuchu acabávamos de chegar de viagem e eu estava numa boa em casa com Teka matando a saudade e ele de sacanagem foi lá e atrapalhou minha festa, fez de zoação, pois eu e ele tínhamos acabado de chegar de viagem e eu e Teka estávamos matando a saudade ele chegou com Elisângela e a filha socando a porta. Eu o deixei esquecer e dias depois eu fiz a mesma coisa, chegamos de viagem juntos, e em casa chamei Teka para irmos à casa do Chuchu, nessa época meu carro ficava na garagem na casa dele, fiz a mesma coisa, fui direto à janela do quarto dele e soquei a mão lhe chamando, atrapalhando a festinha dele. Depois riamos muito eu dizendo para ele que era vingança e ele rindo dizendo que vingança não é de Deus. Tudo farra.
Morando em Belo Horizonte eu queria fazer minha cirurgia de varicocele, mas eu não conhecia muita coisa lá e também dinheiro não tinha, é claro se procurássemos bem eu até conseguiria fazer lá pelo SUS, mas estávamos de mudança de volta para Friburgo, decidimos deixar para resolver isso em Friburgo e minha mãe ia me ajudar.



                                                    
Maio de 2002.
Voltando a falar da nossa mudança de volta para Nova Friburgo:
Na época eu e Teka estávamos tão ansiosos para voltar para Friburgo que nem se quer notamos a armação que Geraldo estava fazendo com a gente. Pois como eu já disse eu tinha vendido o carro para ele, mas ele não pegou o carro de imediato, veio com uma história dizendo que eu poderia ficar com o carro, que de repente em Friburgo eu venderia ele e o pagaria em dinheiro. O carro não tinha como ir andando pois além dos pneus estarem carecas, também estavam com o documento atrasado, eu teria que leva-lo em cima do caminhão, e Geraldo foi esperto, me enganou, nem desconfiamos. Chuchu também levaria sua mudança junto com a nossa no caminhão mais o carro. Eu arrumei um caminhão truck e primeiro colocamos o carro, fixamos bem ele, logo em seguida colocamos a mudança do Chuchu, como já falei, ele não tinha dinheiro para pagar a mudança naquele dia, então eu paguei para ele depois em Friburgo ele me pagaria. Então depois de colocarmos a dele fomos colocar a nossa e nem coube tudo, deixamos o rack como já estava bem velho o deixamos na casa. Na boleia junto ao motorista foram Chuchu, Elisangela e a filha Bruna, enquanto que eu e Teka fomos dentro do Del Rey em cima do caminhão. Geraldo foi maquiavélico, ele sabia que o carro não poderia trafegar, por isso veio com aquela história que eu poderia ficar com o carro. Foi numa terça feira a nossa mudança. Eu e Teka já tínhamos entrado em contato com Aldecir se ele poderia arrumar uma casa pelo menos para colocarmos os moveis até arrumarmos outra. Aquela casinha em que moramos dele já estava ocupada, então ele arrumou uma casa do Sebastião Marreta a qual estava fechada, a casa era bem grande e antiga mas ajudou muito. Depois arrumaríamos outra, pelo menos para colocarmos os moveis.
Pelo que me lembro mais ou menos saímos depois do almoça de BH, com as duas mudanças mais o carro em cima do caminhão. Pegamos estrada, o motorista do caminhão disse que teria que passar pelo desvio pois não poderia passar pela patrulha da polícia federal de Três Rios, pois o caminhão era aberto e não poderia carregar mudança e nem pessoas em cima, poderia dar problemas com a polícia, então passamos por Mar de Espanha um desvio que sai em Sapucaia. Também tivemos que parar para dormir. O caminhão não poderia correr, andava devagar. O carro soltou em cima e arranhou um pouco os moveis e ainda furou o tanque de combustível. 
Eu e Teka tínhamos esperança de tudo melhorar para nós e com fé em Deus e luta conseguiríamos nos erguer.
Logo chegávamos em Nova Friburgo e primeiro descarregamos a mudança do Chuchu, pois Riograndina onde ficava sua casa era a chegada de Nova Friburgo e por onde estávamos passando. Já descarregado a mudança dele, ele ficou de depois que começar a trabalhar me dar o dinheiro da mudança. Em seguida fomos para o Loteamento Floresta descarregar nossa mudança para depois descer com o carro o qual tinha furado o tanque e eu teria que colar.
Já no Loteamento Floresta paramos perto da casa do Aldecir o qual, junto com seu filho Wilkens já nos aguardava para nos ajudar a descer com os moveis e também com a chave da casa do Sebastião Marreta onde colocaríamos as coisas.
Depois que colocamos os moveis dentro da casa, deixei Teka junto com a Leni arrumando as coisas enquanto que chamei Wilkens para ir comigo procurar um lugar para descer o carro e lembrei o DER onde tinha uma rampa e foi lá que descemos o carro. Com o carro já fora do caminhão e depois de acertar tudo com o motorista o qual nos despedimos e ele foi embora e eu teria que tapar o furo do tanque e próximo alí mesmo comprei o Durepoxi e tapei o furo, Wilkens estava ali para me dar um apoio moral.
Já de volta em casa ajudando Teka arrumar as coisas, eu até tinha planos de arrumar um serviço de sacoleiro em Friburgo e ajeitar documento do carro colocando pneus novos e viajar com ele. Minha mãe ficou de arrumar a cirurgia de varicocele para mim.
Eu coloquei o carro num terreno próximo de casa, e lá estava eu mexendo nele, em minha mente fazendo planos para trabalhar com ele, depois que eu estivesse estabilizado eu pagaria a Geraldo o dinheiro que ele tinha me dado para mudança, mas de repente ele chegou junto com seu João com uma capar de banco dizendo que arrumou um negócio para fazer com o carro, eu fiquei surpreso, pois como ele arrumou tão rápido esse negócio, pois um dia atrás ele falara outra coisa. Cheguei na conclusão que ele fez tudo já planejado antes e eu inocente nem se quer desconfiava. Ele levava o carro, eu fiquei muito triste com isso, pois eu estava desempregado e ainda teria que fazer uma cirurgia, eu precisaria daquele carro, mas foi. Ele me deu um cheque de pelo que me lembro mais ou menos R$ 600,00 na época era o que ele faltava me pagar, e ficou também depois de marcar um dia para irmos ao cartório para fazer a transferência do carro.
Eu fiquei um pouco arrasado com aquilo, pois ele armou tudo de caso pensado e eu e Teka nem desconfiamos.  Chuchu e Elisangela também ficou surpreso com isso.
Então passaram os dias, como a casa que estávamos morando era provisório e também era bem velha procuramos outra casa e perto dali mesmo a casa da dona Célia.
Como eu estava parado, Chuchu arrumou um serviço de sacoleiro alí e precisava de alguém para dar uma viagem com ele para BH e fui, Elisangela e Bruna foram com a gente, como eu precisava de dinheiro fui. Além de ele me pagar o dinheiro da mudança ele me pagou a semana.
Elisangela e a filha ficaram na casa de sua mãe enquanto eu e Chuchu dormíamos no Motel.
Lá no Motel do nosso quarto escutávamos uma briga de um boiola lá que deu até polícia. No Outro dia já trabalhando Luiz Claudio (Chuchu) sentiu que tinha perdido o documento do carro ai ficou desesperado, pois era a primeira viagem na firma e perder o documento do carro! Ai ele ficou muito nervoso, já na casa da sogra em BH e ficou, enquanto que eu voltei ao Motel Lotus para ver se encontrava, lá era uma região só de Motéis e ponto de prostituição de mulheres e homossexuais. 
Não encontrou o documento, depois de acabarmos o serviço fomos embora de volta para Friburgo, como Chuchu estava ainda abalado por ter perdido o documento, eu que trouxe o carro, ele não se sentia bem para dirigir na viagem de volta e ia pensando como falaria para o patrão. Então eu ia dirigindo, a maioria do tempo da viagem Chuchu foi deitado atrás junto com a filha Bruna enquanto que eu ia dirigindo com Elisangela sentada no banco do carona.  Logo chegamos em Friburgo, fui para minha casa e passei o carro para Chuchu.
Morávamos na casa de Dona Célia, uma casinha até boa de dois cômodos, Teka ia trabalhando na confecção Darrihú, enquanto eu procurava emprego e esperava a cirurgia, essa casinha era boa mas muito fria, mas mesmo assim fomos morando. Nisso Aldecir para nos ajudar e como eu tinha R$ 600,00 que recebi do Geraldo, ele propôs a gente construir um quarto grande com banheiro em cima da sua laje, a gente entrava com dinheiro e algumas coisas e ele com a laje e outras coisas, isso ajudaria a gente morar lá até comprarmos a nossa casa. Eugênio marido de minha mãe até comentou que isso de morar de favor não dar muito certo, mas como estávamos precisando e era um meio de conseguirmos comprar nosso terreno e ainda por cima a gente ia construir com nosso dinheiro e o celular da Teka que na época era bem novo e a gente deu para o pedreiro como pagamento.
Morando lá e procurando emprego até Claudinho (Clay Bom) apareceu lá pois ele viajava de sacoleiro para ele mesmo e nas folgas queria arrumar outra confecção para viajar e me chamou para viajarmos juntos, pois eu conhecia bem Minas pois tinha minhas vendedoras lá, mas isso era mais vantagem para ele, não para mim, então não dei continuidade nisso, e depois de  muito procurar trabalho de sacoleiro mesmo e ainda aguardando o dia da cirurgia, eu falei para mim mesmo, para Teka e Deus se eu tivesse que voltar a viajar de sacoleiro se fosse de Deus, ia vim na minha casa atrás de mim. E nessa época, como eu procurava emprego de tudo quando era tipo, inclusive de sacoleiro, conversei com muita gente, Aldecir e Leni sabia que eu precisava de trabalho e Paulinho Macário um amigo meu que trabalhamos junto eu de cobrador e ele de motorista na Faol, também sabia que eu estava desempregado e precisando muito de trabalho e eu entendia muito bem do ramo de sacoleiro.
No dia 31 de maio de 2002 começava a Copa do Mundo.



Ainda morávamos na casa da Dona Célia, e eu assistir todos os jogos e foram todos de madrugada, por a copa ter sido na Coreia do Sul e Japão aquele ano e para alegria de nós brasileiros o Brasil foi campeão.

Brasil pentacampeão da copa do mundo de 2002




E no dia 30 de junho de 2002 era a final da Copa do Mundo com o Brasil ganhando de 2 a 0 da Alemanha e sento pentacampeão, com Cafu o capitão levantando a taça.

As obras na laje do Aldecir começaram, eu, Teka, junto com Aldecir compramos o material, ia ser apenas um quarto grande com banheiro. Compramos uma porta e duas janelas, pia etc, enquanto Aldecir comprou as cerâmicas do banheiro e outras coisas. Aldecir contratou Natanael da nossa igreja Presbiteriana e ele chamou Eliá como servente para ajudá-lo. Teka deu o celular para ele como pagamento, o celular era bem dizer novo e bom, pois na época era o top e Natanael tinha um daqueles que chamavam de tijolão.


O Nokia 5125 da Teka e o Tijolão da Motorola do Natanael.

Na época o celular da Teka, Nokia 5125 era Top de linha era caro, enquanto que o tijolão ninguém mais queria, e Natanael gostou muito do celular da Teka, por ser bem mais novo do que o dele.

Pelo que me lembro além de darmos o telefone, ainda demos um dinheiro a ele para ajudar ele pagar Eliá, e ainda fizeram cagada na obra. Pois o piso parece que eles não sabiam como usar o produto que era aquele amarelo, e começaram a jogar de qualquer maneira e nem se quer me viu e eu escutei eles conversando um com o outro dizendo: - Mete bronca Eliá, é para pisar mesmo! Nem souberam fazer o negócio que nem rendeu o produto e como vimos que eles não estavam sabendo fazer o serviço e estava fazendo uma cagada danada, pedimos eles para parar e deixar como estava e ficou só um pequeno pedaço com o amarelo e o resto tudo no cimento, como a moradia ia ser provisória deixamos assim mesmo, pois já estávamos nos aborrecendo com ele. O mais incrível é que Natanael sendo obreiro da nossa igreja e sabendo da nossa situação que estávamos com dificuldades, recém chegados de Belo Horizonte, ainda tentando acertar a nossa vida em Friburgo, ele não teve compaixão da gente além de ter pegado o celular da Teka e mais algum dinheiro, ainda estava fazendo cagada na obra. 
Mudamos assim mesmo, pois saiamos do aluguel, e o dinheiro do aluguel juntávamos para comprar uma casa. Foi mais ou menos nessa época que tínhamos um tanquinho de lavar roupa mas o sonho da Teka era comprar uma máquina de lavar, foi ai que ela comprou uma a prestação, uma boa máquina de lavar Consul, pois ela merecia, pois trabalhava muito e precisava duma para dar mais descanso a ela.
Já morando lá em cima da laje da casa do Aldecir, era mais ou menos o mês de julho ainda no ano de 2002 quando minha mãe conseguiu a cirurgia de varicocele, e lá foi eu para o Hospital Raul Sertã, depois de passar pelo risco cirúrgico com o médico Doutor Glauco Pena, me internei, minha mãe e Teka estavam lá para se despedir de mim e ainda Teka levou a bíblia para mim. No dia da cirurgia passei por um grande constrangimento, fui levado pelo enfermeiro para a sala de cirurgia, e me colocaram na mesa de cirurgia, eu estava vestido com um tipo camisola do hospital, e já deitado aguardando a anestesista a qual logo chegara e me mandava virar de costas, de repente o médico, Doutor Glauco, chega para fazer a cirurgia, com um bando de estagiarias com pranchetas nas mãos, e eu lá, bem dizer nu, com o médico apontando para onde eu seria operado e falando com as meninas, aquilo me deixou muito constrangido, um monte de meninas novas pareciam ser estagiarias de enfermagem, eu lá nu e o médico  mexendo no meu órgão, ou seja saco, e falando com as meninas, eu ficava constrangido, e já anestesiado, só pensava em Deus para correr tudo bem e cheio de vergonha, deveria ter umas dez meninas, e ainda mais eu via algumas que pareciam estar rindo e cochichando umas com as outras, eu imaginava estar rindo de mim do meu pênis que nessa altura já tinha se  escondido de vergonha. Aquilo foi uma experiência muito ruim, o médico não poderia ter feito aquilo, foi muito constrangedor para mim, mas eu não podia fazer nada. Não demorou muito a cirurgia e logo eu já estava de volta a enfermaria, e foi quando eu notei dois curativos bem abaixo do umbigo, um do lado direito e o outro do lado esquerdo, aquilo me deixou assustado, pois até então eu operei o saco, então gritei pela enfermeira que veio até a mim e eu disse:
- Aqui estou vendo esses dois curativos aqui, mas eu queria uma explicação pois até então eu ia operar a varicocele que é nos testículos e está aqui em cima...
- Acalma que o médico já vai vim conversar com você.
Aquilo me assustava, imaginando eles ter operada outra coisa que não fosse varicocele. Logo o médico chegava e quem veio foi o Doutor Fernando Pavorelli, também urologista, eu fui logo perguntando ele com um tom de voz meio irônico, com o médico me acalmando dizendo:
- Calma rapaz foi feito a cirurgia de varicocele, é uma técnica mais moderna de puxar os testículos para cima, pois a recuperação é bem melhor do que fazer a cirurgia no próprio testículos, entendeu, a cirurgia foi um sucesso...
- Ata! Pois eu me assustei, vendo esses curativos aqui, pois em minha mente a cirurgia ia ser lá embaixo, mas está bem, o importante é que ocorreu tudo bem.
Depois que o médico me esclareceu, eu fiquei mais tranquilo. Logo eu já estava em casa e o Doutor Glauco me recomendou ter repouso absoluto de um mês. 
La estava eu em casa de repouso na cama, minha mãe até levou umas frutas para mim, Teka ia trabalhando na Neuza, alguns amigos apareceram lá para me visitarem, ficaram sabendo da minha cirurgia, a recuperação estava sendo boa e eu já estava uns 15 dias de repouso, como eu tinha falado para mim mesmo e para Deus e comentei com Teka que se eu tivesse que voltar a viajar de sacoleiro pela vontade de Deus eu não ia procurar, ia vim na minha casa atrás de mim.
E veio, estava eu la de repouso, quando chega em casa Paulinho Macário com seu tio Jair Fernandes Ribeiro (Dengo) a minha procura, pois Dengo estava querendo começar no ramo de sacoleiro e não entendia nada, e como Macário lhe falou de mim, ele veio e por coincidência, Aldecir tinha falado de mim para Dona Zelina esposa de Dengo, Aldecir logo chegara em casa e falou também, confirmando com Seu Dengo, Dona Zelina que também estava la e Macário que se tratava da mesma pessoa. Ai eu vi que era coisa de Deus eu voltar a viajar de sacoleiro, pois até então eu ainda nem tinha realizado o sonho de me tornar um “viajante de alma” um sacoleiro mesmo e ver resultados, e ali estava se iniciando uma nova fase em minha vida.
Como Seu Dengo não entendia nada de sacoleiro, eu que teria que agilizar tudo, e como eu ia precisar de um ajudante, chamei Wilkens para viajar comigo. Seu Dengo falou de um Passat que estavam vendendo lá em São José do Rio Preto, e tinha que comprar um carro para eu viajar, teria que ir lá ir ver o carro. Nisso também combinamos a minha comissão e como Seu Dengo estava começando, eu não me importava de o carro não ser tão novo. A gente também saímos para agilizar as coisas que precisava para viajar de sacoleiro, tipo, o talão de pedidos, fomos numa gráfica no Centro, e começamos a ir nas confecções ver as mercadorias, inclusive até na Confecção em que Teka trabalhava a Darrihu fomos e encomendamos algumas coisas.
Eu ainda estava de repouso, nem podia dirigir, mas como precisava trabalhar e tinha que ir lá em São José ver o carro e até trazer ele para Friburgo, eu fui. Foram, eu, Wilkens, Dona Zelina e Seu Dengo. Um Passat 80 até bonito, branco, Trouxemos para Friburgo e coloquei no meu nome, combinei com seu Dengo que depois que começasse as cobranças, as coisas melhorando eu o pagaria parcelado.  O carro andava muito, tinha que fazer umas coisinhas.

Ano 2002 eu e meu Passat 80.
Então eu estava começando uma nova fase em minha vida, realizando um sonho de ser um sacoleiro. Depois de juntarmos as mercadorias,
Cuecas adulto e infantil, tangas de vários tipos, Soutiens de vários tipos, calçolas, calcinhas de vários modelos. Meias etc e era eu que avaliava e via as mercadorias e em vários lugares então fizemos os Kit’s, 5 modelos de cada peça no Kit. Como eu já tinha minhas vendedoras da época do Geraldo eu voltaria nelas e começaria por BH, e nessa primeira viagem Seu Dengo foi comigo para conhecer como é o trabalho, enquanto isso Wilkens ficava na confecção fazendo os Kit’s para outra semana que seria na praça de Mariana. 
E lá estava eu de volta a estrada, com o Passat carregado com 50 Kit’s e Seu Dengo estava de carona comigo, saímos de madrugada de Friburgo, aconteceu algo engraçado, quando estávamos já bem perto de Belo Horizonte na BR 040, eu dirigia, com Seu Dengo cochilando no banco do carona, e a pista era dupla dividida com canteiro central, e tem um lugar lá que é dividida com um pequeno morro, foi quando Seu Dengo acordou e se assustou gritando dizendo que eu estava na contra mão e numa curva, pois ele não conhecia o lugar e a estrada, foi ai que eu lhe falei que era pista dupla e a pista que eu estava era mão única que a outra mão passava do outro lado do morro. Foi muito engraçado ele se assustando. Aconteceram muitas coisas as vezes que Seu Dengo viajava comigo e de acordo com o ano vou estar relatando aqui.
E lá estava eu de volta aquela cidade que amo tanto Belo Horizonte.

Belo Horizonte - A capital das Minas Gerais.


Linda Belo Horizonte, cidade que amo de paixão, a Capital das Minas Gerais.




Verdadeiramente, Um “Belo Horizonte”
E naquela primeira viaje trabalhando para Seu Dengo em BH coloquei 50 vendedoras, fui nas melhores. E lá eu falava para Seu Dengo os dias que passei ali trabalhando para Geraldo, e na época em que era ajudante de 1994 a 1996, mostrando os lugares que morei, principalmente o Bairro Leticia em Venda Nova e a padaria Leticia onde eu gostava muito de lanchar e voltava a ser meu ponto de parada para tomar meu cafezinho da tarde, quando estava por aquela área. Um Lugar que amo de paixão e que faz parte de minha vida e ali eu me lembrava do ano de 1995 em que eu e Chuchu ficávamos no domingo na praça do Leticia comendo Marta Rocha e falando em ser um vendedor, e naquele momento eu estava ali com sonho realizado. A casa onde eu ficava na época em que viajava de ajudante do Silvair e de Seu João e a Praça do Leticia, lugar que muitas vezes eu e Chuchu ficávamos sentados conversando sobre a vida.



Casinha do portão marrom, onde na época em que viajava com Silvair e depois Seu João, era o depósito e ficávamos e até levei Teka quando namoramos em 1996, e a praça do Bairro Leticia. Lugar que faz parte de minha vida, de minha história.

Na outra semana já Wilkens viajando comigo de ajudante fui na praça de Mariana que eu começaria a trabalhar na cidade de Dona Euzébia, uma cidadezinha pequena, engraçado que falei para Wilkens que começaríamos trabalhar em Dona Euzébia, ele achou que se tratava se uma vendedora e não de uma cidade, quando chegamos a cidadezinha lhe apresentei a cidade ai que ele ficou sabendo que se tratava de uma cidade e não de uma pessoa. Uma cidadezinha, pequena, como a cidade era bem pequena, no máximo duas vendedoras que eu colocaria.



A Pequena cidade de Dona Euzébia.
Aquela praça seria várias cidades até a última vendedora que seria em Santo Antônio do Leite Distrito de Ouro Preto.
Começando por Dona Euzébia, depois Astolfo Dutra, Rodeiro (terra de Zé Geraldo) Guidoval, Ubá, Visconde do Rio Branco (terra da Pif Paf) São Geraldo, Coimbra, Cajuri, Viçosa, Ponte Nova, Diogo de Vasconcelos, Acaiaca, Barra Longa, Cachoeiro do Brumado, Ribeirão do Carmo, Monsenhor Horta, Mariana, Antônio Pereira, Samarco, Ouro Preto, Cachoeiro do Campo e Santo Antônio do Leite. Era bem extensa aquela praça, mas compensava, pois lá foi minha melhor praça.
O Passat andava muito, mas bebia muito também, pois seu carburador era o mini progressivo e o fazia beber bem.
Naquela praça coloquei 50 vendedoras, e até algumas cunhadas minhas pegaram roupas para vender, como Rosa, Fatima e Neide e até venderam bem. Pois eu dava comissão.
Na outra semana era a praça do sul de Minas, e foi a semana que na sexta feriar ia ter um culto de ações de graça em casa então teríamos que abrir 50 vendedoras até na quinta feira. E aquela praça eu começava a trabalhar em Juiz de Fora, Santos Dumont, Engenheiro Correa e Barbacena, esta última por ser uma cidade bem grande, resolvi ir somente até ela e abrir o resto das vendedoras lá, e pedíamos a Deus para até quinta-feira conseguir colocar as 50, e conseguimos. Na sexta-feira estávamos em casa para o culto de ações de graça. O pastor Edilson da Presbiteriana foi que dirigiu o culto em nossa casa.
Na outra semana fui para o estado do Espirito Santo, Wilkens viajando ainda comigo, e começamos a trabalhar em Marataízes, em seguida, Itapemirim, Itaipava, Piúma, Iriri, Anchieta, Meaipe e Guarapari. Em Guarapari, chovia muito, e já tínhamos colocado 40 vendedoras e a chuva não parava, e isso já era quinta feira, e nada da chuva parar. Ali no Estado do Espirito Santo em especial na Rodovia do Sol eu contava para Wilkens muitas coisas que vivi na época em que eu fora ajudante do Beto, Silvair e Seu João.
Lá em Guarapari ficávamos num hotel muito bom Pousada do Riacho na beira da praia. Como a chuva não parava, então como já tínhamos colocado 40 vendedoras, liguei para Seu Dengo dizendo que como estava chovendo muito, e não dava para trabalhar, iriamos embora, como já tínhamos colocado 40 vendedoras e era um número bom, então fomos embora deixando naquela praça 40 vendedoras.
Seu Dengo, depois que fiquei sabendo era dono daquela casa em que tempos atrás eu, Teka com Divino, Aldecir e Leni e Wilkens ficamos em Rio das Ostras, coincidência.
Wilkens era legalzinho, mas como todo mundo tinha um defeito, ele ficava valorizando muito as coisas dele, do irmão dele e desfazendo as dos outros, foi ai que lhe dei uns conselhos a ele que isso era errado, era uma mania feia, e aquilo me irritava, o chamei atenção para o bem dele.
Ele foi um bom ajudante, algumas coisas engraçadas aconteceram no período em que ele viajou comigo.
No hotel em Barbacena em que dormíamos, o café da manhã era leite puro da roça, e eu avisei a ele, e podíamos escolher, leite com chocolate ou café, ou café puro, mais o pão e biscoitos. Eu fui só de café puro e pão, enquanto que Wilkens foi com chocolate, e olha que o leite estava bem quente e ele tomou uns 4 copos grandes, e eu avisando que ele iria passar mal, pelo leite, além de ser puro da roça, estava muito quente, mas ele tirando onda dizendo que já estava acostumado, eu deixei para la.  Uns 4 copos grandes de leite e chocolate e quente e ainda comeu alguns pães, eu fiquei abismado, o pessoal lá também ficou olhando para ele beber aquilo tudo e eu falando que ele iria passar mal e ele tirando onda dizendo que estava acostumado. Está bom!
Fomos trabalhar, quando estávamos conversando com uma vendedora na porta do bar dela, ainda bem que foi um bar! Estávamos na mala do carro, inclusive a vendedora era Testemunha de Jeova, a barriga do Wilkens começou a dar revertério, ai ele veio dizendo para mim que precisava ir ao banheiro, eu pedi a menina se ´podia deixar ele ir ao banheiro do bar, o qual foi, mas logo voltou dizendo que não tinha papel, a sorte que sempre eu ando com um rolo no carro o qual ele pegou, mas voltou dizendo que o banheiro não tinha descarga, a menina ouviu isso e disse que depois jogava água, lá foi ele. Da onde eu e a menina estávamos, dava para escutar o barulho que ele fazia, e olha que ele lambrecou o banheiro todo, estava com caganeira, ai eu falei com ele: - Eu te avisei que isso ia acontecer, você não disse que estava acostumado?
Eu fiquei até com vergonha, pois ele sujou o banheiro do bar da menina todo, e não tinha água, a menina que era legal nos disse que depois ela limpava, para não esquentar a cabeça, mas que foi constrangedor foi. Wilkens cagou o banheiro da menina todo. Eu ria é claro e falando com ele, pois eu sabia que isso ia acontecer. Ele se desculpava com a menina, é claro, roxo de vergonha.
Abrindo vendedora em Visconde do Rio Branco, arrumei uma vendedora com o nome de Sandra, mas o pessoal a chamava de Sandrinha, muito lindinha e tinha uma irmã que também era bonita, as duas deram mole para eu e Wilkens. Sandrinha era muito gatinha, e estava muito afinzona de mim, mas como meu coração já tem dono, eu disse para ela que não dava, pois eu amo minha esposa, mas que meu amigo Wilkens, como era solteiro e naquela época não tinha compromisso com ninguém, poderia ficar com a irmã dela e como dormiríamos aquela noite num hotel em Visconde, Wilkens e a irmã dela poderiam marcar de ficarem juntos. Falei para ele, mas ele não quis, eu respeitei isso, mas as duas eram lindas, no meu caso eu amo Teka, por mais que Sandrinha era linda, mas não mexia com meu coração, o qual tinha dono, mas Wilkens, era solteiro, e dormiríamos ali, poderia ficar com ela a qual estava muito afim dele, mas ele não quis.
Wilkens era engraçado, as vezes eu achava que ele ficava com medo, no hotel quando o banheiro era para o lado de fora do quarto, ele tomava banho rapidinho e nem se quer se enxugava direito e corria para o quarto todo molhado e teve um dia que até esqueceu o relógio no banheiro. Na casa dos meus sogros, aquela época não tinha energia elétrica, luz só de lamparina ou de nossa lanterna, eu como desconfiava que Wilkens tinha medo de dormir no escuro sozinho, pois a casa de meus sogros é grande com vários quartos, e também eu estava na responsabilidade dele, dormimos no mesmo quarto, eu para cima e ele para baixo na cama, pois ele não estava acostumado e eu senti que ele tinha medo de dormir sozinho em um dos quartos lá, pois a escuridão lá era tremenda.
Um dia na cidade de Visconde do Rio Branco, no restaurante de prato feito eu perguntei a mulher do restaurante o que tinha de cardápio do dia, e a mulher falou que era arroz, feijão, batata e carne, Wilkens não come batata falou para mulher não trazer batata, só que a batata estava junto a carne ai, ele comeu arroz e feijão só, é claro eu comi tudo, pois eu não tenho frescura com comida e como de tudo, ele não sabia que a carne estava junto a batata, ai teve que comer somente arroz e feijão.
Wilkens era legalzinho, mas tinha umas frescuras, inclusive em questão de comida, um dia na casa de dona Elizete, quando ela voltara a morar em Pouso Alto, dormimos lá, e dona Elizete nos fez janta, e muito gostosa, arroz, feijão e couve, só que Wilkens não come couve, Dona Elizete que é um amor de pessoa, foi no quintal, no galinheiro e pegou um ovo para Wilkens, depois ela me disse quando só estávamos nós dois, me elogiando dizendo que eu como de tudo. Eu achava muita frescura do Wilkens em escolher comida. Teve outro dia la em Minas que tínhamos terminado o serviço em Santo Antônio do Leite, e estávamos indo embora então passei no trailer de lanche em Cachoeiro do Campo para comermos algo e pegarmos estrada, e nesse trailer tinha um mexidão que era muito gostoso, e sustentava muito, Wilkens olhou aquilo, fazendo cara de nojo não quis, preferiu um pão com linguiça, eu disse a ele que ele iria sentir fome mais tarde, pois o pão com linguiça não dar para sustentar, para ele comer o mexidão, mas ele não quis, então eu fui de mexidão e ele com apenas um pão com linguiça eu sabia que mais a frente na estrada ele ia ficar com fome. Frescura dele sentir nojo do mexidão, que era muito gostoso. E do decorrer da viagem tive que parar para ele lanchar, que notei que ele estava com fome.
Mas com tudo isso ele era um cara legal, a gente até se divertia na estrada conversávamos muito. Teve até um dia no hotel da Antonieta em Ribeirão das Neves, região Metropolitana de BH onde dormíamos, que estávamos pilhando muito, e rindo e farreando com os outros caras que estavam lá, até um cara perguntar:
- Vocês são crentes?
- Somos...
- Vocês são diferentes, ser crente assim é bom, são doidos, pilhadores...
A gente não estava fazendo nada de mais, apenas brincando e pilhando, só que na mente de certas pessoas, crente tem que ser aquele camarada sério, que não pode rir, nem brincar, e nos julgou mal, mas mesmo assim, depois eu e Wilkens já no quarto ficamos refletindo se não exageramos nas brincadeiras não?
Como na época eu e Luciano ainda tínhamos muita amizade, e ele estava desempregado e ainda por cima ele tinha perdido sua CNH, numa blitz no Espirito Santo, pois era falsa, e seu carro ficou preso lá, então para ajuda-lo, eu arrumei serviço para ele no deposito do seu Dengo, como Luciano entendia do assunto de fazer Kit’s, Seu Dengo o colocou. Em seguida para ajuda-lo mais ainda, sugeri em abri uma praça para ele em BH no meu carro, viajaríamos juntos, nas minhas 4 praças, ele ia como meu ajudante, e na praça dele eu ia como ajudante dele, isso até ele comprar seu carro e tirar sua carteira, depois ele abriria mais praças.  Isso era um sonho nosso antigo de viajarmos juntos e estávamos realizando, pois naquela época ainda tínhamos uma amizade muito forte. Naquela época eu levava cinco peças de cada mercadoria, mas para ajuda-lo, decidimos levar três peças de cada, para sobrar e fazer Kit’s para ele. Na época eu não pensei muito, eu gostava muito dele como amigo e estava querendo ajuda-lo a erguer, tempos depois muitos me disseram, até mesmo Seu Dengo que eu fiz errado, pois Luciano viria aprontar, dando os tirinhos nas vendedoras e ainda inventando falsos pepinos.  Mas eu o considerava muito, e naquela época eu confiava nele, eu queria era ajuda-lo, ainda mais que sua esposa estava gravida. Ainda nessa época éramos membros da igreja Presbiteriana de Conselheiro, e falávamos muito de Deus para as pessoas inclusive Luciano e sua esposa, o qual junto com sua mãe iam em terreiro de candomblé, pois naquela época a mãe dele era mãe de santo no terreiro, junto com as duas filhas mais novas, diziam ser filhas de santo. Hoje os pais de Luciano já são falecidos. 

Então ficou assim, Wilkens ficou trabalhando no depósito fazendo os Kit’s, Luciano viajaria comigo de ajudante nas minhas quatro praças e eu iria com ele na praça dele em BH, e fomos abrir a praça  de Belo Horizonte no meu carro, e saímos de madrugada e passaríamos por um desvio logo depois de Sumidouro que evitava a gente passar pela patrulha da divisa do Estado, e era estrada de chão, e por aqueles dias tinha chovido, e a estrada estava cheia de lama, e era impossível transitar, o carro até garrou tivemos que com as mãos desgarra-lo, nos sujando, voltamos e resolvemos passar  pelo asfalto arriscando ser parado pela patrulha, e fomos e não fomos parado pela patrulha.  E aquela semana abrimos a primeira praça de Luciano em BH trabalhando para Seu Dengo, em BH fomos em algumas vendedoras que eu conhecia que não estava com mercadorias, e também abrimos outras desconhecidas.
Viajando com aquele Passat e com Luciano comigo passamos por algumas histórias juntos:
Depois que colocamos 50 notas em Belo Horizonte, fomos embora, eu fui levando o carro e quando já estávamos em Barbacena o carro deu problema na embreagem, depois de tentar muitas coisas, o carro não andava mais, foi ai que liguei para Seu Dengo e este procurar Seu João Teodoro e levar um hit de embreagem e concertar o carro, e foi enquanto ficávamos esperando eles num posto de gasolina na beira da BR 040 em Barbacena, e demoraria muito, pois Seu Dengo teria que ir atrás de seu João e comprar o Kit de embreagem e ainda passaram por São José do Vale do rio Preto na casa do Dinei que era conhecido dos dois de Seu Dengo e Seu João o qual também foi junto para Barbacena. Bom tempo depois chegaram no posto e fomos logo eu, Luciano ajudar Seu João a colocar o kit de embreagem no carro e acabamos o serviço umas 03:00 da madruga, e nos perguntamos se íamos dormir ou tocar viagem, então decidimos seguir viagem, então Seu Dengo, Seu João e Dinei foram no Gol, carro de Seu Dengo enquanto que eu e Luciano fomos no Passat com eu dirigindo, e depois que passamos e deixamos Dinei em sua casa continuamos viagem, e eu dirigia, e cantando umas músicas junto com Luciano para tirar o sono, foi ai que instantaneamente eu cantando a música dormir no volante com o carro entrando de mato a dentro, Luciano começou a gritar comigo segurando o volante, foi ai que acordei e é claro passei o carro para ele levar, pois ele ainda não tinha dirigido. Eu dormir feio no volante. Foi a primeira vez. Mas Luciano levou o carro até em casa, pois eu estava com muito sono, e já tinha dirigido muito. Mas foi engraçado, pois na hora em que eu falei aquele refrão da música “mulher de amigo meu é igual violino” o refrão “...eu viro a cara e meto a vara” instantaneamente dormir no volante. Depois fizemos foi brincadeira com isso e a música.
No começo, estávamos em BH, e era bem de noite e eu estava com sono, isso era logo no começo em que Luciano começara a viajar comigo, eu estava devagar e fui entrar num cruzamento e  eu estava  bem cansado aquele dia, dei uma cacetada  num pilar que tinha na curva no cruzamento onde estava entrando, que regaçou o para-choque dianteiro do Passat, não amassou muito, mas ficou feio e eu não queria chegar em Friburgo com o para-choque amassado, fomos ao um ferro velho ali em BH e comprei um barato e colocamos, para evitar falatórios. Foi um vacilo meu, falta de prestar atenção e descansar o corpo e a mente.
Naquela época, se dependesse de Luciano, eu trairia a Teka, pois em Juiz de Fora, duas meninas filha de uma vendedora, nos dava muito mole, e Luciano ficou enfemadinho por elas, e seria parceria certa, uma para cada um e as duas eram bonitas, mas foi a mesma história de sempre, mesma coisa que falei para Geraldo e Chuchu, falei para Luciano, que comigo não rolava, que meu amor pela Teka era imenso ao ponto de eu não conseguir pensar em outra mulher, mesmo que essa outra mulher fosse bonita, mas Luciano ficava instigando, dizendo que estávamos longe que Teka e Janete nem iam ficar sabendo, mas eu dizia que ele poderia ficar com elas, que eu não, pois além de amar muito Teka, há um Deus no céu que vê tudo, mesmo eu estando longe de casa, em Juiz de Fora e escondendo de Teka, mas Deus vê tudo, então comigo Luciano não conseguia convencer. Eu estava ali para trabalhar e eu e Teka temos uma ligação fantástica ao ponto de eu nem ter pensamento para outra mulher.
Teve um dia que vindos de Belo Horizonte pela BR 356 logo depois do trevo de Diogo de Vasconcelos, era por volta de umas 22:00 da noite e tinha chovido muito e quando estávamos próximo à Cidade de Ponte Nova, uma fila de carro parados, por causa da ponte que estava caindo e muitos estava com medo de passar, voltar por outro caminho era muito longe. Paramos nosso carro e fomos la ver, o rio estava quase levando a ponte, dois sentidos da rodovia tinha vários carros, caminhões e ônibus parados, foi quando eu vi uma chapa de aço que estava no acostamento, pedi Luciano para me ajudar a coloca-la mais ou menos do jeito que dava para passar, ainda com uma enxurrada do rio passando na iminência de levar a ponte a qual estava já toda torcida, teria que ser muito rápido, e foi, colocamos a chapa de aço, peguei uma distância boa com o Passat e acelerei passando vasado já chegando seguro do outro lado, Luciano passou a pé, muitos vendo que eu conseguir, fizeram também. Mas depois ficamos sabendo que a ponte foi levada de vez pela enxurrada, e na outra semana estaríamos trabalhando na região de Ponte Nova e teríamos que passar por ali voltando para as cidades de Acaiaca, Barra Longa e Mariana.
Já na outra semana trabalhando em Ponte Nova e sabendo que a ponte já tinha caído, teríamos que passar para o outro lado, pois eu tinha vendedoras em Barra Longa, Acaiaca, Mariana e Ouro Preto, então teria que arrumar outro caminho para lá, então fiquei sabendo que tinha uma estrada de chão de Ponte Nova para Barra longa, e lá fomos nós. Ainda chovia, e pela estrada de chão eu dirigia, de segunda marcha e sem froixar o pé e nem frear, mantinha o ritmo, e estava dando certo, até que um idiota parado com uma D20 no meio da estrada na subida fez meu carro perder o giro do motor e eu ter que parar, ai como ainda chovia e era uma subida o carro não foi. Tinha uma “retro escavadeira” ali perto, pedimos para o maquinista rebocar a gente pelo menos até passar a subida. Só que o cara burro não soube amarrar a corda, e logo o carro soltou da máquina, então, eu e Luciano tivemos que tirar nossas roupas e meter a mão na massa e amarrar melhor o carro na máquina, e foi depois de amarrarmos, o maquinista foi dirigindo a máquina enquanto nós fomos em nosso carro até passar a subida, depois que passou a subida, desengatamos o carro e continuamos o mesmo ritmo que estava antes, eu e Luciano estávamos bem sujos, de bermudas, teve um lugar lá que era uma cachoeira passando no meio da estrada, tinha alguns carros parados com medo de passar, foi ai que veio da direção contraria um BMW e passou, e deu para ver a estrada que não era muito fundo com a enxurrada que descida da encosta, então e segui em frente e  logo já estávamos em Barra Longa e na casa na vendedora Mazarello, nem entramos fizemos acerto dela na varanda mesmo, pois estávamos todo sujo, depois já na casa de Dona Elizete é que fomos tomar banho e nos ajeitar melhor.  Mas com tudo que passamos aqueles dias foi divertido. E para Honra e Glória de Deus eu estava me tornando um bom motorista, e lembrava de Seu João em dirigir na lama em estradas de chão, aprendi muitas coisas vendo ele fazer. Mas sempre até hoje quem dirigi é e sempre será o Espirito Santo, eu apenas uma ferramenta. Pois sempre Deus me guardou nas estradas da vida.
Logo era final de 2002 e como sempre passaríamos na roça em Cabeceira do Ajudante.

Natal de 2002





Na casa do Zé Irmão de Teka em Ponte Nova.

Naquelas férias fomos a casa do Zé irmão de Teka em Ponte Nova.
                                                                           









E aquele final de 2002 foi maravilhoso ali na roça como sempre é, um natal maravilhoso, no dia 28 de dezembro comemoramos 6 anos de casados para Glória de Deus como sempre. Infelizmente perdemos muitas fotos na tragédia de 2011.
Mas algumas deu para salvar.


Tereza assassinando a galinha com as crianças assistindo.


Ano de 2003.

Começava o ano de 2003, o meu Passat era um caro bom, andava bem, mas que estava bebendo muito, ao ponto de eu até fazer uma serpentina no motor e passar a usar álcool, coisa que não funcionou muito bem. Ele bebia muito foi ai que resolvi troca-lo.  Ai troquei ele num Corcel II, e um Corcel II inteiro, bonito. Era ano de 2003, Luciano ainda viajava comigo, mas estava tirando carteira e logo compraria seu carro, estava prestes a parar de viajar comigo, ai eu teria que arrumar um ajudante para mim e ele arrumar um ajudante para ele, mas enquanto isso foi viajando comigo, e um dia vindo de Guarapari e passando por Piúma mais ou menos na hora do almoço, isso era numa quinta-feira, paramos para almoçar num restaurante que já conhecíamos, que até tinha dormitório, e era na beira da praia, e la vimos uns sacoleiros que conhecíamos de Friburgo, e estavam todos tomando cerveja e estavam de sunga de praia tomando banho de mar, os cumprimentamos e fomos almoçar, isso era umas 12:30, 12:40 mais ou menos, numa quinta-feira e ainda faltava 8 vendedoras para eu passar para irmos embora, pelo Luciano a gente pararia o serviço e iria tomar banho de mar e até beber, mas eu não queria e já no carro depois de almoçarmos eu falava com Luciano:
- Não sei como esses caras consegue fazer isso, param o serviço em plena quinta feira e vão tomar cerveja e tomar banho de mar, eu não tenho coragem de fazer isso, Teka lá trabalhando para me ajudar e eu parar o serviço e ainda mais gastar dinheiro que não temos, esses caras devem é passar a perna nas vendedoras e no patrão.
- Eles não esquentam a cabeça não, mas é bom pegar uma praia...
- É bom quando vamos com nossa família, sem compromisso de trabalho, curtir juntos, que graça tem eu curtir aqui sem Teka.
Viajando com Luciano um dia discutimos e foi num Hotel de Itaoca, pois tínhamos que embalar mercadorias, pois as vendas estavam boas e precisávamos de mercadoria para abastecer bem as vendedoras e Luciano reclamou de me ajudar a embalar mercadorias pois já estava passando da meia noite, mas precisávamos, tínhamos que embalar, era ossos do oficio, aquilo me deixou chateado um pouco com ele pois ele estava ali para me ajudar e ele viu que as vendas estavam boas e estava precisando de mais mercadorias, ai reclamou pois passava da meia noite ele queria dormir, mas mesmo ele reclamando embalamos um pouco de algumas para poder abastecer melhor as vendedoras. E também foi na época em que Luciano viajava comigo que fui assaltado em Belo Horizonte. Estávamos fazendo acerto na casa da vendedora Maria do Carmo no Conjunto felicidade em BH, e naquela época trabalhávamos de mala aberta no carro, e também naquela época a nora dela também vendia e o marido dela que era filho da Maria do Carmo estava desempregado, e todas as vezes que estávamos lá nos meses anteriores ele ficava perto da gente conversando e nesse dia foi diferente, acabei de fazer o acerto dentro da casa e fomos para o carro pegar a mercadoria eu estava sentado à beira da calçada anotando as mercadorias que Luciano ia pegando para a vendedora e notei que naquele dia o filho da vendedora não ficou perto da gente, ficou afastado num bar próximo foi ai que de repente dois caras armados chegaram e anunciaram o assalto, com armas em punho apontando para eu e Luciano e um dos caras foi direto em minha pochete que estava em minha cintura, como ele sabia disso? Na hora não reagimos eles ainda nos chamaram de vagabundos mandando a gente correr sem olhar para trás, eu e Luciano fomos, nisso Maria do Carmo e a nora gritavam, eu e Luciano já de uma distância segura olhamos para trás e vimos que eles já tinham ido embora levando minha pochete, o carro ficou todo aberto, foi ai que me lembrei que dentro da pochete além de ter o dinheiro que que era uns 2,000 reais estava também meus documentos do carro e CNH, nessa hora o filho da vendedora saiu do bar onde estava foi em casa e pegou uma arma e saiu a procura dos meliantes, mas era tudo encenação pois depois eu desconfiei que foi ele mesmo que armou tudo, chamamos a polícia a qual rodou com a gente pelo bairro mas nada encontrou, fizemos o boletim de ocorrência, pois eu fiquei sem minha CNH e o documento do carro então tinha que ter um comprovante disso se eu fosse parado na estrada. Eu comecei a desconfiar do filho, pois ele sempre ficava junto da gente conversando, na hora em que estávamos pegando mercadoria, e na hora do assalto ele não estava perto de nós, estava num bar, e ele tinha uma Brasília para fazer o motor, mas como estava desempregado, ela estava parada, e na outra semana meus documentos apareceram na casa dele e como eu estava em Mariana eu fui la pegar, e foi nessa época que também nasceu Wendel filho de Neide, irmã de Teka, com Mario um pilantra que se dizia pastor, foi ai que desconfiei ainda mais que no outro mês a Brasília dele já estava andando, como um cara desempregado fez o motor da Brasília? Ai eu cortei a mercadoria da mãe dele e da nora dela, e olha que elas vendiam bem e muito, mas eu tinha quase certeza que foi o filho dela que armou tudo. Na semana em que Wendel nasceu eu estava lá com Luciano e Fatima irmã de Neide também, lá conhecemos o pilantra do Mario pai de Wendel que se dizia pastor e que iria cuidar bem do menino, ele já vinha de outro relacionamento que tinha outros filhos que não cuidou, e mentiu para nós, pois não cuidou de Neide, ou seja foi um pilantra, então Neide ficou em má situação, pois ela já tinha a Jeniffer para cuidar agora mais uma criança, então eu e Teka resolvemos ajudar ela e todo mês a gente depositava 100 reais para ela, isso até ela se estabelecer ou encontrar uma pessoa e foi. Me lembro que naquela semana do assalto eu não ganhei nada pois minha comissão não deu por causa do assalto, só Luciano que recebeu sua semana e me lembro que foi naquela época em que comprei uma calculadora pra Luciano, pois ele estava preste em viajar com seu próprio carro e abrir mais praças. Foi também quando Luciano viajava comigo naquela época que um dia na casa de dona Gildete uma vendedora que era daquelas crente pentecostal mesmo, que levava muito Deus a sério que veio me falando algo que até hoje me lembro, ela gostava muito de mim, nesse momento lá, Luciano estava no carro pegando mercadoria, quando ela me disse que via em mim o brilho do Espirito Santo, mas em Luciano ela me disse que via uma coisa ruim, eu não falei para ela, apenas que disse que Luciano era um cara legal e amigo de infância, mas por aquela época Luciano andava indo em terreiro de candomblé, isso eu não poderia falar para ela, e foi naquele época que Teka dormia na casa dele para ficar com Janete sua esposa a qual estava gravida e Teka para ajudá-la as vezes dormia lá, e dormindo la Teka viu um batente de porta diferente e perguntou Janete o que era aquilo, na época Janete desconversou e falou que tinha ganhado e era nada importante, mas depois, como eu e Teka estava os ajudando e muito e falávamos muito de Deus para eles, ele nos contou que aquele batente de porta foi ganhado no terreiro dado pela mãe de santo, ela nem sabia e nem conhecia eu e Teka mas viu um casal querendo leva-los para luz ai deu aquele negócio para nos afastar, Luciano e Janete sabia que se tratava de eu e Teka, e olha que naquela época os ajudamos muito em várias área da vida deles, inclusive chamando eles para ir a igreja que na época éramos da Presbiteriana e Teka tinha um grupo que ela fazia visita e oração, e incomodamos os demônios tentando levar Luciano e Janete para a luz, e para honra e gloria de Deus conseguimos levar eles para igreja e até se batizaram e casaram na Assembleia de Deus  Central no ano de 2007 em que estávamos. Mais para frente que vou estar falando, aqui quando chegar o ano de 2007.
Luciano vendo que estávamos os ajudando e muito, nos contou isso e começou a pensar em ir para igreja evangélica.
Foi naquele ano de 2003 em que compramos nosso terreno no bairro Três irmãos, eu e Teka morávamos no Aldecir em cima de sua laje, não pagávamos aluguel, mas queríamos comprar nossa própria casa, foi ai que saímos a procura e até chegamos ver umas casinhas e apartamento da Frienge, mas seu João Teodoro que nos falou de uns terrenos no Três Irmãos que era do seu Gilson, dono da Jardinlândia, e fomos lá ver, e compramos ele.
Dia 01 de outubro de 2003 demos mil reais de entrada e 60 prestações de um salário mínimo, que na época era de 240 reais e todo ano aumentava. Ficamos muito felizes com a compra do terreno, ai começava uma nova fase em nossas vidas em construir nossa casa. E foi nessa época também que os traficantes do Floresta mataram Alex e outro rapaz e o colocaram dentro da mala do carro de Alex e deixaram na rua, fui la ver e la vi meu irmão e comentei com ele a compra do terreno. Foi triste a cena, pois conhecíamos, principalmente Alex o qual já tinha trabalhado na confecção em que Teka trabalhou anos antes, ela conhecia ele, mas tudo por causa de drogas, mas uma cena triste, os dois mortos baleados dentro da mala do próprio carro de Alex, que na época era um Verona.
Logo Luciano já estava com um Monza e com a sua carteira de habilitação e abrindo praças e chamou Daniel neto de seu João para ser seu ajudante, eu chamei meu cunhado Divino para viajar comigo, nisso ele moraria também. Foi também por essa época mesmo que numa viagem indo para Belo Horizonte, eu no Corcel com Divino, Luciano no Monza com Daniel e Chuchu que trabalhava para Geraldo no Verona, Luciano cismou de bater um pega com Chuchu no Verona, e ai não deu outra, depois em BH o Monza bateu o motor ai Luciano colocou o carro numa oficina lá e me ligou pois estava perdido num lugar lá e não conhecia, eu que tive que ir ajudar ele, e o tempo em que o Monza ficou concertando, ele e Daniel trabalharam junto no meu carro, foi até divertido, pois a gente até farreava, mas foi falta de juízo de Luciano bater pega.




Tive que parar de escrever pois o tempo me falta a correria do dia a dia não me deixa escrever nesse blogger, mas estou escrevendo no meu Note Book . Hoje é dia 09 de outubro de 2017 ainda nos amamos muito e servindo o Criador em Cristo Jesus vivemos intensamente, perdemos nossa casa na tragédia dia 12 de janeiro de 2011, mas conseguimos nosso apartamento e compramos nossos moveis tudo novinho,  ainda temos nosso carrinho um Palio Fire 2001. Teka Braga, a Márcia tirou habilitação, e também compramos um bom terreno na fazenda da laje, Deus está no controle de tudo . Me formei em instrutor de Trânsito e MOPP, na Universidade de História está trancado e nem sei se vou voltar. somos muito felizes. O mundo está um caos mas a nossa fé esta de pé e nosso amor cada dia se renova.


Passamos por muitas coisas juntos nesses 21 anos juntos, momentos bons e ruins superamos muitas coisas, mas duas coisas que sempre tivemos, a fé em Deus, o nosso compromisso com ele e nossa fidelidade e amor um pelo o outro.


Uma coisa tenho certeza que encontrei a mulher da minha vida Senhorinha Custódia Rosa é Márcia Durleval Pereira que hoje é Teka Braga.

Juntos estamos em busca do Paraíso e convidamos muitos também para aceitar Cristo e juntos conosco ir para o Paraíso de Deus.

Heziel Evangelista Braga

Senhorinha Custódio Rosa
Márcia Durleval Pereira
Senhorinha Custódia Braga
Teka Braga.
A Eterna Márcia...
A Misteriosa Senhorinha...
Em Busca do Paraíso.

Nova |Friburgo 09 de outubro de 2017.



Continua: